Bargain
10 Going Out Tonight
Notas iniciais
Tobias
— Tobias — Tris passou pela porta do meu apartamento praticamente como um furacão — Me faz um favor e vai trocar de roupa. Nós vamos sair.
— Nós vamos? — Eu perguntei, terminando de tomar o resto da minha cerveja. Era sábado a noite e eu estava jogado no sofá, sem camisa, assistindo uma partida de basquete.
— Vamos — Ela afirmou, enquanto tirava meus pés de cima do sofá e se sentava a meu lado. Ela começou a procurar alguma coisa dentro de sua bolsa.
— Posso saber onde vamos? — Eu perguntei, fazendo com que ela me olhasse e revirasse os olhos em seguida.
— Não importa — Ela disse, me jogando uma almofada — Só vai trocar de roupa ou eu vou te arrastar desse jeito mesmo. Não vai pegar bem o todo poderoso Tobias Eaton aparecer desleixado desse jeito em público — Ela fez uma pausa dramática — E pior, não vai pegar bem pra mim aparecer com você dessa forma.
— Você não tinha que estar numa festa de casamento? — Eu perguntei enquanto levantava do sofá e jogava uma almofada nela. Eu me lembrava que ela havia dito que tinha uma inauguração para organizar na sexta, e um casamento no sábado.
— A noiva pegou o noivo com uma das madrinhas, minutos antes da cerimônia — Ela disse, dando de ombros — Uma pena, porque minha festa teria ficado esplendidamente assombrosa. Bem, o casamento foi cancelado, o que significa que eu e você podemos sair.
Eu sai da sala rindo. Tris parecia desapontada porque sua esplendida organização, desde decoração até a comida, não ia ser vista pelos convidados. Eu, por outro lado, estava bem feliz por ter o que fazer. Zeke havia me trocado, novamente, para sair com Shauna. Os dois estavam, depois de praticamente duas semanas sem se falar, voltando a se entender, e parecia ser importante pra ele.
Zeke tinha ficado um porre desde que tinha meio que terminado com Shauna e tinha definitivamente terminado com Nita. Ele vivia resmungando na minha orelha, e era um alívio passar a noite de sábado sem ter que escutar que ele estava arrependido e com saudades.
Coloquei uma calça caqui e uma camisa branca. Meu quarto estava uma bagunça e eu demorei um pouco para achar meu par de tênis azul da Vans. Dobrei as mangas da minha camisa e passei perfume, antes de sair do quarto.
— Passou meu perfume favorito. Te amo, na boa — Tris disse assim que eu voltei para a sala. Ela estava jogada no sofá, jogando alguma coisa idiota no meu celular.
— Impossível você saber qual perfume eu passei — Eu disse, rindo.
— Você não sabe o impacto que esse perfume causa, eu o reconheço de longe — Ela disse, se levantando do sofá e indo para a porta. Eu a acompanhei — Ah, e você pegou a chave do seu carro? Eu vim de taxi.
Peguei a chave do carro na mesinha do canto.
— Você não vai me dizer mesmo onde a gente está indo? — Eu perguntei, esperançoso. Provavelmente era mais algum lugar legal, mas desconhecido. Um lugar típico de Tris.
— É só um pub do outro lado da cidade — Ela disse, apertando o botão do elevador — Você vai gostar de lá. Tem música boa. E bebida. Muita bebida.
— É a nossa cara, então — Eu disse, me animando. Eu estava realmente precisando beber e espairecer. A semana tinha sido difícil.
Eu dirigi sem pressa até o local. Quando entramos, Tris cumprimentou a moça da recepção. Escolhemos uma mesa quase em frente ao pequeno palco. Tris foi buscar uma bebida pra gente.
— Gostou daqui? — Ela perguntou quando voltou.
— Gostei. É um bom lugar pra encher a cara — Eu respondi, fazendo com que ela risse — E tem um certo charme.
— Perfeito — Ela respondeu.
O local estava bem cheio. Gente conversava e bebia em volta das mesas, nos cantos e até lá fora. Era bem agradável, realmente. Era um lugar que eu com certeza voltaria mais vezes.
O tempo passou rapidamente. Dizem que isso acontece quando tem uma boa conversa, num bom ambiente e acompanhado de bebida. Eu só sei que eu e Tris já tínhamos bebido muito, e não estávamos muito bem, quando o vocalista da banda, que na minha opinião estava chapado, a reconheceu.
— Senhoras e senhores, temos a pequena Tris na plateia hoje — Ele disse, descendo do palco e vindo até a nossa mesa. Eles trocaram um abraço e ela me apresentou para ele em seguida. Troquei um aperto de mão com o cara que Tris havia dito se chamar Mark — O palco é totalmente seu — Ele acrescentou. Ela riu e em seguida me puxou para cima do palco com ela.
— O que você quer cantar? — Ela me perguntou, me fazendo rir.
— Eu não canto, Tris — Eu disse, rindo.
— Bobeira. Você está bêbado. Todo bêbado canta — Ela rebateu, me fazendo rir. Pensando bem, ela estava certa. Eu estava bêbado, assim como o restante das pessoas que estavam no pub. Não podia fazer mal algum.
— Você escolhe a música — Eu disse, dando de ombros e pegando um microfone. Vi Tris olhando no relógio. Quatro horas e seis minutos.
— Senhoras e senhores, Quatro e Seis, cantando Don’t Go Breaking My Heart.
A banda começou a tocar e em seguida nós dois estávamos cantando. Entre risos, nós fizemos uma apresentação espetacular, regada a bebida. Nós dois estávamos muito bêbados, rindo a toa e eu tenho a impressão que provavelmente erramos a letra vária vezes, mas fomos bem aplaudidos. Como eu disse, nada como um lugar com muitos bêbados para se divertir.
Um tempo depois da nossa extravagante apresentação musical, de mais muitos copos de bebida e de termos dançado loucamente, nós decidimos ir embora. Totalmente embriagados e alegres, nós fomos tropeçando até o local onde eu havia estacionado o carro. Depois de dois minutos tentando apertar o botão para destravar as portas, nós conseguimos entrar.
A noite estava com o ar frio, e entrar no carro foi uma boa maneira de barrar o vento. Tempo típico de fim de setembro. Tentei colocar a chave na ignição, o que não deu muito certo. Tris disparou a rir.
— Acho que não vamos a lugar nenhum — Ela disse, com a voz arrastada, se encolhendo no banco do passageiro — Eu não vou andar com você… com você… bêbado.
— Nós podemos pegar um xati. Não, táxi — Eu disse, me confundindo. Nós dois caímos na risada e ficamos rindo a toa por um bom tempo, como é de praxe bêbados fazerem.
— Tá frio lá fora — Ela disse, segurando a minha mão e apertando meus dedos — E eu não lembro meu endereço.
— Ou podemos dormir aqui mesmo — Eu disse, dando de ombros e aproveitando para, em seguida, focalizar o botão de travar as portas. Apertei a mão de Tris e em seguida fechei os olhos.
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