Bad Reputation Will Be Alright
4 Capítulo 3 - Vocês já... se conhecem?
Notas iniciais
Taylor POV
Depois de ter saído da BGO, fui pra casa com o meu skate, cheguei lá e tive que presenciar uma desagradável discussão dos meus pais, eu não agüentava mais aquilo
– DÁ PRA CALAREM A BOCA POR FAVOR? – falei me metendo na briga
– Você fique quieta e vá para seu quarto Taylor – disse minha mãe grosseira
– OLHA SÓ, EU TO DE SACO CHEIO DE TODO DIA TER QUE OUVIR ESSA MERDA DE DISCUSSÃO ENTRE VOCÊS, PORQUE NÃO PEDEM LOGO A PORRA DA SEPARAÇÃO, VAI VACILITAR A VIDA DE TODOS AQUI EM CASA – gritei e subi correndo pro meu quarto deixando lágrimas escorrerem pelo meu rosto. Me taquei na cama e fiquei lá por um bom tempo pensando nos meus pais, nas brigas que estavam cada vez mais freqüentes, em mim e principalmente em Luke, como ele ficaria? Não agüentava mais, entrei no chuveiro e fiquei lá mais ou menos meia hora deixando a água quente escorrer por todo meu corpo, eu precisava relaxar de alguma maneira. Sai e coloquei meu pijama direto. Andei pela casa pra ver se eu encontrava alguém, meu pai tinha saído, minha mãe também e meu irmão estava na sala vendo televisão.
– Luke? – falei
– Oi Tay, o que você quer? – ele disse enxugando uma lágrima que havia escapado, com as costas de sua mão
– Você tá bem? – perguntei me sentando ao seu lado, ele mexeu sua cabeça negativamente e me abraçou chorando
– Por que eles ficam brigando? – ele perguntou – Por que Taylor? Por que tem que ser assim? Eu queria que pelo menos um dia voltasse a ser como era antigamente, todos nós felizes, sempre sorrindo e conversando... – ele falou soluçando
– Luke, não fica assim – disse beijando sua testa – Eu estou aqui com você, não chora tá?
Ele assentiu com a cabeça se separando do meu abraço e enxugando suas lágrimas
– Quer comer alguma coisa? Eu estava pensando em fazer brigadeiro o que você acha? – falei, eu aprendi a fazer brigadeiro com uma amiga Brasileira, a Luana, que se mudou para Londres 2 anos atrás, mas teve que voltar para seu país de origem um ano depois, mas aprendi muita coisa do Brasil. Ele concordou e fomos para cozinha preparar o mesmo, fizemos muita bagunça, fiquei feliz por ver ele se divertindo. Depois de comermos todo o brigadeiro vendo um filme, o coloquei na cama e fiquei lá até ele dormir, depois voltei para meu quarto e adormeci com meus pensamentos. Acordei as 8h como de costume, fiz minha higiene matinal coloquei a primeira roupa que eu vi pela frente e desci
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– Bom dia Luke – falei para Luke que estava já na cozinha encarando seu copo com leite
– Hm, bom dia Tay – ele respondeu desanimado
– Hey, você ainda está desse jeito? Toma esse leite menino, você não pode ficar sem comer
– Não dá, não entra nada – ele falou
– Quer que eu preparo alguma coisa mais leve pra você levar para o lanche querido? – falou Lucy, nossa empregada.
– Não, obrigada Lucy... – ele falou tristonho se levantando da mesa e pegando sua mochila – ah, verdade... mamãe pediu pra mim ir para escola com você
– Sério? Cadê o motorista? – perguntei
– Papai saiu com o carro e mamãe teve que usar o motorista pra ir pra não sei aonde – ele disse
– Saco! – bufei, mas como meu irmão estava triste eu cedi dessa vez, SÓ dessa vez. Comi alguns VÁRIOS biscoitos que Lucy havia comprado e fui com Luke e Abby para a escola. Foi um dia normal como todos os outros, graças a Deus Luke voltou com o motorista pra casa. Passou uma, duas semanas e o clima entre meus pais estava ficando cada vez pior, eu não agüentava mais. Comecei a freqüentar muito pouco a BGO e Hayley ainda não sabe que sou filha do novo “macho” dela, e pelo que ela me contou meu pai já está preparando a separação, tomara que isso se resolva o mais rápido possível. Bom, agora é pleno sábado a tarde e estou na casa da Abby moscando esperando ela sair do banho pra gente poder sair pra pista.
– TAAAAAAAAY! – gritou ela – Em que mundo você tá guria? Eu já terminei o banho, me troquei e já te chamei mais de 100 vezes – ela falou fazendo drama
– Chata – dei o dedo pra ela – vamos?
– Vamos – ela disse jogando meu skate pra mim e pegando o seu. Estávamos chegando a pista de skate quando meu celular toca, era meu pai
– Fala!
– Taylor, venha pra casa agora. Precisamos conversar
– Sobre?
– Venha logo – ele disse já em um tom alterado e logo depois desligou na minha cara
– Legal, tenho que ir – falei revirando os olhos
– Ai, sério? – disse Abby. Assenti subindo no meu skate novamente
– Oi Tay, mal chegou e já tá indo? – perguntou Nick
– Pois é... depois a gente se fala galera, eu preciso ir – disse me despedindo de Nick, Abby e Justin que tinha acabado de chegar. Segui meu caminho pra casa e chegando lá vejo minha mãe sentada na mesa da sala de jantar e meu pai andando de um lado pro outro.
– Vamos nos divorciar – falou rápido meu pai quando me viu entrando, fechei a porta e caminhei até eles
– E o que eu tenho a ver com isso? – falei franzindo a testa
– Já assinamos os papéis da separação, eu vou voltar pra California amanhã e Luke vai comigo. Queremos que você decida com quem quer ficar – falou minha mãe
– É... – falei me sentando em uma poltrona e tentando digerir todas aquelas informações – Não é questão de COM QUEM eu queira ficar – disse fazendo ênfase no com quem
– Como assim? – perguntou meu pai
– Tipo, eu quero ficar aqui em Londres, mas não porque eu queira ficar por você – falei olhando meu pai – e sim porque todos os meus amigos moram aqui – terminei
– Tudo bem, você fica com Luke e eu com Taylor – disse meu pai
– NOSSA! Vocês estão dividindo seus filhos como se fosse uma troca de figurinha, que falta de consideração – falei
– Não começa Taylor – falou meu pai e eu revirei os olhos
– O Luke já sabe? – perguntei
– Vamos contar para ele hoje a noite – ele disse
– Onde ele está? – perguntei novamente
– Lá em cima no quarto – falou minha mãe. Peguei meu skate e subi correndo as escadas, joguei o mesmo no meu quarto e bati na porta de Luke, ele disse que eu podia entrar, meu irmão estava chorando novamente, como já era de se esperar. Eu corri para abraçá-lo, passei o resto do sábado e o domingo com Luke, a hora da partida foi tão difícil tanto pra mim quanto pra ele. E apesar dos apesares eu gostava da minha mãe, nos despedimos e foi muito difícil, teve toda aquela choradeira de sempre. Eu e meu pai voltamos para casa em silêncio sem trocar uma palavra se quer. Como todos nós fomos de manha para o aeroporto eu voltei morta da fome, graças a Deus minha querida Lucy já tinha preparado o almoço, e logo meu pai tentou puxar assunto.
– Então filha, eu queria que você fosse comigo no Studio hoje a tarde – ele falou
– Por que eu iria? – falei dando de ombros
– É que eu vou ser empresário de duas novas bandas, uma de rock e outra de pop – ele falou. Porra, ele jogou sujo pois ele sabia que eu curtia esses tipos de música
– Hm – resmunguei
– Você vai? Eu.. Eu queria apresentar minha nova namorada para você também – ele falou, eu parei de comer e o encarei com os olhos arregalados – vai ser legal, ela tem uma filha da sua idade
– Ela não é da minha idade, é um ano mais velha do que eu – deixei escapar, meu pai me olhou estranho e eu enfiei bastante comida para não responder a provável pergunta
– Você conhece ela? – essa pergunta. Eu mexi minha cabeça negativamente e terminei de mastigar a comida
– Você vai querer ir ou não? – ele falou
– Tá, tanto faz – falei me retirando da mesa e subindo as escadas, pude ouvir ele gritando “17h esteja pronta” subi para meu quarto e me joguei na cama caindo imediatamente no sono, acordei as 16h27 com meu celular tocando, olhei no visor e vi Abby
– Oi vadia!
– Tay, eu to indo viajar – ela disse de uma vez
– O que? como assim? viajar?
– É, e eu vou amanhã cedo, eu ganhei uma bolsa de estudos na Austrália, vou ficar mais ou menos 2 a 3 meses por lá – ela disse em um tom triste
– Ai não Abby, você também vai me deixar? – falei deixando uma lágrima escorrer
– Tay, não fala assim – ela fez uma pausa – dorme aqui em casa hoje e vai comigo no aeroporto amanha, por favor Tay, por favor!
– É claro que vou, eu tenho que aproveitar as poucas horas que tenho com minha melhor amiga – falei, pude ouvir um grito de felicidade no outro lado da linha
– Mas Abby, eu tenho que ir ao Studio do meu pai agora – falei – ai foda-se o Studio, eu vou ai
– Não, não Tay... vai pro studio, depois você vem. Não tem problema eu ainda tenho que terminar minha mala – Ela disse
– Tá, mas eu prometo que volto antes das 7
– Beleza, até depois então
– Até, beijo
Desliguei o telefone e corri pro banho, coloquei a primeira roupa que eu vi na minha frente, até porque eu estava atrasada e já podia ouvir meu pai gritando meu nome lá de baixo
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Ashley POV
– Sério que eu preciso ir? – essa sou eu fazendo birra, chegou finalmente o dia em que eu iria conhecer “meu futuro pai” eu até estava animada, a 3 semanas atrás, até porque quem é que não ficaria feliz por ser “filha” ou no meu caso “quase filha” do maior empresário de Londres? Mas eu não estava tão animada, pelo simples motivo: na verdade eu nem sei qual é o verdadeiro motivo de eu não estar animada, feliz ou qualquer coisa do gênero. Talvez seja a consciência pesada por saber que ele saiu de um casamento e que antes disso traía sua mulher com minha mãe, acho que é isso, não sei.
– Ashley, nós já conversamos sobre isso, você prometeu que iria – minha mãe falou fazendo bico, de vez em quando eu que parecia ser a mãe e ela a filha, porque minha mãe se comportava como uma menina de 16 anos
– Tá sua chata, eu vou – disse me rendendo enquanto ela comemorava – só deixa eu ir lá trocar de roupa prim..
– Não, assim está bom, já estamos atrasadas – ela disse me interrompendo – você está linda filha
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Pegamos um táxi e seguimos para o studio, segundo minha mãe Brad e nós iríamos nos encontrar lá, ele iria apresentar as 2 bandas a qual ele será empresário e depois todos nós iríamos jantar no melhor restaurante de Londres para comemorar
– Ah, falei pra você que ele tem uma filha? – minha mãe falou retocando seu batom
– Não, não falou mas também isso nem é importante pra mim – disse olhando para fora da janela
– Hm, então tá – ela falou. Não demorou muito para chegarmos no Studio, minha mãe parecia bem nervosa, mas não mais do que eu. Acho que não por conhecer o meu “padrasto” e sim porque eu queria saber se os meninos das novas bandas seriam bonitos. Entramos no Studio e fomos recepcionados por um carinha que eu não faço a mínima idéia quem é, mas que nos acompanhou até a sala de Brad, entramos lá e o carinha que eu não faço a mínima idéia quem é falou.
– Vocês podem esperar aqui, Sr. Brad e sua filha já estão chegando – finalizou saindo e fechando a porta
– Atrasadas? – olhei pra minha mãe e me lembrando de quando ela me puxou fora de casa dizendo que estávamos atrasadas
– Que foi? Ah Ashley, é sempre melhor chegar um pouco antes – ela falou e pegou seu celular, fiquei observando a sala e pude reparar em um porta retrato, que se encontrava em cima da mesa, em que tinha um homem jovem, que provavelmente seria Brad por suas feições, com uma menina ainda criança no colo e uma mulher grávida. Supus que seria sua mulher Meredith e seus filhos, mas eu não lembro de minha mãe ter citado uma outra criança. Não deu muito tempo e entra ele acompanhado de sua filha. BRAD SOMERHALDER MEU DEUS, BRAAAAAAAD, mas pêra.. essa ai não é a... puta merda, ele é pai da anã?
– Taylor? – eu e minha mãe dissemos em uníssono, ela apenas deu um sorriso torto e encarou o pai que estava sem entender nada
– Vocês já... se conhecem? – perguntou ele confuso
– Acho que isso não importa mais – pronunciou Taylor
– Claro que importa... – falou Brad
– Ai pai, eu já conhecia a Hayley faz tempo, muito tempo.. mas descobri que ela era sua “nova namorada” faz quase 1 mês
– E você só me diz isso agora? – Brad disse
– Tay, querida.. ai meu Deus, não sei nem o que dizer – minha mãe falou em choque
– Relaxa Hayley, até que não foi tão ruim quanto pensei que fosse – Taylor respondeu ignorando seu pai e abraçando minha mãe
– Vish... – falei me sentando novamente na cadeira
– É.. bom, depois nós resolvemos isso, os meninos já devem ter chegado – falou Brad animado
– Oba! – falei ironicamente animada, já não basta saber que vou ser “quase irmã” da anã, imagina se eles forem feio? Puta merda eu me mato de decepção, mentira. Brad saiu da sala acompanhado da minha mãe e logo atrás Taylor ia saindo.
– Ashley, Você não vem? – perguntou Taylor parada na porta, assenti e sai
– Me chama de Ash, eu acho melhor – falei rindo
– Então tá Ash – ela disse – me chama de Tay
– Tudo bem Tay – falei e rimos. Tudo bem, devo confessar que ela nem é tão chata como pensei, enfim.. chegamos numa espécie de Studio, não, espécie não... era realmente um Studio, foda-se. Pude perceber que não tinha nenhum menino ali dentro então deduzi que eles ainda não haviam chegado, me sentei em uma das cadeiras, vi Brad chamando nós, mas ignorei e coloquei meu fone ao som de In the end do Linkin Park, fecho os olhos e começo a cantar sem perceber e quando a música acaba e abro os olhos vejo dois meninos, MUUUUUUITO SEXY E LINDOS parados na minha frente me encarando
– Ah... oi? Posso ajudar em alguma coisa? – perguntei e eles soltaram uma risada gostosa de se ouvir
– Sou Matt – o primeiro falou – prazer
– Sou Synyster – ele falou e eu gargalhei alto
– Synyster? Esse é mesmo seu nome? Que estranho.. – eu disse
– Na verdade não, mas todos da banda temos um “apelido” enfim, entenda como quiser – falou Matt
– Ah bom.. – falei me levantando e guardando meu iphone
– Então... qual seu nome? – Synyster perguntou
– Ashley, mas pode me chamar de Ash
– Ash, lindo seu nome, como você – Matt disse me fazendo rir, puta que pariu que cantada mais podre.
– Oi meninos, vejo que vocês já se conheceram – falou Brad entrando na sala – mas bom, aqui não é o banheiro..
– Ah é, verdade... nós estávamos indo no banheiro, mas passamos por aqui e vimos Ashley cantar e nossa... ela canta muito bem, muito bom Brad sua filha é demais — disse Synyster
– Filha? Bom... – Brad ia falar, mas o interrompi
– Ah papai, deixa quieto – falei debochando – onde tá o resto da banda, que eu saiba eram duas bandas
– Sim, mas são duas, o resto está na sala de reunião que era onde vocês deveriam estar agora – falou ele para os meninos
– Ah desculpa Dr. Brad já estamos indo –disse Matt saindo e empurrando Synyster. Brad olhou para mim e sorriu, eu retribui entendendo... ele fez sinal com a cabeça para que eu o seguisse e assim eu fui atrás dele até chegar na sala de reunião. Quando eu entrei... puta merda, ISSO É O PARAÍSO SÓ TEM MINO GOSTOSO NESSAS BANDAS, OBRIGADA MÃE, MUITO OBRIGADA POR NAMORAR BRAD SOMERHALDER, SE NÃO FOSSE VOCÊ EU NÃO TERIA A CHANCE DE VER ESSA MARAVILHA, ai... parei.
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