O local estava cheio, luzes coloridas piscando o tempo todo, típico de uma festa de jovens. Fui até o bar que ficava nos fundos, perto do jardim. Pedi dois shots de uma bebida qualquer, sentei-me em um dos bancos, virada de costas para o bar visualizando as pessoas.

Bebi mais dois drinks e me levantei. Minhas amigas foram conversar com o pessoal da escola, enquanto isso eu fui interagir na pista de dança.

Cheguei em algumas pessoas que eu sabia que gostava de usar drogas em festas e resolvi apresentar as minhas paradas. Pedi pra elas divulgarem — de forma discreta — para as pessoas que também curtiam.

Algumas pessoas me procuraram e isso foi me empolgando. Eram quase uma e meia da manhã e eu já havia ganhado noventa porcento do que eu estava devendo.

— Magnólia, por onde você estava? — Perguntou Amber.

— Estava dançando, vocês sabem que eu adoro essas músicas.

— Você sumiu a festa toda. A gente estava pensando em ir embora. — Disse Clarisse.

— Embora? Mas agora que a festa está boa. — De repente meu celular tocou. Uma mensagem "Espero que tenha conseguindo ao menos cinquenta porcento do que me deve." Sorri tranquila, pois eu já havia conseguindo muito mais que isso. — Se vocês quiserem podem ir. Eu vou ficar mais um pouco, depois eu dou um jeito de ir embora.

Após elas terem ido eu fui até o jardim. A brisa fria noturna me fez sorrir, estava feliz por ter conseguindo quase todo o dinheiro pra pagar o Rubens.

Fui para perto da piscina, que era enorme. Algumas pessoas estavam dentro dela, jogando bola, gritando e se divertindo. Pelo fato de estarem jogando muito água — alguns idiotas estavam fazendo o pulo "bola de canhão" — Eu decidi ir para um lugar mais calmo. O quintal do Brendo era muito grande, maior que a minha casa. Fui para perto de algumas flores que a mãe dele gostava de cultivar, eram bem bonitas. De repente, senti alguém atrás de mim, virei-me e vi o Dylan.

— Me disseram que você está com umas paradas, eu quero algumas.

Mostrei a ele as drogas que eu tinha e ele decidiu levar todas. Fiquei feliz, assim pagaria a dívida antes do prazo. Disse a ele o quanto ele me devia e ele não queria pagar.

– Como assim Dylan? Está achando que é de graça?

— Depois eu te pago.

— Preciso desse dinheiro agora.

— Não vai dar, estou sem dinheiro aqui.

— Então me devolve que eu vendo para outra pessoa.

— Segunda eu te pago.

— Cara, não dá. Preciso desse dinheiro hoje.

— Sinto muito, mas eu não vou te dar. — Disse ele virando as costas e indo embora.

— Não, você não vai levar. — Digo correndo atrás dele e tentando tomar dele.

— Você está ficando louca? Eu já disse, não vou te dar. Segunda eu te pago se parar de me encher o saco.

Tomei alguns saquinhos da mão dele.

— Me devolve agora Magnólia.

— Não! São minhas.

— Eu estou falando sério.

— Eu também.De repente ele partiu pra cima de mim com toda sua fúria. Só deu tempo de eu guardar os saquinhos na bolsa e ele me derrubou no chão. Tentou me dar socos e eu protegi o rosto com o braço. Senti quando ele parou de me bater, abri os olhos e ele não estava mais em cima de mim. Jackson havia retirado ele de mim e estava batendo nele.

— Você ficou louco de bater nela?

— Jackson, para! — Gritei me levantando.

— Não vou deixar ele encostar em você.

— Eu estou bem. — Digo limpando o nariz, que estava com um pouco de sangue. Droga, ele me acertou.

Jackson só parou quando o rosto do Dylan estava todo machucado.

— Você está bem Mag? Vem aqui comigo. — Ele disse me levando até um dos bancos do jardim.

— Estou sim. — Digo sorrindo enquanto ele limpava o meu nariz com um lenço que estava no bolso dele.

— O que aconteceu?

— Droga. — Levanto rapidamente. Ele levou um dos meus saquinhos, vou ter que arrumar um jeito de repor esse dinheiro.

— O que foi?

— Nada. Obrigada Dylan, mas eu tenho que ir.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.