Bagunça Na Certa! - Interativa

14 Lágrimas de uma guerreira


Notas iniciais
Espero que gostem (só eu acho que estou enrolando muito?)

Luiza’s POV

Estava naquele sonho novamente, o sonho que tenho desde... Acho que desde que me conheço por gente. Na verdade, aquele sonho estava mais para pesadelo do que para sonho. Geralmente os semideuses sonham com previsões mágicas ou coisas desse tipo, mas o meu sempre é o mesmo: eu, quase no escuro absoluto, segurando uma menina inconsciente nos meus ombros, eu gritava para uma pessoa, cujo nome eu não escutava, meu corpo todo doía e eu chorava (algo que uma filha de Ares nunca deveria fazer em hipótese alguma), mas não chorava de dor, isso tinha certeza, estava chorando de tristeza.

E o sonho não termina por aí no final eu chegava à beira de um penhasco e no fundo dele havia rio verde que borbulhava, só de olhar para ele me dava arrepios e me deixava com um medo tremendo... Não, era algo pior que isso. Quando eu olhava para o rio, ficava com puro terror.

Uma senhora que aparentava ter uns trinta e pouco anos, chegava atrás de mim, o seu olhos eram um vermelho-sangue, seus cabelos eram escuros como o próprio tártaro (não me pergunte como eu sabia disso, eu apenas sabia só de olhar) e seus lábios tinham a mesma cor. Ela era muito pálida e usava um vestido azul escuro que possuía pontos brilhantes como se fosse a própria noite. Ela se aproxima de mim e fala em um tom bem autoritário:

- O filho da morte já derramou suas últimas lágrimas, vocês não conseguiram, vocês duas têm duas escolhas, se juntar a mim e meu marido ou decair junto com aquele seu amigo.

Virei para a Sra. Noite, limpei minhas lágrimas e falei sorrindo:

- Nem em um milhão de anos, sua velha coroca, eu me juntaria a você e ao feioso do seu marido.

Ela apenas se aproximou de mim, e me deu um peteleco na testa e caí em direção ao abismo. Quando chegava quase perto do rio, eu acordo. Acordei ofegante com lágrimas no rosto, minha sorte é que não havia ninguém acordado no chalé, se me visem assim seria zoada até depois da minha morte (não estou exagerando. acredite).

Saio do chalé para tomar um pouco de ar fresco. Sou uma filha de ares, em hipótese alguma devo parecer fraca, mesmo não querendo, devo impor autoridade, ser sempre melhor que os outros, eu não devia confiar ninguém, afinal a pessoa que confiava mais nesse mundo me traiu, não deveria mais confiar em ninguém ,teria que ser rude e dura com todos, assim não teria nunca amigos, sendo assim não teria ninguém para confiar e me trair, e, mesmo que não me traíssem, a amizade só faz nos tornarmos fracos algo que os filhos de ares não podem ser.

Cheguei perto de um riacho, e lavei meu rosto. A água estava fria. Ouço um barulho e vejo aquela tal de Bia filha de Poseidon se aproximar (algo bastante estranho já que estava quase passando de duas da manhã).

- Não conseguiu dormir direito?- fala a filha do mar

- Não te interessa- respondo

- Ei, não precisa ser tão rude com ela- falou uma voz atrás de nós.

Eu e Bia nos viramos e vemos Adam, o tapado filho de Hades chegar.

-Adam, o que você esta fazendo aqui- eu e Bia falamos eu uníssono

- Eu simplesmente fiquei acordado até agora, não senti sono- responde o filho da morte- Luiza você estava chorando?

-Hã? Do que está falando, nunca choro. -Respondo com raiva.

- Mas sua cara está toda vermelha- fala Bia- Tem certeza que não aconteceu alguma coisa? Somos seus amigos Luiza, pode falar para nós

— Isso mesmo Luiza, podemos ajudar, somos amigos não somos?- fala Adam

Antes que eu respondesse um círculo de fogo nos cercou, uma chama diferente das normais, mais aconchegante e menos destruidora do que o fogo normal, e uma voz do além disse (a mesma que chamou aquele filha de Apolo e seus amiguinhos ontem):

- Adam, Beatriz e Luiza, vocês serão meu terceiro trio, partirão hoje à noite para o oeste para tentar me salvar. Boa sorte, amanhã anunciarei o quarto e último trio.

Depois disso as chamas se apagaram de repente como se um vento bastante forte tivesse apagado, e ficou um silencio quase absoluto. A única coisa que se podia ouvir era o som das cigarras, já que nós três estávamos muito perplexos para falar mais alguma coisa.

Notas finais
Espero sinceramente que tenham gostado, comentem por favor antigamente essa fic tinha tantos comentários...

Gabriel21