Barreiras

3 Leo - I see you


Notas iniciais
Heeeeeeeyyyyyyy... Olá! Gente, mais pessoas estão acompanhando e visualizando *-* Por favor, comentem!!! Eu ficaria tão feliz!!! Hoje, tem um capítulo curtinho... Nhé... Mas foi necessário. Pra compensar, já na quinta eu posto o próximo (acho). Mas os outros vão ser maiores!!! Como eu gosto!! Sinceramente, capítulo com menos de 1000 palavras é horrível... A tradução do título é: Eu te vejo. Eu me inspirei em Avatar (rs). Sabe, eles dizem isso com o significado de ver sua alma, ver sua personalidade verdadeira, essas coisas, né? Então... Bom proveito! Beijos!

https://www.youtube.com/watch?v=49tpIMDy9BE ===> Shatter Me — Lindsey Stirling feat. Lzzy Hale

Acordei quase na hora do almoço, e me arrumei correndo, pensando que Hanna devia estar furiosa comigo e que toda a admiração que ela tinha por mim devia ter ido por água abaixo. Enquanto passava correndo pela área comum, muitos campistas faziam comentários maldosos sobre minha pontualidade, alguns eu respondia com sarcasmo, outros ignorei. Cheguei a caverna sem fôlego.

Não vi Hanna de imediato, então suspirei aliviado. Ela também tinha ido dormir bem tarde, então podia estar atrasada também. Mas depois percebi que uma música tocava, e não era nenhuma dos Rolling Stones, como minha mãe gostava. Pelo estilo, parecia ser quase da mesma época, mas estava mais para o Pop do que para o Rock. Era uma música bonita, lenta, em que três caras cantavam sobe conquistar uma garota usando somente palavras.

—“Words”, dos Bee Gees, caso esteja se perguntando. — Hanna surgiu de trás de uma prateleira. — Desculpe por ter mudado, mas é uma das minhas bandas favoritas. Mudei o banner mágico também, por causa do dia das crianças no meu país. — ela se desculpou e apontou pra cima. O banner exibia agora “Ainda sou criança, dê-me presentes!”.

—Não, não, sem problemas! — sorri. Ela era bem inteligente. — Menina esperta, descobriu como mexer nessas coisas sozinha?

—Bom, eu fiquei um tempão tentando descobrir. Aliás, foi tudo o que fiz até agora. Desculpe. E também, depois que descobri que você tinha anotações de praticamente tudo, foi fácil. Mas obrigada pelo elogia de qualquer forma. — ela me deu um peteleco na testa — Está atrasado.

—Eu sei, eu sei. Mas eu tenho uma desculpa.

—Tô sabendo. — ela riu, mas disfarçou.

Rapidamente expliquei a ela o que estava fazendo, um disco novo de comando para Festus, e o que ela devia fazer. Como ela não tinha muita noção de mecânica ou eletricidade, tive que explicar o básico, mas rapidamente ela pegou o jeito e começou a limpar fios e fazer conexões como uma profissional.

Assenti satisfeito e me voltei para o disco. Festus ainda usava o antigo, animado pela magia do charme de Piper, mas este seria melhor, e mais seguro também. Eu deixava meu dragão andar livremente pelo Acampamento, mas vivia com medo de que ele se apagasse de repente. Senti uma respiração na minha nuca.

—Acho que isso precisa de runas de magia. — Hanna observava o disco.

—Hã, é, precisa sim. Calypso vai me ajudar com isso quando... Quando ela voltar. — rapidamente senti minha animação se esvaindo, pensando em quanto tempo demoraria para ela voltar. Hanna colocou a mão no meu ombro.

—Sei como é ficar longe de alguém que se ama... Apesar de ter chegado ao Acampamento Meio-Sangue há pouco mais de uma semana, não vejo meus amigos há meses, porque... Bem, houveram algumas complicações. — ela hesitou um pouco, e não contou o resto — Mas há sempre jeitos de se comunicar. Porque não manda uma Mensagem de Íris pra ela?

—É, é uma boa ideia. Obrigado. — me afastei da caverna, indo até um riacho que ficava por perto. Depois de procurar um pouco, achei um arco-íris, e joguei um dracma nele. — Ó Íris, deusa do arco-íris, aceite minha oferenda e mostre-me Calypso.

As cores começaram a girar, se misturando e ficando brancas, depois se separando em outras novamente até que vi o rosto de Calypso. Ela estava em uma caverna com paredes escuras, e eu podia ouvir gritos de um homem, e algumas garotas protestavam.

—Leo! — ela sorriu — Que bom te ver!

—Oi, Caly! Como estão as coisas aí? — eu queria mergulhar naquela poça e abraçá-la, mas com certeza não daria certo.

—Mal, na verdade. — ela se desviou de alguma coisa — Eles continuam brigando bastante.

Nós conversamos um pouco e, quando falei sobre Hanna, ela pareceu aprovar minha escolha.

—Ela é uma garota inteligente, pelo o que eu ouvi falar. Vai suprir minha falta. — ela riu da própria piada.

—Ninguém pode suprir sua falta. — senti um nó na garganta.

—Ah, Leo... — Atlas gritou algo sobre filhas estúpidas que faziam coisas estúpidas ao invés de ajudar o pai — Hã... Acho melhor eu ir tentar apartar essa briga. Beijos, Leo. Sinto sua falta.

—Sinto sua falta ainda mais.

Passei a mão pela água dissolvendo a imagem, e respirando fundo, voltei ao Bunker, e tive uma boa surpresa: Piper, Jason, Percy e Annabeth estavam lá, o que era normal... Mas Frank e Hazel também. Corri para cumprimentá-los e Hazel me deu um beijo na bochecha. Hanna parecia trocar ideias com Frank, algo sobre pronúncia de francês.

—Mas o que vocês vieram fazer aqui? — perguntei surpreso.

—Ver vocês, óbvio! Estávamos sentindo muito a falta de vocês! — Hazel respondeu. Por alguma razão, Hanna abafou um riso. — O que foi? Disse alguma coisa errada?

—Oh, não, claro que não! É só que eu acho engraçada essa expressão, “sentir falta”. Na minha língua, temos uma palavra pra só isso, com um significado bem mais profundo. E — ela fez suspense — só existe na minha língua.

—Sério? Qual é? — Annabeth verbalizou o que todos estavam se perguntando. Hanna sorriu.

—Saudades. — ela disse com ar superior, o que era bonitinho e meio engraçado, pois não era do feitio dela se achar.

—É bem bonita. — disse, e era verdade. Ela me deu uma piscadinha com o olho direito, e eu ri. Aquela era minha irmãzinha.

—De onde você é? México? — Frank arriscou — Ou França? Seu francês é muito bom.

—Não, não existe essa tal de... “Saudades” em espanhol. — respondi por ela.

—Verdade, e obrigada, mas também não sou francesa. De onde eu sou é segredo absoluto. — Hanna disse.

—Ah, por favor! Ninguém tem preconceito contra nada! — Piper pediu.

—Não, não! Vocês, americanos, nos odeiam! Sempre inventando algo ruim sobre o meu país. — ela negava veementemente — Talvez eu conte depois. Talvez. Mas não agora.

Tentamos convencê-la a contar por um tempo, mas não conseguimos arrancar nada dela. Depois de um tempo desistimos e fomos almoçar. Depois de comer, convidei Hanna a se juntar a nosso grupo, mas ela negou e foi pro quarto. Disse que tinha leituras atrasadas que queria compensar.

Ficamos conversando nós sete até a hora do jantar, só nós, como nos velhos tempos (quero dizer, sem os monstros, os prazos loucos, Gaia querendo destruir o mundo... ah, vocês entenderam!), mas naquele dia o sol ainda estava meio alto, então aproveitei para passear um pouco pelo bosque, arear a cabeça um pouco, pra conseguir trabalhar depois. O estranho é que escutei um choro vindo de uma árvore, e pensei que fosse uma ninfa, mas vinha de cima da árvore, como se alguém estivesse nos galhos.

—Olá? Tem... Hum... Alguém aí em cima? Está tudo bem? — me senti meio idiota conversando com uma árvore, mas assim que acabei de falar o choro parou e após alguns segundos uma voz respondeu:

—Leo, é você? — era a voz da Hanna!

—Hanna! — gritei, já tentando subir na árvore — O que aconteceu? Por que você está chorando? — ela ficou em silêncio.

—Nada. É bobagem. — ela finalmente respondeu — Sobe aqui.

Nessa hora eu já estava quase chegando no galho em que ela estava sentada, bem no alto da árvore. Hanna arredou para o lado e me sentei ao seu lado. Num impulso, limpei uma lágrima que descia por sua bochecha, e ela sorriu, corando.

—Eu estava relendo um livro... Uma parte mais triste. Acabei me afogando em lágrimas! — nós dois rimos — Mas eu também sinto falta do meu pai e do meu irmão. É o livro favorito dele, sabe.

—Qual é o nome dele? — perguntei suavemente, passando a mão por seus cabelos, e ela apoiou a cabeça no meu ombro.

—Marcus. E o meu pai se chama Marcelo. Marcus é do primeiro casamento do meu pai, caso esteja se perguntando. Só depois meu pai conheceu Atena.

—Entendi.

Ficamos os dois calados por um tempo, enquanto uma brisa leve soprava. Meu pescoço formigava onde a cabeça dela encostava e eu gostava da sensação do calor da mão dela sobre a minha.

—Você nunca vai me falar de onde você veio? — perguntei de repente.

—Por que é tão importante assim? Que diferença faz? — ela disse amargamente, se afastando de mim.

—Toda, faz toda a diferença! — agarrei sua mão — Não que eu vá desgostar de você se você for da Arábia, Marrocos, Rússia, tanto faz! Mas isso vai me ajudar a entender você! — subi minha mão pelo seu braço até sua bochecha — Eu só quero ficar mais próximo de você.

Assim que me dei conta do que havia dito senti minhas bochechas ardendo. Eu não entendia porque eu sempre falava meus pensamentos mais profundos quando estava com ela, mas sabia que ela era uma menina legal, simpática, inteligente (e bonita) e que eu queria muito ser amigo dela. Ou mais, o melhor amigo dela, um irmão.

Hanna ficou me fitando com aqueles olhos escuros, como dois buracos negros sugando minha atenção. Ela começou a abrir a boca para falar alguma coisa, mas naquela hora a concha soou anunciando o jantar.

Notas finais
Tradução ==> http://www.vagalume.com.br/lindsey-stirling/shatter-me-feat-lzzy-hale-traducao.html Combinou direitinho!! *-* Espero que tenham gostado! Não esqueçam de comentar! Beijos e até quinta!