Bad Reputation
11 I. Alguém disse festa?
Clarisse morava em uma chácara, pouco longe da cidade.
As luzes refletiam sob minha pele alva e pálida enquanto eu dançava fervorosamente. Já havia perdido as contas de quantas doses eu havia bebido e isso é o bom do ecstasy, você perde totalmente a noção do tempo e da realidade com a magnífica bala. Já havia conseguido MDMA em pó com Ethan, que me encobriu, já que Luke havia se negado a me dar algo pesado por um bom tempo.
Jake me beijava de uma forma tão sensual que me amaldiçoei o bom costume que condena que sexo seja feito em público. Suas mãos grandes e fortes percorriam cada centímetro do meu corpo, enquanto seus lábios doces distribuíam e alternavam entre beijos e chupões em meu pescoço. Levantei os olhos sob seus largos ombros e pude ver Percy me encarando. Desviei o olhar, amaldiçoando meus olhos por terem se encontrado com os seus. Tentei tirá-lo de minha cabeça e avancei contra os lábios de Jake, sem delicadeza alguma. Enquanto me atacava ferozmente, Jake foi nos direcionando para longe da multidão, que dançava no campo fora da casa, prensando-me na parede. Senti a mão de Jake repousar sobre meus seios, apertando-os de leve, enquanto sua língua dançava com a minha.
— Eca, arrumem um quarto. – pude ouvir Silena resmungar.
— Que nada, Si. Isso é algo típico para uma garota do feitio dela. – abri meus olhos e cessei o beijo, me deparando com Rachel me observando com os braços cruzados ao lado de minha prima.
— Por que você não vai tirar o atraso do seu namorado? – questionei, voltando a atacar a boca de Jake.
— Eu não sou obrigada a ver isso. Percy! – gritou, chamando-o – Vem, vamos pra lá!
Depois de minutos daquele jeito, Jake se afastou de mim, me dando um beijo carinhoso na testa e dizendo que iria pegar algumas bebidas.
— Nós vamos continuar aquele jogo! – Leo chegou feliz após um tempo.
— Poupe-me, Valdez. – afirmei.
— Vamos para o quarto de jogos do pai da Clarisse e continuaremos. – decidiu.
Acabei sendo puxada por uma Silena e uma Thalia nervosas, que diziam apenas que queriam ir embora logo. Logo chegamos à sala e o pessoal já estava sentado no chão em forma de círculo. Uma garrafa vazia estava ao centro e Travis e Connor brigavam entre si para ver quem começaria.
— O gostosão chegou! – Leo iniciou. Calipso revirou os olhos.
— Seus idiotas, tirem par ou ímpar. – Clarisse bufou.
— Ganhei! – Connor revelou.
— Quem terminar de responder irá girar a garrafa e perguntará para o próximo que cair. Os negócios de boca e fundo me confundem. – Rachel iniciou. Nojenta. Fresca.
— Como meu pai não tem armário, vocês irão se pegar naquele banheiro caso sejam desafiados. – Clarisse apontou para um banheiro minúsculo que tinha dentro da sala, onde só havia o vaso sanitário, ou seja, era ainda menor que um armário.
Connor mais que depressa girou a garrafa e caiu em Drew Tanaka, uma menina nova no grupinho, que era muito amiga de Rachel e Silena, já que eram líderes de torcida.
— Verdade ou desafio, querida?
— Verdade.
— Quem você beijaria desta sala? – Drew corou.
— O Ethan. – respondeu tímida.
O japonês sorriu. Que fofos, já shippei o novo casal pastel-flango.
Drew rodou a garrafa e caiu em Thalia. Fui, disfarçadamente, para perto de Drew, enquanto o pessoal conversava distraído, e fiquei cochichando para que ela pedisse que Thalia e Nico fossem ao banheiro, caso a punk pedisse desafio.
— Desafio. – Thalia respondeu depois de um tempo. Eu sorri saltitante.
— Sete minutos com Nico no banheiro.
— Irruuu! – gritei feliz. Todos da sala me olharam. – Ai, credo, parem de me olhar.
Thalia bufou e se levantou com Nico, seguindo para o pequeno banheiro. Enquanto os safadinhos estavam lá, Percy chegou perto de mim.
— Oi.
— Oi, reizinho. – disse com desdém.
— Se está esperando um pedido de desculpas, está enganada e iludida.
— Eu não espero nada de você. – resmunguei. – Aliás, você fere minhas expectativas, cavalheiro germânico. – eu o imitei sobre as expectativas e ele riu um pouco.
— É, eu sei, princesa.
— Sua namorada está parecendo uma salsicha raivosa me encarando. É grave? – ele abafou o riso e me olhou travesso.
— Se serve de consolo, Jake está me olhando raivoso igual quando um zé droguinha perde seus entorpecentes. – eu ri.
— Como passou durante o mês? – mudei de assunto.
— Hm... Bem.
— Que conversa civilizada. Estou orgulhosa de nós. – revelei.
— Na verdade eu queria pedir pra que nos mantivéssemos afastados. – arqueei a sobrancelha diante do pedido. – E não, não é pela Rachel, antes que pergunte. Eu tentei te ajudar, Annie. Você deixou bem claro que não quer ajuda, então eu prefiro que fiquemos afastados, sabe. Eu não quero ter recaídas.
— Eu te obrigo a usar algo? – debochei.
— Não. Mas não me controlo quando estou com você.
— Como quiser. – revirei os olhos.
— Tempo acabado! – Clarisse gritou.
Thalia saiu de lá com a blusa ao avesso e Nico com os cabelos negros como juba de leão. Ah plano incesto! Thalia girou e caiu em Rachel.
— Desafio. – a ruiva sorriu como se tivesse ganhado um prêmio na loteria.
— Beije Grover. – a ruiva soltou um resmungo e olhou para Percy, que deu de ombros.
— Percynho, você autoriza? – ela questionou ao namorado.
— Hm... Ah... Tá. – ela o olhou atônita.
— “Tá”? – olhou raivosa. Percy ainda deu de ombros e ela se levantou. Sentou no colo de Grover e o beijou da forma mais nojenta possível.
Percy sentiu-se um pouco desconfortável, mas não ligou como imaginei que fosse ligar. Rachel virou a garrafa e caiu em mim. Excelente. Não pediria desafio por enquanto, porque eu queria fazer um desafio legal e Rachel me mandaria fazer algo idiota, provavelmente.
— Verdade.
— Você já ficou com o Percy? – soltei uma risadinha. Não esperava essa pergunta.
— Não. – tentei apaziguar.
— Você escolheu “verdade”. – ela tornou a dizer e eu revirei os olhos. Olhei para Percy e sua cara estava implorando para que eu mentisse e não falasse. Entretanto não o obedeci.
— Tá, tá. Já. – Rachel se levantou. O pessoal não parecia acreditar, já que sempre nos viam brigando.
— Eu sabia! Sua puta! – a ruiva sardenta veio pra cima de mim e eu apenas desviei, fazendo com que ela tropeçasse.
Ignorei-a e girei a garrafa, que caiu em Percy. Gargalhei, implorando para que ele pedisse verdade, a fim de que eu pudesse perguntar o porquê de ele ter me beijado, só pra Rachel ver que foi ele quem tomou a iniciativa.
— Desafio. Não peço verdade a você nunca.
— Se fodeu então, Percynho. – imitei Rachel dizendo, arrancando risada de alguns e o olhar mortal dela. – Porque eu te desafio a ficar sete minutinhos no banheiro comigo.
— O quê? – Rachel gritou.
— Fica tranquila, cuidarei bem dele. – pisquei a ela.
Segui saltitando serelepe para o banheiro, ao passo que atrás de mim vinha um Percy sério e preocupado.
— Por que fez isso? – perguntou ao nos trancarmos lá.
— Relaxa, eu não quero te beijar. Só queria provocar sua namorada. E já estou mais que satisfeita, pois ela me pareceu bem nervosa.
— Você é um demônio. Você não deveria ter contato a verdade.
— Percy ela já sabia. Não revelei nada demais. – ele bufou.
— Você é muito inconsequente, Annabeth. Que saco.
— Pau no seu cu. – debochei.
Nossos corpos estavam tão colados que eu sentia o seu hálito de menta com álcool. Mordi os lábios tentando me controlar. Percy pareceu perceber, pois ele sorriu um pouco.
— Já disse que você está muito gostosa com essa mini saia?
— Hm, mas e a distância, em?. – ri.
— Encare isso como uma despedida, então.
Eu sorri e levei minhas mãos para a sua nuca. Percy me levantou um pouco e atacou meus lábios. Os doces lábios de Percy chuparam e lamberam os meus sensualmente. Nossas línguas travaram uma batalha ofegante e desesperada, visto que o seu beijo era selvagem e um tanto agressivo. O moreno me levantou de vez, já que ficar todo encurvado me beijando não devia ser uma tarefa fácil.
Maldita altura.
Enrolei minhas pernas ao redor do seu quadril, chocando nossas intimidades. O reizinho levou uma de suas mãos grandes e fortes para os meus seios, apertando e massageando fortemente. Arfei por busca de ar quando seus beijos desceram para o meu pescoço, dando-me chupões doloridos e magníficos. Percy desistiu de ficar em pé e se sentou no vaso, pondo-me em seu colo, virada de frente para ele, com uma perna de cada lado. Eu rebolei contra seu membro ereto, amaldiçoando seu jeans grosso que não me fazia senti-lo direito.
Eu puxava os cabelos da nuca de Percy com uma mão e com a outra arranhava seu peitoral por dentro de sua camiseta. O reizinho era tão agressivo que eu sabia que ele tinha tesão reprimido. Percy deitou minha cabeça para o lado e continuou a dar chupões doloridos sobre meu pescoço.
Por um segundo, pude ver seus olhos. Seus olhos eram luxuriosos e lascivos, implorando por mais. O tom de verde claríssimo mar fora substituído por um par de verde musgo escuro e intenso, exteriorizando suas ambições e desejos para com aquele momento, fazendo jus às vontades outrora estabelecidas.
Percy era lindo.
Isso é impossível negar e eu seria débil mental se não realizasse tal observação. Ele estava em uma posição tão sexy que não pude fazer outra coisa a não ser gemer em seu ouvido. Maldito controle que ele tinha. Tudo o que eu senti naquela fração de instante foi anseio. Queria fazer o que eu tinha vontade, embora fosse errado. Uma vez ouvi uma frase, cuja ideia principal era dizer que nada era errado se te fazia feliz. Não concordo com ela. No entanto, tudo o que eu mais almejava era que o reizinho continuasse a me beijar e acariciar, sem limite de tempo, sem plateia, sem hesitação e sem delicadeza alguma.
— Tempo esgotado, seus otários! – ouvi Thalia gritar.
Percy a ignorou por completo, beijando-me afoito. Minha respiração estava descompassada e a dele parecia normal. Aquilo estava sendo o paraíso só para mim? Precisava deixá-lo com tanto prazer como eu. Para tanto, cessei seus beijos. Ele olhou-me curioso e travesso, porém não reclamou. Apenas deu um leve sorriso de canto de boca e esperou meu próximo passo. Foi a minha vez de beijar seu pescoço e distribuir mordidas e chupões sobre o mesmo. Mordi sua orelha e pude sentir seus dedos se afundarem mais ainda na lateral das minhas coxas. Voltei-me aos seus lábios rosados e beijei-os com volúpia, até que nossos fôlegos se esgotassem.
— Annabeth! – Silena gritava e batia na porta.
Percy se separou de mim e me olhou sorrindo, mordendo os lábios, enquanto apertava meus glúteos com muita força ante seu membro ereto. Continuamos a ignorar os gritos e batidas constantes contra a porta. Levei minhas mãos até a barra da sua camisa, entretanto não ousei tirá-la. Abri o zíper de sua calça e ele mesmo já a abaixou. Coitado, acho que ele tinha ficado tão desesperado quanto eu.
Digamos que Percy Júnior não era tão júnior assim. Abri a boca para iniciar meu trabalho.
— Se vocês não saírem daí agora, eu abrirei com a chave reserva. Não aguento mais a Silena, Annabeth. Percy, anda logo, seu ninfomaníaco. – Clarisse berrava nos atrapalhando.
Rosnei e levantei os olhos para Percy, que estava com uma cara de desapontado-raivoso. Uns fios úmidos caíam sob sua testa, deixando-o extremamente sexy naquela posição. Fiquei com tanta dó que lambi a glande dele bem devagar e depositei um beijo ali, apenas. Ele ficou na esperança que eu continuasse, entretanto eu apenas ri baixinho e saí daquela posição, recebendo um olhar muito repreensivo.
— Ah que pena, teremos que continuar isso em outro momento. – levantei-me sarcástica.
— Pode parar! Você não vai continuar?
— Não, reizinho, você ouviu. Acabou. Aliás, acabou há muito tempo. – sorri maldosa.
— Ok.
—Ok? – questionei surpresa.
— Foi ótimo, muito ótimo, aliás. Mas não vou implorar nada para você, princesa. Adeus. – ele disse sorrindo, enquanto abotoava sua calça.
— Ainda te provocarei, reizinho. – disse divertida, me preparando para sair.
Percy me beijou rapidamente de novo com um sorriso brincalhão e nós, finalmente, nos separamos, ofegantes, saindo do pequeníssimo banheiro.
— Ué! Cadê todo mundo? – questionei ao ver apenas Thalia, Silena, Nico, Rachel e os Stoll.
— Desistiram de esperar os pombinhos. Vamos, outro dia continuamos, porque se ficarmos aqui por mais um segundo eu juro que vou assassinar vocês dois. – Silena me chamou.
Rachel me encarou mortalmente; eu coloquei e pressionei a minha língua na minha bochecha, fazendo aquele gesto que insinua um boquete. Ela gritou e eu ri, enquanto Thalia revirava os olhos me chamando de imatura.
E eu sou.
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