Bara No Mirai

24 Capítulo 23


Notas iniciais
Bem pessoal, esse não é o ultimo capítulo, mas será o ultimo que poderei postar aqui, que quiser ver o final dessa fic vai ter que mudar para o anime spirit mesmo, sinto muito por isso e não queria perder leitores tão bons quanto vocês...
Aqui o link da fic no spirit
http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-the-gazette-bara-no-mirai-410445

“Você se calou na espera de explicações, sem nunca antes ter perguntado nada, apenas aguardando que alguém soltasse algo que lhe pudesse ajudar a entender. O quão ingênuo você pode ser, meu pequeno? Está satisfeito por não ter tido nem mesmo um único progresso? Eu sei que não, mas esta se desesperando pela parte inútil, comece a se preocupar mais com o que esta na sua frente, com aquilo que lhe é importante e abra os olhos...”

--------*--------

A casa de Satoshi estava vazia, manchas de sangue se mostravam na parede, no chão e no sofá da sala. Deveria ter sido algo bastante intenso. Maya não mostrava nenhum espanto ou surpresa, apenas naturalidade desde que chegamos.

-Pra um iniciante, isso foi bastante lindo... Tenho que dar meus parabéns a esse garoto.

Você diz isso como se fosse uma obra de arte. –Kamijo rebateu o entusiasmo do outro, mas ele parecia mais preocupado comigo do que com a situação atual. Ele segurava minha mão com força.

“Mas... Eu não sou uma garotinha, muito menos uma criancinha, não vou me desesperar ou me quebrar...”

-Deixe de brincadeira, príncipe, você sabe que quando Reita ou Ruki fazem algo, somos eu e Aiji que acabamos tendo que limpar tudo... –Maya reparava cada detalhe das marcas que já estavam em um tom marrom. –Se tivéssemos vindo mais antes ainda daria tempo de limpar, agora teria que comprar um papel de parede novo...

-Você não pode para de pensar nisso? –A calma e a frieza de Kamijo chegaram a um nível assustador.

-Há! Sinto muito, principezinho. Mas esse é um dos meus trabalhos!! –Maya irônico como sempre.

-Ora seu...

-Parem os dois!! –Interrompi Kamijo antes que tudo piorasse. –Não viemos aqui para discutir, Kamijo! Muito menos para apreciar, Maya!

Os dois ficaram mudos, e me encaravam surpresos como se eu nunca ficasse irritado, sou humano também!

-Vocês realmente não se importam com o que aconteceu com Satoshi?! Afinal, pole que tudo indica ainda tem uma terceira pessoa nessa historia que deu fim ao defunto do nosso amigo!!

-“Sim” –Os dois pronunciaram juntos, agora meio arrependidos.

-Você esta certo, Teru, devemos dar uma olhada no resto da casa e ver o que encontramos...

-Bem então... –Olhamos todo o térreo daquele sobrado, nada demais.

Havia ainda a parte de cima que mesmo de dia se mostrava um completo breu.

-Ei, Teru, se você quiser... –Kamijo ia dizer para mim que não subisse... Mas antes que ele terminasse de falar, entrei na frente dos dois e subi as escadas antes deles.

-Vocês não vêm? –Olhei irônico aos dois.

-Bora então albino...!! –Maya, animado, subiu as escadas logo atrás de mim. E Kamijo o fez contrariado.

Um corredor negro que continha três portas, as duas primeiras estavam vazias. Havia uma delas que estava entreaberta mas ela estava ainda mais escura que o próprio corredor. Eu não enxergava nada.

Maya passou por mim, entrando no quarto, ele deveria estar vendo algo, pois foi direto ao que deveria ser uma janela emperrada, só ouvi o som do chute do loiro e logo após um clarão invadiu o quarto.

-Mas... O que é isso? O que aconteceu aqui? –Haviam pétalas de rosas vermelhas no chão do quarto e pela cama também, velas e castiçais apagados pelo lugar, ate ai tudo bem, ou talvez não, mas... Por que havia uma trilha de sangue no chão? Que ia da porta até a cama sendo que não tinha nada no móvel nem embaixo dele...

-Teru?

-Sim? –Kamijo me chamou...

-Repare melhor nesse quarto...

Agora que ele disse, havia algo de estranho aqui, parecia o quarto de uma garotinha... Havia um abajur com rendas sobre uma cômoda, pelúcias sobre uma prateleira, a cocha de cama era rosa, e os travesseiros continham babados.

-Estou realmente achando que ele não morava sozinho... –Maya disse ao abrir o armário e encontrar uma porção de lindos vestidos, todos cheios de rendas e babados nos cabides. –Ou ele tinha um hobby bem estranho...

“Mas desde quando?”

Satoshi por mais amigável que fosse, mantinha sua casa apenas para si mesmo, ele nunca deixara que ninguém mais invadisse se espaço...

“Quem mais estava aqui?”

--------*--------

“Quem disse que eu não preciso saber de nada?

Que sou novo demais ainda, que não entenderia Reita...

Será que você também pensa assim?”

-Aonde vamos? –Estava impaciente, o loiro mais velho, andava na minha frente, calado. Pelo menos ate agora.

-Vou te explicar tudo, meu pequeno. –Me senti feliz e ao mesmo tempo inseguro, mas isso não contava agora.

“Ele parecia tão distante...”

-Pare de enrolar e venha... –Ele me retirou de meu transe, pegou minha mão enquanto andávamos pela cidade de forma gentil, um toque um tanto delicado...

-Reita... –saiu como um sussurro, mas eu pude ver um sorrizinho de canto por parte do maior.

“Será que devo me preocupar?”

...

Chegamos a um apartamento, vi Reita abria a porta sem nem mesmo bater.

-Aiji!

-...-Sem resposta...

-Ele não esta? –Reita continuou a entrar como se a casa fosse dele.

Ele olhou todos os quartos enquanto eu fiquei parado na sala. O loiro estava tão a vontade naquele lugar.

-Ele saiu mesmo... Esperaremos então...

-Eh?!

-O que foi? Tem vergonha de estar na casa dos outros assim? –ele havia se sentado no sofá.

-Não é isso, eu... –o vi fechar a cara do nada novamente...

-Apenas se sente logo... –Ele estava irritado. O olhar gélido que mostrara para mim, logo se tornou algo tentador... –Podemos brincar antes de ele chegar... –Quando foi mesmo que ele se esgueirou sobre mim? Suas mãos apoiadas no móvel, uma de cada lado da minha cabeça, e sua boca... Essa já se juntara com a minha...

Me desesperei por ar assim que nossos lábios se separaram.

“Não!”

-Reita... –Aqui não... –Pare! –empurrei ele mesmo sabendo que isso não funcionaria, há algum tempo que eu parei de resistir, mas...

“Por que estou hesitando?

-Há quanto tempo não o vejo lutar desse jeito?

-Aqui não, por favor... –Sua língua explorava a minha boca me fazendo ofegar ainda mais.

A mão de Reita deslizava meus shorts para baixo, um rastro de saliva se mostrava no canto de meus lábios enquanto a língua úmida do maior deslizava por meu pescoço.

-Nã... –Por que a porta tinha que abrir com eu gritando no sofá, se calça nem nada, com a mão de Reita dentro de minha boxer, enquanto ele ria de prazer sobre mim?

.

.

.

Ele estava olhando, Reita até para encarar seu amigo, o que eu deveria fazer numa situação dessas?!!

-E... –Tentei dizer algo, mas fui cortado.

-Não vou nem perguntar. –O vi passar pela sala em direção a cozinha sem se importar com o que acontecia ali... –Ah! –Só vi ele olhar por cima do ombro... –Se vocês sujarem algo, irei matar os dois! –depois dessa, voltou seu rumo a cozinha...

Olhei para Reita que olhava para a direção onde fora aquele que deveria ser o “Aiji”. Seu olhar era vazio...

-Bem, acho que devemos para então... Me desculpe, por isso.... –Ele saiu de cima de mim, para depois me ajudar a levantar.

.

.

.

--------*--------

-Se olharmos bem, esse quarto é feminino de mais... Pensei que Satoshi não fosse hétero... –Maya brincava e se divertia com aquilo que deveria ser importante.

-De certa forma isso é um pouco irrelevante. –Kamijo sempre fazendo de tudo para contrariar o loiro.

-Não necessariamente... –Falei baixo. –Parem de brigar de uma vez! O fato de ser homem ou mulher talvez nos ajude! Ou vocês acham que uma garotinha conseguiria mover um corpo maior que ela sozinha? O certo seria falarmos com Ruki, afinal foi ele que... –Minha tristeza me parou.

-Sim você esta certo, mas então precisamos ir falar com Reita e... –Kamijo foi cortado.

-Eles estão lá em casa. –Aquela resposta fora tão direta, não dois olhamos para o loiro que parecia bastante relaxado. –Aiji ficou de conversar com Reita hoje, e aquela calopsita louca disse que levaria Ruki consigo...

-“HE?!” –Acabamos falando juntos.

-E, por quê?

-Ora príncipe, seus súditos não podem fazer nada sem que você saiba por acaso?

-Er... Maya, será que podia nos levar a seu apartamento? –Eles se amam, não é possível!!

-Tá, eu acho... se Aiji encrencar, a culpa não foi minha... –O loiro saiu na frente.

--------*--------

“O vermelho é uma cor perfeita, não concorda?”

Por que me diz isso?

Você sabia, certo?

Que eu não enxergo as cores...

“Então por que não as faz aparecer?”

A única coisa que eu realmente vejo, era essa cor que você chamava de perfeita...

“Por que não faz o mundo enxergar como você?

Seria divertido...”

Sim, seria mesmo, eu devia mesmo,

fazer isso...

(CALADO!!!)

Sim, eu farei isso...

(SOZINHO)

Sim, farei isso, e agora!!

.

.

.

Me explique uma coisa... Essa linda rosa, por que ela parece gritar de agonia? Por que junto com essa linda cor, seu ser se desvanece até virar cinzas?

“Por que todos estão gritando?”

Não... Não era isso que eu queria!!!

“Será mesmo?”

Talvez... Talvez eu sempre quisesse...

.

.

.

Incendiar tudo.

Notas finais
Bem espero que tenham gostado e espero mesmo que vocês venham para o spirit, nem que seja apenas para terminar de ler...
^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.