Notas iniciais
Garotas. Esse capítulo é dedicado para todas vocês. Eu tinha escrito ele há algum tempo, mas ficou muito ruim hahah, ai minha beta digníssima (Obrigada Cora!) me deu uns toques que tava muito apressado e sem emoção. Por isso que demorou o dobro de tempo D: Espero que vocês gostem.

Hermione abriu a porta da casa em silêncio. Draco a seguiu para a sala de estar sem falar nada.

“O que você queria conversar?” Ele perguntou, tirando a parte de cima das vestes que havia usado na noite.

“Quer tomar um chá?” Ela sorriu, passando a mão no lindo vestido que havia usado na noite. “Acho que vou fazer um de camomila.”

“Hermione, não fuja do assunto.” Draco andou até ela, puxando-a contra si, passou as pontas dos dedos no rosto dela e lhe deu um beijo casto. “O que aconteceu?”

“Te conto durante o chá.” Ela alisou a camiseta branca que ele usava, sorrindo para si mesma.

Hermione foi até a cozinha, e colocou a água para esquentar, seu estômago se retorcia de ansiedade, pensou em desistir de contar para ele, porém, sabia que isso seria injusto. Draco era o pai do bebê que esperava, e mesmo que ela nunca tivesse desejado filhos com o Weasley, a ideia não a revoltava quando o pai era Draco.

A chaleira chiou, fazendo-a sair de seus pensamentos e preparar o chá. Quando voltou para sala, Draco havia trocado suas roupas e estava sentado em silêncio encarando o nada.

“Pronto.” Hermione deixou a bandeja com o chá sobre a mesa de centro e sentou ao lado dele.

Draco preparou as duas xícaras e entregou uma a ela, beberam em silêncio por alguns minutos, quando ele não aguentou mais tanta tensão e quebrou o silêncio.

“Então…” Draco virou-se na direção dela e colocou a mão no bolso da calça, havia colocado a joia em seu bolso novamente, e agora ela pesava mais do que mais cedo. “O que você tem?”

Hermione largou a xícara e levou a mão a sua pequena bolsa, que havia deixado na sala. O pequeno teste estava enrolado em um papel e deu para Draco, que encarou sem entender o significava. Hermione sentiu vontade de se bater, ao lembrar como ele não sabia quase nada do mundo trouxa.

“Isso é um teste de gravidez. Ele deu positivo.” Os minutos passavam e parecia que Draco não reagia à novidade. “A única pessoa com quem me relacionei foi você…” Ela começou a explicar, mesmo se sentindo uma idiota por isso.

“O teste é seu?” Ele perguntou numa voz baixa, parecia ficar mais pálido com o passar dos segundos e da realização do que aquilo significava, se aquilo fosse possível.

“Sim…” Hermione inclinou o corpo e levou a mão ao antebraço de Draco. Ele se afastou e ergueu-se muito rapidamente. O teste caiu no chão e ele a encarou por alguns segundos. Hermione sentiu dor com aquela atitude. O peito inteiro se encheu de uma sensação dolorosa, e seus olhos arderam com a vontade súbita de chorar. Um nó se formou em sua garganta enquanto o silêncio pairava sobre eles. “Draco?” Os olhos cinza pareciam perdidos, e ela não sabia mais o que dizer.

“Eu…” Draco olhou novamente o exame em sua mão e balançou a cabeça negativamente. Hermione entendeu a rejeição que se seguiria daquela conversa, por isso o medo e receio de contar para o loiro que estava esperando um bebê; algo dentro dela gritava como sabia que o fim deles era certo, que ela havia sido uma distração agradável dos problemas que cercavam a vida de Draco quando eles se envolveram, porém, agora era hora de deixá-la para trás,e um filho não fazia parte dos planos dele.

Draco largou o exame na mesinha de centro ao lado do chá, que agora estava frio, e andou em direção ao quarto que ultimamente haviam dividido.

Quando os minutos passaram e ele não voltou, Hermione levou as mãos ao rosto e chorou em silêncio, deixando sua dor finalmente transbordar. Provavelmente ele estava recolhendo todas suas coisas para nunca mais voltar. E ela não havia percebido até então o quão fundo havia ido nessa relação.

“A culpa é sua.” Ela disse para si mesma, deitando-se no sofá em posição fetal. “Você saiu quebrada de um casamento e se apaixonou pelo primeiro homem que foi para cama. Estúpida. Você foi estúpida, Hermione Granger.”

“Por que você está se xingando?” Draco havia voltado. Em sua mão, uma pequena mala. Como eu havia previsto, Hermione pensou. Ela ergueu-se para encarar Draco pela última vez. “Eu terminei de arrumar tudo.” Ele disse, colocando a mala no chão. Também havia vestido as roupas formais novamente.

“Como a gente vai fazer isso?” Perguntou, limpando as lágrimas do rosto.

Draco deu de ombros, Hermione sentiu como se tivesse sido atingida por uma facada no peito, ele não se importava nem com o bebê? Bem, afinal, o que ele faria com um bastardo?

“... então chegaríamos lá mais rápido.” Ela não percebeu que ele estava falando, até Draco ficar a encarando por vários segundos. “Por que você está chorando?” Draco deu um passo a frente e a encarou. “Você não vai tirar o bebê, não é?”

Hermione se afastou, como se a proximidade dele a queimasse. O que ele pensava que ela era? Ela amava aquele feto, e o teria. E Draco podia jogar todo dinheiro do mundo aos seus pés. O bebê nasceria. Estava pronta para dar uma ideia do que pensava quando ele a puxou contra si. Os olhos agora estavam gélidos enquanto ele encarava dentro de sua alma. A radiação do corpo dele a aterrorizou, e ela se lembrou da criança má que ele era com a intensidade daquele olhar.

“Eu sei que você é dona do seu corpo e faz o que quiser…” Ele começou, e Hermione nunca ouviu tanto ódio destilando dele. Ele não quer nosso bebê. Era o único pensamento na mente dela. “Mas, isso… Você não vai fazer isso, nem por cima do meu cadáver, Granger!” Do que ele está falando?! Todavia, Hermione não conseguiu expressar sua dúvida, Draco agarrou seu rosto e a beijou com fúria. Ele engoliu seus protestos com sua boca e a empurrou contra o sofá, deitando-se cuidadosamente por cima dela. Hermione o empurrou surpresa, os olhos arregalados encaravam Draco sem saber o que diabos estava acontecendo naquela sala.

“Você quer o bebê?” Ela perguntou, soltando a respiração que não percebeu que prendeu.

“Claro!” Draco riu da pergunta idiota, será que essa mulher não havia escutado nada do que ele disse nos últimos minutos?

“Você ficou quieto! Fugiu de mim e foi pro quarto…” Ela começou a gesticular com as mãos, falando sem parar enquanto a sensação de tranquilidade ia tomando conta de seu corpo. Ele a beijou novamente, calando a boca dela. Hermione o agarrou, rindo entre os beijos.

ALGUMAS HORAS DEPOIS, AMBOS ESTAVAM DEITADOS NUS E SACIADOS NO CHÃO da sala, visto que o sofá era muito pequeno para as atividades que haviam engajado.

“Para que a mala?” Ela perguntou depois de um tempo, a lareira acesa espantando o frio da noite.

“Eu disse mais cedo…” Draco beijou atrás da orelha dela. “Para irmos para Paris…”

“Por quê?” Sorriu ao perceber que a mão de Draco alisava carinhosamente seu abdômen.

Ele ficou em silêncio, e retesou um pouco.

“Eu não tenho como proteger você aqui. Muitos seguidores de Voldemort escaparam e eles odeiam você. Eu ando recebendo ameaças todos os dias desde que nosso relacionamento se tornou público. Imagina o que eles fariam se descobrissem que você está grávida de um filho nosso? Nosso filho seria a representação viva do fracasso do Lorde das Trevas, uma nascida trouxa com o filho do rei do preconceito de sangue? Você é um alvo agora... Mais do que jamais foi!” Ele virou-se e encarou o teto da casa dela. Quando ela contou da gravidez, a primeira coisa que atingiu Draco foi esse medo irracional que o pai dele aparecia e mataria Hermione ali mesmo. Ele estava em choque, e agora percebeu que a atitude foi muito radical, porém, sabia que seus medos não eram infundados.

Hermione virou o corpo e se entrelaçou nele, ambos respiravam lentamente, cada um perdido em seus próprios pensamentos.

“Eu não vou fugir, Draco.” Ela disse depois de um tempo. E no fundo ele sabia que ela diria não, que Hermione jamais fugiria. “Eu lutei com tudo que tinha para ganhar uma guerra contra um lunático, vou lutar ainda mais para proteger o nosso filho de qualquer seguidor que sobrou.”

“Você é muito ingênua… A sociedade bruxa não evoluiu tanto, Hermione. Você vai ser deixada de lado, por estar grávida e solteira. Mesmo que você consiga se proteger fisicamente contra os ataques dos seguidores mais doentes, os que continuam dentro da política vão acabar com a sua carreira. Merlin, até Molly Weasley vai pensar menos de você simplesmente porque ainda vivemos presos no tempo. Se divórcios são um inferno de enfrentar, e você sabe que virou pária por muito tempo quando avisou o mundo que estava se divorciando, espere para ver quando descobrirem que está grávida fora do casamento! Deixe-me oferecer pelo menos a proteção que vem com o nome Malfoy?”

“Se isso é um pedido de casamento. É melhor você repensar seus métodos.” Hermione ergueu-se do chão e recolheu o vestido que usou na noite. “Porque a resposta é não.”

Draco gemeu e deitou a cabeça no chão.

“Não é como eu pretendia soar.” Ele também se levantou, e catou suas calças, tirando a pequena caixa de dentro do bolso. “Eu estou há semanas com esse anel…” Hermione abriu os olhos, apavorada. “Eu ia propor hoje, mas você me pegou de surpresa.” Ele não abriu a caixa. Apenas a deixou em cima da mesinha, ao lado do exame. “Vou esperar quando você estiver pronta, porém, quero que saiba que minha decisão de casar com você não tem relação com o bebê e sim com o fato de que amo você.”

Hermione sentou-se e pela segunda vez naquele dia começou a chorar desesperadamente. Draco não sabia o que fazer, então apenas abraçou a namorada até o choro se acalmar.

“Eu também amo você…” Ela disse depois de um tempo. Não foi uma declaração de amor com flores e beijos de tirar você de órbita, porém, o coração de ambos se aqueceu com isso, era o suficiente.

DRACO ESTAVA DEITADO NO QUARTO dormindo. Ela havia acordado para vomitar e resolveu ir beber água, quando viu novamente a caixinha em cima da mesinha. Agora estava sentada, encarando o lindo anel de ouro branco com uma pedra verde no centro. O coração estava acelerado e a boca seca. Quanto mais encarava a joia, mais confusa ficava. Tirou o anel e o experimentou. Ele encaixava perfeitamente no dedo dela, e parecia reluzir mesmo na falta de luz.

“Gostou?” Ela virou para a entrada do corredor que dava nos quartos e Draco estava a encarando.

“As pessoas vão dizer que eu sou o motivo do fim do seu casamento. A gravidez. Que você foi obrigado a se casar comigo.” Hermione olhou novamente o anel. Lindo.

“Foda-se o que eles vão pensar!”

“Você estava algumas horas atrás dizendo que isso importava.” Hermione revirou os olhos.

“É diferente, eles não vão te tirar da sociedade por casar grávida. Melhor ser uma destruidora de casamentos do que mãe solteira.”

“Sociedade Patriarcal de bosta.” Ela xingou.

Hermione se ergueu lentamente e andou em direção ao namorado. O anel ainda no dedo.

“Deixem que fale então.” Ela o beijou, e sentiu que tudo terminaria bem.

Notas finais
Eu ainda não consegui responder os comentários, mas eu leio todos eles, e assim que entrar de férias (daqui duas semanas) vou responder de todos os capítulos. Por favor, não pensem que eu sou uma ingrata. Eu realmente só não to com tempo.