Batalha entre Dumbledore e Grindelwald
1 Seu primeiro Bicho-Papão
Havia dois picos montanhosos obscurecidos pela noite escura e profunda. O grande Vale enevoado sobrecarregava-se ainda mais pela densa névoa escura e gélida que perpassava suas redondezas, árvores com galhos secos e folhas marrons. Havia um pequeno rio bem perto dali, viscoso e negro que borbulhava estranhamente. Nos céus, pequenos pontinhos brancos de luminosidade começaram a aparecer gradativamente, a praia com suas ondas quebrando ao horizonte estava silenciosa e fria. Bem perto dali, houve um estalo e um homem, com capa cor tempestade, cabelos castanhos e pequenos pelos ruivos aparecera. Este era alto, corpulento e com passos vacilantes. Levantou sua mão com um aceno de varinha e murmurou:
— Lumus! Uma bola de luz ofuscante saiu da ponta de sua varinha, pôs-se de lado do bruxo e acompanhou-o enquanto verificava a praia.Os arredores eram sombrios, a lua não aparecera tão perceptível no céu, entretanto a luz das estrelas alimentavam as águas que quebravam ao norte. O homem andou um pouco mais depressa em direção ao grande Vale, aprofundou-se ainda mais em sua capa, obviamente o frio estava torturante. Carregando consigo uma leve dose de angústia, teve medo de não perceber algum Feitiço de Proteção aos arredores, contudo não achara nenhum. Uma leve brisa salgada perpassou seus cabelos mui castanhos, fecharia os olhos para aproveitá-la, entretanto deveria manter cautela para o que quer que fosse possível enfrentar. Afinal seu amigo era tão inteligente quanto ele, jamais duvidara de sua intelectualidade, mesmo após ser expulso do seu colégio.Ainda suspirando, tateou um pouco mais pela areia fofa, e viu que ao longe, uma fumaça verde emanava dentre as árvores negras, perturbou-se então no seu lugar, e seguiu-a para ver mais de perto. Chegando então ainda mais perto da fumaça, viu que algo se mexera nas águas, não tivera tempo de perceber, até corpos mortos, com olhos revirados das órbitas tateavam para fora da água, suas mãos grotescas e negras chegavam á superfície da praia, procurando seu invasor. O homem afastou-se com cautela para entrar no grande Vale, levantou sua varinha e percebera segundos depois que a bola de luz desaparecera de seu eixo e tudo apagou-se. Murmurou o feitiço novamente no exato momento que rostos protuberantes e dentes negros, sem olhos aparecera arquejando à sua frente, entrou ainda mais dentro da floresta para fugir de seu raptor, mas saberia que seria inútil. Procurou na sua mente possíveis feitiços que lhe ajudariam, lera sobre eles semanas atrás... — Confringo! — gritara o homem, afastando-se enquanto estes o perseguiam noite a dentro. Repetiu o feitiço demasiadas vezes assim como outros que talvez funcionasse. Bombarda! Bombarda Máxima! Reducto!Após alguns segundos, percebera que as criaturas morriam em contato com o fogo, foi aí que lhe veio mais algum feitiço, tão perceptível e claro em sua mente. Mentalizou-o e agitou a varinha no ar. Chamas densas e impetuosas emanaram de sua varinha como uma bomba caótica, rajadas de fogo atravessavam a escuridão no grande Vale, enquanto o homem girava a varinha para todos os sentidos. As criaturas, que tentavam entrar dentro do escudo de fogo lutavam inutilmente, o homem agora protegia-se com um arco de chamas, até ver, que todas as criaturas à fora desapareceram. Caminhou dentre as curvas da floresta negra até desaparecer.Usou o feitiço para criar mais uma bola de luz, e enquanto esta estava prestes a sumir, conjurava outra. A floresta parecia um pesadelo sem fim, galhos de árvores impregnavam-se em sua capa, seus pés estavam com lama e percebera que pisara em sangue também, ouviu uivos perpassarem na florestas, gritos demasiados angustiantes, até pensou que algo rastejasse entre as árvores. Sentira o frio penetrar sua espinha, arrepios subiram por todo seu corpo. O homem percorreu ainda mais o Vale, pensou algumas vezes estar andando em círculos, mas jamais lhe ocorreu que o caminho estivesse errado, estudara-o para saber. Chegara a um trecho, as árvores estavam postas lado à lado, enfileiradas acima de montinhos de terra para um caminho em uma estrada peculiar. O homem hesitara alguns segundos, depois entrou na estrada, deixando a varinha empunhada. Passando-se alguns minutos por um estrada que talvez não acabasse mais, o homem ouviu pequenos sussurros repetitivos, tão veementes e horrendos. A estrada elevou-se até um única árvore, grande e marrom nas quais as folhas não parava de cair. Caminhou vacilante até a árvore, com um impulso, sentiu algo rastejar atrás de si, virou-se e uma grande esfinge erguia-se à sua frente, alta e híbrida cuja face estava obscurecida pela noite, o homem achou que a criatura estava sorrindo para ele, tão maléfica e mortal. Esta falou com sua voz retumbante e majestosa ao homem:— Decifra-me ou te devoro. O homem levantou sua varinha para a criatura, sabia que feitiços jamais a impediriam de devorá-lo, então com uma hesitação formal, abaixou-a e perguntou à criatura:
— Diga-me o tal enigma — sua voz falhou um pouco.A criatura ergueu-se ainda mais e disse:“Primeiro pense no lugar reservado aos sacrifícios, Seja em que templo for. Depois, me diga o que é que se desfolha no inverno e torna a brotar na primavera? E finalmente, me diga qual é o objeto que tem som, luz e ar e flutua na superfície do mar? Agora junte tudo e me responda o seguinte, Que tipo de criatura você não gostaria de beijar?” O homem pensou em todas as possibilidades para a resposta, talves fosse uma criatura, ou alguma metáfora relacionada à sentimentos, ou alguma pessoa. Relembrou em sua mente tudo aquilo que poderia ser plausível. A resposta veio em sua mente, e lembrara do livro que seu pai tinha e lera-o secretamente, então respondeu:— Ararambóia — respondeu alto, abaixou os olhos um momento e depois olhou para esfinge, que já não estava mais ali. À sua frente, a arvore desaparecera e já não havia mais nenhuma enfileirada.O caminho pareceu muito longo, passara por duas provas difíceis e quase morrera nas duas, se seria possível levar tudo aquilo à cabo, faria-o, mas prometera ao Ministério que resolveria o problema e faria o máximo, até além de seus limites. Passara mais alguns minutos no Vale e tentou pensar em todos os feitiços necessários caso lhe conviesse um perigo, suas entranhas reviravam-se no estômago e um frio impermeável transcorria todas as veias do seu corpo. Murmurara os feitiços de luz tantas vezes que passara-os a conjurar mentalmente. As árvores acabaram, um grande pântano envolvia-o agora, tão longínquo e asqueroso. Capins e outras ervas daninhas cresciam ali, assim como pequenos lagos tão sujos e esverdeados que lhe causavam arrepios. Ao longe viu que uma bandeja, com algo prateado dentro estava clareando o pântano, estava levitando perto de um lago. Caminhou ainda mais depressa para a bandeja, chegou até ela ofegante e pensativo. Um líquido viscoso e prateado rodeava dentro dela, viu imagens luminosas transpassarem dentro do objeto, enquanto procurava saber o que aquilo significava. Então viu um pequeno frasco que levitava há alguns centímetros da bacia, andou até ele, segurou-o em seu pulso. Algo também prateado mexia-se dentro do frasco, uma ideia perpassou sua mente e queria fazê-la. Caminhou até a bacia, destampou o frasco e derramou-o dentro dela, aproximou seu rosto da bacia enquanto imagens nítidas apareciam dentro dela, até esta puxá-lo para dentro fortemente. Caiu alguns segundos e pousou firmemente no chão, olhou aos arredores de um pequeno quarto escuro, bagunçado e familiar. Conhecia aquele lugar, andou um pouco pelo recinto e pequenos retratos na parede se mexeram, foi então que percebeu onde estava. A foto na qual dois adolescentes sorriam com seus braços apoiados um ao outro, reconheceu ser ele ao lado direito da imagem, e outro o homem pelo qual procurava na floresta sem fim. Enquanto tentava pegar o quadro, percebeu que a porta da frente abriu-se numa batida sensível, e percebeu que uma velha de cabelos brancos e óculos tortos abriu, segurava uma lamparina e sorria. — Gellert, tem uma visita para você querido — disse a velha. Batilda Bagshort. O homem não sabia que Grindelwald estava no quarto. O garoto levantou-se da cama que o homem não percebera, seus cabelos loiros estavam caídos sobre seus olhos, claros e um pouco fundos abriram-se juntamente com um bocejo leve. — Tia, por quê em nome de Merlin alguém me perturbaria a esta hora da noite? — indagou Grindelwald, enquanto se levantava da cama. Uma garota de longos cabelos castanhos, olhos um pouco separados e um sorriso encantador apareceu ao lado da velha. Grindelwald olhou-a com preocupação, Batilda abriu espaço para a garota entrar, saiu do quarto e fechou a porta. — Ariana, o que está fazendo aqui? — quis saber Grindelwald, enquanto levantava-se totalmente da cama, foi até o armário e vestiu uma camisa de mangas longas. Ariana olhou-o com interesse, depois voltou ao seu estado normal, quando este lhe chamou atenção. — Tenho o que procurava Gellert, minha mãe havia deixado para mim e eu não percebi — a garota tateou dentro de seu bolso e puxou algo para fora, enquanto Grindelwald aproximava-se para observar.Ariana retirou dentro da capa, uma pedra um pouco triangular e negra. Esta flutuava na mão da garota, pelo que Grindelwald percebia, Ariana não sabia no que se tratava.— Onde achou? — indagou Grindelwald aproximando-se ainda mais de Ariana. Viu que a pedra brilhava em contato com a luz que o garoto acendeu, o homem posto no fim do quarto, olhava quase sem piscar. — Minha mãe colocou-a dentro de uma caixa pequena de jóias que ela tinha, algo me diz que que caixa estava enfeitiçada, não sei como consegui retirá-los lá de dentro — explicou Ariana, sentando-se ao pé da cama de solteiro. — Retirá-los? — Grindelwald que sentou-se ao lado de Ariana quase paralisado com a pedra que girava na mão da garota, agora prestava atenção em sua face. — Não encontrei apenas a pedra, achei duas cartas que minha mãe escreveu. Uma explicando algo sobre Relíquias da Morte e outra sobre meu verdadeiro paradeiro.— Como assim seu verdadeiro paradeiro? — os olhos de Grindelwald se esbugalharam para saber mais sobre as cartas que Ariana achara. — Minha mãe escrevera dois dias após meu nascimento, ela explicou... sobre meu pai... — Grindelwald percebera que a garota chorava — Ela havia escrito que Percival que eu pensei ser meu pai, não era verdadeiramente meu pai. — Ariana, o que está dizendo? — disse Grindelwald. — Minha mãe estava grávida antes de casar-se com meu pai, obviamente meu pai não sabia disto, pois não completara nem dois meses que estava grávida de mim. Após alguns anos convivendo com essa mentira, meu pai soubera e ficou com raiva, isto explica quando ele matou aqueles trouxas e tivemos que nos mudar. Grindelwald abraçou-a, esta estava chorando e sem motivos para parar, Grindelwald puxou o rosto da garota para o seu, viu que seus olhos estavam vermelhos, beijou sua testa. Ariana olhou-o e enxugou suas lágrimas que transcorriam por suas bochechas. — A outra carta — puxou um pedaço de pergaminho com manchas amarelas por todo o papel — ela menciona algumas Relíquias, você sabe alguma coisa sobre isso? — perguntou Ariana arrumou-se na cama, esta entregou a carta ao homem, ele abriu e começou a ler o pergaminho. Passou-se alguns minutos até Grindelwald levantar-se com um salto e começar a trocar de roupa. — Onde vai? — Ariana levantou-se também, preocupada. — Ariana, seu "pai" Percival achou a primeira Relíquia da Morte, aquela que denominam Varinha das Varinhas — explicou Gellert — já pensou se eu a possuísse? As histórias que percorrem os séculos são surpreendentes. Nunca soube o que eram as Relíquias da Morte? Ariana meneou a cabeça com negatividade, Grindelwald que suspirou um pouco, explicou resumidamente para a garota sobre as Relíquias da Morte. Ariana perturbou-se com a informação, andou até ele e segurou seus ombros. — Gellert não vá atrás disto, tenho certeza que há um motivo pelo qual estava varinha tenha passado por tantas mãos — alertou Ariana, enquanto segurava seus braços impedindo-o de aparatar.— Ariana, tenho que ir buscá-la, procuro-a há muito tempo e não perderei tempo sabendo que outra pessoa possa tê-la antes de mim. Agora, entregue-me o pergaminho, ele explica o local exato onde procurar. Ariana apressou-se em pegar o pergaminho na cama, apertou o papel contra seu peito. Grindelwald apunhou a varinha para o rosto da garota, Ariana afastou-se de Gellert enquanto o homem apontava a varinha profissionalmente. — Não lhe darei isto Grindelwald, você disse que queria apenas esta pedra e eu procurei-a para você e você sabe o porquê. Achei que ficaríamos juntos apenas pelo fato de você saber que eu seria suficientemente boa para você, agora não quero lhe deixar ir, não por isso. — Ariana, afaste-se de mim. É uma tola se pensou que eu me apaixonaria por você — anunciou Grindelwald, murmurando algo e de repente um lampejo vermelho emanou de sua varinha, Ariana aprumou-se no seu canto, até algo estalar e o um homem de cabelos castanhos ricochetear o feitiço à frente da garota.— Alvo... — gaguejou Ariana, enquanto afastava-se do homem.Alvo Dumbledore olhou para a irmã quase sem expressão, puxou o braço para afastá-la de si.— Ariana, vá para casa agora. O que deu em você? — quis saber Alvo, olhando agora para Grindelwald atento.
— Alvo, nada que eu faça interessa a você. Você tenta ter ser nosso pai mas jamais será, então não haja como ele — discutiu Ariana, gritando atrás do irmão. Grindelwald agora sorria, suas feições eram tortas porém bonitas. Seus longos cabelos loiros estavam em seus olhos, arquejava muito apontando a varinha para Alvo.— Alvo, não quero lhe machucar, saia da minha frente agora — preveniu-lhe Grindelwald — Estupefaça! O feitiço atingiu o escudo de Dumbledore. Ariana fora empurrada bruscamente e bateu a cabeça na parede de madeira do quarto. — Ariana! — gritou Dumbledore levantando-a. Grindelwald partiu para cima de Dumbledore, esmurrou o rosto dele enquanto ambos lutavam ao braço. Ariana aproximou-se dos dois gritando para que parassem, rastejando para a varinha próxima. Se levantou e apontou a varinha de Dumbledore para os dois, Grindelwald e Dumbledore fizeram o mesmo. Ariana ficou em pé em frente ao seu irmão, separou Grindelwald pondo-o de lado com a varinha em seu rosto. — Afaste-se de meu irmão Gellert — anunciou Ariana — vamos Alvo. — Vocês não levarão meu pergaminho e a minha pedra! — gritou Grindelwald puxando a varinha aos seus pés. Os lampejos foram tão fortes, que Dumbledore atrás de Ariana estatelou-se na porta do quarto. Dumbledore levantara seus olhos para o duelo que acontecia, viu que Grindelwald lançara feitiços estuporantes e Ariana de algum jeito os revidava. O segundo foi tão rápido, que Dumbledore jamais esquecera aquilo. Um lampejo verde juntamente com um grito estridente emanou no quarto, Ariana desabou no chão. Morta. Dumbledore rastejou até sua irmã e percebeu que Grindelwald desaparatara dali levando o pergaminho consigo. Lágrimas caíram de seus olhos, seu peito arfava de dor e sofrimento vendo que sua irmã não respirava. Os olhos da garota que um dia vivia dentro do porão que sua mãe lhe mantinha estava ali, jogada no chão atingida por uma Maldição Imperdoável. Dumbledore olhou-a com raiva, seus olhos doíam por Ariana e o Alvo Dumbledore que estava no fim da sala fora trazido de volta ao pântano da floresta sem fim.Alvo Dumbledore ainda chorava, seu sofrimento aparecendo em suas feições jovens. A bacia agora afastava-se lentamente para longe dele, e Dumbledore sentiu alguém caminhar em sua direção. Virou-se instintivamente, e um homem de cabelos loiros, seus olhos mais fundos e sem vida. Seu rosto estava com cicatrizes feias. — Presumo que já saiba o que acontecera antes de você chegar no quarto naquele dia Alvo — disse Grindelwald, sua voz estava baixa e mansa — espero que tenha conhecimento do que custou sua imprudência.Dumbledore arfava ainda mais, seus joelhos tremiam juntamente com as suas mãos, não poderia dar trégua a Grindelwald, não quando estava tão perto em derrotá-lo. — Tenho que admitir que não pensei que viria atrás de mim. As minhas armadilhas foram tão complexas que jamais qualquer bruxo passaria por elas — disse Grindelwald — mas afinal, Alvo Dumbledore está aqui e conseguiu passar por todas elas! Grindelwald riu, puxou sua varinha e começar a andar pelas extremidades do lago. Dumbledore seguiu-o com a ponta de sua varinha, cauteloso com os passos de seu adversário. — Está é a... — gaguejou Alvo olhando a Varinha das Varinhas na mão de Grindelwald.— Foi difícil achá-la é claro, mas infelizmente não tive que matar o velho Gregorovitch — explicou-lhe Grindelwald — não imagina a potencialidade dela Alvo.— Imagino as coisas que fez com ela Gellet, e suponho que não foram boas — retrucou Alvo. Grindelwald sorriu novamente.— Alvo, sempre fomos amigos e sempre discutimos como ganharíamos este mundo juntos — Grindelwald aproximou-se de Alvo, ambos ficaram face a face ainda com a varinha de Dumbledore contra o peito de Grindelwald — imagine as coisas extraordinárias que faríamos, todo o mundo bruxo aos nossos pés, já parou para pensar?Dumbledore sabia que Grindelwald faria qualquer coisa para lhe impedir que o derrotasse, prometeu a si mesmo que não se perturbaria com qualquer que coisa que o mesmo planejasse, mas na verdade, não queria machucá-lo. — Sempre achei que sempre seríamos melhores amigos Gellert. Conquistar o mundo? Éramos felizes nas pequenas coisas que a nossa juventude nos proporcionou. Até você... matar minha irmã. Grindelwald olhou feio para o amigo, apertou a varinha na mão. — Ela não me deu escolha Alvo, você sabe disso — Alvo começara a chorar novamente — eu jamais quis matá-la.— Era para eu ter morrido no lugar dela! — Dumbledore arquejou.— Eu nunca lhe mataria Alvo. Sabe disso.Dumbledore empurrou Grindelwald, este cambaleou e começou a ficar com raiva. — Nunca entendi sua obsessão Gellet — Alvo balançou a cabeça, seus olhos ainda lacrimejando — eu só queria ser seu amigo, apenas isso. Porquê você queria estas coisas? — Alvo aproximou-se dele, Grindelwald fitou Alvo — Responda-me!— Porque eu te amava! — gritou Grindelwald, Alvo Dumbledore estremeceu e recuou alguns passos. Nunca ouvira aquilo de ninguém, e mesmo sabendo que poderia ser uma farsa, acreditou no que o amigo lhe disse. — Agora Alvo, você escolheu seu caminho, e espero que não atrapalhe o meu — Grindelwald se afastou e Dumbledore soube o que ele faria. Alvo Dumbledore partiu para cima dele, Dumbledore foi puxado violentamente enquanto aparatavam, seu estômago revirou e seus membros se materializavam em outro lugar, atrapalhando o destino de Grindelwald. Dumbledore estava novamente na praia. — Expelliarmus! — brandou Alvo e Grindelwald se protegeu do feitiço. — Petrificus Totalus! — contra-atacou Grindelwald e Dumbledore afastou-se do feitiço paralisador. Grindelwald apontou a varinha para as árvores e os galhos saíram de seu lugar e prenderam os membros de Dumbledore, o mesmo soltou-se após ofuscar os olhos de Grindelwald. Ambos duelavam fortemente, Alvo lhe atirava azarações fortes que conhecia, entretanto seu adversário as ricochetava. Grindelwald tentou controlá-lo com o Imperius, mas Alvo não deixou ser controlado. Lampejos de várias cores transcorriam aos arredores da praia, ao longe o sol aparecia fortemente. Alvo protegeu-se em um rochedo extenso após ter corrido e Grindelwald ainda tentava lhe paralisar. Dumbledore fugiu da pedra e agitou a varinha, um monte de areia prendeu os pés de Grindelwald e Dumbledore correu para desarmá-lo. Os dois rapidamente, lançaram feitiços estuporantes, foram jogados violentamente na areia, segundos depois levantaram-se.— Você é persistente tenho que admitir Alvo — disse Grindelwald retirando algo de seu bolso.— O que é isso? — tudo girava ao seu redor, apoiou-se na pedra que minutos antes estava escondido. — A Pedra da Ressurreição — anunciou Grindelwald — podemos trazê-la de volta.Dumbledore olhou tonto para a pedra que seu adversário carregava.— Nenhuma magia pode ressuscitar os mortos — disse Alvo rispidamente.Grindelwald pôs a pedra na palma de mão e girou-a três vezes para funcionar. Esta brilhou intensamente e depois se apagou. No meio dos dois, uma garota mais nova que ambos aparecera, seus longos cabelos castanhos jogados em suas costas, seu vestido que estava usando na noite em que morrera. Ariana voltou a vida.— A-Ariana... — disse Alvo, desabando no chão, tremendo dos pés a cabeça.— Alvo — Ariana caminhou ao seu encontro, Grindelwald estava olhando pasmo para a situação — desculpe-me.Foi como levar uma bola de fogo em seu peito, começara a chorar, até sua irmã lhe chamar a atenção:— Ficarei na frente dele ofuscando sua visão enquanto você o desarma — disse baixinho Ariana, dando para Alvo a varinha que ele derrubara. A mão dela estava fria e viu que estava triste, ansiando para partir — agora!Ariana correu na direção de Grindelwald, o homem lançou-lhe uma maldição, mas esta continuou correndo. Dumbledore apontou a varinha e gritou o feitiço, desarmando Grindelwald. A varinha de Grindelwald voou pelo ar, e Dumbledore segurou-a profissionalmente. Apontou-a para seu adversário.— Estupore! — Grindelwald caiu inconsciente no chão. Ariana à sua frente, sorriu para o seu irmão pela última vez. O sol agora aparecera totalmente e uma brisa sinuosa passou pelos seus rostos, Ariana agora desaparecia em uma junção de luz e Dumbledore acenou, chorando.Caminhou cambaleante até Grindelwald que estava desacordado. Mesmo após a morte de sua irmã, Dumbledore ainda sentia algo pelo homem que um dia foi seu amigo, queria que tudo fosse diferente. Dumbledore beijou a testa do amigo juntamente com suas lágrimas, e não tão perto dali ouviu um estalo e alguém correu ao seu encontro.— Alvo! Alvo! — o homem gritava preocupadamente.— Olá Elifas — disse Alvo, sorrindo para o amigo.— Você está bem? Está ferido? — exigiu Elifas, avaliando medicamente o estado físico do companheiro. Dumbledore levantou-se, deu umas palmadinhas nas costas do amigo e disse:— Estou bem meu amigo, o que seria um duelo sem algumas cicatrizes hein? — disse Alvo sorrindo um pouco e enxugando as lágrimas. Dumbledore murmurou algo, e cordas saíram da ponta de sua varinha, envolvendo Grindelwald. — Leve-o para o Ministério Elifas, irei em breve para lá. — Dumbledore, você não está parecendo bem... — Não se preocupe comigo, conto-lhe tudo depois — Dumbledore levantava Grindelwald e o colocava-o seus braços no pescoço de Elifas — agora vá, preciso resolver algo antes. — Tudo bem, tudo bem... — Elifas fechou os olhos e com um estalo desaparatou dali, deixando Alvo sozinho na praia.Alvo Dumbledore andou até o rochedo próximo, e hesitou um pouco olhando para o horizonte. Ficar com a varinha seria má ideia, sabia disso. Mas enquanto vivesse certificaria-se que ninguém a tomasse dele, mesmo uma varinha com más feitos, poderia causar bons feitos, se estivesse com seu dono certo. Pôs suas mãos no meio do cabo da varinha, hesitou alguns instantes e decidiu que não a quebraria. Após alguns segundos, Alvo Dumbledore pensou em todo o duelo que ocorreu. Tempos como aqueles jamais seriam tirados de sua mente, sabia disso e sempre saberia. Com um sorriso, olhou o horizonte mais um vez, sua irmã estava bem, Grindelwald não espalharia o terror novamente. A partir dali, tudo mudaria, era o que esperava. Guardou a Varinha das Varinhas na capa juntamente com a Pedra da Ressurreição, e com um estalo, desapareceu dali em direção ao Ministério da Magia.
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