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3 Capítulo III
Notas iniciais
Capitulo III
[...] — Quem são voces?!
—Aaah! Somos Penélope e Chris Ricks! — Ela fez um “jóinha” com a mão direita.
—Mas pra vocês é Chrismon Ricks!—Afirma Chris de olhos fechados e braços cruzados num ar superior.
Gaya e Davel olharam um para o outro, depois para o Louiss, e pensaram...
—Caiam fora daqui! E da próxima vez que vocês fizerem isto eu chamarei a polícia! —Gritou Louiss arrancando com o carro dali enquanto os vencedores chutavam os órfãos do carro. Depois de uns sete minutos de silêncio dentro do veiculo:
—É-é... Então!Gostei muito do desempenho de vocês dois! —Disse o subordinado quebrando o suspense.
—Estava nos observando?! —Pergunta Davel surpreso.
—Mas é claro, cada passo! — Respondeu Louiss.
—Fiiu! —Assobiou o moleque um pouco impressionado. —Só não entendi como que uma menina que só sabe ficar quieta lendo livros o dia todo, magrela e sem conhecimento nenhum para moda, conseguiu ganhar um desafio como este
—Tsc... Porque não pergunta para minha arma?— Disse a menina apontando uma bíblia no rosto de Davel
—E desde quando um livro velho é arm...
E assim Gaya transformou seu livro em uma Katana.
—A-aah! —Espantou-se Davel. — T-tira esse treco do meu rosto, sua maluca!
Gaya obedeceu e transformou a Katana de volta em um livro.
—Hun!—Fungou Gaya.
—Chegamos! —Avisou Louiss de olho nos dois.
Eles saíram da limusine e entraram em uma estação de trem. Ao entrarem no trem cada um se sentou em um lugar diferente, mas o que eles não contavam era com...
—Chris! Deixa um pouco de almôndegas pra mim!— Gritou Penélope que estava sentada atrás de Davel.
—Não manei ocê ficar meia hora domendo um salmão! — Falou o irmão de boca cheia. Nem cinquenta por cento de suas palavras eram entendíveis.
—Seu porco! Não se bala de boca cheia!—Retruca Penélope enchendo a boca de comida.
—Falou à menina que tá com uma barbatana entre os dentes!...
Davel olha para trás disfarçadamente. Gaya apenas observa por cima dos óculos de leitura sem fazer nenhum movimento brusco e volta a ler seu livro. Logo um garçom aparece juntamente com um bilheteiro e começam a encarar os irmãos...
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Em Paris...
Um homem vestido com uma calça preta com suspensórios por cima de uma camiseta branca e uma jaqueta de couro curta, também de cor branca por cima, era acompanhado por uma garota que parecia ser sua parenta, devido às semelhanças. Uma saia branca com listras roxas, uma camisa cinza e um bolero roxo por cima, era o que ela trajava.Enfim, os dois se posicionavam em frente a um bar parecido aos do velho oeste...
—Joseph,meu velho amigo!Há, há! — Grita o homem chutando as portas. —Como é bom visitar as pessoas às vezes!Né, Anne Belly?
—Tanto faz Tio! —Fala Anne Belly revirando os olhos.
—Nossa! Joseph...!Você cuida deste bar como ninguém, viu?Está de parabéns!
—O que você quer desta vez, Eric?—Fala Joseph servindo um vinho à um cliente.
—Ora, por que da pergunta? Um homem na pode visitar um amigo sem que tenha segundas intenções no meio?
—Com você na parada?— Pergunta Anne B. bufando. — Acho meio difícil!
—Não está ajudando, Anne Belly!—Adverte Eric.
—Ar-ran! —Tossiu Joseph propositalmente.
—Tá bom!Vamos logo então para o que interessa... — Eric assobia. — Joseph!Preciso que você me empreste mais dinheiro!Por favor, por favor, por favoor!Hein?—Implora o varão.
—M-mas de novo?!Eu já te emprestei cem mil na semana passada!E mais dez mil na retrasada!E cinquenta mil há três semanas!E vinte mil no começo do mês, e...!
—Tá legal!Já entendi que estou devendo muito dinheiro!Mas será que dá pra descolar essa graninha aí...?
—Olha... Não sei, e... Só me diz uma coisa: Como você conseguiu gastar tanto dinheiro em tão pouco tempo?!
—F-foi a Anne Belly!Com aquele perfume caro dela! — Ele apontou para a parenta.
—Ei! F-foi ele comprando aquele monte de cremes, shampoo, condicionadores, líquidos e anti-frizz!Tudo importado pro cabelo dele! —Ela retrucou apontando o dedo de volta.
—Ah, qual é...!Eu preciso manter meu cabelo belo!Diferente desse seu tuín ai!
—Tsc! — Quase cuspiu, ríspida. —Aah!Me desculpe pelo meu cabelo não ser belo e sexy sem ser vulgar como o seu!
—Ah, obrigado!Quanta modéstia sua, hehe! —Fala Eric balançando suas madeixas loiras e lisas.
Joseph bufou.
—Ah!V-vamos parar com isso!Olha, Eric!O fato não é esse e sim que quando eu te empresto, você não paga suas dívidas nem comigo e nem com ninguém.Você podia ao menos pegar esses seus pincéis que carrega por todo lado, fazer mais desses seus rabiscos e vende-los!
—RA-BIS-COS?! —Repetiu Eric dando um tique nervoso com os olhos. — Aah, não!Agora ele pegou pesado! — Enfatizou ele nervoso. — Anne, querida!Segure minha boina, porque eu vou mostrar pro “Senhor Economia Total”, a força dos meus rabiscos!—Grita o rapaz retirando do bolso um pincel prateado.
—É...Tio!Você falou errado!É“sinta a força do meu pincel”!
—Hein?! Como assim?!
—É que você sempre diz, “sinta a força do meu pincel...”, e não “sinta a força dos meus rabiscos”!
—É, mas acontece que desta vez ele insultou os meus desenhos e não meus pincéis! Entendeu?
—Tá, né.Não tenho culpa de você ter cérebro pequeno...
—Cérebro pequeno?! A-ah... Não! JOSEPH! Segure a minha boina porque eu vou dar na cara dela!Cê vai ver a força do meu pincel já, já!Sua criola magrela!
—TSC! Criola magrela... Falou o loiro oxigenado!
—HÃÃAN?! Como ousa subestimar o incrível poder do pó descolorante e a água oxigenada?!É tão triste... Nunca ouse insultar alguém que esta fora de si enquanto segura uma água oxigenada!
—Mas você não esta com uma água oxigenada!
—N-não, m-mas... Estou do lado de uma garrafa de vodka, que dá no mesmo!
—Falei que tinha um cérebro pequeno, é a cor do cabelo te afetan...
—CHEGA! —Grita Joseph fazendo os clientes se espantarem e irem embora como um passe de mágica. — Arr!Vocês viram o que vocês fizeram?!Espantaram todos os clientes com esse papinho de cabeleireiro!
—F-Foi ele/ela!—Disseram os dois ao mesmo tempo.
—Não importa!Sei que vocês dois em primeiro lugar terão que me pagar o que estão devendo e, ainda sim, não sei se confio mais em vocês. Como vou saber se vocês pagarão o que devem?!Já estou farto!Já estão me devendo dois anos de dívidas para mim e sabe-se lá quanto pra mais quem!Chega, essa farra acaba hoje!...— Fala Joseph irritado. —Se não vão me pagar agora, então dêem o fora do meu bar! — Ele apontou para a porta.
—Tio!Acho melhor nos irmos embora! — Concluiu Anne Belly totalmente envergonhada.
Sem mais nem menos, no meio desta confusão, um carteiro apareceu dando duas batidas na porteira.
—Sr. Joseph? — Perguntou o carteiro.
—Sim, sou eu. — Respondeu Joseph.
—Carta pro senhor.
—Obrigado, tome. — Joseph colocou uma nota de dez dólares nas mãos do carteiro. —Me desculpe por não ser na moeda local daqui.
—Sem problemas. —Disse o carteiro indo embora depois de um sorriso.
—O que será? — Cochicha Anne Belly.
—Sei lá, mas parece ser coisa séria! Olha a cara dele como está séria!
Assim que Joseph termina de ler a carta, caminha até o balcão e o soca, deixando a carta presa em um buraco feito pelo mesmo. Eric e Anne Belly se assustam, porém se dirigem até o balcão para ver o que estava escrito na tal carta.
—O que diz ai? —Pergunta Anne Belly
—Aqui diz: Sr. Joseph, você e mais duas pessoas de sua escolha foram convocados para participar de um torneio de luta em uma ilha chamada Shikotan, no Japão.O prêmio para o vencedor é de 1.000.000 de euros, caso o senhor não compareça, direi a Guarda Civil onde está o antigo mafioso de Paris, o misterioso Lord Pierre... Ass. Conde Ralph Scherzing.[...]
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