Barriga de Aluguel
9 Capítulo IX
Notas iniciais
- Eu não acredito que eles não conseguiram nenhuma pista! – Axl estava frustrado. Não era para menos, fazia uma longa semana e doze horas. Sim, eu estava contando as horas. Eu estava terrivelmente apática. Já não fazia mais nada direito, isso incluía estudar, comer, dormir e principalmente pensar.
Cada vez que olhava para as coisas de Thomas na casa do Axl meu coração doía. Eu realmente tinha um cara muito legal como o pai do meu filho porque se dependesse de mim e de minhas lagrimas Thomas nunca voltaria (Axl fazia um esforço tremendo para achar nosso filho e manter tudo fora da mídia). Imagina o coitadinho, sem eu ou o Axl para acalenta –lo, alimenta –lo ou qualquer coisa que pudéssemos fazer. Já estava de madrugada quando um delegado jovenzinho me chamou para depor (nós virávamos quase todas as noites na delegacia).
- A senhorita fugiu de casa, certo? – Eu não entendia como isso iria ajudar. Eu apenas concordei com a cabeça. – E depois saiu de casa. Aos dezessete, certo? Me explique isso. – Ele me olhava com olhar inquisitivo.
- Eu fugi sim, só passei uns três a quatro meses fora de casa. E eu tive que voltar, mas depois eu iria fazer dezoito já podia me manter viva sozinha então eu fui embora de casa. – Eu não entendia o motivo dessas perguntas sem nexo.
- Por que saiu de casa pela primeira vez? – Mais uma vez sem compreender.
- Meu pai era um homem ruim. Fugi pela primeira vez e fui arrasta pelos cabelos para voltar para casa. Fugi pela segunda e tinha quem pudesse me defender. – Eu mantive meu olhar sobre os olhos do detetive.
- Você sabe sobre o passado de seu pai? – Afirmei com a cabeça. – Sobre o contrabando, casa de prostíbulos, tráfico de drogas. – Eu apenas assenti. – Conhece um Matthew Broadway? – Não sei aonde o delegadozinho queria chegar.
- Sim e pelo que o sei não tem ligação nenhuma com meu pai. – Eu tinha dito tudo de uma forma atropelada.
- Explique-se. – Alguma coisa na expressão do delegado me amedrontou.
- Por onde começar? É bom, ele era meu ex-namorado que me ajudou com meu amado pai. – O delegado tinha percebido o evidente sarcasmo nas ultimas palavras.
- Seu ex-namorado, barra pesada ele, hein? – Ele havia percebido todo meu espanto. – Varias passagens pela policia dentre elas tráfico, agressão, porte ilegal de arma e por ultimo homicídio. Não sabia, né? Ele matou a ex-namorada, acho que ela era a primeira e quis terminar tudo. Acho ele tinha uns 21 anos. Foi nessa época que conheceu ele? – Eu apenas balancei a cabeça. — Acho que você já ligou os fatos. Seu pai devia a alma para ele. – O delega encerrou o depoimento dizendo que tinha tudo que precisava.
Já havia passado umas três horas depois do depoimento o delegado tinha esclarecido o fato ao Axl. Agora ele só precisava achar o Matthew.
- O delegado disse que foi um seqüestro passional. Tenho medo por Thomas. Ele não fez contato ate agora. Tenho medo que isso tudo tenha sido um assassina... – Eu o interrompi selando meus lábios nos dele.
- O Matthew é tudo menos passional, ele já fez isso uma vez e acredite ele não repete o mesmo erro. – Eu abracei o Axl.
Eu tinha passado as ultimas 28 horas acorda à espera de uma noticia, mas o Axl e o delegado viviam de segredos entre eles. A última coisa de que eu me lembrava era de mais um café para ficar acordada.
Eu estava em um lugar macio e uma mãozinha passava sobre meu rosto. Um som abafado e palavras balbuciadas erradamente ecoavam sobre os meus ouvidos. A claridade machucava meus olhos, mas assim que a venci tinha conseguido ver o Thomas. Minha primeira reação chorar e depois abraçá-lo.
- Que bom que acordou, tive que colocar um calmante no seu café. Desculpe. – Aqueles olhos verdes, aquela voz.
- Axl não teve graça, quanto tempo eu estou dormindo? – Eu estava maravilhado com o ser humano mais lindo e perfeito presente na minha frente, meu filho.
- Doze horas. O Matthew tentou fazer contato com você, o John foi o pivô e a policia cercou o local e prendeu Matthew. O Thomas foi muito bem tratado acho que ele tinha esperanças de você ficar com ele novamente. – Axl sentia muito desconfortável em tratar o assunto então a explicação havia sido curta e grossa. – Eu fiquei aqui pensando se você aceitaria voltar com ele só para salvar o Tom. – Ele fitava o pequeno anjinho na cama.
- Tudo é relativo. – Eu olhei para o teto.
- Relativo!? Então você iria correndo sem avisar ninguém para salvar seu filho de um maluco. – Ele sorriu torto. Eu não perguntei por quê. Eu gostava do Axl enigmático e diferente. Ele se aproximou da minha boca e colocou a mão no meu coração.
O tempo é uma solução de problemas, quanto mais rápido ele passa mais rápido ele resolve.
Faltavam uns meses para meu casamento. O seqüestro de Thomas tinha feito Axl refletir sobre sua semi-solidão. O pedido de casamento não podia ter sido mais digno de um rock star. Ele havia parado todo show em um estádio de futebol enorme e pedido em frente a milhões de pessoas com o diamante mais lindo do mundo.
As únicas coisas que enchiam minha paciência eram todos os detalhes ate lá, por nos tínhamos fugido ate Vegas e casaríamos com um cara vestido de Elvis e passaríamos a lua de mel brincando na Disney com Thomas. Mas Axl achava que tudo devia ser conforme o figurino mandasse, ele insistia porque seria meu primeiro e único casamento. Ate de casa ele quis mudar, porque ele queria que eu sentisse parte da casa.
Notas finais
O que acharam da nova capa? O que acharam do capitulo? Quais são suas expectativas para o ultimo capitulo?
Sobre essa fic eu sinto que ter alongado ela me fez perder um pouco o foco na qualidade e a preguiça (entrou em mim e nao paga aluguel) ajudou em 90 de 100%.
Bom eu estou esperando os reviews. Kisses.
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