Bad romance
22 Reflexão
Notas iniciais

CAMILLE O’CONNELL
Acho que Klaus não percebe o quanto a aperta a minha mão. A tensão no ar é tão grande que poderia ser cortada com uma faca.
— Mas... Como?!? Mamãe... Ela traiu o papai?!? – Freya pergunta em meio as lágrimas para Elijah.
Damon se levanta e a abraça. Ela aceita o gesto, mas seus olhos estão direcionados ao Elijah em expectativas.
Desvio a atenção rapidamente para Elena, e vejo que Caroline se aproxima e a abraça discretamente, como quem quer passar conforto, e também recebê-lo, pois Stefan entrou na sala com todos, e se manteve numa direção oposta a ela. Eles não se olham, e é fácil concluir que as coisas não vão bem entre eles.
— Não!! Mamãe não traiu o nosso pai, foi o contrario! Papai teve um caso com a Carmem, esposa do senhor Marco. Nesta época eles não tinham filhos e a gravidez da Carmem foi uma surpresa para todos, pois Marco sabia que não podia ter filhos! – Narra Elijah.
— Espere!! Está dizendo que todos os filhos de Martel são adotados?!? Aurora e Tristan?!? – Eu pergunto.
— Sim!! Eu descobri isso acidentalmente quando contatei os órfãs!! Eu.... tive acesso aos arquivos do orfanato e descobri muitas coisas! Muitas histórias! Entre elas, a adoção de Tristan e a Aurora pelos De Martel, e Lucien pelos Castle, e foi por isso confiei nele!! – Responde Enzo.
Eu o encaro, e vejo como ele se encolhe visivelmente ao encarar o Klaus.
— Lucien também foi adotado!! – Klaus diz ao meu lado com assombro.
Ele parece cansado e abatido, e é exatamente como ele deve estar. Só tem uma pessoa que me deixa mais tocada: Freya Mikaelson.
— Por favor, Elijah! Me explique isso!!
— Sim, irmã!!... Carmem ocultou a gravidez do papai, mas ele descobriu e disse que assumiria a criança, ele já era casado com a mamãe, e também deputado. Esse escândalo poderia destruir a sua carreira, mas levaria os Martel juntos, então, Carmem e Esther se ausentaram da cidade por longos dezoito meses, quando retornaram, Esther tinha sua filha em mãos, a primeira filha dos Mikaelsons!! Mamãe sabe de tudo, Freya!! A ideia de viajar e assumir a criança foi dela!!
— Ela me aceitou como filha para se vingar do papai em mim!! Por isso ela nunca me amou! Por isso sempre me tratou com desamor!! – Freya lamenta, e Damon a abraça.
— Eu sinto muito, Freya!! Só soube da sua condição quando aquele maluque me deu a opção de matá-lo no lugar da Gia!!... Sei que ainda é errado, mas.... Não podíamos arriscar a vida da Freya ou do Stefan, Klaus!! – Damon fala dessa vez voltado ao amigo, e Klaus aperta a minha mão ainda mais.
— Klaus!! – Eu digo.
Pois ele acabará me machucando, e é como se ele acordasse de um transe:
— Camille, me desculpe!! – Ele diz me olhando com olhos marejados.
Ele ignora completamente o amigo, e entendo que é por não conseguir encará-lo.
É mesmo muita coisa de uma vez!
— Tudo bem, meu amor!! Acho que estamos todos no nosso limite!! Vamos para casa!! Cada um para sua casa, descansar, pôr a cabeça no lugar, digerir tudo que aconteceu, tudo que foi dito! Amanhã teremos mais um dia difícil e também precisamos encerrar esse caso com a prisão do responsável pela morte do Mikael!!
— Tem razão!! Amanhã eu vou precisar de vocês, Camille e Hayley! Nós cinco vamos nos reunir com Elizabethe Forbes e pôr um ponto final nisso tudo!! – Diz Caroline.
— E como ficamos?!? – É Damon quem pergunta.
— Por enquanto, exatamente como estão!! Quando tomarmos a nossa decisão, convocaremos vocês!! Não vamos ignorar a colaboração, mesmo que tardia de vocês!! – Elena diz com voz impositiva.
Damon fica visivelmente sem graça e olha para Freya que apesar de arrasada, está firme, como se tivesse se fortalecido com tudo que houve, e suas palavras mostram isso:
— Vocês precisam conversar!! Você deve isso a ela!! Eu vou indo para casa, e quando puder, apareça! Seu filho quer te conhecer!!
— Nós te levamos!! – Klaus diz abraçado comigo e eu apenas assinto.
— Klaus!!.... Eu queria conversar, me explicar.... Eu sei que erramos com você, que traímos a sua confiança, mas... – Enzo diz apressado, mas Klaus o corta.
— Não!! Agora não dá, Lorenzo!!... Eu estou cansado, triste, decepcionado e tantas outras coisas que eu nem consigo definir!! Eu só quero ir para minha casa e dormir com a minha mulher nos meus braços!!... Te recomendo fazer o mesmo!! – Klaus lança um olhar para Bonnie, que cora fortemente.
— Tenho que concorda com o Klaus!! Todos nós precisamos descansar!! – É Hayley quem fala – Alias, eu te devo desculpas! Fui preconceituosa com você, Klaus!! Fico feliz por estar errada!!
Klaus lhe oferece um sorriso triste:
— Pelo menos algo de bom nisso tudo!! Acho que posso dizer que estamos em família, Hayley!! Você nos dará um segundo sobrinho, e pretendo retribuir o favor em um período curto, quando superarmos tudo isso, e.....
— Essa noite se tornará apenas uma lembrança amarga!! – Diz Elijah – Mas precisamos primeiro digerir o fel! Depois agiremos com sabedoria para não repetir os mesmos erros e colocar um fim verdadeiro nessa disputa idiota!!
— Vamos indo, pessoal!! Vamos, Enzo!!
— Você vai para minha casa?!? – Ele pergunta espantado.
— Por que a surpresa?!?... Não percebeu ainda?!? – Ela o questiona, mas Enzo está sem fala ou reação.
Klaus aperta a minha mão e olho. Meu coração se aperta mais um pouquinho com sua visão. Ele está com olheiras profundas e parece a ponto de desmoronar, neste momento eu esqueço de tudo e todos e me foco exclusivamente nele.
— Vamos!! Acho que hoje é dia de retribuir a sua gentileza, e cuidar de você, como vem feito comigo desde que nos conhecemos!!... – Eu digo em tom baixo.
Estamos saindo da sala e vejo que todos fazem o mesmo, mas não reparo como de costume.
— Eu vou gostar disso!! Me sinto absolutamente esgotado!!
— Eu sei, meu amor! E não é por menos!! Mas vou estar ao seu lado!! Vou cuidar de você!!
— Meu anjo!! – Ele diz antes de abrir a porta do carona para mim e me dar um beijo.
E mesmo diante de todos os problemas, esse beijo nos conecta além do contato físico. É uma ligação mais profunda e emocional. Quando finalmente findamos nosso beijo, estamos ambos ofegantes e desejosos por mais, como se não houvesse cansaço. Mas não dizemos nada! Nossas respirações entrecortadas e o sorriso bobo que temos nos lábios são suficientes para que percebemos que juntos, podemos suportar tudo! Um ajudando e fortalecendo o outro. Algo novo, incrível e único.
Entro no carro e Klaus fecha a porta, ponho o cinto de segurança enquanto ele dá a volta no carro.
— A Freya não viria conosco?!? – Eu me lembro só neste momento.
— Acho que ela decidiu ir com o Elijah e a Hayley!! – Klaus me indica o carro deles.
— Será que ela decidiu ir com eles porque nos viu se beijando?!
— Talvez!! Eu não sei, e.... Acho melhor mesmo ela ir com o Elijah!! Ela precisa cobrar dele mais informações e saber porque ele nunca contou nada!!
— Tem razão!! Acho que o motivo foi esse!! – Eu concluo.
Chegamos em um ponto que esse caso se tornou um caos muito maior que poderíamos imaginar, pois afetou as nossas vidas! Três de nós cinco estão apaixonadas por pessoas envolvidas diretamente com os acontecimentos da cidade.
— Acha uma boa ideia a Bonnie ir para casa do Lorenzo?!? – Klaus pergunta com falsa indiferença – Eu teria certeza da segurança dela até hoje, mas agora eu já não sei!! Não confio mais nele! Na verdade, me sentiria mais tranquilo se elas fossem dormir todas lá em casa ou mesmo no hotel, já que Lucien está morto!!
— Muito paternalista!!.. Eu entendo a sua relutancia em confiar neles! Mas também confio no julgamento das minhas amigas!! Bonnie é inteligente e sabe se defender se for necessário!! Ela é a única que de fato dormirá na casa de um assassino, e acredito que ele seja plenamente capaz de matar de novo!!
Klaus me olha em pânico.
— Vamos buscá-la!! – Ele diz ameaçando fazer o retorno.
— Calma, Klaus!! Bonnie não está em perigo!! Se o Enzo tiver de matar novamente, será para protegê-la!! Pense bem!! Já mataram o Kol para silenciá-lo! Se alguém corre algum risco do assassino misterioso do seu pai, esse alguém é o Enzo e o Damon!!
— Mais um motivo para buscá-la!! Elas estão em risco!!
— Acha que elas não sabem disso?!? Elas sabem!! E foi escolha delas ficar para protegê-los!!
— E correr o risco de levar um tiro?! Morrer para proteger cumplices de assassinatos e assassinos?!?
— Klaus!!... Sei que está magoado! Está no seu direito!! Mas precisa aceitar e respeitar as decisões dos outros!!
— Está apoiando eles?!? Está dizendo que elas estão certas?!? Camille, se eles tivessem contado o que estava havendo, meu irmão, meu pai estariam vivos!!
— Não é isso!! Estou dizendo que sou capaz de me pôr no lugar delas e compreender os seus atos!! Se fosse você ali, no lugar do Stefan, do Damon ou mesmo do Enzo, ainda assim eu estaria do seu lado!! Porque eles mentiram sim!! Mas eu ainda vejo por baixo de todas as omissões e mentiras os mesmos rapazes que eu conheci!! Eles são bons!!
— Você ouviu o que eu disse?!? Eles deixam cinco mulheres morrerem e não impediram o Kol!! Meu irmão está morto! Meu pai também!! Eles podiam ter me contado, contado ao Elijah!!...
— Sim! Eles podiam! Mas aí não seriam dois, mas três ou quatro cúmplices! Porque vocês não entregariam o Kol!! Entende o que quero dizer?!?
— Você está mesmo defendendo eles!!! – Klaus diz dando uma risada nervosa.
— Não! Eu não estou defendendo ninguém! Eu estou apenas analisando os fatos livre de qualquer emoção, coisa que você não consegue fazer agora! E acho que ninguém conseguiria!! Poxa, Klaus!! Você enterrou seu irmão caçula ontem! Vai enterrar o seu pai hoje! É mais que qualquer um pode suportar!! Para de pensar nisso!! Não foque na raiva, ou ela vai te consumir!! Seria fácil!! Não faça isso!! Você tende a se proteger deste modo, mas eu estou aqui!! Me deixa te ajudar e vamos mudar esse ciclo vicioso juntos!! – Eu finalizo me sentindo novamente exausta.
Klaus não diz nada, e o carro mergulha no silêncio. Imagino que ele esteja refletindo as minhas palavras, numa luta interna com os seus demônios, e não o pressiono mais, deixo ele em paz. Quando quiser, ele falará.
Chegamos a mansão Mikaelson, ela está em total escuridão, e assim permanece, pois vamos direto para o seu quarto. Chegando lá, Klaus senta em uma poltrona e permanece introspectivo. Decido preparar um banho para nós, e vou ao banheiro para encher a banheira, escolho alguns sais de banhos aromático e já os adiciono a água quente que enche a banheira, assim fará bastante espuma. Quando me dou por satisfeita, tiro as minhas roupas e as substituo por um roupão. Não é surpresa encontrar o Klaus no mesmo lugar que estava. Seu olhar é vago, mas sofrido.
Minha vontade é de colocá-lo no meu colo e falar palavras carinhosas que o alcance, mas eu não o faço. Sei que não é disso que ele precisa, mas sim dessa reflexão. Minha única atitude é tocar a sua mão, e quando nossos olhos se encontra eu estendo a minha mão para que ele a aceite e se levante. Klaus a aceita de prontidão e vejo seu olhar aquecer. É uma reação ínfima perto da sua intensidade característica, mas eu compreendo. Sendo tão intenso, ele se exaure mais rapidamente que pessoas mais controladas.
Vamos para o banheiro juntos e assim que chegamos lá, eu dispo suas roupas peça por peça, e a cada peça que caí, eu o vejo mais presente, mais ligado a mim, quando removo a última, ele está ali, totalmente concentrado em nós dois, a maior prova disso é que ele remove o meu roupão, deixando nós dois expostos. Seu ofegar, e o modo como seus olhos me olham é como uma carícia quente, mas também carinhosa.
Mais uma vez eu seguro a sua mão e o levo até a banheira, me sento com as costas apoiadas e o convido para que faça o mesmo, se aconchegando entre as minhas pernas, suas costas coladas nos meus seios. Assim que ele me deixa acolhê-lo eu uso sabonete liquido para lavá-lo e massageá-lo durante o banho. Permanecemos em silêncio e tudo que ouço são alguns suspiros de satisfação. Ficamos ali até que eu percebemos que a água esfriou, mas ainda assim não queremos sair, é bom demais ter um tempo só nosso, e eu me sinto abençoada em poder retribuir um pouco do bem que ele me faz.
Klaus faz um afago na minha perna e percebe que estou com frio, e por isso solta um suspiro de pesar, como se concluísse que é hora de sair. Klaus se cobre com uma toalha em volta da cintura e pega o roupão para mim. Vamos para o quarto e preparamos a cama juntos, assim que nos deitamos, ele me puxa para o seu colo, me aninhando em seus braços.
— Obrigado por cuidar de mim!!
— Obrigada por deixar que eu cuidasse, Klaus!! Eu te amo!! – Minhas palavras o fazem sorrir.
— Eu te amo mais a cada minuto!!!... Vamos dormir!!
— Eu duvido que ame mais do que eu! Mas talvez estejamos em igualdade!!
Eu digo e trocamos um sorriso e um selinho terno antes de mergulhar em um sono profundo.
CAROLINE FORBES
Eu sabia que isso poderia acontecer! Mas esperava que fosse com a Camille ou mesmo com a Hayley. Jamais poderia imaginar que seria comigo. Mal posso acreditar nas suas palavras:
— Você sabia o que estava acontecendo e não me disse nada!!!
— Caroline, eu só sabia que o Damon tinha algum segredo que envolvia o Lucien! Não sabia que se tratava das mortes ocorridas na cidade!!
— E se soubesse teria me contado?!
— Não!!... Ele é meu irmão, Care!! Eu faria qualquer coisa para protegê-lo!!
— Inclusive mentir para mim?!?
— Eu não menti para você!! Eu....
— Omitiu?!? É esse o seu argumento?!? Como posso confiar em você?!? Como posso confiar em nós?!? Eu sofri um atentado, pedi para você ir para delegacia e você foi com o seu irmão matar o Lucien!!
— Não faz isso, Care!! Eu estava enlouquecido!! Aquele cara tentou te tirar de mim, você e a Elena podiam ter morrido, e se isso não fosse suficiente, o Damon queria matá-lo! Eu sabia que o Lucien estava fazendo algo contra ele! Aí, aquela matéria no jornal, mais um atentado a vocês, eu só queria impedir meu irmão de fazer uma besteira maior!!
— E para proteger o seu irmão, você mentiu para mim!!
— Está dizendo que eu preciso escolher entre você e o meu irmão?!? Você está mesmo fazendo isso comigo, Caroline?!? – Ele me questiona indignado, como poucas vezes eu o vi.
Não consigo responder. Fico atordoada questionando a mim mesma se é isso que estou pedindo a ele. Sou filha única, não tenho irmãos, mas tenho minhas melhores amigas e sei que faria tudo por elas, e visse versa. Mas ao pensar nisso, lembro da Camille apontando sua arma para mim. Será que isso significa que ela escolheria a ele ao invés de uma de nós?!? E será que é isso que eu espero do Stefan?!? será que eu não estou sendo muito simplista?!?
— Eu preciso voltar!!
— Ahh, então agora é você quem vai me omitir uma informação?!? Obrigado!! Estou começando a entender como você se sente!!! – Ele diz com raiva, e eu o ignoro.
Quando entrei naquela sala de interrogatório, parte de mim não estava presente, mas ainda martelando a nosso discussão. Eu me sinto magoada e traida e esperava uma postura diferente do Stefan! Foi ele quem me traiu, e não o contrário.
— Vamos para mansão Salvatore?!? – Pergunta Elena assim que senta no carona.
— Por que não foi com o Damon?!?
— Porque estou preocupada com você!! A minha conversa com o Damon pode esperar!!
— Você está mudada!!...
— Ainda sou a mesma, Care!! – Ela solta um suspiro ruidoso – Damon quer se explicar, quer tentar de algum modo não me magoar!!
— Eu não esperava te ouvir dizendo ‘eu te amo’ para o Damon!! Eu nunca ouvi você dizer isso para um homem que não fosse o seu pai!! – Minhas palavras fazem nós duas rirmos.
E no meio da risada começamos a chorar, e então nos abraçamos.
— Care, você sabe que essa cena é bem patética, não sabe?!? – Ela tem uma voz chorosa – Obrigada por me perdoar! Obrigada por salvar a minha vida!!
— Sim!! É muito patético!! Espero que ninguém veja isso!! Elena, você é minha melhor amiga, junto com as meninas, é claro! Mas a minha favorita!!
— Você é a minha favorita também.... Vamos para mansão Salvatore?!?
— Eu te deixo lá!! – Eu digo deixando de sorrir.
— Care!!... O Stefan não fez nada!!
— Ele mentiu para mim!!
— Não! O Damon e o Enzo mentiram!! O Stefan não sabia de nada!! Ele sabia que tinha algo de errado e descobriu que o irmão estava em contato com Lucien, só podia significar problemas, e ele não te contou! Ele omitiu!! O que estamos fazendo agora mesmo?!? Esperamos o delegado ir embora, a sua mãe, e só depois os interrogamos! Não é oficial! Então me responde, não estamos fazendo exatamente a mesma coisa?!?... E por quê?!?... Eu te respondo: Por amor!! Se você não ficar com esse homem, eu fico!! – Ela diz e ri.
Olho para Elena tentando fazer uma cara de brava, mas falho miseravelmente.
— Acho que me garanto!! – Eu digo dando uma piscadela.
— Ah, eu não tenho a menor duvida disso!!... Como também já me conformei que os Salvatores não foram feitos para mim!! – Ele diz fazendo beicinho.
— Ahh, Elena!! Eu sinto muito!!
— Tudo bem!! Eu vou ficar bem!! O Stefan foi infantilidade da mina parte, e foi bom!! Eu percebi como estava sendo rancorosa, e como estava mentindo para mim mesma!!... E foi o Damon quem me fez perceber isso!! Ele me entendeu! Me disse o que eu precisava ouvir sem ser cruel, e as coisas aconteceram naturalmente. Acho que estávamos ambos feridos e carentes, a diferença é que ele tinha o coração ocupado por uma mulher, e o meu pelo rancor. Quando ele me tirou isso, ocupou o lugar automaticamente!!
— E o que eu fiz para te causa essa magoa?!?
— Sou obrigada admitir que quem fez fui eu!!... Lembra do Matt?!?
— Matt Donovan?!? Meu namorado?!
— O próprio!! Lembra que eu joguei ele para cima de você e disse que não aguentava mais ele no meu pé?!? – Eu apenas assinto – Pois é! Não era bem isso! Eu tive medo quando percebi que gostava dele e o joguei para cima de você, achava que assim eu perderia o interesse, mas aí ele se declarou para você!!... Eu fiquei tão magoada, mas fui boba! Não abri o jogo com você e te incentivei a dar uma chance, e o resto você já sabe!!... Vocês namoraram e eu transformei meu amor pelo Matt em magoa. Sobretudo contra você!!
— Eu sinto muito não ter percebido!!!
— E eu por não sido honesta!!... Vamos?!? Conversa com o Stefan!! Não abre mão do homem que você ama no primeiro obstáculo!! E ele te ama demais!! É um cara incrível!! Salvatores estão em instição e são concorridos!!
— Boba!!! – E rimos mais uma vez.
Em pouco tempo chegamos na mansão Salvatore, e é possível ouvir a conversa acalorada entre os irmãos.
— Deveria ter me contado!! Nós teríamos detido ele antes de tantas mortes!!
— Tá dizendo que a culpa é minha, Stefan?!? Estava tentando te proteger! Você é meu irmão caçula! É minha obrigação cuidar de você!!
— Sou um homem adulto, Damon!! Eu cuido de mim mesmo!! Não estou dizendo que você é culpado, você não matou ninguém!!
— Não! Não matei. Mas permiti que o Enzo fizesse no meu lugar. Que tipo de amigo eu sou?!?
— O tipo que pensava ser incapaz de matar!! Enzo impediu que você matasse a Gia, Mikael que você matasse o Lucien!!...
— Está dizendo que manipulo as pessoas?!?
— Eu não sei o que pensar, Damon!! Briguei com a Caroline porque você é meu irmão, mas eu ainda não sei o que pensar!!
— Eu não fiz eles matarem ninguém, Stefan! Mas também não sou inocente dessas mortes!!
— Nós sabemos disso!! – Eu digo assim que abro a porta.
— Caroline?!?... – Stefan diz em choque – Eu pensei que....
— Eu iria para o hotel?!... E iria mesmo, mas a Elena advogou ao sseu favor e tenho que dar o braço a torcer e concordar com ela!!
— Ótimo que vocês vieram! Eu pedi pizza, deve chegar logo!! – Damon fala desconfiado.
— Maravilha! Estou com fome. Damon, me ajuda a pôr a mesa e escolher um bom vinho?!? Acho que precisamos!! – Elena diz para nos deixar sozinhos.
— Eu concordo!! Podemos conversar na adega enquanto decidimos!!
— Acho que teremos muitas opções!!... Se comportem, crianças!!
— Elena?!? – Stefan a chama – Obrigado!! Acho que estamos quites!!
— Obrigada, Stefan!! – Ela diz sorrindo.
Elena me olha e me dá uma piscadela antes de ir em direção a adega com Damon, que faz questão de passar o braço pelos seus ombros.
— Eu realmente queria que eles ficassem juntos!! – Diz Stefan também os olhando.
— Se vivêssemos em um mundo perfeito eu também!! Mas a Elena merece alguém que a ama, e esse alguém não é o Damon!!
— Eu amo que ele gosta dela!!
— Não é suficiente, Stefan!!... Freya é a mulher da vida dele! Eu sei disso, você sabe e a Elena também!!... O mais importante é a qualidade do que a quantidade de tempo que eles tiveram juntos!!... Ele fez bem a ela, a tornou melhor, e não existe resultado melhor!!... Eu queria te pedir desculpas!! – Eu digo sentindo como se algo bloqueasse as palavras – Olha, é muito difícil para mim fazer isso, mas eu estou sendo sincera, me desculpe! Foi errado querer que você escolha a mim do que o seu irmão, isso não tem que acontecer! Não é uma disputa!! Eu falo do espirito competitivo da Elena, mas acho que estou fazendo o mesmo!! Eu sinto muito!!
— Care, eu que te devo desculpas!! Não foi só por causa do meu irmão eu não te contei!! Eu tive medo!! Não sabia como você reagiria, tinha medo que você fosse com tudo para cima do meu irmão, e eu não queria ter de escolher um lado, entende?!?
— Claro que eu entendo!! Acho que fiquei esperando que você fizesse o mesmo que a Camille fez!! – Eu digo fazendo uma careta.
— O que a Camille fez?!?
— Não foi importante!!
— Foi sim!! Me conta!!
E narro para o Stefan os fatos ocorridos tentando não dar muita importância, mas ele não entra na minha.
— Isso é um absurdo!!
— Ela não iria atirar, Stefan!! Só estava com medo que eu fizesse, e foi o jeito dela de me mostrar que de forma alguma eu poderia matar o Klaus!! Eu entendo, tento negar para mim mesmo e dizer que agiria como a minha mãe, mas eu sei que é mentira! Eu faria o mesmo!! O delegado e o FBI não sabem de nada do que vocês contaram!!
— O que quer dizer com isso?!?
— Quero dizer que vou pressionar a minha mãe e o FBI a não punir vocês como criminosos comuns!! Por isso vou precisar da Hayley e da Camille!! Vamos dar um jeito de salvar vocês!!
— Isso pode destruir a sua carreira, o seu sonho!!
— Talvez não!! além do mais, sonhos mudam, Stefan!!
— Care, me promete uma coisa?!?
— Humm... O quê?!?
— Quando toda essa confusão passar, quando esse drama acabar e as nossas vidas entrarem em ordem, você casa comigo?!?
— OMG!!... Você está...?!? Está...?!?
— Espera!! – Ele diz sorrindo e sai correndo em direção ao seu quarto.
Devo estar suando em bicas, mas em poucos segundos ele está de volta:
— Eu comprei esse anel na semana em que te conheci!! E me achei ridículo por isso, mas eu tinha certeza que ele era o anel certo para você!!.. – Stefan pigarreia e se ajoelha na minha frente, fazendo aquela posição clássica que nunca imaginei dirigida a mim, principalmente no dia de hoje – Caroline Fornes, quero passar o resto dos meus dias ao seu lado, e se você me der essa honra, prometo viver em função de fazê-la feliz! Sem mentiras, sem segredos, sem ninguém entre nós!!... Você quer casar comigo?!?
Fico extasiada com as suas palavras e não consigo reagir.
— Se você disser qualquer coisa diferente de um ‘sim’, nós vamos rolar na porrada agora mesmo!! – É Elena quem me trás de volta a realidade, e percebo que estamos os quatro emocionados, todos com lágrimas escorrendo pelo rosto.
— SIM! SIM! SIM!! – Eu digo me ajoelhando.
Trocamos um beijo apaixonado antes e depois do Stefan colocar o anel no meu dedo anelar.
— Acho que deveríamos começar pelo champanhe!! – Diz Damon.
— É uma excelente ideia!! – Reponde Elena.
Apesar de ouvi-los, estamos focados em nós, e nos levantamos, mas não nos soltamos, estamos nos abraçando e beijando e essa era a dose de felicidade que eu precisava para ter coragem de enfrentar o mundo.
— Stefan, você vai tê-la por 365 dias do ano!! Solta um pouco para brindarmos!! – Ele diz passando uma taça para Stefan enquanto Elena me passa outra.
— Um brinde ao amor e a felicidade de vocês!! – Diz Elena.
— Saúde!!! – Dizemos em uníssono.
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