Notas iniciais
Nós vemos lá embaixo! p.s: Esse finalmente é o penúltimo capítulo dessa fanfic. BETADO PELA CORA, que sem ela, eu seria nada. 15/03/16

“VOCÊ TEM QUE FAZÊ-LA FALAR.” NARCISSA ANDAVA DE UM LADO PARA O OUTRO no escritório de Draco. O loiro estava sentado bebendo um copo sem gelo de uísque de fogo, encarando a janela que dava para o jardim da mansão. Também presentes estavam os amigos do casal: Harry, Pansy, Blaise e Ginny.

“O que eu posso fazer, mãe?” Ele virou a cadeira e encarou os olhos azuis desesperados de sua mãe. “Eu já tentei de tudo, Hermione se recusa a contar como ela foi parar no meio disso e fica chorando o tempo inteiro.” Ele ergue-se e encarou os papéis a sua frente, havia feito milhares de anotações, porém, ainda não tinha encontrado uma maneira de quebrar o contrato. “Eu não sei o que fazer para Astoria não levar o nosso filho.” Os cabelos platinados estavam bagunçados de tanto ele passar os dedos entre as madeixas.

“Hermione nunca entraria num acordo desses. Ela não queria filhos, foi um dos motivos dela e Rony brigarem tanto.” Ginny estava anotando tudo que podia sobre o caso em um caderninho e relia o tempo inteiro, desejando que a resposta para o problema deles surgisse como mágica das anotações. “Ela não precisa de dinheiro, então... por quê?”

“Coerção?” Pansy tentou. “Astoria é uma sonserina e ela faria de tudo para alcançar o que deseja.”

“Pode até ser.” Blaise seguiu a mesma linha de pensamento da melhor amiga. “Mas, se Hermione não falar nada, vai parecer na corte que foi um acordo consensual.”

Harry soltou a gravata do pescoço, todos ainda vestiam as roupas do noivado na noite anterior, indo direto para a mansão assim que conseguiram acabar com a festa. Draco já estava em pé quando chegaram, revirando o contrato com a garota do quarto, que agora ele sabia que era sua noiva.

A castanha havia acordado durante o horário do café, e Draco implorou para lhe contar tudo o que havia acontecido entre a mesma e Astoria, mas a bruxa só sabia chorar e balançar a cabeça negativamente. Quando seus amigos chegaram, Pansy e Ginny tentaram novamente falar com ela, mas tiveram a mesma reação, agora Hermione estava dormindo no quarto ao lado, esgotada fisicamente e psicologicamente da noite e da manhã que tivera.

Harry, que não havia dado sua opinião até o momento, resolveu se manifestar.

“Acho que vocês estão fazendo as perguntas erradas...” Todos olharam o menino-que-sobreviveu enquanto ele seguia seu raciocínio. “Não é porque ela entrou no acordo, ou como Astoria a fez entrar... A pergunta que temos que responder primeiro é: Por que Hermione não pode falar disso?”

Todos pararam para pensar nisso, e chegaram à conclusão que Harry estava certo, e essa era a primeira pergunta que deviam responder.

Draco puxou os cabelos e sentiu seu peito encher de ódio, mesmo que tivesse mudado o foco, ainda estava se sentindo inútil. Só podia comparar esse desespero com outro momento da vida dele. Há alguns anos, em Hogwarts, quando teve que matar o maior bruxo que já andou sobre essa terra. Não percebeu quando a raiva tomou conta de si e o fez atirar o copo em que bebia na parede, quebrando-o em pedaços e fazendo um estardalhaço.

“Eu quero matar Astoria.” Ele respirava pesadamente, levando a sério a ameaça que fez.

“Isso ia ser ótimo!” Narcissa o empurrou contra a cadeira novamente. “Assim meu neto ia nascer com o pai na prisão e sem nenhum direito! Você vai se acalmar, Draco Malfoy. Você é o segundo melhor advogado de todos! E a primeira deles está no quarto ao lado. Vocês vão sentar a bunda nessa sala e só vão sair daqui quando Hermione e o meu futuro neto, ou neta, estiver a salvo. Entendido?

Todos concordaram e Narcissa respirou fundo, limpando uma sujeira que não existia no vestido.

“Vocês duas,” ela se referiu a Pansy e Ginny. “Para o jardim, podem continuar pensando lá, não faz bem todo esse estresse para mulheres grávidas. Betyz.” Um elfo aparatou no meio do escritório. “Prepare um chá, e leve ao jardim, depois vá até o quarto da futura Lady Malfoy e a faça almoçar. Não saia de lá até ela comer o último pedaço da bandeja que eu estou indo mandar preparar. Entendidos?”

“Sim, minha senhora.” O elfo se curvou e desapareceu novamente.

“Se vocês me dão licença, eu tenho um almoço para preparar... E algumas visitas para fazer. Pansy, você sabe o caminho até o jardim, correto?” A morena balançou a cabeça positivamente. “Ótimo.” Narcissa virou-se e retirou-se do recinto com uma elegância invejável.

HERMIONE ENCAROU A BANDEJA DE COMIDA A SUA FRENTE E SUSPIROU, não estava com fome e a torrada que havia comido horas atrás ainda estava revirando em seu estômago.

“Minha senhora dever comer. Está esperando o novo bebê Malfoy.” Betyz, o elfo, estava sentado ao lado de Hermione na mesa. A bruxa havia implorado para ele o fazer, quando percebeu que ele ficaria em pé ao seu lado até ela terminar o almoço.

“Eu não sinto fome, Betyz.” Ela se obrigou a tomar um gole do suco de laranja. Mas nem a bebida favorita tinha o mesmo sabor. Tudo desde ontem tinha sabor de nada. Achou que isso representava bem o vazio que sentia dentro de si, sempre que lembrava como perderia seu bebê.

“A Sra. Narcissa mandou você comer. Betyz ficar aqui até terminar a comida.”

Hermione sentiu as lágrimas escorrerem pelo seu rosto, e não se deu o trabalho de limpar o rastro que deixaram, os pingos caindo do queixo em seu robe de seda.

“Não chorar, senhoritas Granger. O menino Malfoy vai resolver tudo.” Betyz conjurou um pano e limpou as lágrimas de Hermione. “A antiga senhora era ruim, muito, muito ruim. Ela fazer coisas proibidas. Betyz saber, Betyz ver.”

“Sim, Betyz. Ela é muito ruim.” Hermione abraçou o pequeno elfo, que nem soube reagir no primeiro momento de tão surpreso, depois de alguns segundos, começou a alisar estranhamente os cabelos da futura lady, enquanto a mesma soluçava em seu pequeno ombro.

NARCISSA MALFOY ENCAROU O ROSTO VERMELHO de sua ex-nora. Astoria levou a mão a marca na sua bochecha e gritou de raiva. Sua irmã mais velha, Daphne Nott deu uma risada do outro lado da sala e saudou Narcissa com seu copo de suco de laranja.

“Graças a Merlin alguém bateu nessa garota.” A irmã continuou, enquanto Astoria ainda encarava Narcissa. “Eu teria feito se não estivesse grávida. Obrigada, Narcissa, a senhora é sempre espetacular.”

“COMO VOCÊ OUSA?” Astoria gritou, finalmente se liberando de seu momento de estupor. “VIR AQUI EXIGIR QUE EU NÃO PROCESSE SUA NORA? EU SOU SUA NORA! ELA É APENAS UMA SANGUE-RUIM E VO-“ Narcissa ergueu a mão e deu outro tapa no rosto de Astoria, que deu um passo para trás e novamente massageou o rosto ferido.

“Cala a boca, sua petulantizinha de, de merda!” Sim, de merda! Quem você pensa que é para aumentar o tom de voz comigo, e falar mal da minha nora? Morgana me abençoe, quando Draco me contou que casaria com você, eu fiz tudo ao meu alcance para aquele menino desistir; sabia que havia algo podre em você, e não apenas seu perfume horroroso. Se você vai agir desse modo, Astoria, ótimo! Saiba que você não vai ficar com o meu neto e quando isso acabar, você vai desejar ter escutado a mim e desistido quando ainda havia tempo.” Narcissa deu um passo na direção de Astoria, e encarou a garota de cima. Ela falou em um tom baixo e tão calmo que alguém de fora pensaria que estava controlada. Mas, Astoria sabia melhor, porque o olhar que a Sra. Malfoy lhe lançou deixou claro o tom de ameaça. “Eu vou acabar com a sua vida social. Você não vai ser bem aceita nem em um grupo de crochê mágico quando tiver terminado. Te dei uma chance de sair como uma imagem limpa disso, mas se você quer jogar sujo, mocinha, sei jogar sujo. Fui a mulher de Lucius Malfoy e eu aprendi a jogar baixo com o melhor. Você acha que me mete medo?”Ela sorriu. “Eu dormi ao lado de alguém que dominou a arte de colocar medo, Greengrass, e ele não fedia como você!”

Astoria não teve tempo de responder, porque Narcissa já havia aparatado quando ela se recuperou do choque. A irmã mais velha dela riu.

“Você está tão fodida.” Daphne comentou. “Tão fodida.”

DOBBY, O ELFO LIVRE, ESTAVA PASSEANDO PELOS JARDINS DE HOGWARTS quando um estalo o fez virar para trás e dar de cara com um antigo colega de escravidão.

“Betyz!” Ele cumprimentou o outro elfo, que parecia nervoso. “O que fazer aqui em Hogwarts?”

“Betyz precisa de ajuda. É sobre a futura Lady Malfoy, eu sei que ela é sua amiga, senhoritas Granger.”

Isso foi o suficiente para chamar atenção de Dobby, que levou o outro elfo para um lugar onde não seriam atrapalhados.

“VOCÊ COMEU?” DRACO PERGUNTOU, ALISANDO o cabelo da noiva. Fazia exatamente um mês desde o anúncio de Astoria, mesmo trabalhando incansavelmente, Draco e seus amigos ainda não haviam encontrado uma solução, a primeira audiência seria amanhã. Com o caso estampado em todos os meios de comunicação, o Ministério resolveu acelerar o máximo possível tudo por envolver os dois advogados júnior do ministro. Todos estavam ficando cada vez mais desesperados, e não parecia que tudo se encaminharia para um final feliz.

“Sim.” Hermione respondeu, abraçando com força o loiro, e inalando o cheiro familiar dele.

“O pessoal está te esperando no jardim, não pode ficar aqui no quarto o mês inteiro. Vamos lá pegar um sol?” Ele perguntou, erguendo o rosto vermelho de lágrimas dela, e beijando-lhe a face carinhosamente.

“Vamos.” Ele a levou pela mão até o jardim, onde todos se reuniram para um chá. Narcissa ainda não estava, então eram apenas os seis amigos.

“Sua mãe me dá medo.” Ginny comentou, fazendo todos rirem.

“Ela produz esse efeito nas pessoas.” Draco respondeu, servindo uma torrada para Hermione. “Acho que ela ensinou meu pai.”

“Não fale besteiras!” Narcissa apareceu na porta que dava para o jardim, acompanhada de um rosto familiar para Draco e Hermione, o advogado da família, Augustus Zenner. “Sabem quem marcou um encontro comigo hoje de manhã? O Sr. Zenner aqui. Ele foi o advogado que Astoria usou para fechar o contrato com Hermione. Ele viu a manchete sobre o escândalo da audiência ontem e me mandou uma coruja. Sente-se, senhor Zenner.” Narcissa tomou o lugar ao lado da nora e apertou carinhosamente a mão da mesma. “Ele tem algumas informações interessantes.

Augustus limpou o suor em um pano, e encarou Draco com os olhos temerosos.

“Senhor Malfoy, eu juro que só redigi o contrato e fui testemunha. Não sei mais nada.” Ele encarou Hermione, como se pedisse desculpas. “Sua mãe me disse que sua noiva não pode falar nada sobre o assunto, e eu acho que sei por quê. Quer dizer, eu sei por quê.”

Os olhos de Hermione brilharam. Eles saberiam, finalmente saberiam o que Astoria a obrigou a fazer, ela seria presa e tudo acabaria. Implorando para ele contar com os olhos, ela se inclinou na mesa em direção ao advogado,.

“Por que não?” Draco perguntou.

“Ah! Ah, sim, bem, ela e a senhorita Hermione fizeram um Voto Perpétuo. Hermione não pode falar sobre nada disso. Ou tentar quebrar o contrato.” Ele limpou a garganta. Draco encarou Hermione.

“Por que você fez isso?” Ela franziu o cenho e o encarou de volta.

“Senhor...” Zenner chamou. “Ela não pode falar...” Draco suspirou e se reencostou na cadeira. “Eu perguntei se ambas estavam de acordo, e elas falaram que sim. Se eu soubesse que daria tanta dor de cabeça para a família, não teria aceitado, mas na época eu era advogado da Astoria... Ela era uma Malfoy.”

“Tudo bem, Zenner.” Narcissa o tranquilizou. “Isso esclarece porque o silêncio de Hermione.”

“E levanta outras milhões de perguntas.” Harry acrescentou.

“Sim... Por exemplo: Por que Hermione aceitou fazer o Voto Perpétuo?” Pansy sugeriu.

“Acredito que seria mais: Como Astoria conseguiu que ela fizesse o Voto?” Ginny soltou no ar.

“Só existe uma maneira de forçar alguém a fazer algo.” Harry disse, tentando alegrar o ambiente completou. “Não é como se a Astoria soubesse fazer um Imperio.” Ele riu, mas parou quando percebeu o silêncio que se alastrou pela mesa. “Não é?”

Pansy olhou para Blaise ao seu lado, e ambos encararam Draco do outro lado da mesa.

“Nós treinamos feitiços proibidos quando Voldemort estava no poder em Hogwarts...”

“E Astoria era a melhor aluna da turma. Ninguém conseguia resistir ao Imperius dela. Ninguém.

Ginny ficou perplexa, e Hermione sentiu todo um peso ser retirado de suas costas, eles descobriram, em menos de um dia para a audiência, eles descobriram como ela se meteu em toda essa confusão. O bebê estava a salvo.

“Aquela vaca!” Pansy irritou-se, batendo na mesa com força. “Se Hermione não pode falar nada, não tem como provar isso. O que vamos fazer?”

“Não sei.” Draco encarou a mulher. “Eu sinto muito que você tenha passado por isso.” Ele a beijou delicadamente na testa.

“Vocês não podem fazer nada?” Hermione perguntou, sentindo a garganta se fechar novamente.

“Mione, se você não pode falar, não temos testemunhas. Eles não vão nem aceitar minha reclamação no Ministério. Voltamos à estaca zero.”

Todos se encararam, e novamente o silêncio.

Amanhã Hermione perderia o filho dela. Amanhã Hermione perderia tudo.

Notas finais
Bem, eu tinha toda história pronta na minha cabeça. Até o último capítulo postado. Eu não sei ainda como tudo vai se resolver,, não sei se a Hermione vai ou não ficar com o bebê, se eu vou poder usar o Impérius no julgamento, enfim, eu tinha toda a história planejada menos o final. Sério. A partir de agora, e esse capítulo também, vão ser o que a minha mente trazer. A príncipio esse é o penultimo capitulo, depois o ultimo + epilogo. Se eu achar que preciso dividir o capítulo final, ou colocar mais alguma coisa, eu aviso no próximo, que não deve demorar pra chegar; Eu não queria ficar enrolando, enrolaando, enrolando com capítulos para o dia do julgamento, eu não ainda como eu vou resolver tudo, mas eu gostei do ritmo da história até então. Todas pontas soltas serão resolvidas no próximo capítulo, então se vocês tem alguma pergunta, me avisem. Beijos e até lá. p.s: com a conclusão dessa história eu vou me dedicar A Rendida ao Prazer e não pretendo lançar nenhuma fanfic nova além dessas, ou algumas one shots quando eu tiver vontade. Confiram Madness, que eu lancei esses dias, é uma oneshot Dramione com incesto. (D:) Até os comentários, beijos.