Bad neighbourhood

1 "Backstreet boys are back"


Notas iniciais
Hello guys!!! Bom,espero que vocês gostem desse capitulo,é a primeira história que eu posto,então eu realmente espero que seja do agrado de vocês.

Contava os segundos para a polícia chegar, chegava a ser irritante o quão devagar os ponteiros do relógio antigo, presente de meu bisavô, soavam a cada segundo que passava.

Fiquei de ponta cabeça no sofá branco enquanto brincava com meu cabelo preto, resultado de longas tintas antialérgicas e mascaras capilares caríssimas, que parecia brilhar, apesar de estar se desbotando para um tom um pouco castanho.

Logo, escutei o tão familiar som de sirenes, acompanhada de outra um pouco diferente que reconheci como o caminhão de bombeiros, provavelmente para apagar o terrível acidente o mais rápido possível, um ótimo “bem-vindos vizinhos” na minha opinião. Coloquei meus pés, com maravilhosas meias decoradas com pequenos donuts, dentro das confortáveis pantufas surradas, olhando calmamente para a janela com um sorriso em meu rosto.

Escutei um barulho de passos rápidos subindo as escadas, provavelmente receberia um grande sermão sobre “Não poder incendiar a árvore de natal alheia somente porque era colorida e viva, principalmente na véspera da tão aclamada data”, mas não de meus pais, NÃO, ambos estavam muito ocupados alimentando esfomeados na Etiópia, sendo os bons samaritanos que todos acreditavam. E sinceramente, não me faziam falta, algumas noites sem dormir e semanas melancólicas já haviam me ensinado fazia muito tempo que não voltariam tão cedo.

Mas, se tinha alguma coisa pior que essa solidão, seria o rosto duro e irritado de meu irmão, que me encarava raivoso, por ter que novamente se justificar com a polícia por um ato que não tinha cometido.

Adam, também conhecido pelo nome popular de “O irmão de Alex Legradh” tinha 20 anos de pura inteligência e genes perfeitos, fazia faculdade de direito, sendo um dos melhores estudantes da Oxford University. Acreditava que sua vontade de cursar direito seria por minha causa, já que, todos brincávamos sobre a possibilidade de acabar na cadeia, não discordava.

Abaixei a cabeça ignorando seu longo discurso enquanto olhava em meu celular as 400 mensagens que meu amigo mandara nos últimos 40 minutos, entediada, joguei minha pantufa longe. Podia soar como um grande exagero, mas não para Quentin Kavinsky, também conhecido como Queen, não somente por ser basicamente O “Drama Queen”, mas também por não gostar muito dos filmes do Tarantino, origem de seu nome.

Não esperava outro motivo de suas mensagens além de ser sobre como eu estava após meu suposto afastamento. Sim, ”Afastamento”, já que a quantia que meu querido pai doava para a instituição era mais do que suficiente para construir uma escola inteiramente para mim, logo, mesmo se quisessem, não podiam me expulsar.

Havia entrado em uma briga, nada muito estranho vindo de mim, principalmente se tinha haver com Brigit e suas vacas de companhia. A única diferença era que, enquanto a mesma fora para o hospital eu fui mandada para o Inverno Congelante de Londres, onde a máxima amostra de calor que recebera até o momento fora um misero 11 graus. Tudo porque ela resolvera enfiar seu rosto plastificado em cima do meu joelho arruinando sua rinoplastia.

Voltei a olhar para meu irmão que me encarava irritado por não ter prestado atenção em seu longo sermão repleto de palavras difíceis.

—Já chega Alexandra. Eu não aguento mais.

Vi o mesmo subir as escadas, logo voltando com minha mala, ainda não desfeita, e uma garrafa de whisky importada diretamente da Rússia (Era uma edição especial que meu pai ganhara de um sócio, aparentemente, existia poucas no mundo).

—Adam, -falei cautelosa – O que está fazendo com essa mala?

O mesmo a abriu tirando minha camiseta favorita, roubada do guarda-roupa de meu pai, e jogou em minha direção. Não entendi de início, mas logo me toquei quando o mesmo deu um gole na garrafa, fez uma careta amarga, e despejou o resto do conteúdo em cima de minha mala de couro importada.

—Adam!

Dei um berro quando o mesmo acendeu um fosforo e o jogou. Fizera isso com tanta tranquilidade como se fosse apenas um objeto qualquer, mas ele sabia tão bem quanto eu que aquilo não era.

O papel de seda que cobria uma série de livros se desfazia aos poucos, mostrando as poucas edições limitadas de uma coleção que já fora uma das mais raras do mundo no quesito medicina.

Não me importava com as peças de roupas queimando que valiam mais que uma casa, não me preocupava com o cheiro de couro queimado que emitia o ar, nem com umas finas lagrimas que caiam de meus olhos, provavelmente devido a irritação da fumaça em meus olhos. Se ele queria brincar com fogo, ele veria que sua chaminha não era nada contra o inferno que eu podia fazer.

Adam finalmente notara meu pequeno sorriso de canto, minha sobrancelha arqueada em forma de desafio e minha pose por cima do roupão grosso de quem estava pronta para uma briga.

—Adam, você não deveria tem feito isso.

Corri como se não tivesse amanhã, sendo seguida pelo mesmo, em direção a seu quarto. Obviamente havia chegado primeiro, já que os sapatos de Adam não eram os mais confortáveis enquanto minhas meias funcionavam melhor que tênis de corrida.

Tranquei a porta, escutando a batida forte que a mesma recebera na tentativa de arromba-la. Com calma alcancei tudo o que meus frágeis e delicados braços poderiam suportar-sinta a ironia- e os ordenei por importância. Comecei pelo notebook novo que tinha comprado não fazia um dia, depois segui para o seu canto particular, com perfumes caros que recebera da namorada, um artigo feito a mão com mais de 7 páginas, cartas que recebera quando se mudou para Londres comigo, seu sapato pintado à mão e sob medida, caríssimo, que pagara com o próprio dinheiro e principalmente, seus livros de direito, emprestados da universidade, por serem antigos e importantes e blábláblá.

Quando finalmente ouvi um barulho de chaves tentei procurar uma segunda saída, felizmente, o quarto tinha uma janela principal, a janela principal do terceiro andar. Abri-a olhando para baixo, sem largar meu sorriso no rosto. Finalmente tinha ficado louca de vez.

—Alex-falou Adam com raiva, mas logo parou ao me olhar na boca da janela com todos os seus bens estendidos em direção a piscina-Alex, vamos conversar...

Olhei para seu corpo, que aos poucos chegava mais perto de onde estava, mas finalmente reuniu coragem para correr de uma vez, fechei os olhos e me joguei junto com os objetos.

Nunca tinha tido uma sensação tão boa e tão estranha em minha vida, larguei os objetos que voaram de minhas mãos e logo me foquei na sensação. Não que fosse suicida, longe disso, adorava e muito minha vida, mas acima disso adorava a sensação da adrenalina.

Senti o impacto e agradeci por nossa piscina ser profunda, apesar do gelo da água e de alguns frascos de perfume e restos de livros estarem boiando, me sentia tranquila.

Não me lembrava o porquê estava sem meu roupão, até me lembrar que no meio da queda tentei o utilizar como um paraquedas como nos filmes, e ele simplesmente voou no quintal vizinho que já não tinha mais polícia.

Emergi com confiança, olhando para tudo ao meu redor como se por um instante ainda estivesse em minha casa na Califórnia. Mas para a minha surpresa,4 garotos bem agasalhados sorriam para mim estendendo uma mão para me ajudar. Aceitei a mão, mas logo fui solta, caindo na água novamente.

—Mas que M...-Falei assustada.

Olhei com dúvida para o garoto, deveria ter a minha idade, um pouco mais velho talvez. Escondia o rosto avermelhado no cachecol vermelho e me encarava de canto. O outro, logo estendera a mão, mas dessa vez não me derrubara como seu amigo.

—Sua roupa...ou a ausência dela o deixa um pouco perturbado.- Falou sorrindo com um sotaque carregado.

Finalmente olhei para minha roupa, era um conjunto de lingerie branca com rendas peroladas e um pequeno detalhe em seda no centro, era bonito, definitivamente elegante, mas não combinava muito com meu estilo de meias coloridas, nem com meu roupão do super-homem que o menino segurava.

Peguei o roupão e o joguei na piscina, rindo baixinho. Graças ao azulejo azul escuro, não se via o que tinha no fundo, algo perfeito para terminar essa discussão.

—Venham –Falei para os meninos que me olhavam confusos. Andei até a cerca que separava nossas casas e a pulei, fazendo sinal para que fizessem o mesmo. Contrariados, repetiram o meu ato e, um por um, se juntavam para observar pela fresta a reação de meu irmão.

Primeiro observou abismado, depois se jogou no chão e começou a chorar e depois pulou dentro da piscina agarrando somente o meu roupão, confuso.

—A vingança nunca foi tão boa.

Sorri de canto, só então notando o quão frio estava. Senti um pano ser enrolado em mim como uma echarpe, definitivamente macio e confortável, com uma sutil coloração vermelha. Agradeci ainda tremendo, tentando esticar o tecido o máximo possível.

-Alex!!

Pulei novamente pela cerca, deixando os Ingleses confusos, então finalmente escutei as desculpas que merecia e uma promessa de reembolso, apesar de Adam ser um daqueles playboys galinhas, ainda tinha seu lado educado, certo e um pouco bipolar.

Me entregou seu casaco longo, provavelmente lã de carneiro, me questionando quanto o cachecol.

—Um menino por aí me entregou.

—Um menino? -Me olhou confuso, mas mesmo assim tentando me abraçar de lado para me aquecer.

-Sim, acho que são nossos novos vizinhos.- Brinquei com o cachecol, provavelmente Burberry.

—Você realmente acha que um menino que empresta para um desconhecido um cachecol da Burberry moraria naquela casa geminada? -Me perguntou debochado, não entendi o porquê não. Nosso pai havia morado em uma casa geminada durante parte de sua vida universitária, apesar de ter sido o dono da rua inteira.

—Não sei. –Respondi sinceramente- Mas sei que estou morrendo de frio e que você me deve um chocolate quente.

O mesmo assentiu com a cabeça, mas o parei enquanto voltávamos. Olhei novamente para a cerca onde ainda via quatro pares de olhos olhando por entre a brecha.

—Ei, meninos que me salvaram – Falei sorrindo, recebendo um silencio em troca-vocês atrás da cerca. Não querem um pouco de chocolate quente? Está muito frio.

Eles saíram de seus esconderijos confusos.

—Então você realmente não sabe quem somos? — Assenti com a cabeça.

—Claro que sei, -Falei sorrindo, por algum motivo senti uma tensão entre eles- vocês são meus vizinhos.

E sem querer, pensei ter ouvido um suspiro de alivio.

Notas finais
Meu Deus,se você esta lendo essas notas então eu realmente agradeço por ter acompanhado o capitulo até o final. Eu nunca postei uma história além de um capitulo concreto (tirando um que fora cancelado),então eu realmente não tinha confiança na minha escrita. Mas,minha irmã foi muito insistente e finalmente me convenceu a postar,então aqui estou eu. Eu realmente espero que vocês gostem e queirão acompanhar minha fic (eu ia ficar muito feliz).Por favor,fiquem a vontade para deixar um comentário para mim sobre o que vocês mais gostaram,o que vocês menos gostaram e etc.Aliás,qual o estilo musical favorito de vocês?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.