Notas iniciais
Oi, desculpe a demora

P.O.V Narradora.


Todas as equipes se encontravam em uma sala estranha toda branca.

- O que exatamente estamos fazendo aqui? – perguntou Andrew. Ele estava próximo a Lily, que parecia muito branca desde que vira a menina Sant’Anna morrendo.

- Vocês estão aqui para se prepararem para a próxima sala. – respondeu uma voz que todos ali já conheciam.

Demie apareceu, toda sorridente. Trajava um vestido que ficava mudando de cor sempre que chegava perto de alguém. Os cabelos estavam presos no alto e estavam brancos, como na primeira vez.

- E por que não vamos logo para lá? – perguntou Violet, parentando estar irritada.

- Porque vocês estão sendo muito ridículos ultimamente. E ainda estamos preparando tudo. – respondeu Demie, fazendo com que seus cabelos ficassem roxos.

- E o que vamos fazer aqui, enquanto isso? – perguntou Lily.

- Sei lá. Se conheçam. Ou se peguem. Ou então fiquem contando carneirinhos. Sei lá. Não tenho mais a idade de vocês.

- Então por que a gente não se conhece melhor, Demie? – perguntou Andrew, saindo um pouco de seu transe.


P.O.V Demie.

- Então por que a gente não se conhece melhor, Demie? – tinha perguntado Andrew.

Droga. Por que eu fui ser tão anta e dizer que eles poderiam se conhecer melhor? Realmente, Demetria.

- Para você meu nome é Demetria. E você está tentando me paquerar, Kevin?- perguntei, tentando fugir do assunto.

Ele me olhou de um jeito like “Bitch, please”.

- Quantos anos você tem, Demie? – perguntou Violet.

- Por que seus cabelos mudam de cor? – perguntou outra pessoa.

- Como você conheceu Roiz?

- Por que eu não posso ler sua mente?

- Por que você usa essas roupas estranhas?

- Demie, por que...

- CALEM-SE!- gritei, sentindo que meus cabelos ficaram vermelhos e meio flamejantes.

Olhei para cada um dos participantes e depois para o meu braço direito. Não estava formigando. Isso significava que talvez Roiz me deixasse falar. Dei um longo suspiro.

- Certo. – comecei resmungona. – Respondendo sua pergunta, Violet. Tenho 23 anos. – respondi séria.

Os olhos de Lylian se arregalaram.

- Você é só um ano mais velha que eu! –disse ela.

Revirei os olhos.

- Sim. Mas tenho mais experiência com meus poderes do que você, Lily.

“Entenda, no meu caso, meus pais também possuem poderes... Ou seja, eu já nasci em uma família dotada de poderes e fui obrigada a ser alfabetizada em casa.

“Minha mãe trabalha em um hospital, já que ela é uma excelente curadora, mas às vezes pode cometer muitos erros, não fatais, mas mesmo assim erros. E meu pai, bem, não sei como posso chamar o dom dele, mas ele consegue controlar qualquer tipo de elemento, pode ser da natureza ou até mesmo os modificados”.

Certo, todo mundo estava olhando para mim como se eu fosse um tipo de livro muito interessante, aquilo me deixou muito fula da vida.

- E por que seus cabelos mudam de cor? – perguntou novamente Mary Jo.

- Esse foi um erro de minha mãe. É uma coisa complicada de se dizer. Meus pais são ruivos, bem ruivos mesmo. E, quando eu nasci, eu tinha os cabelos castanhos claros. Aquilo deixou minha mãe apreensiva. Ela ficou com um medo que até hoje nem ela sabe o porque do medo. Então ela me levou para o quarto onde ela geralmente treinar seus poderes. Minha mãe é uma curadora, mas não por curar, e sim porque ela consegue manipular os órgãos, pele, pelos e sangue de qualquer ser vivo, assim é mais fácil de curar a si mesma e aos outros.

“ Ela meio que manipulou os fios de meus cabelos, tentando coloca-los de modo a tocar meu sangue. Mas o que ela não sabia, era que ela havia cometido o erro de ligar os fios de meus cabelos na parte de meu cérebro onde está guardado meus ‘sentimentos’, por assim dizer. De inicio, meus cabelos ficaram completamente brancos. Aquilo a deixou desesperada e fez com que eu começasse a chorar e meus cabelos começaram a ficarem azuis celestes.

“Ai está o motivo de meus cabelos mudarem de cor quando estou irritada, feliz, sarcástica, o que for.”

Senti que tinha que responder Ramirez.

- A historia que acabei de contar já responde sua pergunta. Você não pode ler meus pensamentos porque minha mãe também manipulou isso e fez com que qualquer pessoa que manipulasse a mente não conseguisse me controlar. Uma forma de me proteger.

Quando terminei com aquilo, dei um sorriso leve ao lembrar da minha doce Cassandra. Ah, mamãe, como eu sentia sua falta. Sabia que ela não estava nem um pouco orgulhosa com o que eu estava fazendo, mas mesmo assim ainda sentia sua falta.

- E como você conheceu Roiz? – perguntou Violet.

A olhei por um momento. A tatuagem não estava queimando, o que significava que Roiz não iria se importar caso eu respondesse.

- Eu o conheci no Catastrítio. – respondi simplesmente.

Andrew pareceu curioso.

- Como assim?

- Bem, eu fui uma participante do Catastrítio. Fui convidada a entrar na competição quando tinha 19 anos. E Roiz também estava lá, mas nos bastidores, por assim dizer.

“Foi assim que eu me apaixonei por ele. E acabei ganhando a competição”.

Todos agora me olhavam como se nunca tivessem me visto uma única vez.

- Você ganhou a competição? Mas como se não lembro de você? – perguntou Lily.

Dei um longo suspiro.

- Eu havia quebrado as regras mais importantes.

- E quais eram elas?

- Me apaixonar e descobrir a verdade.

- Que verdade?

Naquele momento, a tatuagem começou a queimar meu braço.

-A ve....A ve...- eu tentava falar, mas a dor estava ficando insuportável .

Dei um berro com a dor e todos me olharam, amedrontados.

Aquilo era um sinal. Eu havia ido longe demais. No mesmo momento que pensei nisso, meus cabelos ficou laranja e dei um sorrisinho para eles.

- A verdade de que você é um idiota, André. – falei, rindo. – Certo, já chega. Agora acho que está tudo pronto para vocês entrarem na sala. Acompanhem-me, por favor.

Me levantei na mesma hora e todos se levantaram, me seguindo. Pude ouvir o sussurro de Sant’Anna para mim, invisíveis aos outros.

- Demie... Roiz está furioso com você. – disse ela, em um tom suplicante. Abanei a mão como se não me importasse e segurei as lagrimas que estavam escorrendo de meus olhos.

P.O.V Narradora.

Todos ainda tentavam entender o dialogo que haviam acabado de ter com Demie. Mas tiveram que se preocupar com outra coisa.

Estavam em um túnel cor de gelo onde várias luzes cor-de-rosa tomavam o lugar. E Demie havia sumido, também.

-Onde diabos essa mulher foi? – resmungou Kiri.

- Muito bem. Antes de vocês entrarem na grande sala, deverão passar pelo grande túnel! – disse a voz de Demie, alegremente.

Ramirez deu de ombros e foi tentar atravessar o túnel, mas quando colocou o pé perto de uma das luzes cor-de-rosa, sentiu um choque atingir todo o seu corpo.

- Cuidado, queridas. São lasers de choque!- avisou Demie, tarde demais.

Katherine sorriu para a prova, bufando sarcasmo.

- Tchau, otários. — e foi ultrapassando as luzes sem sentir nenhum choque. Logo sumiu numa porta vermelha no fim do corredor.

Marry Jo viu viu Violet avançar. Quando ela deu o primeiro passo, Marry a empurrou e começou a passar lentamente pelos lasers — encostando ocasionalmente na parede branca e fria.

Violet tremia, os choques eram intensos.

- Marry Jo... sua... vaca... — murmurou sussurrante.

- Temos de tirá-la de li! — disse Liliam.

Andrew não disse nada.

- Hei, olhe. — disse Ramirez, apontando para a parede próximo de Violet.

Algo se remexeu, a parede não era mais sólida.

Apareceu a forma de um rosto, logo em seguida um corpo forte, alto, duas asas e mãos brancas. Este pegou o corpo de Violet nos lasers, beijou a testa da garota e foi caminhando até o final do corpo.

- Quem é esse?

"Luca Torch, o Anjo do Inverno." sussurrou a voz de Sant'Anna no ouvido de todos, que se entreolharam.

- Novo integrante, pelo jeito. — disse Kirigaya. — Com licença, tenho de matar alguém. — tirou duas espadas da cintura e avançou em direção ao Anjo, desviando os lasers com as lâminas.

Luca andava com Violet no colo, que estava desacordada. Então de repente algo afiado cortou suas costas.

Sangue prateado desceu por suas costas.

- Roiz fez mau em te colocar na competição. — sussurou Kiri no ouvido de Luca.

- Seu... infeliz! — rosnou, empurrando Kiri para longe.

Após muitos choques, ele se posicionou de um modo que nenhum lasers o atingisse.

- Eu juro que, se não estivesse com Violet no colo, derreteria suas entranhas com minhas labaredas e congelaria seu corpo até que explodisse. — então o túnel começou a ficar quente, muito quente, labaredas de fogo negro surgiu por toda a parede e pelo chão.

Os outros campiões se afastaram.

- Passe por isso, espadachin idiota. — e Luca voou para a porta, deixando os outros presos.

- Idiota é você, Sr. Querubin Todo-Poderoso. — resmungou, batendo na parede.

Uma porta se abriu.

Ele entrou e sumiu.

Liliam P.O.V

- E agora? — perguntou Ramirez.

Respirei fundo.

- Não sei. — murmurei.

- Tudo bem, eu... — algo surgiu no chão, nos pés dela. — Roiz, não preciso de ajuda!

- VOCÊ SEMPRE PRECISA DE MIM, FELINA! — disse a voz de Roiz.

- Sou Rafaela Ramirez! — gritou e, em seguida, bufou. — Tá. Eu preciso de ajuda. — pegou as adagas do chão, respirou fundo e jogou-as.

Não pude ver de imediato, mas logo os lasers a nossa frente mudaram de curso.

Ramirez usara as lâminas para desviar as luzes.

- Agora que vem a parte difícil. — adquiriu distância e pulou, seguido de uma estrelinha.

Ela parecia a Britney Spears no clipe do Toxic, pulando, se esguelhando, arrastando, se contorcendo numa rapidez surpreendente. Os lasers poucas vezes a tocava, o fogo negro parecia desviar dela em particulas, mas ela nem gemia — pelo menos eu não ouvi. Assim que chegou a porta, sorriu para mim e Andrew e entrou na porta.

Instintivamente, peguei a mão de Andrew. Antes que eu tirasse, envergonhada, ele a apertou.

Nos entreolhamos.

- Se eu perder a consciência, me segura. — disse Andrew, avançando. Tentei impedí-lo, mas seguiu em frente.

Ele estendeu a mão e tocou o laser.

Seus olhos se comprimiram de dor, respirava ofegante e caiu num baque para trás.

- Agora sim... — ofegou. — Vem. — seu corpo ficou todo vermelho e com um pouco de transparencia. Assim que estendeu a mão, os lasers fizeram uma passagem para que eu e ele passássemos.

Assim que chegamos na porta, entre labaredas negras, pegou minha mão novamente e beijou-a.

- Vá primeiro.

Sorri, abaixei a cabeça e entrei.

Narrador P.O.V

Antes que Andrew entrasse, Marry Jo saiu de entre as labaredas, escondida, e imobilizou-o.

- Pensei que tinha entrado... — resmungou, entre respirações entrecortadas.

- Ah, não, querido! Quero uma ajuda para acabar com Violet e você me parece perfeito.

- Não vou ajudá-la nisso.

- Awn, vai sim. — e apertou o pulso dele, onde era a Maldição de Aquiles.

Andrew gritou de dor — suas cordas vocais de desgastaram, quase rompendo.

Poucos segundos depois, ele não podia mais falar.

- É, eu sei seu ponto fraco. De algum modo, posso ver o seu e de todos. Então tome cuidado comigo e me ajude acabar com Violet, Andrew Mosley Herdier.

E empurrou ele para dentro da porta, entrando em seguida.


Notas finais
~Le Individua Estupida e Veneficae!