Barreiras Culturais
4 Capítulo 4 – Sentimentos
Com o passar do tempo eu criei um sentimento por Sung Yong-hyung, algo que não me lembrava de ter sentido nem pela garota que namorei na época da escola.
A rotina continuou, todas as terças Sung Yong-hyung saia o dia todo, para realizar a gravação do programa, e algumas vezes só voltava no dia seguinte. Às quintas ele saia sempre durante a noite, e quando voltava na manhã de sexta, tinha as roupas amaçadas e com cheiro de perfume feminino. Depois de algum tempo passei a desconfiar que ele fazia algum tipo de trabalho extra, talvez prostituição, se fosse isso, ele deveria cobrar caro, afinal de contas ele era um rapaz bonito, mesmo não sendo muito vaidoso. Talvez o fato de ele pagar pela comida sozinho nos finais de semana, tenha aumentado ainda mais minhas suspeitas. Algumas vezes perguntei o que ele fazia nas quintas-feiras e ele sempre desconversava ou fingia que não tinha compreendido minha pergunta.
Num sábado de manhã, fui surpreendido com uma garota de cabelos coloridos em um tom de vermelho escuro chamando no interfone. Sung Yong-hyung levantou as pressas e foi até a porta para recepcioná-la, eles se abraçaram e ela lhe entregou um presente. Como de costume todos que chegavam traziam alguma comida ou bebida.
A garota se chamava Min Ah, ela era a irmã mais nova de Sung Yong-hyung, ela veio para visitá-lo pois era o aniversário dele, dia 25 de outubro, ele estava fazendo 28 anos, seu ano de nascimento foi em 1986. Ela trouxe bolo e comida que a mãe deles tinha feito. Sung Yong-hyung me apresentou.
— Este é Fábio. Ele veio fazer intercâmbio e eu disponibilizei meu apartamento para ele. (Sung Yong).
Depois das apresentações Min Ah disse que a mãe deles não poderia vir, porque tinha que manter sua loja aberta.
— Sabe como a mamãe é, ela não pode fechar aquela loja por nada. (Min Ah falou parecendo triste).
— Mudando de assunto. Cadê o Yoon Sang-oppa? Ele não vem para o seu aniversário? (Min Ah perguntou).
— Ele já deveria ter chegado, ontem era dia de ele... (Sung Yong parou de falar quando percebeu que tinha dito algo que não deveria).
— Dia do que? (Min Ah perguntou).
— Ele foi chamado para ajudar na gravação de um programa especial. (Sung Yong disse, parecendo aliviado com a desculpa).
O dia passou e Yoon Sang não apareceu e nem atendeu o telefone. Min Ah insistia muito para que o irmão ligasse várias vezes. No final do dia ela foi embora, o metrô para a região que ela mora só passaria naquele horário, senti que ela ficou um pouco chateada por Yoon Sang não ter aparecido.
A noite foi chegando e Sung Yong-hyung parecia apreensivo desde quando Yoon Sang não atendeu nenhuma das mais de 30 ligações que a irmã lhe obrigou a fazer. Já eram quase 22 horas quando Sung Yong-hyung vestiu um casaco cinza e colocou o boné preto. Ele saiu apressadamente levando uma pequena mochila. Eu tinha decidido que iria atrás dele na próxima quinta-feira, mas não poderia deixar essa nova oportunidade passar.
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