Bad Girls can't smile
1 A equipe.
Notas iniciais
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Beijos Aleeh
Meu nome é Sarah Kingson Walterville , tenho 21 anos, pode isso não ter muito de idade, mas de uma coisa eu sei; nunca fique bêbada.
Como aconteceu? Não importa. Agora vou ter que passar os próximos três anos da minha vida aqui nesse inferno que chamam de prisão
- Srta. Kingson , aqui é seu dormitório. – disse uma mulher que inspecionava o lugar.
Ela abriu a cela, tinha três outras meninas; assim que entrei, elas me olharam estranho. Uma mulher devia ser uns trinta anos mais velha que eu, me disse:
- Sou a Lawrence, quem é você baixinha?
- Meu nome não é baixinha, ok? Meu nome é Sarah Kingson Walterville.
- Gostei da atitude dessa mulher, meu nome é Sue Berrie, mas me chamam de Belly. – disse uma menina de cabelos pintados de vermelho.
- Bom para nós agora você é a King. – disse uma menina morena. – A propósito, sou a Alysha.
- Qual foi seu crime? Por que afinal, você precisa ser um pouco vadia para estar aqui. – disse Lawrence apertando os olhos.
- Atirei em uma mulher, mas eu estava bêbada. – falei irritada.
- “mas”, não há nada de “mas” nisso. – disse Alysha rindo. – você matou?
- Não, mas ele ficou inconsciente. – eu disse.
Belly ia dizer algo até que um sino tocou.
— Hora do almoço vadias! – exclamou uma menina alta e loira, com uma leve cara de prostituta.
Andamos em direção de uma sala, e lá estavam todas as outras meninas, nenhuma tinha cara de boazinha ou feliz.
- Próxima! – chamou a mulher. –Vai querer burritos ou macarronada?
Pensei, os burritos eram recheados com feijão da semana retrasada, então macarronada.
-Macarronada. – disse.
Ela me entregou a bandeja, sentei-me ao lado de Belly, ela estava ao lado de uma menina ruiva que parecia mais uma patricinha.
- Jenn, essa é a King. – disse Belly sorrindo.
- Então King, você gosta de quê? – perguntou Jenn.
- Esta me perguntando se sou lésbica? –falei.
- Bom, a maioria de nós é. – ela disse rindo. – e você é uma gracinha.
- Se você quer mesmo saber, eu gosto de homens. – falei rangendo os dentes. – e alias, tenho namorado.
- Vejo que você tem pavio curto. – ela disse. – Já que você é assim, não fique perto da Weevie.
- Quem é essa? – perguntei.
Jenn apontou baixo para uma menina morena, de cabelos até a cintura presos em uma trança.
- Não pode se enganar pelo seu “belo rostinho”. – disse Belly rindo.
- Pode deixar. – falei engolindo u pouco daquele macarrão embolorado.
- Anda, acabou o horário de almoço. – disse Jenn. – Temos que ir.
- Fazer oque? – perguntei.
- Tomar banho, o seu turno é o próximo. – ela disse. – é assim, primeiro são o grupo das prisioneiras antigas e logo depois as novatas. Arranje algo para fazer amorzinho.
- Uma dica, vá ao salão e encontre a Alysha, ela que cuida das novatas e o que vão fazer. – disse Belly.
- Como assim? – perguntei de novo.
- Aqui cada um tem uma tarefa, por exemplo, nós somos da equipe da lavanderia. – disse Jenn apontando para Belly. – Ande, você vai se atrasar! É só seguir o corredor que dará no salão.
- Senhorita Kingson, me acompanhe. – disse um policial fazendo um gesto para me mostrar o salão.
E assim, deixei Jenn e Belly no refeitório. Andei em direção do salão e logo que entrei nele o policial me disse:
- Pronto. Caso algo aconteça, é só apertar aquele alarme.
Logo ouvi Alysha exclamando:
- Louisa Jackson, detenta número 1046, equipe da cozinha.
Logo uma menina de cabelos curtos e desgrenhados e olhos azuis andou em direção de Alysha e logo ganhou uma carimbada no uniforme escrito: “cozinha”. Depois disso Alysha me chamou:
- Sarah Kingson, detenta número 1047, equipe da administração.
Ela me deu uma carimbada e quando eu já ia indo embora.
- King! Ei, você é da nossa equipe. – ela disse mostrando o carimbo. – Venha.
Caminhei em direção de Alysha, até que tropecei em uma menina, e caí no chão.
- Anda direito vadiazinha! – exclamou ela rindo.
- Bom, foi você que botou seu pé gordo de velha na minha frente! – exclamei furiosa.
Ela me deu um puxão de cabelo e eu me taquei em cima dela, até que Alysha exclamou.
- PAREM DE DE BRIGAR!
Levantei-me, massageando a cabeça, aquela velha filha da puta tem jeito, ela me deu o dedo do meio e se levantou do chão.
- Ridícula. – resmunguei ao lado de outras pessoas da equipe de administração.
Passou-se mais ou menos meia hora até ela acabar de chamar todas as outras. Quando a última menina foi chamada. Um policial alto e musculoso chamou todas as prisioneiras novatas em direção do banheiro, atravessamos o corredor e logo antes do próximo corredor, que seria o das celas, havia uma porta escrito banheiro.
Não havia nenhuma pessoa lá, mas o ar ainda estava cheio de vapor. De um lado do banheiro havia a parte sanitária e do outro lado havia os chuveiros. Apanhei os shampoos e a toalha que estavam postos na bancada e entrei no chuveiro, senti a água do chuveiro escorrer em meu corpo; acho que foi o único momento que eu me senti bem na prisão.
- Aí ô ruivinha, anda logo! – exclamou uma menina.
Cobri minhas partes e me enrolei da toalha, fui pegar meu uniforme e ele não estava lá, apenas milhares de blusas de algodão brancas e calças moletom.
- Qual é seu tamanho, baixinha? – perguntou uma mulher que só logo depois fui perceber que era Lawrence.
- Lawrence! Hum. Desculpe, o tamanho é P. – falei.
- Aqui não é um lugar onde se pede desculpas, aqui é o local onde você esta sendo castigada pelo que fez, e mereceu. – ela disse muito séria.
Assenti com a cabeça e me troquei dentro de uma cabine sanitária. Assim que saí do banheiro, avistei Belly, e ela não estava sozinha, e ela estava beijando alguém e esse alguém era Jenn!
Logo que me viram, as duas se descolaram.
- Encare os fatos, King. – disse Jenn. – a maioria de nós é assim.
- Não é com isso que estou surpresa.
- Anda, chega de enrolação, agora está na hora de ficar nas celas. – falou Belly.
As duas deram mais um beijo e Belly me acompanhou até nossa cela. Lá estava Lawrence e Alysha sentadas. Uma estava lendo e a outra apenas deitada na cama olhando para o teto.
Sentei-me na cama e dei um cochilo, enfim, e assim se passaram três dias. Eu podia ter varias amizades lá, mas, acho que eu nunca vou me acostumar ou me sentir confortável naquele lugar.
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