Bad Day

1 ☜♥☞ Capítulo Único ☜♥☞


Em uma noite chuvosa e tempestuosa na cidade de Nova York, em um pequeno e apertado apartamento se encontrava uma jovem, cansada e estressada.

É claro que ter seu próprio trabalho, seu próprio apartamento, e seu próprio dinheiro tem seus benefícios, é a melhor coisa do mundo não precisar mais depender dos outros. Mas ela já aturava tantas coisas naquele lugar, que sua animação para trabalhar já havia se esgotado, eram relatórios e mais relatórios, sempre tinha que estar ao dispor do chefe para tudo que ele precisasse, tinha que fazer tudo o que ele mandasse, uma coisa um pouco inaceitável para Samantha Puckett. Mas de qualquer maneira, tinha que cumprir seus deveres, a vida já havia mudado, não era aquela coisa fácil que disseram a ela quando era mais nova, ela não era mais a loirinha que fazia o iCarly ao lado de sua melhor amiga.

Seu chefe, John, era uma cara legal, ajudou bastante Sam desde que ela se mudou para Nova York para seguir com sua vida. É claro que ela não teria conseguido a vaga tão fácil se não fosse por John ter tido um caso antigo com sua mãe. Sua mãe havia arrumado um emprego e as situações haviam melhorado, mas ela queria ver o novo mundo, entrar em novas aventuras, viajar e achar um emprego que realmente combinasse com ela.

É claro que ser secretária e trabalhar me uma empresa de cosméticos no centro de Nova York, não estava em seus planos, Sam queria ter feito uma faculdade, focada em seu assunto favoritos, sempre fora artes, mas ela nunca percebera.

Ela queria ir para uma escola que fica no centro de Londres, a The Slade School of Fine Art, era uma das mais recomendadas e para começar uma carreira, lá era o lugar certo.

Depois que Carly fora embora para a Itália as coisas não estavam sendo as mesmas, Spencer estava feliz ele tinha conhecido uma mulher, Mary, e eles estavam se dando bem, tudo era muito sério.

Após alguns meses Sam começou a juntar seu próprio dinheiro para fazer algo novo, foi quando ouviu falar da escola de artes, se interessou e iniciou suas pesquisas na internet, até chegou pedir ajuda de Spencer com algumas coisas, começou a ler livros relacionados ao assunto, e treinar muito, e tinha talento, na verdade, muito talento.

Mas ficaria um pouco caro se mudar pra Londres, encontrar um lugar bom e barato para viver, e comprar os devidos materiais para a escola. Foi quando surgiu a oportunidade de sair de Seattle. Ela já havia enchido seu quarto de desenhos de diversos estilos e cores, tudo que podemos imaginar. Foi então que John apareceu na casa de sua mãe para lhe falar que ainda a amava de todas as maneiras possíveis, ela claro recusou, mas Sam sabia que ele tinha uma empresa, e resolveu aproveitar a oportunidade para sair dali.

Um dos principais motivos por querer sair dali, era que já não era o mesmo, sem Carly nada era o mesmo. Tinha o Freddie, mas ele mal falava com a Sam, o que os unia era Carly e o que os desuniu também foi Carly. Doeu saber que sua melhor amiga havia beijado a pessoa que amava horas antes de ir embora, mas não a culpava, e também não havia ficado com raiva, aliás, amizade das duas eram mais fortes do que qualquer bobeira.

Tinha perdido quase que totalmente o contato com Freddie, por exceção há três meses passados, Spencer havia ligado para Sam dizendo que Marissa estava doente e a perguntou se ela poderia ir para Seattle ajudar Freddie. Ela queria poder ir, mas a empresa estava tão tensa que decidiu não ir e pediu desculpas explicando a situação. Freddie naquela tarde havia mandado uma mensagem:

Não precisa se preocupar, ela já está melhor e agradeço por ter se importado.

Sam respondeu com um sorriso.

Aquela foi a ultima vez em que os dois tiveram contato, depois disso ela apenas tinha contato com Spencer, mas tinha uma certa timidez em perguntar como Freddie estava. Não parecia, mas ela se importava.

☂ ☂ ☂

Há quatro longo quarteirões de onde se encontrava o pequeno apartamento de Sam, estava Freddie, tarde da noite naquela hora em que todos mereciam um bom e relaxante sono, trabalhando em seu pequeno escritório.

Tinha ficado ali o dia inteiro, e só havia saído para buscar o almoço de seu chefe, a empresa estava passando por dificuldades e concorrência, principalmente com a empresa de cosméticos à frente, era uma competição horrível, e quando o chefe de Freddie chegava estressado descontava nele.

Ele passara seus últimos anos planejando o futuro, e a vida com suas surpresas, o trouxe a um lugar em que nem imaginava e nem planejava colocar os pés. Tudo isso era estressante, mas depois que sua mão havia ficado doente os exames ficaram caros, e ele deu o dinheiro que guardará para fazer sua faculdade e todos os cursos necessários, é claro que ele já sabia a muito tempo que carreira seguiria, em alguma área de tecnologia e computadores, haviam muitos, e ele planejava experimentar cada um, mostrar suas ideias e ter um futuro bom.

Mas ele sentia que nessa empresa nada iria mudar, nada mesmo, o chateava acordar e pensar que ia parar nesse lugar, não via futuro ali, queria andar pra frente e não ficar parado no mesmo lugar, pensava que era uma grande sacanagem o que a vida tinha feito com ele e ter o impedido de seguir seus sonhos. Mas apesar de tudo, ele tinha um pensamento positivo, em uma noite, pensou, que se tivesse chegado ali, tinha um motivo, havia uma razão.

Ele apenas queria seguir em frente, e realizar tudo aquilo que sonhara. Todos nós temos o direito de realizar tudo aquilo que sonhamos, todos nós um dia realizamos, bastava só acreditar, e ele aprendera assim, e era sim que ia lutar até que alcançasse o que tanto deseja.

☂ ☂ ☂

Na manhã seguinte, fria com um sereno frio e o vento cortante de novembro, Sam se encontrava caminhando encolhida em seu grosso casaco, com seu guarda-chuva em uma das mãos, ele previa mais um dia ruim, mas não queria pensar muito nisso agora. Olhava para o céu que há umas semanas atrás era em um azul limpo, com um agradável clima, e agora se tornava cada vez mais em um cinza. Ela segura seu caminho para o Coffee Palace para pegar um café de viajem.

Alguns minutos depois Freddie se encontrava no Coffee Palace pedindo um grande copo de cappuccino para viajem, e logo depois seguiu seu caminho para o trabalho.

A única coisa que Sam e Freddie precisavam agora, era de um feriado, com o céu azul, para que pudessem relaxar, escutar uma música boa e ver que a vida tem seus bons momentos.

☂ ☂ ☂

Sam já se encontrava em seu escritório, já havia terminado tudo e estava esperando a hora passar, enquanto isso desenhava em seu caderno.

Há frente de sua mesa, havia uma janela, média, e nela conseguia ver o outro prédio, em frente a sua janela havia uma outra, e todas as vezes Sam olhava para dentro daquela sala, as vezes via o garoto moreno que a ocupava, não conseguia ver seu rosto direito, mas um dia se pegou desenhando um garoto semelhante a ele.

Sam estava se sentindo para baixo haviam semanas, mas realmente não se importava, dizia a todos que estava bem, e mentia um sorriso, toda vez que se encontrava com alguém. Sua vida ultimamente andara fora de controle, e ela caia aos pedaços em quase todas as horas. Mas assim como ninguém fazia, ela também não se importava.

Do outro lado, no outro prédio, estava Freddie que passara os cinco últimos minutos observando a garota loira que não tirava os olhos de sua mesa, fazia alguns dias em que passara seu tempo livre naquela pequena sala observando pela pequena janela aquela garota, e já havia percebido o como aquela garota devia se sentir trabalhando naquele lugar.

Parecia que eles não estão sozinhos nessa rotina estressante, pensaram Sam e Freddie naquele momento.

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Para voltar para casa, ele pegavam o metro, mas naquela hora as coisas eram mais calmas.

Sam observava atentamente um casal de velhinhos a sua frente, pareciam felizes e pareciam estar juntos a muito tempo. Ela sentia um sentimento estranho e se culpava por isso, mas sempre sonhara que fosse assim em seu futuro, ao lado de alguém que ela fosse amar eternamente.

Como havia sido dispensada mais cedo do trabalho, resolveu sentar se no banco em uma cobertura, esperando que a chuva diminuísse um pouco, não sabia se sua sombrinha iria aguentar. Foi então que viu um quadro branco colado na parede, pertencia a alguma propaganda, mas a única coisa em que havia era a imagem de uma mulher sentada em um banco com um copo de café na mão.

Sam nem pensou duas vezes e tirou sua caneta da bolsa e desenhou uma nuvem negra, com gotas d' agua caindo.

E foi embora, seguiu seu caminho para casa, aquele desenho significava o que ela estava sentindo, havia uma tempestade acontecendo em sua vida.

No outro dia, foi a mesma rotina de sempre, e se sentou no mesmo banco, esperando que a chuva diminuísse, o dia havia amanhecido mas chuvoso do que o anterior.

Ela havia notado uma coisa diferente no desenho que fizera no dia interior, continuava o mesmo, mas havia um guarda-chuva, tinha sido desenhado ali a pouco tempo, significava para ela uma mensagem positiva, mas isso não mudou nada em Sam, ela sentiu uma certa felicidade de ver que há uma pessoa que esteve ali e se importou com aquilo, que teve uma pessoa que entendeu o que ela quis dizer.

Queria continuar com aquilo, tirou sua caneta da bolsa e desenhou um carro te táxi vindo, prestes a passar por uma poça de água, e provavelmente, arruinar a mensagem positiva que ali havia. Quando terminou, saiu e foi direto para casa, sorrindo, havia gostado daquilo.

Voltando ao mesmo lugar, sorriu novamente ao ver que havia outro desenho, era o desenho de um homem que se encontrava ao lado da moça, ele puxava seu casaco, para a proteger da poça que estava prestes a molhar todos que estivessem na calçada.

No meio, entre o homem e aquela mulher sentada com o rosto sério, havia um ponto de interrogação, então com sua caneta juntou um risco ao ponto, o que formou um coração. A tela que antes era branca agora estava com aqueles desenhos, bom, melhor do que antes.

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Os dias se seguiram, e em todos em que Sam voltava pra o lugar não achava desenho nenhum. Mas mesmo assim sorria ao pensar nisso, estava feliz que existia alguém que a compreendia.

- Sam, eu preciso falar com você.. — Disse John se aproximando de sua mesa. — Eu tenho um amigo que trabalha com o diretor da escola The Slade School of Fine Art, e eu estive falando sobre você com ele, ele se interessou e quer conversar com você, talvez ele te dê uma bolsa.

Uma luz havia se acendido nos olhos de Sam.

- Bom preciso ir te trago informações amanhã para marcar tudo certo.

Sam estava incrédula, feliz e via uma oportunidade de realizar seus sonhos. As coisas estava indo bem.

Já havia saído do trabalho e tinha um sorriso no rosto, e uma sensação boa que não sentia fazia um tempo.

Enquanto estava saindo, a chuva pareceu piorar, uma coisa realmente ruim para acabar com seu dia, o da havia sido ruim, com grandes noticias, mas ela agradeceria se não chovesse agora.

Havia esquecido seu guarda-chuva em casa, e a única coisa que tinha para se proteger era a pasta com a papelada do trabalho. Ela acenava as mãos para que algum táxi parasse mas nenhum estava disposto e passava rápido ignorando a totalmente.

Logo sentiu uma mão em seu ombro e viu um homem, ela o reconheceu, era Freddie, e ele pareceu ficar surpreso, mas ao invés de expressar qualquer outra reação ele sorriu e eu também. Ele tinha um guarda-chuva nas mãos e o colocou em cima de mim para que me protegesse da chuva.

- Então você é a garota do desenho?

Sam não acreditava no que acabara de ouvir, ela nunca imaginara que fosse ele, e muito menos que ele estivesse em Nova York. Ela confirmou com a cabeça, e sentiu uma imensa saudade de Freddie, ela deixou que a pasta caísse no chão e o abraçou, um abraço forte que demonstrava o grande amor que ela ainda sentia por ele, e ele percebeu isso, por que correspondia.

Finalmente um táxi havia parado e os dois entraram. Parecia um novo começo para ambos. E a partir daí não importava mais o quanto e como os dias ruins poderiam vir, se eles estivessem juntos, iriam poder reconstruir os pedaços de cada dia e de cada sorriso ou coração quebrado, porque afinal nossos dias ruins são diários, não podemos escapar deles, momentos felizes acontecem mas com um tamanho menor de tempo. Mas quando está do lado de quem se verdadeiramente se ama os momentos felizes podem ser mais prolongados.

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