Bara No Mirai
9 Capítulo 8
Notas iniciais
"O sentimento que minha arte lhe desperta é algo lindo e puro, mas ao mesmo tempo bruto, e é essa brutalidade que eu pretendo lapidar aos poucos, mostrando-te a beleza e te fazendo entender a satisfação que se sente ao terminar uma obra-prima...".
Yuu Pov’s
Acho que agora comecei a entender um pouco do que estava acontecendo com o Takanori... Na minha frente, só havia sangue.
. . .
Quando Takashima e eu chegamos à casa do Uke-san, tocamos a campainha várias vezes, mas foi em vão. Tentei a maçaneta e esta estava aberta, as luzes estavam acesas nos mostrando algo que preferiríamos não ter visto...
–Mas... O que é isso?! – havia sangue e tinha um rastro por onde alguém devia ter arrastado algo como um corpo por lá que ia da sala até a cozinha, ou talvez o contrário...
Seguimos as marcas, no corredor havia sangue na parede e um pouco no chão. Continuei, aquela situação me parecia péssima, e sinceramente eu não queria ver mais nada, mas eu tinha que achar o Taka, ou pelo menos ter uma pista dele... Na cozinha havia uma enorme poça, alem de ter facas e uma tesoura no meio junto com o liquido carmesim, até mesmo no armário tinha vestígios e o formato em vermelho de uma pequena mão na gaveta.
O cheiro daquele lugar estava me fazendo passar mal e pelo visto, Kou também não estava bem, pois ele me puxou para fora daquele lugar para respirarmos...
Eu tinha certeza que, pelo tamanho, aquela pequena mão poderia muito bem ser de Matsumoto, mas por quê? O que tinha acontecido? E por que é que eu sempre estava de fora de tudo??? O Taka é meu melhor amigo e eu nem mesmo sei onde ele esta neste momento!!!!!
Kouyou estava ficando preocupado... Na verdade parecia até que ele não estava tão chocado com o que estava acontecendo... Pelo contrario, por mais que parecesse triste estava faltando algo nele...
–Kou... – O vi olhar diretamente para mim... – Você... Sabe de algo?
–Eh? Do que você esta falando Yuu???
–É que, por mais que você esteja visivelmente triste pelo que ta acontecendo, ainda me parece... — Eu não queria terminar...
–O que...? – A voz dele saiu tão baixa que mal pude ouvi-la e por isso achei melhor não responder, como se realmente não o tivesse ouvido... Mas, eu não deveria ter feito isso... – O que Yuu??? Fala!! Diga o que você pensa!!!! — fazia tempo que não via Takashima gritar desse jeito...
–Você sabe o que esta acontecendo, não é? Talvez você não saiba de tudo, mas sabe pelo menos do que se trata, e... E simplesmente resolveu não me contar... Agora me diz... ME DIZ TUDO SOBRE O QUE TA ACONTECENDO COM O TAKA, KOU SEU PUTO, IDIOTA!!!! – Minhas lagrimas saiam descontroladamente... Eu não queria brigar com o Kou, mas o Takanori também era importante e eu não consegui acreditar que o Takashima estivesse omitindo coisas tão importantes de mim... Ele também estava chorando, eu podia ouvi-lo soluçar... Já não conseguia mais olhar em sua direção...
–---*----
Maya Pov’s
Os planos de Reita pareciam estar tomando um rumo que o estava agradando... E Aiji estava estranho ultimamente, da ultima vez que eu falei com o meu querido, ele havia comentado algo sobre voltar a procurar pelo “passado”, e sinceramente, eu não faço a menor ideia do que ele queria dizer sobre isso.
Eu nunca precisei de uma razão para ajudar Aiji que não fosse meu próprio amor por esse ser incompreendido... Mas há tempos eu venho tentando fazê-lo esquecer do passado, pois sei o quanto isso o atormenta, e agora ele simplesmente pretende fazer algo que vai jogar todo o meu esforço fora e procurar por aquilo que o atormentou a vida toda???
Enquanto eu divagava um pouco, via Aiji sentado de frente para o computador, fazendo algumas pesquisas, estava entediado e resolvi atormenta-lo um pouco... Me aproximei sorrateiramente, e o agarrei por trás.
–Maya... Estou ocupado... – ele revirou os olhos.
–Eu sei, mas estou entediado Aiji!!! – Chorei.
–Você é impossível Maya...
–Aiji... – Enchi meus olhos de lagrimas falsas, por mais que eu tivesse certeza que ele não acreditaria nelas.
–Ah... Me deixe em paz vai... — Ele estava sentado ainda de costas para mim, o que me permitiu atacar as cegas...
– Você não quer mesmo brincar comigo? – passei minhas mãos levemente por cima da regata preta que Aiji usava sobre uma camisa roxa, enquanto beijava seu pescoço. – Então acho que vou ter que lhe fazer querer...
–Quando você quer, pode ser bastante convincente... — ele abaixo a página que estava vendo, virou a cadeira que tinha rodas, me fazendo me separar dele, mas nos colocando frente a frente... — Vem cá, vou brincar com você.
Fiquei tentado pelo lindo sorriso que apareceu em seus lábios, seus braços abertos apenas me esperando. Não hesitei em ir agarrá-lo. Coloquei meu joelho entre suas pernas, e ataquei sua boca com urgência. Eu queria sua atenção, e finalmente a havia conseguido.
Senti suas mãos abrirem minha jaqueta preta, o ajudei a tirá-la e ela foi ao chão. Gemi quando seus dedos gelados tocaram minha barriga por baixo da minha camiseta preta que era quase transparente.
–Hum... Quero mais, muito mais... – passei minha língua por toda a extensão de seu pescoço...
–Vamos sair daqui então...
Ele me fez levantar e me guiou entre beijos para o quarto, quando senti a cama atrás de mim me virei e joguei-o sobre ela. Seu corpo abaixo do meu, nossas camisetas sumiram dali em instantes, a urgência que sentíamos pelo calor de nossos corpos unidos era grande demais.
–Estava com saudade de você... – Abracei-o com força.
– Eu sempre estou aqui.
–Sim, mas... Você tem parecido tão distante...
–...- Ao invés de me responder ele me beijou intensamente, me virando na cama e ficando por cima. –Você não tem ideia do quão importante é pra mim... Vou lhe fazer entender.
–Aiji... – não terminei o que ia dizer, pois senti seus lábios beijarem delicadamente meu pescoço, descendo cada vez mais aos poucos, ate alcançar meus mamilos e mordisca-los, me fazendo gemer. – Ah...
–Estão sensíveis. – Aiji lambia os lábios.
– Seu idiota... – Senti minhas bochechas corarem...
– Aqui também parece bem desperto. – seu sussurro me irritou por alguma razão...
Suas mãos desceram pelo meu corpo ate chegarem ao meu baixo ventre, abrindo minha bermuda e tocando meu membro. Não sei quando aconteceu, mas quando percebi, eu já não usava mais nada...
Sua língua deslizou por minha barriga e brincou travessa com meu umbigo, Aiji parou olhando prazerosamente para minha ereção.
– Espero que não se importe...
–... Eu não vou dizer que não gosto... Hum... –Senti meu membro ser abocanhado, e gemi por isso – Ah.....
Sua língua percorreu toda minha ereção, senti seus dedos passarem pela minha entrada, instigando-a. Aiji levou seus dedos á minha boca para que eu os lubrificasse e o fiz sem hesitar, afinal eu o queria o quanto antes...
–Você esta bem animadinho...
– Eu quero... você... Ahh...- senti um dedo entrar em mim sem piedade, enquanto sua língua percorria por uma ultima vez minha ereção antes de eu sentir seu segundo dedo entrar. Um beijo agressivo entre nossos lábios quando o terceiro dedo foi colocado...
– Seus gemidos são lindos... Quero ouvir mais deles... –Aiji movia seus dedos me fazendo gemer alto.
–Hum... Quero mais...– disse enquanto tocava a calça aberta de meu parceiro, para depois tocar dentro de sua boxer e massagear seu membro que já estava bem rígido.
–Vou realizar esse seu pedido... – A expressão provocante de Aiji me deixava hipnotizado, ele começou um beijo quente e depois se posicionou entre minhas pernas.
–Quero você gemendo alto agora meu anjo – Essa frase foi sussurrada em meu ouvido e eu estremeci ao ser penetrado por meu parceiro.
–Ahh... Aiji... – Abracei-o enquanto senti seu membro entrar cada vez mais, de forma lenta e cautelosa como se estivesse preocupado comigo, mas sinceramente? Sei que já fazia um tempo que não fazíamos nada por estarmos atrás do Reita e depois do Takanori, mas isso não significa que vá me machucar... –Se mova... Por favor Aiji... –Supliquei entre gemidos.
Ele deve ter entendido o que eu queria, pois investidas mais fortes começaram, me fazendo urrar de prazer...
–Ahhh... – Tenho certeza que depois de tudo o que estávamos fazendo, no mínimo algum vizinho viria a reclamar, mas foda-se, o importante é finalmente estar aqui com o Aiji.
O ritmo estava mais rápido e percebi que Aiji chegaria a seu limite logo, mas eu queria mais, na verdade eu precisava dar um jeito de esgota-lo ao máximo. Fazia tempo que eu implorava a Aiji para fazermos, mas nunca houve uma oportunidade tão perfeita, afinal se eu conseguisse esgota-lo poderia ver o que ele estava pesquisando antes... Eu amo o Aiji e vou continuar a protegê-lo de seu passado...
–Te amo... Aiji... ahhh...
–Maya...
Um ultimo beijo antes de terminarmos... Depois Aiji se aninhou em meus braços, devia estar cansado, mas eu também estava...
O vi dormir em meus braços completamente inofensivo... Parecia uma criancinha... Mesmo eu não querendo, o deixei na cama dormindo, coloquei minha bermuda e fui para sala mexer no computador, queria ver o que Aiji mexia antes de começarmos...
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