Bara No Mirai
14 Capítulo 13
Notas iniciais
http://animespirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-idolos-the-gazette-bara-no-mirai-410445
“Qual é a dor de se perder alguém? Isso pode fazer as pessoas mudarem? Acredito que sim, mas de nada adiantará se você continuar com essa cara de cachorro abandonado. Eu sei o quanto dói, já perdi muita gente, mas isso nos ajuda a crescer, as pessoas não são imortais e suas vidas acabam muito cedo, o tempo nunca é eterno. Tentar evitar aos outros não ajuda em nada... Tenho que lhe dizer algo meu pequeno, admito que isso é egoísmo, mas se um dia eu for capaz de te ver dar o ultimo suspiro, terminarei eu mesmo com a minha vida...”
-----*------
As luzes dos postes iluminavam a rua, a brisa da noite batia em meu rosto, a garoa se mostrava cada vez mais leve... Há quanto tempo eu não sentia esse ar? Sair as ruas me pareceu algo tão bom...
Eu estava em um parque durante a noite vendo as árvores se moverem com o vento.
-Você ir ver seu amigo...? –Reita estava ao meu lado, o fato de ele estar apenas com uma camiseta branca de mangas compridas e um jeans, me fez pensar seriamente se aquela pessoa tinha algo de tato, pois estava realmente frio.
-O que você quer dizer com isso? – Amigo...? Quem ele queria que eu fosse ver?
-Yuu... Esse nome te lembra algo Ruki?
-Yuu... – Me pareceu familiar, mas por que?
-Você quer vê-lo?
-Não sei ele é algum amigo seu?
-Ele... Era o amante de um amigo meu...
-Então... Ele não é tão importante, não é? –Me pergunto a quanto tempo eu conheço o Reita...? Será que muito que estou com ele?
-De qualquer forma eu tenho um lugar para ir amanhã... –Vi um sorriso interessante aparecer no rosto do enfaixado.
-Amanhã vai chover... Vai sair mesmo sabendo disso?
-Sim... O tempo parece querer colaborar também.
-Eu...Vou com você?
-Se você quiser...
-Então irei!
-----------------------------------------------------
O dia estava escuro, a garoa continuava tão fraca quanto ontem, estava frio. Reita me levou a um lugar aberto que cheirava claramente a morte. Haviam pessoas vestidas de preto e muitas delas choravam na frente de túmulos, desesperadamente.
-Por que um cemitério?
-Duas pessoas... Hoje completam um ano desde suas mortes... E também...
-...- Aonde ele queria chegar?
-Faz um ano que você esta comigo, não é Ruki?
-...Sim...- Eu havia me esquecido. Um ano já... Não me parecia tudo isso.
Mas afinal, o que aconteceu antes disso?
-Não me lembro... –Saiu como um sussurro.
-Vamos... –Reita segurava duas pequenas rosas extremamente vermelhas.
Os túmulos aos quais Reita viera a ver, estavam mais distantes dos outros, deviam estar solitários. O maior estendeu-me uma das rosas fazendo um gesto para que eu a pegasse. Depois que o fiz, ele colocou a flor que ainda estava em suas mãos sobre o túmulo que tinha um nome escrito, pena que estava borrado e tudo que se via era: “Kai”.
-Kai... Quem era? –Esse nome me pareceu algo importante... Algo que eu não devia ter esquecido.
-Uma pessoa que eu matei... Agora é a sua vez... Você sabe de quem é esse túmulo? Se não souber, nem se dê ao luxo de deixar essa rosa ai...
-...”Miyavi”... Isso, não é apenas um apelido?
-Sim, é sim. Pense bem, se não teremos que levar essa flor para casa.
-Hum... –Tudo que consegui lembrar foi de... Sangue, e também... De um coração...?! Mais precisamente no que estava na estante do armário do quarto onde eu e Reita dormíamos...
Por alguma estranha razão, fiquei com vontade de escavar a mão nua aquele altar... Agora... Quero saber... O que há lá... Quem era?
-Eu...
-Sim?
-Foi a primeira pessoa...
-...
-Foi a primeira pessoa que eu matei... Certo?
-...- Um sorriso de satisfação se mostrava no rosto do enfaixado.
-Por que eu me esqueci disso?
-Não sei... Agora deixe essa rosa ai, ele merece.
-Tá... –Fiz como o maior havia dito e deixei a pequena flor sobre o túmulo.
Notas finais
Não me matem senão não vão entender o pq ;)
Fale com o autor