Batgirl
2 Capítulo 2
Dois meses se passaram desde que Batman havia tirado o uniforme da menina. Os jornais relatavam seu sumiço após a fuga da prisão, porém a cidade continua sendo muito bem protegida pela equipe restante.
A Batgirl passava seu horário acompanhada de Alfred, o mordomo da casa ou treinando, já que suas notas eram muito boas no colégio possibilitando que suas horas de estudo fossem baixas. A menina eventualmente percebeu que nunca havia tido a oportunidade de ter uma adolescência normal, mas agora longe das responsabilidades do uniforme, não tonha ideia do que pessoas da sua idade faziam.
Estava deitada no sofá comendo biscoitos e lendo, quando seus irmãos chegaram pela porta da frente. Havia desespero em suas vozes, a menina se levantou instintivamente. Jason, Grayson e Damian traziam Tim em seus braços, ele gemia de dor enquanto sangue escorria de um ferimento profundo manchando o carpete do salão.
Os uniformes vermelhos banhados em sangue inimigo davam aos meninos uma imagem de pós-guerra. Sua mente sofreu um choque de adrenalina ao ver Tim gritar de dor mais uma vez.
— O que aconteceu? – A jovem correu jogando tudo do carrinho de biscoitos para o chão.
— Cinco contra um. – Dick respondeu enquanto eles depositavam o irmão no carrinho.
— Como isso é possível? – A menina se sentia perplexa enquanto subia no carrinho e fazia pressão no ferimento.
Ambos foram carregados corredor a dentro, Alfred se apressava com as luvas enquanto Jason colocava Tim na maca. A garota se afastou com a roupa manchada de sangue, suas mãos tremiam de raiva, observava Tim desmaiar pelo choque e só pensava que aquilo era sua culpa. Se ela estivesse lá, ele nunca teria que lutar sozinha contra 5 caras. Ela tinha um dever e não podia exerce-lo. Tudo isso só havia acontecido por causa dele, ela se lembrou de Bruce imediatamente.
A pressão sanguínea de Tim caiu repentinamente, Batgirl enfiou uma agulha em seu braço e outra no braço de Tim. Seu sangue O era a bolsa universal da equipe para qualquer emergência. Ela cutucava a agulha de seu braço para que o sangue fluísse mais rápido.
Depois de muitos minutos Tim recobrou a consciência enquanto Alfred e Dick trabalhavam para deixa-lo inteiro. Ele estava pálido e tentava falar:
— Poupe suas energias, Tim. – ela sorriu tentando passar confiança. – Nos salvamos você, você vai ficar bem.
Seus olhos se fecharam e ele voltou a dormir, a menina arrancou a agulha de seu braço, ele já não precisava mais. Agora ela iria atrás do culpado.
{...}
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