Notas iniciais
Ok... EU SEI QUE DEMOREI A POSTAR. Mas eu tive VARIOS problemas! VARIOS, tipo... eu sai, ai eu fiquei sem net... E eu não conseguia postar isso de jeito nenhum. ATÉ QUE OLHA SÓ... EU CONSEGUI POSTAR. Então, eu espero que aproveitem. Porque pra me desculpar e como uma forma de desejar um feliz ano novo pra vocês, eu fiz um BIG capitulo! É SERIO, ESTA ENORME! UAHSHAUHUS eu pensei em dividir, mas eu acho muito mais interessante postar ele inteiro... Enfim, eu to super ansiosa pra postar os próximos capítulos, porque a historia vai começar a ficar MUITO interessante. Enfim... espero que gostem desse. Bom, como estamos a poucas horas de passar para um novo ano, eu quero desejar tudo de bom pra cada um dos leitores que acompanham a fic, que leram um capitulo, enfim... E que o ano de vocês seja perfeito. E sobre a fic, NÃO VOU ME IMPRESSIONAR, se tiver algum erro ao longo da fic, porque eu estava corrigindo, quando o povo começou a chegar em casa, e eu não consegui me concentrar 100% na correção. Então, me falem se achar algum erro. =D Enfim Boa leitura.

Naquele dia, um pouco mais cedo — 12/04/2014 — Sábado. 09:00 AM

– NÃO! — Eu me virei em direção a ele. Dessa vez a arma estava em sua direção.

– Oh — Ele foi tão sarcástico quanto podia — Mônica, você não me mataria. Mataria?

– Duvida? — Eu falei

– Para ser sincero… Apesar da minha melhor, eu duvido.

– Por favor, você só tem a mim e aqueles dois nojentos.

– Está se esquecendo de mais alguém? — Ele riu — E você realmente quer me matar, vá em frente atire em mim… — Suas palavras me davam medo e ódio. Eu não pensei duas vezes. Eu lhe dei dois tiros na perna. Não o mataria. Mas ele seria incapaz de correr atrás de mim. Fui até o pequeno menino, e o desamarrei.

– SAMANTA! — Eu fui acordada por um sacode da Denise. Amém, provavelmente se eu continuasse dormindo pra ver o final daquele sonho eu acordaria chorando ou gritando.

Uma merda mesmo, é você não ter sossego nem quando você acha que esta bem. Esse idiota me perseguia, eu poderia estar escondida dele, bem longe de tudo, mas ele estava nos meus pensamentos. Ele estava no inconsciente, subconsciente e inconsciente. Era um tipo de pertubação.

– Que cara é essa? — Magali perguntou. Só não sabia se ela estava falando da minha cara de quem viu um fantasma ou da minha cara de quem acabou de acordar.

– Oi meninas – Disse esfregando os olhos. – Que horas são?

– 9:00 AM agora. – Magali falou olhando o celular

Tinha até me esquecido que as duas tinham dormido na minha casa. Por causa da noite passada quando Maga ficou totalmente bêbada.

– Como você esta Maga? — Perguntei

– Tirando a dor de cabeça, estou melhor amiga, mas eu não lembro de absolutamente nada da noite passada. — Ela disse

– Que bom que não lembra fofucha, não iria gostar de lembrar — Denise comentou sarcástica. Ela estava assim, com essas brincadeiras desde ontem. Ela sabia de algo que nós duas não sabíamos.

– Por que você fica fazendo essas piadinhas, Denise? — Magali disse atordoada. Parece até que sabia o que estava pensando — Desde que acordamos você fica com essa coisa toda misteriosa pra cima de mim desde que acordamos e eu nem faço ideia do que você esta dizendo.

– Hmmm, não posso dizer . Mas se eu fosse você, eu ficava atenta nos boys-magia ao seu redor viu? — Ela falou piscando. Mas que diabos ela estava falando? A Denise as vezes é muito esquisita.

– Você não é a Maria-fofoqueira? Por que não quer fofocar agora? – Eu perguntei

– Tem certas coisas que eu sou obrigada a deixar entalada aqui na garganta. – Ela disse mordendo a língua – É um sacrifício, mas... – Nós rimos

– Ok, se não vai me contar. Eu vou descobrir alguma hora. – Maga disse logo em seguida olhou pra mim – Você sabe de alguma coisa Sammy?

– Queria saber... Mas não! – Eu disse

– Ai, ok. Estou vendo que vai mais difícil do que eu imagineis.

– Talvez não, mas abafa o caso fofolete. Esta tudo mais perto do que você acredita. – Ela falou muito misteriosa. Chegava a assustar.

– Ok, chega com esse show. – Falei e por algum motivo a Denise soltou uma risada. Ignoramos. – Vou pegar um remédio pra sua dor de cabeça e depois eu venho conversar com as duas, tenho algo muito seria pra falar.

– Nossa. "Seria" quanto? – Magali disse meio preocupada

Muito seria. – Eu falei dando enfase no “Muito”. Vi minhas amigas se entreolharem.

– Babado forte. A louca. – Denise disse se sentando na minha cama com os olhos brilhando.

– Essa garota tem uma doença chamada “Fofocazonoide”, um transtorno de personalidade que a faz ter certas crises quando o assunto é “fofocas, babados”. Liga não! – Magali disse sentando na cama também ao lado de Denise. – Vamos esperar você, Sam.

– Ok, eu já volto. É remédio pra dor de cabeça, né? – Apontei pra minha cabeça e ala assentiu e assim eu desci e fui atrás de remédio pra dores de cabeça.

– Já acordou querida. – Vi Mary se aproximar de mim. – Como estão as outras duas?

– Estão bem, elas estão lá em cima, mas a Magali esta com dor de cabeça. – Falei

– Vou pegar um remédio pra ela. – Ela estava indo em direção a cozinha. E pegou em cima da geladeira aqueles potes de “primeiros socorros” e procurou um remédio. – Ela bebeu muito ontem? – Mary perguntou rindo

– Demais. – Ri junto com ela.

– Os pais dela nem podem saber disso. Que bom que você trouxe ela pra cá! – Mary finalizou me entregando o remédio. – Pega um copo de água e de isso pra ela. E já-já eu chamo vocês pra tomar café.

– Com certeza. – Eu disse pegando o remédio sorrindo e ela se afastou de mim, então fui pegar um copo de água. Quando ouvi Mary gritando da escada.

– Alex e Robert, acorda seus cabeças de macacos. Levantem essas bundas desse colchão. Vamos logo!! Tem 3 gurias mortas de fome e vocês são os cozinheiros da casa. – “Tão delicada.” Pensei sarcástica, rindo da Mary.

– Ok Mary, eu vou subindo! – Falei rindo com um copo de água na mão e uma cartela de remédios. Enquanto subia, Robert e Alexandre desciam as escadas.

– Bom dia Sammy-Sammy! – Robert disse pra mim

– Bom dia dois! – Falei sorrindo pra eles

– Ai está os homens, vamos logo! – Apenas ouvi Mary dizendo enquanto eles aproximavam dela e eles balbuciando alguns palavrões. Rindo mentalmente desses três panacas, que eu adorava, eu continuei subindo as escadas e fui até meu quarto. Cheguei lá, vi Maga deitada na cama com a barriga pra cima e Denise sentada impaciente.

– Até que enfim. – Denise disse se levantando quando me viu

– O remédio é pra Magali! – Falei entregando tudo pra Maga, e a mesma se levantou pra poder tomar o remédio.

– Eu sei, mas eu to esperando você pra ouvir os babados. – Ela falou

– Denise! – Magali a repreendeu.

– Que foi?

– Não, ta tudo bem! – Falei rindo – Eu preciso muito conversar com as duas. Eu preciso de conselhos, de ajuda e eu estou perdida, não sei o que fazer.

– Nossa, to sentindo que esse babado vai ser de chocar. – Denise se animava cada vez mais – Vai, pode falar. Estou pronta.. – Denise se ajeitando na cama. Magali sentou também então eu fui até as duas e me sentei na cama também.

– Ok... Por onde eu começo?

– Do começo! – Denise muito sabia disse

– Avá? – Magali disse. Não seguramos a risada

– Ta. Vou começar desde quinta. – Eu falei – Lembra quando eu disse que precisava de arranjar um jeito de ficar aqui? Tipo, para sempre?

– Logico! – As duas falaram

– Então, digamos assim... O Nimbus descobriu que eu tenho uma grana boa guardada no banco. E ele também sabia desse meu problema com o visto permanente. E digamos, que ele é um grande boca-aberta e sem querer, falou isso pro irmão dele.

– Aii o Do contra. – Denise suspirou – Aquele bofe, delicia...

– Deixa eu terminar? – Eu perguntei

– Ahh, claro. Termine!

– E o irmão dele, tinha um problema e precisava de grana. – Eu fui falando com calma, mas a cara da Magali já não tinha uma boa expressão.

– E então, eu me achou na balada. – Respirei fundo – E me levou pra tomar um café.

– Sam, se você tiver ficado com ele... – Magali disse em um tom de reprovação

– Não fiquei com ele, ta louca? – Falei. Era pior. – Mas digamos que ele me fez uma proposta...

– Que proposta? – As duas perguntaram juntas super curiosas.

– Ele me propôs casamento... – Eu falei e as duas se jogaram na cama.

– Meu mundo caiu! – Denise disse – Me pinta de rosa que eu to bege. Ai meu pequeno coração. – Ela fez drama

– Ele te pediu em casamento? – Magali disse com os olhos arregalados – Isso é pior que ficar com ele.

– Vocês não deixaram eu terminar. – Eu falei perturbada – Vocês acham mesmo que o DC iria me pedir em casamento, porque esta morrendo de amores por mim? – Falei sarcástica

– Explica isso direito! – Denise disse se recompondo.

– Ele me propôs casamento, pra que eu ganhe um “green-card”. E em troca disso, eu pago 50 mil pra ele.

– O que?? – As duas falaram chocadas

– Me pintem de novo! – Denise disse

– Ele pediu sua mão, em troca de dinheiro? – Magali disse incrédula

– É. Tipo ele, me explicou sobre o tal do “green- card”, vocês sabem o que é?

– É logico! – As duas falaram

– Então, eu pensei bem. E será uma troca justa.

– Mas você pode procurar outra pessoa, não precisa ser o DC. – Magali disse fazendo movimentos exagerados com os braços

– Mas eu pensei bem... Eu não to com tempo pra isso Maga. Eu não tenho tempo pra procurar alguém, eu não tenho tempo pra ir atrás de alguém, e que só cobre 50 mil. – Eu disse

– Duvido. Nós vamos atrás de alguém hoje pra você! – Magali disse se levantando – Vamos lá coloque uma roupa.

– Mas Maga eu... – Eu disse

– Mas nada. Você tem noção, de que é o Do Contra? – Ela falou apontando pra própria cabeça – Você ta maluca? Tem ideia no que vai se meter?

– Ele quem vai meter. – Denise disse rindo.

– Tenho que concordar com a Denise, vai ser tipo isso... – Magali falou

– Eu não vou ter relacionamentos com ele. Eu só vou casar no papel com ele, sem nada demais. – Falei

– Mesmo assim. Não confio. Não mesmo! – Magali disse

– Garotaaas!! Venham tomar café! – Ouvi a voz do Alex gritando.

– Vamos comer, meninas! Eu to com fome e vocês também devem estar. Eu preciso pensar nisso direito.

– Tudo bem, só porque a comida do Alex e do Robert, é uma delicia. – Maga disse indo na frente – Vamos comer logo, to morta de fome.

– Quando você não ta com fome? – Denise perguntou, ela abriu a boca pra falar, mas nada saiu. Nós duas rimos. Descemos as escadas e chegamos na cozinha, onde o cheiro de café estava uma delicia.

– Aiii que delicia. Ovos, bacon, panquecas, pãezinhos. – Magali disse se sentando na mesa já pegando um prato e colocando de tudo.

– Pãezinhos, porque os dois brasileiros aqui — Apontou pra mim e pro Alex — Não se acostumam com o café gorduroso na manha! – Robert disse. É verdade, eu e Alex, eramos brasileiros (tanto que Alex estudou na faculdade com a minha mãe) e nós dois não nos acostumamos com aquelas coisas gordurosas no café. E olha que o Alex esta aqui a mais tempo que eu.

– Me deixem comer meu pão quentinho enquanto você comem seus ovos e tiras de bacon que ainda irão matar vocês. – Alex falou emburrada dando uma mordida no pão. Mary e Robert sorriram juntos, e se aproximaram de Alex... E lhe deram um beijo na bochecha. Já que um beijo a trés, não é uma coisa muito agradável. Imagina enquanto ele toma café.

– Lindinho da mamãe! – Mary disse o abraçando e ele ficou vermelho. Eles eram provavelmente o casal mais lindo que eu já havia visto em todos os tempos.

– Ta vendo Sammy! – Magali apontou – A.M.O.R. Eles se casaram por amor. E o Alex ta aqui porque se casaram por amor. – Ela disse colocando um pedaço do bacon na boca.

– Como assim Magali? – Alex se manifestou

– Vocês não estão sabendo do babado? – Robert disse – A Sammy foi pedida em casamento, pelo Do Contra, o irmão mais novo do Nimbus. – Eu olhei pra ele, não me lembro de ter contado pra ele. Será que ele estava nos ouvindo quando eu contei.

– Como você sabe? – Perguntei confusa

– É que a Denise postou no twitter a alguns minutos atrás. – Ele apontou pro celular. Olhamos pra Denise, com raiva. Eu principalmente. Ela só levantou os ombros e os braços como quem não tem culpa, mas o seu iPhone em mãos, já lhe entregava.

– Como assim casar? – Mary olhou pra mim

– Não foi bem um pedido de casamento... – Falei

– Foi sim. Ele te pediu em casamento, em troca de dinheiro. – Robert disse. Eu ainda vou matar a Denise.

– Em troca de dinheiro? Mas como assim? –Alex perguntou meio confuso

– É simples... Ela quer um visto permanente e ele quer grana. Então, ele ofereceu a mão dele, pra ela casar e ganhar um visto permanente, em troca de dinheiro. – Robert disse. Ok, ele sabia de tudo. Nem precisei me explicar. E quem mais não sabia nesse momento? Já que a Denise, muito discreta postou isso no twitter.

– Mas você tem esse dinheiro? – Mary perguntou

– Ela tem. – Robert disse

– Ow, que coisa. Isso é realmente tenso! – Alex disse comendo mais um pedaço do pão

– Okay, agora que todo mundo já sabe. Me ajudem... – Falei – O que vocês acham que eu devo fazer?

– Eu disse pra ela: "se ela quer se casar com alguém pra ganhar um visto, não dá ir atrás de alguém qualquer? Por que tem que ser o mala do DC?" – Magali disse mastigando

– Eu também acho isso, ele é um grande mala aquele garoto! – Robert falou

– Eu não sei, mas eu nunca fui com a cara dele. – Alex disse.

– Mas ele é um bofe! – Denise disse

– Disso eu não discordo! – Robert disse

– Como assim? – Mary e Alex falaram juntos. E depois disse começou uma falatório, onde ninguém entendia porra nenhuma, era só uma falação. E eu não sabia o que fazer, eu simplesmente observei tudo e me sentei na mesa enquanto tomava um gole do meu café. Eu teria que resolver isso sozinha pelo visto.

P.O.V DC

Eu estava dormindo super bem na minha cama, super confortável. Como eu amo o sábado.

– Acordaaaa! – Senti alguém puxar minha coberta com tudo.

– Me deixa! – Falei revoltado me encolhendo todo na cama.

– Do Contra! – Ouvi o mesmo ser irritante gritar no meu ouvido. Eu acordei imediatamente caindo da cama.

– Deixa... Nem queria dormir mesmo! – Disse coçando meu ouvido – O que você quer Nimbus?

– Pediu a Samanta em casamento??? – Ele gritou

– Não me lembro de ter te contado isso... – Será que eu havia bebido demais?

– Nem precisa. A Denise postou no twitter! – Ele esticou o celular na minha cara. Eu vi lá algo tipo:

“Babado do momento — Do contra e Sam — Bad Beat: O preço é casar-se comigo. Será que alguém aceita um pedido de casamento e em troca dá dinheiro?

– Hmm – Falei sem se importar muito.

– “Hmm” o cacete. – Ele disse – Você falou pra mim, que não ia mexer com a Sammy!

– Mas eu não mexi com ela!

– Você pediu ela em casamento! – Ele disse movimentando os braços que nem um boneco de posto e tinha os olhos arregalados. Eu ri daquilo.

– Não foi um pedido romântico, a luz de velas, com pétalas e um jantar lindo com champanhe com uma aliança na taça dela! Foi algo justo, eu caso com ela e ela ganha seu "green-card" e ela me paga 50 mil. – Eu não devia ter dito aquilo, senti os olhos de Nimbus me matarem lentamente, numa morte bem torturante.

– Você.... Pediu...50 mil? – Falou tendo tique nos olhos

– Foi você quem disse pra mim: “resolva os seus problemas sozinho, da forma que você quiser”

– Eu achei que você ia virar puta. – Ele disse e eu ri do comentário. Ai caralho. – Não que você iria pedir a Samanta em casamento, seu filho da...

– Vai com calma! – Falei – Seguinte Mano, eu to tentando ajudar ela e me ajudar. Não tem nada demais nesse pedido, ela vai ganhar o direito de viver aqui pra sempre e eu vou me livrar do meu problema. É simples, acabou! – Ele me olhou incrédulo

– Eu não devia ter dito sobre ela... Foi culpa minha!

– Mas você disse maninho – Falei vitorioso – E a menos que ela me diga não, eu deixo isso pra lá. O que eu acho difícil, porque mesmo que ela me diga eu ainda vou tentar convencer ela de dizer sim. Eu sou Do Contra – Fui em direção ao banheiro e antes de entrar pra tomar um banho, escovar os dentes e blá blá blá. Eu finalizei – E ao contrario do que muitos pensam... Eu sei ser um cara legal. Ontem, fui esse cara. Quero ver ela dizer não! – E assim fechei a porta.

Dc wins.

A tarde — 12/04/2014 — Sábado. 16:34 PM

P.O.V Monica (Sammy)

Eu estava cansada. Eu andei praticamente tudo quanto é canto na times square, junto com a Denise e a Magali. Acreditem, as duas realmente me fizeram sair atrás de um cara com que eu pudesse me casar. Mesmo com a Magali com dor de cabeça, ela se arrumou e foi junto comigo. E não vou mentir, encontrei vários caras gatos que me deram seus telefones, mas eles queriam me conhecer de verdade, e ter um relacionamento. E não queria se casar comigo assim, pra conseguir um "green-card", então eu eliminava a ideia de ser algum deles. Já a Denise, fez a festa.

Nesse momento, estávamos sentadas em uma lanchonete, não uma lanchonete qualquer, mas a lanchonete que eu fui pela primeira vez quando cheguei aqui. Aquela lanchonete, que por coincidência eu conheci o Do Contra.

– Eu peguei o numero de vários gatos, a louca. – Denise disse se sentando perto de nós duas

– O decimo do dia! – Magali comentou, mas a Denise deu de ombros.

– Gente, isso não vai dar certo. Nenhum cara quer se casar comigo. — Falei

– Mas e aqueles 3 lindos que você conheceu? Eles eram super legais e estavam interessados em você – Magali perguntou animada.

– Eles são lindos, mas eles não querem casar, o interesse deles não era esse. Entende? Eu não acho que eles são dos tipos de cara que querem casar algum dia, e imagina casar de imediato com uma estranha?

– Mas eles podem mudar de ideia, eles podem se apaixonar por você e... – O sanduíche da Magali chegou – Aii que delicia. – Ela falou

– Olha, eu encontrei muitos bofes hoje. Mas nenhum superou, esse seu amor a primeira vista com esse sanduíche! – Denise disse

– Ele é tão lindo. Temos tanto em comum! – Magali disse com drama, mas cheia de graça, e deu uma mordida no lanche. Nós duas rimos. – Mas então amiga, já sabe quem você vai ligar primeiro? – Magali falou com a boca cheia

– Eu não sei nem se vou li... – Ouvi o barulho da porta abrindo e logo vi quem eu não precisava ver naquele momento. – Ai cara, ele tinha que aparecer aqui? – Falei e as duas se viraram pra trás curiosa.

– Abafa o caso, o futuro noivo da nossa amiga ta aqui! – Denise disse rindo.

– Vamos ficar quietas, sem causar escândalos. Para que ele não nos veja. – Falei abaixando a cabeça. E a Magali fez o mesmo.

– Tarde demais viu. – Denise disse – O gato ta vindo aqui.

– Também, você fica olhando descaradamente! – Magali falou

– Olá meninas! – Ele falou com um tom sedutor. E logico que a Denise suspirou.

– O que você quer hein? – Magali falou

– Acho que vocês já sabem... Será que não posso falar com a minha futura noiva? – Ele perguntou se sentando do meu lado.

– Sai para lá Do contra. – Falei

– Não é engraçado, como a gente sempre se encontra aqui? — Ele disse

– Já se encontraram antes aqui? — Magali perguntou

– A primeira vez que vi ela, esbarrei com ela e ela foi super educadinha! — Ele falou sarcástico

– É logico, você é um idiota! — Falei fechando a cara. E as duas se entreolharam confusas. Mas nós dois ignoramos e ele continuou.

– Eu discordo, eu me acho muito legal e muito foda. — Ele riu — Mas e ai? você ainda não me deu uma resposta. Olha eu já até achei alguém que vai cuidar do nosso casamento. Só basta você dizer sim.

– Eu ainda não sei! – Falei

– Então pensa bem! – Ele falou olhando maroto pra mim.

– Ela vai pensar, agora... Pode se retirar já! – Magali disse irritada. Eu queria saber porque a Magali se incomoda tanto com Do Contra? Quer dizer... Ela tem uma implicância grande com os irmãos, né?

– Eu acho que deveria ficar agora... – Ele disse desafiador e ela bufou.

– Ok, DC. Sai logo. Eu vou te dizer mais tarde a minha resposta ok? – Falei

– Tudo bem – Ele riu – Mas saiba que eu to indo embora, só porque eu tenho outras coisas pra fazer. – Ele se levantou – Tchau Magali, Denise – Ele falou normal – E Samanta! – E piscou e saiu andando

– Ai meu Deus, amiga se joga! – Denise disse – Esquece qualquer coisa que eu disse antes, case com esse Mr. Wonderful

– Eu não sei ainda gente. Eu ainda vou pensar muito nisso. Eu estou totalmente sem saber o que fazer. – Falei.

Por que eu estava tão confusa. Tipo, era só falar “Sim” Mas acho que a pressão dos meus amigos, me faziam ficar indecisa. Eu estava mal. Enquanto as duas se divertiam e riam, eu fiquei lá, com os pensamentos longe vendo as duas rirem de tudo. Minhas amigas perceberam que minha cara não era uma das melhores, tentaram me distrair um pouco. Fizeram graças e depois até fomos passear um pouco. E eu até que me distrai, mas mesmo assim, eu ainda pensava no que iria fazer.

Um pouco mais tarde — 12/04/2014 — Sábado. 20:59 PM

– Ok meninas, eu vou indo pra casa agora. – Denise falou. — Eu estou cansada, e eu preciso do meu sono de beleza!

– Tudo bem! – Falei. A gente já estava na nossa rua. Em frente a minha casa, e a Denise ainda teria que andar mais alguns passos pra finalmente chegar na casa dela, e eu a Magali já estávamos ali. – Obrigada por tudo Denise! – Agradeci ela

– Que isso fofolete. Eu só fiz minha parte como amiga! – Ela falou – Agora eu vou indo! Até mais... Segunda com certeza a gente se vê! – Ela disse e rimos.

– Tchau! – Eu e a Maga falamos juntas, vendo a Denise andar lentamente até sumir da nossa visão.

– E então... Você ta bem? – Ela me perguntou. Eu suspirei.

– Eu ainda não sei se digo sim, se digo não!

– Por que essa dificuldade em decidir?

– Eu sei lá! – Eu falei – Eu tenho dinheiro, eu posso dizer sim. Eu vou conseguir meu "green card" e não vou estar me casando de verdade sabe? Eu não vou estar “amarrada” em alguém e sem contar que, encontrar uma pessoa que aceite isso e não cobre mais que 50 mil, não vai ser fácil e aceitar logo essa proposta me parece o mais fácil e rápido! – Fiz uma pausa — Mas ao mesmo tempo, eu tenho medo de ser uma pegadinha, de me ferrar mais tarde, eu não sei. Insegurança, de que talvez isso seja só uma forma do DC conseguir... Você sabe...

– Olha... Agora sem a Denise, que provavelmente ficaria estérica se eu tentasse falar serio – Ela riu mas continuou – O que eu acho Sammy, é o seguinte: Se ele quisesse te levar pra cama, ele não precisaria de toda essa cerimonia. Ele iria simplesmente tentar fazer isso, do jeito dele. Não te pedir em casamento. Então eu tenho certeza que isso não é nenhum plano dele. – Ela me olhou seria – Agora, falando sobre sua resposta. Eu ainda não apoio a ideia de pensar que você vai se casar com o Do Contra, sabe como é né? É o Do contra. Só que, por um lado ele tem toda razão.

– Ele tem? – Perguntei

– Logico! Casar assim do nada, não é fácil. E quem oferece a mão em troca de dinheiro? São poucos, e os poucos que fazem isso, iriam cobrar o mais caro que pudessem, porque eles sabem que você depende disso. E não seria fácil... E até você achar alguém o seu tempo aqui, já vai ter acabado.

– Infelizmente é...

– Então, eu não sei muito bem o que você deve fazer. Eu acho que você tem que seguir seu coração. Fazer aquilo que você acha que tem que ser feito. A escolha é sua. Pense bem nas consequências, nas coisas boas e enfim, em todos os detalhes da sua decisão. É só parar agora e pensar com calma. Sem minha ajuda, sem ajuda de ninguém. Só você mesma! – Ela me disse. E nesse momento eu percebi que ela tinha razão. Eu teria que tomar essa atitude sozinha. Eu teria que pensar bem e não depender das respostas dos outros.

– Você esta certa Maga! – Eu sorri pra ela – Eu vou pensar com bastante calma agora. Obrigada por tudo! – Eu falei e a abracei

– De nada! Um dia você me paga com um banquete cheio de coisas gostosas pra eu comer. – Ela riu. Eu ri junto também, porque ela era uma besta.

– Pode ser um cafezinho com umas bolinhas de queijo? – Perguntei

– Pode ser sim! – Ela riu – Agora, eu acho que vou voltar pra minha casa. Ahh e quase me esqueci, obrigada por me deixar dormir aqui na sua casa, depois da minha ressaca. – Ela riu

– Que isso! – Eu ri – Só não beba mais daquele jeito e nunca conte isso pro seus pais.

– Logico, não sou nem louca. – Ela falou se levantando – Tchau Sammy! – Ela se despediu e atravessou a rua chegando em casa. Eu fiquei observando a casa, depois fiquei observando o céu, que já estava totalmente escuro. As estrelas brilhavam muito. E eu respirei fundo. Foi então que eu ouvi o barulho de alguns passos e de folhas. Eu não sabia ao certo de onde vinha, mas olhei ao meu redor. Não tinha ninguém por perto. Um vento frio bateu no meu rosto e eu não estava com uma sensação muito boa, era como se estivesse sendo observada. Então resolvi entrar na minha casa.

***

Agora — 12/04/2014 — Sábado. 22:38 PM

Finalmente voltamos ao ponto de partida. Acho que vocês se lembram do capitulo 5 né? Onde eu estava contando que eu estava em um momento muito delicado e que estava confusa. E que eu não sabia qual decisão tomar.

Eu estava no meu quarto sentada na cama. Pensando. Quando Mary entrou no meu quarto.

– Eu fiz chocolate quente, mas frio! – Ela disse se aproximando – Quer um pouco?

– Eu quero sim Mary, obrigada! – Eu falei e ela me entregou uma xícara com chocolate quente.

– Então, e essa carinha de chapeuzinho vermelho, perdida na floresta? – Ela falou me fazendo rir

– Eu ainda estou pensando! – Eu falei

– Posso falar uma coisa? Dar minha opinião? – Mary disse se sentando na cama

– Pode! – Falei desanimada.

– Por que tanta duvida? – Ela riu – Isso não é uma pergunta pra ser respondida querida, o que eu quero dizer é... Por que não se arriscar? Quer dizer, o máximo que pode acontecer é você perder 50 mil, ou então, voltar pro Brasil, ou quebrar a cara. E essas coisas sinceramente, são mas ao mesmo tempo não são importantes, porque são experiencias, se você errar não adianta lamentar, você errou, mas vai aprender com seus erros. E tudo na vida é passageiro, nada é pra sempre. Então você pode acertar na sua escolha ou não, mas é melhor arriscar do que tentar adivinhar o que vai acontecer, e se lamentar depois de não ter tentado. Não existe maquina do tempo pra voltar atrás. – De onde essa mulher tirou essas palavras?

– Quem é você? E o que fez com Mary? – Falei brincalhona e ela riu, dando um soco no meu ombro.

– Vai lá garota, pensa bem. Eu não vejo nada de errado em casar com o cara, só porque ele é um bad-boy ou então pediu dinheiro em troca. E daí? São essas coisas mais sem noção ou perigosas, que tornam as nossas vidas mais interessantes e fazem com que elas tenham algum valor. – Meu Deus, eu quero abraçar a Mary agora.

– Obrigada Mary, eu sei exatamente o que fazer. – Eu falei sorrindo, eu tinha certeza da minha escolha agora.

– Ótimo! – Ela sorriu

– Pode me passar o telefone? – Perguntei

– Claro! – Ela esticou a mão e pegou meu celular. Eu peguei e disquei um numero. Ela me olhava curiosa. Assim que disquei e apertei o botão verde, começou a chamar. E não demorou muito pra que eu ouvisse uma voz dizendo “aló” do outro lado da linha.

– Aló? ... Sim, sou eu ... Tudo bem DC? ... Uhum ... Por que eu liguei? ... É porque eu tomei uma decisão ... Sim eu já sei a minha resposta ... A resposta é: Sim, eu aceito a sua proposta.

Notas finais
OK... Curtiram?? o que acharam?? Já esperavam essa resposta da Monica/Sammy? E ai...?? Deixem comentários!!! SEJAM SUPER ESCANDALOSOS!!! OK??? Adoro comentários assim UAHSUHASUH enfim... Bye! Até o próximo capitulo!