Bara No Mirai
12 Capítulo 11
Notas iniciais
“Nem tudo que se vê, é a realidade. A verdadeira face só é mostrada quando já não se há mais alternativas, afinal, normalmente se esconde essa parte de si no mais fundo de seu ser, às vezes chegamos até a esquecer sua existência, mas ela existe e esta presente à todo momento, esperando uma brecha, um momento perfeito para agir e se mostrar, tomar o controle e apagar as outras personalidades criadas, as falsas, para assim ficar livre...”.
–--*---
Por acaso você sabe o que é abrir seus olhos e achar que eles ainda estão fechados? Uma pessoa normal, diria que sim, pois, quando acordamos o quarto esta escuro. Mas e quando você abre os olhos e percebe que não esta vendo nada pois o seu namorado do nada virou um psicopata maluco e resolveu te acorrentar em um lugar frio em que não se ouve nenhum som? Acho que não né? Pois é... Essa é a minha situação nesse momento...
–Hum~ — Havia algo na minha boca também, que não me permitia falar... Meus joelhos encostavam no chão, por outro lado, meus braços estavam levantados e meus pulsos doíam por estar amarrados...
–Acordou meu anjo? –A voz que eu ouvi era a de Kou, ou acho que era, pois ela me parecia estranha...
–...Hum... – Estava bastante difícil de responder... Fora que aquela bolinha na minha boca estava fazendo com que a saliva acumulasse e escorresse pelos cantos da minha boca...
–Esta desconfortável por acaso? Não se preocupe logo eu lhe farei se sentir muito bem... –Sua mão gelada tocou meu peito, eu devia estar sem camisa pela reação que me causou ao roçar de seu toque, mas eu tinha certeza que estava de calça!! É sério!!
Tudo isso estava muito estranho, mas afinal, esse era o verdadeiro Kou? Suas mãos passeavam cegas pelo meu corpo, sua respiração batia contra o meu ouvido.
–Yuu... O que você acha desse perfume? –Um cheiro forte e ácido inundou minhas narinas. –Ele te faz sentir algo?
O maior tocou meu membro por cima da calça, mas o que me impressionou foi a reação do meu corpo ao seu toque...
–Vejo que este perfume também é bastante efetivo... Vamos, me diga o que achou dele... – Kou tirou aquilo que estava em minha boca, me fazendo tossir e deixar que muita saliva escorresse por meus lábios.
–Mas... O que você...? –Meu coração estava batendo rápido demais, eu estava ofegante... Sentia meu corpo em êxtase, eu precisava me tocar, ou pelo menos ser tocado... Algumas lagrimas escorreram por baixo da venda. –Kou... Ah~
–... Não... Me chame de Kou!! –O maior desferiu um chute em meu rosto que me fez começar a sentir o gosto do ferro... Mesmo assim tudo o que eu pude fazer foi gemer de dor e prazer... Mas se dói tanto, por que estava sendo prazeroso... –Acho que eu esqueci de lhe dizer, mas você deve me chamar de “Uruha”.
–...Ko...-Fui interrompido por outro chute em minha cabeça, o impacto fora mais forte que o anterior a ponto de fazer com que a venda se desamarrasse...
–EU TE DISSE PARA NÃO ME CHAMAR DE KOU!!!!!! – Por mais que eu estivesse sofrendo, só conseguia urrar de prazer... É horrível admitir, mas eu estava me sentindo bem por apanhar dele... –Mas se você continua a fazer isso deve ser porque esta gostando...
Kou, ou melhor, Uruha, voltou para perto de mim tocando onde havia me acertado pela segunda vez...
–Você não tem noção do quão desgastante é fingir ser uma pessoa que você não é...
–...Uruha...
–Bom menino...-O psicopata me beijou, cada toque seu em meu corpo me fazia sentir que eu poderia gozar a qualquer momento. –Finalmente vou poder fazer com você do meu jeito...
–AH~!!!! –Uruha mordeu fortemente meu pescoço enquanto tirava meu membro de dentro da minha boxer...
–Seu corpo esta deliciosamente perfeito, fico feliz por meu perfume ter funcionado dessa vez... Da ultima vez que o fiz, minha cobaia acabou morrendo após a primeira vez em que gozou... –Por mais que eu estivesse ouvindo o que ele dizia, minha mente era incapaz de processar todas aquelas palavras... Estava gostoso...
Comecei a sentir algo escorrer por meus pulsos... Era um liquido vermelho e um pouco espesso.
–Yuu me diz... você sente curiosidade de saber como é ser o passivo? – Antes que eu pudesse responder Uruha colocou um dedo dentro de minha entrada, eu me apoiei nele que estava agachado na minha frente... Meu corpo queimava de prazer...
O maior soltou as cordas que já machucavam meus pulsos e eu cai no chão... Eu não tinha mais forças, minhas pernas tremiam... Os dedos do maior entravam cada vez mais... Eu estava começando a sentir que queria mais... Bem mais... Quero que ele me preencha.
–Não quero mais esperar... – Uruha deu a volta por mim, e me colocou de quatro... – Você vai ser todo meu... – o maior começou a colocar seu membro dentro de mim de forma lenta, me rasgando por dentro...
Meus gemidos saiam cada vez mais altos... Uruha parecia ter desistido de ser gentil...
–Vou te rasgar por inteiro... Yuu... –Suas investidas estavam muito fortes... meu corpo queimando, eu já não sentia mais dor apenas prazer...
Eu já não aguentava mais e me desfiz, mas o maldito não parou...
–Mas já? Não acha que veio muito rápido não? Mas não se preocupe, eu vou te satisfazer ate você não aguentar mais... –Só se ouvia meus grunhidos naquela estranha sala vazia, não demorou muito para eu sentir seu liquido começar a escorrer por minhas pernas... – Espero que você aguente mais que isso...
...
Quando acordei, estava no chão daquela sala estranha que tinha somente uma porta. O sêmen daquele maldito escorria por minhas coxas... Demorei um pouco a conseguir me levantar, mas só de pensar que aquele psicopata poderia voltar a qualquer momento me obriguei a levantar, vesti minhas calças que estavam jogadas num canto, e tentei a porta... Estava aberta.
Saindo daquela sala havia um corredor, uma porta no final dele e no meio. Optei pela porta do meio... Era algo parecido com um laboratório, havia vários tipos de essências que eu nunca tinha visto antes...
Encontrei um bisturi em uma mesa e vários potes de vidros cheios de pedaços de órgãos tanto humanos quanto de animais. Acabei pegando o bisturi.
–Mas afinal, o que era pra ser esse lugar?
–É aqui onde eu preparo os meus perfumes... – o maldito que havia me violado entrou do nada pela porta. Sem perceber, recuei um pouco.
–Esta com medo? Nós passamos tanto tempo juntos e agora você vai me rejeitar Yuu? – sua voz foi extremamente infantil como se estivesse zombando de mim...
–...- ele se aproximava de mim devagar... mas eu não queria que ele chegasse mais perto... Ele havia ajudado no sequestro do chibi... Fora o fato de ter acabado de me violar!! –Não chegue perto!! – o legal é que eu só tinha um bisturi...
–Como se você fosse capaz de fazer algo contra mim... – ele segurou uma de minhas mãos com a outra eu tentei acerta-lo com o bisturi, mas tudo que consegui foi fazer um corte nele, antes que ele me forçasse a soltar a pequena lamina. –Não adianta... você é meu...
Tomei coragem e chutei o Kouyou fazendo-o se separar de mim, acho que eu fui brusco demais e acabei derrubando ele encima do balcão onde estavam suas essências...
–Você me odeia certo Yuu...?
–O que...?- o cheiro dos perfumes se misturou no ar e aquele cheiro era muito forte... Estava me deixando meio zonzo...
–Saia daqui...
– Mais o que...
–Sai logo daqui antes que você morra!!!! – Havia sangue do Uruha no chão junto com os fragmentos dos frascos das essências...
–Mas... E você..? – me sentia mareado, mas não podia deixa-lo ali... Ou talvez eu simplesmente não estivesse pensando direito...
–Vai logo seu idiota!!!! Não sei se você lembra mais fui eu que ajudei o Reita a sequestrar seu amigo e ainda por cima te violei!!!!
Depois de ouvir isso, sai correndo sem olhar para trás... Eu tinha amado demais aquela pessoa, mas ele estava me enganando o tempo todo... Pena que eu acho que fiquei tempo demais naquele quarto... Minha visão ainda estava meio turva... E eu não resisti...
Notas finais
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