Insignificante.Imprestável.

Essas foram as últimas palavras que ouvi dos meus pais quando sai de casa,mas eu estava disposta a provar para eles que eu não sou insignificante, muito menos imprestável.E isso foi o que eu lhes disse antes de sair da casa luxuosa onde eles moram.Sinceramente,não aguentava mais ouvir minha mãe dizendo para os vizinhos que eu era a ovelha negra da família, ou ter que aturar meu pai relinchando pelos cantos da casa que eu saía da linha toda vez que eles davam uma brecha.Bem, eu saio um pouco da linha.Mas a verdade é que eles estão pouco se lixando para mim, o problema é que eles não querem que eu — uma adolescente estranha, que já fora expulsa de colégios, e tenha um fetiche por fogo — leve o nome da família.E com base nisso, me foquei em mostrar para eles que sou capaz de cuidar de mim mesma,por isso,consegui ser aceita por uma ótima faculdade , estou cursando Direito.E agora, só falta mostrar que tenho capacidade pra cuidar de mim mesma.E por isso preciso de um lugar para morar.

Fuiinformada de que perto do campus havia alguns prédios com apartamentos mais baratos para alunos da faculdade,mas pagar um apartamento sozinha estava fora de questão.Eu estava a procura de alguém que pudesse dividir um comigo.Apenas alguém não tão estranho.

-Então, você é a garota que está caçando um colega de apartamento.-Uma menina com alargadores gigantescos e uma tatuagem no pescoço me pergunta.Esta é a décima quarta pessoa que eu encontro no mísero bar perto da faculdade , e até agora não encontrei alguém que não gostasse de andar apenas com roupas azuis,que não tenha furado animais de estimação, e assim vai.

-Hum, bem.É.-Digo com a voz rouca, de tanto entrevistar.

A garota coloca um papelzinho amarelo a minha frente com um número rabiscado ás pressas.

-Ash Cambridge.Ele está a procura de alguém para ajudar com as despesas do apartamento dele.-Ela fala dando as costas para mim.

Fiz uma careta.

-Mas, quem é você...-Antes que pudesse terminar, percebi que a garota já tinha ido embora.

Olhei para o papel por um bom tempo.Oras, o que poderia dar de errado?Eu preciso de um lugar para morar e esfregar isso na cara dos meus queridos pais.

Mordi o canto inferior da minha boca e saquei meu celular do bolso do meu enorme moletom.Hesitei uma vez antes de digitar os números, mas quando fui perceber uma voz já tinha me atendido.

-Fala.-Uma voz masculina diz no outro lado.

– Oi, eu gostaria de falar sobre o apartamento para dividir, sou estudante da faculdade de Seattle.

– Qual o seu nome? – perguntou a voz masculina, desconfiada.

-Fox.Ana Fox.-Respondi.

-Certo,mas você é uma garota?-A voz pergunta como se tivesse escutado errado.

Bufo e jogo um cacho rebelde para trás da orelha.

-Pelo que eu sei, sim.

Ele fica em silêncio por um tempo.E por um momento achei que fosse desligar na minha cara até que ele me tira do sufoco:

-O.k.Eu estou procurando por alguém que divida as despesas e que me ajude a manter o chão do apartamento visível. Nada muito difícil, será que você pode aguentar? – ele riu, era estranho.

– Mas é claro. E eu não me importo de varrer o chão.

– Ótimo, onde podemos nos encontrar para falar mais sobre isso?

-Hum,certo.Tem um bar na esquina com a Faculdade,você pode me encontrar aqui.-Batuquei meus dedos na mesa.

-Certo, que horas?

-Que tal, agora?

-O.k.

Desliguei o celular e abaixei a cabeça. Mandei uma oração rápida para Deus pedindo que ele não seja tão feio.E também que não seja um estuprador.Suspirei aliviada, mio caminho andado.

Esperei por volta de uns quinze minutos, até que a porta do bar se abriu e uma onda de ar gelado cercou boa parte do local.Um cara de pelo menos vinte anos tirou uma touca preta grossa da cabeça e afagou seus fartos cabelos loiros.Por um momento perdi a reação.Ele olhou em volta e percebeu que praticamente boa parte das mulheres ali estavam praticamente babando.Inclusive eu.Bem, então ele focou os olhos em mim, percorreu boa parte do meu corpo na qual a mesa não escondia.Acho que ele deduziu que era eu quem ele buscava,já que a maioria das mulheres dali já eram para ter terminado a faculdade á provavelmente,dez anos.

Ele estava usando uma camiseta preta que estava escrito ' Um rebelde sem causa.' e sem perceber um sorriso escapou dos meus lábios.

Além disso, aquele cara era realmente bonito.Não pude ver seus olhos direito, seu cabelo dificultava a visão.Mas soube na hora que ele era um dos meus.

Notas finais
O que acharam da capa?Se não gostarem eu troco por uma bem melhor.Espero que tenham gostado, eu responderei qualquer pergunta nos comentários (que por acaso, vou adorar se eles surgirem ><)espero vcs!!
Beijo beijo.