Bastard
4 Capítulo 3
— Paty, sou eu. Abre essa porta.
Corri até a porta e a abri, me jogando em cima dele, o abraçando. Ficamos assim por um tempo até ele quebrar o silêncio. — O Treva morreu. Treva? Que nome... É o tal vulgo que eles tem. Mas quem é Treva? — Quem é Treva? Amigo seu? Eu sinto muito. — Não é, e não sinta. Deve estar acertando as contas com o diabo agora. Treva era o Patrão. Simplesmente não sabia o que dizer e novamente tudo ficou no maior silêncio. Até ele o quebrar. —'Não vai me dar os parabéns? – pergunta se afastando de mim e jogando a arma e a blusa no chão. — Desculpa, pelo o que? — Você tá olhando pro novo dono dessa porra toda aqui. De vapor pra patrão — diz sorrindo.— Parabéns. Não sei exatamente se isso é bom ou ruim. Ruim porque cada vez mais Marco está se envolvendo nisso e com mais essa agora... eu gosto dele, mas vejo aí qual o fim desses meninos. Não quero isso pra ele, mas é o que ele quer e não sou a mãe dele. Ele me olha estranho por um tempo e vem até mim, me puxando pra um beijo. Já tínhamos nos beijado assim antes, mas dessa vez tinha uma coisa há mais e eu sei o que é... mas eu tô preparada pra isso? Não tenho muito tempo pra pensar até porque Marco já está descendo a alça do meu vestido. "É isso que eu quero?" Repasso essa pergunta trilhões de vezes na cabeça e só tenho uma resposta à ela e à boca dele no meu pescoço: É o que eu quero. Eu sou fraca? Pode se dizer que sim. O cheiro dele... só o cheiro dele me leva aos céus. Marco dá um passo pra trás e me olha de cima a baixo, só de lingerie e me sinto envergonhada como nunca. Me remexo e ele percebe meu desconforto. Marco tira os olhos do meu corpo e me olha nos olhos. Naquele olhar ele pedia permissão e da mesma forma silenciosa, dei minha resposta. Ele me jogou delicadamente na cama, mas continuou em pé, passando os olhos por todo o meu corpo. Tenho certeza mais que absoluta que meu rosto está um vermelho vivo. — Marco... Ele se inclina e me beija. Um beijo calmo e delicado. Sinto uma de suas mãos em minha panturrilha e automaticamente movo meu olhar para lá. Delicadamente ele vai subindo até minha coxa, onde parou, as separou, se abaixou e deu um beijo próximo à minha intimidade, me fazendo arrepiar por inteiro. Ele percebe, dá um sorriso de lado sacana, puxa de leve a barra da minha calcinha e solta. Voltou seu olhar pros meus olhos e chupou a parte da minha barriga a baixo do umbigo, subiu mais um pouco e abaixou uma das alças do meu sutiã. E deu outro chupão no meu seio direito, depois tirou a roupa do meu corpo, me deixando só de calcinha. Arregalo os olhos quando Marco coloca sua boca no meu seio e começa a chupar, enquanto massageava o outro. É agoniante e gostoso de se sentir. Depois que meus seios estavam vermelhos e meus mamilos duros, ele sem aviso algum arrancou a calcinha do meu corpo, levantou minha perna, colocando-a por cima de seu ombro e passou a língua por toda a minha extensão. Chupando, beijando e modiscando meu clitóris. Não aguentei e soltei um gemido alto, mas tão alto que pareceu aquele do Whatsapp. Não sabia se ria do meu pensamento, se me controlava, pois me veio uma vontade louca de fazer xixi ou se parava de puxar os cabelos de Marcos para não deixá-lo careca. A vontade de fazer xixi ficou mais forte, mas me diz cadê a coragem de pedir pra ele parar? E se eu pedir e ele achar que eu não gostei? Eu tô gos- Ai meu Deus, eu acabei de fazer xixi na boca dele? Olho pra baixo desesperada e o vejo dar aquele sorriso safado de lado. Mas não era pra ele estar horrorizado? Em um segundo, ele pula da cama... "É agora que ele vai me xingar", pendo ... E tira a bermuda com a cueca e tudo. "Mas... gente, eu... peraí, eu não...", travo no meu próprio pensamento. — EU GOZEI?! – grito. Céus, me diz que só pensei e não falei isso em voz alta. Me diz que essa careta divertida na cara desse vira-lata é por qualquer outra coisa. — A primeira vez de muitas essa noite – ele pisca. Puta merda. Ele volta, se deita por cima de mim e me olha nos olhos — Você quer mesmo que isso aconteça agora e comigo? E agora que ele pergunta? Depois que tô nua na cama dele, acabei de gozar na boca dele e tô prestes a perder a virgindade? — Marco, vai. Não sei como esse desgraçado entendeu o meu "vai", mas tenho certeza que não dei a impressão que era pra ele me penetrar de uma vez. O grito que dei foi bem expressivo... Expressou minha dor! — É melhor tirar uma bala de uma vez que de pouquinho em pouquinho. – ele explica, me dá um beijo na testa e fecho os olhos – Posso me mexer? — Devagar, Marco. Eu não sou como as mulheres que tu ta acostumado. — E tem como confundir? – ele chega bem perto do meu ouvido e diz – Você é maravilhosa. E minha.
Acordo completamente dolorida, minha vagina ardia tanto. Me espreguiço na cama e percebo que estou sozinha. Me levanto e vou pro banheiro, tomo um banho bem demorado e saio pra me vestir. Termino de fechar o sutiã e Marco entra no quarto. Ele para na porta por me ver acordada. Sorrio, mas não é retribuído. Termino de me vestir sob o olhar atendo dele. — Marco... — Não quero que tu volte a subir o morro... não por minha causa. Peraí, peraí, peraí. — O que? Não acredito que ele tá fazendo isso. Puta merda, eu tô dormindo ainda e isso é pesadelo! A história de que eu era dele só durou uma noite? — Sou patrão agora e não tenho mas tempo pra ser parte da tua novela. Foi bom enquanto durou, mas acabou. — Então, ontem foi... — Pra se despedir. Não sei qual é vontade é maior: a de chorar ou bater nele. Faço um coque no meu cabelo, pego minha bolsa e o encaro. — Até nunca mais. Fim do Flash Black.
Notas finais
Esse capítulo não está revisado, mas tem hot e é bem grandinho.
Mis besitos, Amy Holly.
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