O sol brilhava naquele grande plano azul que era o céu.

Os alunos não viam a hora de chegar a Barcelona, bem como os professores.

Finalmente o avião aterrou.

O professor João corria de um lado para o outro tentando instalar a paz, uma tarefa que não estava a ser bem-sucedida.

- Vocês voltam a bater na minha cadeira e levam! – avisou Carolina A. para Marcelo e Diogo, que riam a bandeiras despregadas.

- Meninos! – repreendeu a professora Isabel, mas ninguém ligou. Todos estavam ansiosos por chegar finalmente a Barcelona.

Quando puderam, saíram do avião e foram para o hotel.

Alexandre foi apanhar uma rosa e, dando a Mariana, disse:

- Foi o Ferro que ta’ mandou…

Mariana aceitou a rosa e começou a rir como uma tolinha fazendo toda a turma rir. A professora Carla e a professora Isabel seguiam na frente enquanto o professor João e a professora Emília iam no final da fila, discutindo os prós e contras do novo acordo ortográfico.

- Oh stor’ isso não importa. Estamos em Espanha não em Portugal – anunciou Ferreira, rindo.

A professora Emília suspirou, bem como o professor João, que, ajeitando os óculos de sol, continuou a sua discussão com a professora Emília.

- Então e a sua motoreta, stor’? – perguntou Carolina C., interrompendo outra vez a discussão dos professores.

- Está em casa – respondeu e, quando tentou recomeçar a sua discussão, foi novamente interrompido pela Cláudia, que disse:

- Porque é que não a trouxe? Assim íamos dar uma voltinha e tudo!

- Ainda arranjava uma espanholita’ por aqui – comentou Diana S.

- Mas olhem! Diz o velho ditado que de Espanha, nem bom vento nem bom casamento! – avisou Mariana, entrando na conversa.

- Mas o vento nem está muito forte – comentou Rodrigo, que seguia junto a Rita.

- Realmente… — disse António.

- Vocês perceberam a ideia! – exclamou Inês que parara a sua conversa com Rita sobre as praias do Algarve.

- Me puede decir las horas? – perguntava Cláudia e Joana aos espanhóis que passavam.

- Chegámos! – anunciou Guilherme, ainda com os donuts nos ouvidos.

- Oh Alexandre! – guinchava Diana S.

- Não grites, Diana! – repreendeu a turma, em uníssono.

- Mas é o Alexandre! – gritou novamente.

- Mas és tu que estás a gritar estridentemente, esganiça – contrapôs a professora Carla.

- Este hotel não é um bocado piqueno? E um bocadinho rufoso? – perguntou Carolina C. olhando o hotel onde ficaria de soslaio.

- É um hotel de 4 estrelas… E foi o melhor que nós conseguimos pagar – informou Mariana.

— Mas não deixa de ser rufoso! – embirrava Carolina C.

- Pensa pelo lado positivo – principiou Alexandre – pelo menos fazem ovos estrelados e bacon para o pequeno-almoço.

- Ela não come carne, Alexandre – disse Diana P., suspirando.

- Pois é… — murmurou – E bacon é carne?

- Não… — ironizou Joana, rindo.