Banho de Lua
4 Capítulo 4
Sandman está sentado num tablado, ao lado de um porta-retrato onde está a foto da Terminal, observando as pessoas virem orar para a alma da menina. Ele se levanta e começa a caminhar pelo hospital, até passar por algumas enfermeiras.
– Já faz tempo que Kíska não vem trabalhar… espero que esteja tudo bem com ele…
– Ah! Você não ouviu os boatos?
– Que boatos?
– Parece que a Enfermeira Chefe foi até a casa de Kíska e ficou chocada com o estado em que ele está!
– Como assim?
– Parece que ele enlouqueceu da noite pro dia! Fica repetindo que precisa se desculpar.
– Se desculpar?? Com quem?
– Sei lá!
Elas continuam conversando, mas Sandman apenas observa as duas enfermeiras se afastarem, com os olhos arregalados. Ele não acreditara no que acabara de ouvir. Decidido a por um fim naquela história, ele segue para a casa de Kíska, mas ao tentar entrar nela, bate com tudo na parede externa.
– Ai… por quê? — Sandman olha para o céu, que está com uma bela lua nova. — Mas já? — ele se levanta e cria uma chave-mestra de areia, na qual usa para destrancara a porta.
Ao entrar na casa, ele vê Kíska jogado no chão, fitando o teto e com grandes olheiras ao redor de seus olhos. Mas o que realmente choca o deus são os vários papéis espalhados pelo chão, todos com retratos dele, desenhados por Kíska.
Ao sair do estado de choque, Sandman corre para Kíska e o segura no colo, levantando um pouco a cabeça do jovem enfermeiro.
– Ah… — Kíska coloca lentamente uma de suas mãos no rosto do deus — Você realmente existe…
Sandman cora.
– Ah… — Kíska junta toda as suas forças e se levanta do colo de Sandman, mas volta ao chão, se curvando perante o deus. — Eu peço as mais sinceras desculpas por ter abalado seus preciosos sentimentos.
Sandman apenas se lembra do sonho de Kíska.
– Não. — o deus pega o enfermeiro pelos ombros e o levanta.
– “ah!” — pensa Kíska, um pouco assustado.
Sandman olha bem para Kíska e o beija, fazendo o jovem corar e ficar um pouco bobo, sem saber o que fazer.
– Eu é que devo… pedir desculpas. — Sandman diz. Seus olhos parecem sorrir.
Kíska abraça o deus, que retribui o abraço.
– Mas… você não gosta dela?
– Gosto. Mas é você quem mais precisa de mim, no momento.
Kíska cora. Ele beija o pescoço de Sandman e começa a tirar a roupa dele, descobrindo cada canto do corpo do deus, que começa a se sentir muito bem com o carinho. Kíska não se segura e joga o deus no chão. Ambos estão muito corados. Sandman percebe o olhar de caçador pronto para atacar de Kíska e levanta o dedo, que o outro põe na boca.
– PERA! PERA! Não foi pra isso que eu levantei o dedo! — o deus estava muito corado.
Kíska apenas olha para Sandman, reprimindo-o, e sem tirar o dedo da boca. O deus cora mais ainda e tenta se elevantar um pouco:
– Se quiser fazer isso, tudo bem. Mas tem uma condição.
Kíska sorri.
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