Bagunça Na Certa! - Interativa
4 Semideusa? Parte 2
Notas iniciais
Melissa’s POV
Quando o diretor virou minotauro poderia ter falado que fui corajosa e tentei lutar contra ele ou coisa do tipo, mas eu estaria mentindo, pois quando isso aconteceu não pensei duas vezes e comecei a correr como nunca tinha corrido antes e gritei o mais alto que pude até ficar quase rouca (a Mel só sabe correr e gritar feito uma louca blá blá, não reclamem porque eu sei que vocês iriam fazer a mesma coisa...) .
Para uma vaca aquilo corria bem rápido, ele me perseguia em uma velocidade impressionante enquanto fugia dele em direção ao gramado que dava para a saída da escola. Quando estava quase chegando à saída da escola, avistei um garoto de cabelo escuro e olhos azuis. Acho que ele era da minha sala e acho também que o nome dele era Ray. Passei direto por ele, mas ainda pude ouvi-lo perguntar:
-Ei, garota, você está correndo de quê?
-Minotaurroooo! — eu respondi alto (na verdade soou, mas como um aviso para ele do que uma resposta).
Alcancei o gramado e pude avistar o garoto paralisado de medo e o homem-boi na frente dele. Podia ter parado e ter tentado ajudar ele, mas não, continuei a correr como uma covarde. Cheguei à avenida e atravessei-a (ainda correndo como uma retardada) e quase fui atropelada umas vinte vezes. Alcancei a calçada, parei e pude ver o monstro avançando em dois garotos(eu acho. Estava em uma distancia ruim e passava muitos carros na minha frente o que eu estranhei foi que os motoristas aparentavam não ver a cena), não suportei ver aquela cena e voltei a correr.
Para aonde eu iria? Se voltasse para casa provavelmente minha mãe me daria uma bronca daquelas (acho que dizer que seu diretor virou um monstro mitológico não vai convencer ela...), mas em levar uma bronca e virar comida de homem-boi eu escolho levar à bronca. Estava quase chegando em casa quando de repente eu acabo me chocando com alguém e ambos caímos no chão machucando um pouco meu joelho. Deparo-me com um garoto muito bonito de cabelos loiros e olhos cinzentos também sentados no chão comigo.
- Me desculpe, eu devia olhar por onde eu ando, sou tão desastrado — falou ele se desculpando (o que eu achei estranho já que fui eu que não olhei para onde andava).
- Não, imagina! Eu é que devia ter olhado por onde ando, A culpa é minha — falei com um sorriso no rosto e fui retribuída por um dele.
Olhando mais atentamente para ele até que ele era muito bonito. O garoto se levantou e disse:
- Muito prazer! Meu nome é Daniel e o seu?- ele respondeu e ofereceu a mão para poder ficar de pé.
- Meu nome é Melissa, mas pode me chamar de Mel se quiser- falei para ele.
Peguei em sua mão e me levantei, mas minhas pernas ficaram bambas e cai no chão novamente. Aquela correria provavelmente me deixou exausta e o machucado no joelho não ajudou. Ele olhou para meu joelho machucado e ficou com uma expressão de preocupado e falou:
- Temos que tratar desse machucado, isso foi acontece justo em uma hora que a rua está deserta- Ele falou.
Olhei para os lados e percebi que ele tinha razão, não tinha ninguém na rua (o que é bastante estranho já que a rua está lotada a essa hora da manhã). Daniel apontou para a casa em que estávamos na frente e disse:
- Podemos perguntar para as pessoas dessa casa se tem algum Kit de primeiros socorros ou coisa parecida.
-Tem certeza?- Perguntei preocupada já que não sabia o que aconteceria, tive um dia tão estranho que poderia sair algum outro monstro daquela casa.
- Uma vida sem riscos não é uma vida vivida, minha cara Mel.- ele respondeu tocando a campainha da casa (se ele soubesse o risco que passei hoje saberia que vivi a vida muito bem...).
A casa era velha (parecia àqueles casarões antigos) e mal-acabada com várias tábuas nas janelas da casa, o que poderia sugerir que era abandonada. Mas para minha surpresa um homem gordinho e baixo usando um boné e roupa de zelador e andava um pouco ruim como se tivesse com problema nas pernas nos atendeu. Daniel pareceu contente e disse:
- Simão!
-Daniel! — Disse o homenzinho indo abraçar o loiro.
-Você o conhece? -perguntei (Que diabos de pergunta foi essa? Se ele falou seu nome e foi abraçá-lo é claro que são conhecidos! Ele deve agora pensar que sou uma burra...)
- Ele é o zelador da minha escola e é muito amigo meu! Ele protegia a mim e aos meus colegas de valentões e dava ótimos conselhos — respondeu ele com a maior tranquilidade do mundo como se não tivesse percebido a minha estúpida pergunta. (Ufa...)
- O que te traz aqui Daniel?-Ele perguntou e ficou me observando como se fosse um problema a ser resolvido como alguns professores faziam para mim às vezes.
-Ela está com um ferimento no joelho e não consegue se levantar. O senhor por acaso possui alguma coisa para ajudá-la? – Respondeu Daniel
- Acho que possuo alguma coisa, espere apenas um pouco... — O homem chamado Simão falou e depois entrou no casarão novamente.
Uma mulher grande e gorda com um chihuahua de repente aparece no outro lado da rua. Ela nos olhava com um olhar cruel e depois falou em um falso tom de preocupação:
-Veja filhinho! Dois meio-sangues desprotegidos para o almoço. Isso não é ótimo?
-Mel... — disse Daniel para mim
-Eu sei... Isso não soou muito bem- respondi
Em um piscar de olhos o chihuahua se transforma em um bicho com cabeça de leão, corpo e cascos de bode, cauda que era uma cobra e a criatura tinha o tamanho de um leão. A senhora ganha um pouco de escamas e uma língua bifurcada de cobra. A mulher gritava alguma coisa em uma língua muito bizarra e o ex-chihuahua vai corre e avança para cima de mim que estava sentada. Mas Daniel entra na frente e seu usa como escudo fazendo uma ferida muito profunda nas suas costas.
Daniel cai no chão jorrando muito sangue em sua ferida e aparente desmaia e o monstro que reconheci como a quimera (prestar atenção na aulas de mitologia me ajuda na sobrevivência novamente) se vira para mim e vai desferir um golpe quando de repente o cara chamado Simão abre a porta com um arco dourado e atira várias flechas no monstro que se desintegra. A mulher-cobra sibila para Simão que estava com uma calça peluda... Pera aí... A parte de baixo dele era de bode como se fosse um sátiro dos livros.
Antes de processar tudo direito a mulher-cobra foge pelo bueiro do esgoto (Eca...) e depois disso eu desmaio.
...
Acordo numa cama em um lugar que parece uma enfermaria. Olho para os lados e vejo Daniel desmaiado em uma cama e uma garota muito bonita de cabelos loiros quase brancos dormindo em outra.
Uma garota de cabelo loiro e olhos azuis aparece e diz:
-Bom dia, dorminhoca. Você dormiu por dois dias seguidos. Que coisa boa, né? Eu estou morrendo de inveja. Aquele ali é o seu namorado? — Ela diz com um sorriso no rosto e apontando para Daniel.
Eu me sinto um pouco corada e respondo:
-Ele não é meu namorado- Falo tentando ficar indiferente e não parecer constrangida com a pergunta.
-Você está vermelha feito um tomate sabia?- responde a garota com um sorriso sapeca.
Fico um pouco constrangida e acabo percebendo uma coisa:
-Esperai... Quem é você? Onde estou?- Eu pergunto
-Ah como eu sou mal-educada. Eu sou Beatriz Koeh, mas pode me chamar de Bia, e bem-vinda ao acampamento meio-sangue.
Notas finais
Gabriel21
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