Bad Romance
1 My Frist Love
Notas iniciais
Enjoy!
Sentei-me sobre a cadeira observando a pequena escrivaninha a minha frente, tentando me lembrar de meu passado, que por algum motivo não conseguia lembrar. Segurei a caneca contendo café a elevando na altura de meu rosto tocando meus lábios no mesmo, tomando um gole. Minha porta começou a ranger fazendo com que meu corpo se posiciona-se para frente visualizando o rosto cansado de meu pai. Depois da morte de minha mãe meu doce pai se transformou em um tipo de zumbi apenas comia, dormia e fazia pouca coisa.
- Luciana, sua aula de piano lembra?
Tinha quase me esquecido de minha aula a onde o proprietário era um grande amigo de meu pai, por esse motivo a aula era de graça. Agarrei minha pasta contendo partituras e corri para fora de casa apresada, para minha sorte o local ficava a uma quadra de minha casa. Ao chegar cumprimentei Carlos e segui para o grande e belo piano branco ele estava logo atrás de mim mostrando seus dentes amarelados em um grande sorriso.
- Treine suas partituras, irei resolver um problema!
- Tudo bem Sr. Carlos.
Observei-o se dirigindo a um grupo de pessoas bem agitadas e logo desapareceu de minha vista. Retirei uma das minhas partituras favoritas e a arrumei sobre o piano me preparando para tocar. Senti uma movimentação atrás de mim juntamente com o calor de um corpo humano, parece mais precisa de um homem porem não me importei de ter plateia. Comecei a tocar uma música triste que lembrava minha mãe que havia morrido a alguns anos atrás. Pisquei os olhos e havia sangue sobre minhas mãos e o piano manchado pela cor escarlate.
Dei um berro abafado me levantando ferozmente podendo estar maluca ou podendo ser a pura realidade. Fechei meus olhos ainda tremendo de medo, quando uma mão forte segurou meu ombro. Me virei abrindo os olhos me deparando com um rapaz de cabelos negros e olhos azuis brilhantes o que me deixou encantada.
- Tudo bem ovelinha ?
- Ove..linha?
- Bem você me parece estar um tanto perdida.
Levantei minhas mãos na altura de meu rosto observando-a que já não estava com sangue me deixando aliviada voltando a fitar os olhos azuis do rapaz. Minha bochecha começou a esquentar e notei que ele havia visto meu rubor.
- Porque não vamos até o café aqui na frente e você me conta o que esta te deixando nervosa?
- Ok..
Segui o rapaz para fora do estabelecimento seguindo na direção do café pequeno e seguro, sentamos em uma mesa do lado de fora para sentirmos o ar puro e revigorante e logo o garçom chegou e pediu o que queríamos. Pedimos um café para cada um com chantili em cima.
- Oh, ainda não me apresentei! Meu nome é Jonhy Ownsen prazer em conhecê-la.
- O prazer é todo meu, me chamo Luciana Phantomhive.
Suas sobrancelhas arquearam mostrando que ele estava surpreso com o meu sobrenome ou ele sabia de algo a respeito de minha família. Logo o café chegou tirando esse clima estranho e tensão de perto, sorri para ele contente por achar alguém tão prestativo.
- E então ovelinha, o que aconteceu com você?
- Bem.. É que..
- Pode confiar!
Ele pegou minha mão e a apertou transmitindo seu calor e sua confiança o que me fez ficar mais vermelha do que antes, ele beijou o meu palmo ainda me observando diretamente nos olhos.
- Eu estava tocando e vi .. sangue pelas minhas mãos e no piano. Só que desapareceram.
- É.. pode ser apenas estresse.
- Tomara que seja.
Ele sorriu mais uma vez mostrando seu belo sorriso branco que me hipnotizava cada vez mais. Ele pegou um papel e anotou seu número de celular logo me entregando. Dei um sorriso tímido fazendo a mesma coisa que ele, pois adoraria vê-lo novamente.
- Preciso ir minha ovelinha, se precisar de alguém só me ligar.
- Ah.. tudo bem.
Ele me puxou da cadeira levantando-se juntamente comigo fazendo com que eu chega-se perto o bastante para ele me abraçar e dar um beijo em minha testa o que me fez estremecer. Ele sorrio e falou em meus ouvidos um tchau que me deu calafrios porem nem liguei quando ele me soltou e começou a desaparecer aos poucos de minha vista. Suspirei e fechei meus olhos sentindo algo que eu nunca tinha sentindo em toda minha vida, mais era algo bom que me envolvia. Comecei a andar pelas ruas movimentadas andando na direção de minha casa para descansar finalmente.
Ao chegar em casa corri em direção ao meu quarto me jogando sobre a cama macia para refletir no acontecido. Toquei no controle ligando a TV a minha frente que acabou ligando no canal de noticias. Estava falando sobre um perigoso assasino que acabara de fazer uma vitima, morta e tinha sido comida... Algum canibal louco acabara de fazer seu lanche.
Continua!
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