Notas iniciais
Bom, primeiramente eu quero agradecer a quem leu, quem esta acompanhando, quem favoritou e tudo mais. Eu to super feliz com isso. Esse capitulo esta bem simples. Mas espero que gostem. Viu, quero me desculpar, eu cometi um erro no capitulo anterior, acabei confundindo o nome da Mônica, ao invés de colocar "Samanta", eu coloquei o nome real, e varias pessoas veio me falar sobre isso, obrigada. Foi um erro que eu deixei passar, se acontecer de novo, me avise. =D Ok?? Quanto a isso, eu acho que tudo foi ótimo. Enfim, espero que gostem desse capitulo. Só pra dizer, as partes com "aspas" em italico, é como se fosse os pensamentos da Mônica.

–Do contra — Ele falou meio sarcástico. Então esse era o nome do sujeito. Do contra. Serio? Serio mesmo? Quer dizer, entre tantos nomes no mundo, por que “Do contra”?. Isso lá é nome de gente.

– Fala ai mano. — Ele disse escorado na porta. — Fala ai, pessoal

– Do contra — Todos disseram, uníssono em um tom desgostoso e ele sorriu.

– Do contra — Agora foi a vez da Denise. Totalmente pegajosa e melancólica. — E então gato, o que te trás aqui nesse fim de mundo?

– Ora, o que acha que me trouxe aqui? O Mr. “Preciso de carona” é claro. — Ele disse em um tom um pouco arrogante. — Sabe fazer magica pra tudo, menos pra ganhar dinheiro pra comprar um carro.

– Olha mano, eu to juntando dinheiro pra faculdade, diferente de você, eu tenho juízo. — Nimbus disse ironicamente.

– Blé — Fazendo pouco caso — Eu não preciso disso, cara. — Eita menino chato.

– Aff, Mauricinho. — Disse em um sussurro, mas acho que ele escutou.

– Oi? — Ele se virou pra mim arqueando a sobrancelha

– Eu disse, Mauricinho. Sabe? Garotinho metido? — Fiz uma pausa — Metido a besta.

“Isso Mônica, chegue arranjando treta, sempre causa uma boa impressão”

– Engraçado… Mas ironicamente, você acertou. — Ele estendeu a mão — Maurício, prazer!

– Você esta zoando? — Olhei pra ele e logo olhei pro resto do pessoal — Ele esta zoando, não está? — Todos balançaram a cabeça negativamente. Olhei novamente pra ele, que tinha um sorriso malandro. Fechei a cara, dei as costas pra ele e me sentei novamente.

– Não liga gato, ela é nova aqui. Essa é Samanta. — Denise novamente chegou perto daquele garoto insuportável novamente, se apoiando no seu ombro. Ele olhou pra ela que estava usando ele como suporte. — Mas viu, diferente dela que é toda estressadinha, a Denise aqui é super diva, acho que você deveria dar o seu telefone pra ela. — Ela falou toda oferecida.

“Gata”– Ele tirou sua mão do seu ombro. — Primeiro de tudo, não insiste comigo e nem vem com essas, que isso não cola. Não comigo. Segundo, eu sei muito bem quem é a estressadinha ai, eu lembro de você. E por sinal, adoro as estressadinhas. Ainda mais aquelas que me xingam. — Ele deu piscadinha pra mim. E eu logicamente fiz uma cara de quem não entendeu porra nenhuma.

– Do contra, chega de show vai. — Nimbus falou chegando perto do irmão — Vamos embora.

– Por que maninho? Não curte shows não? — Ele olhou para o irmão dele que já estava impaciente — E além do mais, eu acabei de chegar e você quer ir embora? Agora eu tenho que ficar… — Ele ainda pretendia continuar falando quando o irmão o catou pelo braço

– Vamos lá DC, eu vou me atrasar pra faculdade. — Ele disse super impaciente

– E dai? Qual a graça de ser pontual? — Esse garoto era um problemático.

– Cala a boca, e vai dirigir seu filho da… — Ele já estava perto da porta

– Nimbus — Lurdinha o reprendeu.

– Desculpa dona Lurdes. — Ele sorriu e deu grande empurrão no irmão que saiu xingando porta a fora. Depois que ouvimos o barulho da porta fechando e o carro sendo ligado. Eu olhei super confusa pra todos ali.

– Mas o que foi isso? — Eu perguntei ainda sentada.

– Como eu disse antes, estou cercada por idiotas. — Magali falou indo em direção a mesa em que eu estava

– Ai gata, esse irmão do Nimbus, é um bofe. Todas as garotas caem matando em cima dele, e ele é super top. É conhecido por praticamente todos.

– É mesmo? Mas ele não me mostrou nada de interessante, a não ser que é um grande idiota. — Falei irritada

– Obrigada, alguém que me entende — Magali falou

– Ai ele tem tudo de interessante. É o cara mais lindo, bad-boy, e sexy. Ele chama a atenção de todas. Ai ai… — Ela dizia suspirante

– Ahh e to vendo, que inclusive a sua né? — Olhei para ela com um olhar reprovador — Alias, to vendo que não se importa de falar mal de mim na minha frente.

– Ai é aquela coisa né gatz? Vale tudo no jogo do amor. E também é aquela outra coisa, falem bem ou fale mal, mas falem de mim. — Ela disse

“Eu prefiro que não falem.”

– Olha, o Nimbus pode ser um garoto desastrado, mas comparando com o irmão dele, ele é incrível. — Carlito falou — Ele vive se metendo em encrencas e ainda sim, mesmo na pior, ele faz essas graças dele.

– Que graças? — Perguntei

– Ele meio, que vive na contradição! Entende? — Magali disse

– Não. — Balancei a cabeça negativamente

– É algo meio assim, se todos dizem sim, ele vai dizer não. — Ela tentou explicar

– Hm… Psicologia reversa? — Falei um pouco confusa

– Quase isso, ele leva mais como um estilo de vida, uma filosofia. — Lurdinha falou se levantando — Mas esqueça isso agora, que já esta na hora de ir embora. E eu não aguento mais ficar aqui e preciso de um banho. — Ela falou atordoada, enquanto Carlito atravessava a cozinha pra sair pela porta dos funcionários.

– É, vamos embora logo. — Magali disse

– Esperem ai, que eu ainda vou desligar as luzes. — Carlito gritou dos fundos.

– Então eu e as meninas vamos indo na frente tudo bem mãe? — Ela falou enquanto já abria a porta pra sair

– Ok, toma a chave de casa. — Lurdes entregou as chaves — E amanha você vem trabalhar aqui, certo Samanta? — Ela perguntou sorrindo pra mim

– Com certeza, Dona Lurdes — Sorri gentilmente

– Tudo bem então. — Ela falou. — Até amanha então. Tchau meninas.

– Tchau mãe! — Maga disse

– Tchau! — Denise e eu falamos juntas e assim saímos.

– Onde você mora Denise? — Perguntei

– Perto da minha casa. Um pouco mais a frente — Magali falou

– Nossa gata, eu juro que ouvi meu nome na pergunta da Sammy, mas acho que devo ter me confundido. — Ela falou

– Sensibilidade? Não, essa palavra não existe no seu dicionario né Denise? — Ela falou

– Vocês duas são engraçadas. — Eu ria das duas. — Quer dizer, essas discussões são constantes?

– Sim. — As duas falaram

– Se acostuma viu fofa… — Denise disse

– Acho que irei me acostumar com isso. Com certeza! — Eu ri.

Continuamos caminhando. Conversando, rindo, e fazendo brincadeiras idiotas. E não demorou muito pra chegar em casa. Eu e a Magali nos despedimos da Denise, que seguiu seu caminho. Maga também se despediu de mim, e entrou na casa que ficava de frente a minha. Eu estava feliz, por ter encontrado pessoas que poderia estar comigo e me ajudar nesse tempo, apesar de me sentir uma farsa perto delas, escondendo até meu verdadeiro nome e meu passado, suspirei fundo e assim que entrei dei de cara com Mary, que me abraçou.

– Garota, você esta louca? — Ela me esmagava e apertava — Nós três ficamos super preocupados com você, vimos um pacote no quintal e não achamos você no seu quarto, pensamos que o carteiro tinha feito algo com você — Ela parou e olhou pra mim "Mas qual problema eles tinham com o carteiro?" e logo em seguida gritou — Homens, podem parar de procurar, ela chegou. Ela ta bem, ta vivinha!

– Meu Deus, amém! Você esta bem. — Alexandre e Robert vieram correndo como dois macacos e pularam em cima de mim.

– Gente, calma! Eu to super bem — Falei tentando respirar e sair dali — Não… Consigo… Respirar… — Eu já estava sufocada

– Ai desculpa florzinha! — Mary soltou de mim e fazendo os outros se soltarem também — O que aconteceu? Pra onde você foi? Pensamos que logo no primeiro dia com você aqui a gente já tinha te perdido. — Eu ri com tudo aquilo

– Não gente. Eu só sai um pouco pra tomar um ar, enquanto vocês dormiam e conheci a Magali a vizinha da frente, que por sinal mandou entregar o pacote que vocês acharam no quintal, eu acho que não cumpri muito bem a minha missão de entregar o pacote — Eu ri

– Realmente não. Por que o pacote estava no chão? — Alexandre disse curioso

– Foram os aliens que te capturaram? — Robert perguntou

– Logico que não Robert — Mary lhe deu um tapa na cabeça — Que mané Aliens?

– Com certeza não foram Aliens, Robert. — Eu ri, mais ainda depois da expressão de decepcionado dele. — O que aconteceu é que, quando Maga veio pedir que eu entregasse o pacote pra vocês, começamos a conversar, ela me disse sobre o restaurante dos pais e me ofereceu um bico de garçonete. E então, eu fui até lá. E consegui um trabalho. Não é bom?

– Serio? Sammy, isso é incrível! — Alexandre falou

– Querida, que bom. Já fez amizades e conseguiu até um emprego. Isso é ótimo! — Mary falou juntando suas mãos. Toda feliz.

– Hey Sammy-Sammy… Podemos comprar um hamster com o seu primeiro salario? — Robert perguntou todo feliz

– Robert! — Mary e Alexandre gritou e ele cobriu a cabeça com as mãos, como se fosse uma defesa. Eu ri da cena.

Conviver com esses 3, com a família louca da casa da frente, mais a Denise e o Nimbus, iria ser uma das experiências mais loucas da minha vida. Sim, mais louco do que tudo que já fiz antes. E eu estava mais do que preparada pra isso, na verdade eu estava ansiosa.

UM MÊS E MEIO DEPOIS

– Um misto quente, pra mesa 7 saindo! — Nimbus gritou colocando o prato no balcão

– Opa… Já é! — Eu disse pegando a bandeja e levando até lá. — Bom apetite! — Disse pro grandalhão com um grande sorriso.

– Obrigado mocinha, toma gorjeta! — Ele falou me entregando duas notas de 2 dolares.

– Muito obrigada! — Sorri mais ainda e sai dali.

Hoje o restaurante estava super movimentado, todas as mesas estavam ocupas, além do balcão. Eu adorava trabalhar ali, um monte de pessoas e sempre conhecendo mais e mais os nortes americanos. Tudo bem, eu dava duro. Mas valia a pena, era um lugar gostoso de frequentar: As minhas amigas estavam ali, meu amigo estava ali, e tinha Lurdinha e Carlito que eram como pais pra mim, eramos como uma família e eu me dava bem com eles, e era perto da minha casa. E a minha casa também era a melhor. Morar com aqueles 3 era super incrível, eles eram como amigos/irmãos/pais pra mim, e eu me divertia com eles, porque eles eram assim, divertidos. E até agora, minha vida estava mais do que perfeita. Não tinha do que reclamar.

– Ganhou gorjeta foi? — Maga perguntou enquanto trazia uma bandeja cheia de pratos até o balcão.

– Pois é. Adoro essas gorjetas. — Falei enquanto parei por um segundo

– Quem não adora? — Ela riu — Mas guarda viu… Hoje é quinta. Obviamente amanha vamos sair, eu não vou ficar presa dentro de casa numa sexta. — Ela falou

– Pode deixar. Reservando meu dinheiro. — Falei guardando no bolso do avental — Mas vamos dar um role no shops hoje? Não quero ficar em casa.

– Não sei, eu vou numa boa. Será que a De e o Nimbus vão querer ir?

– O Nimbus não sei, ele tem faculdade, mas a De com certeza topa.

– Pode crer, bom nós resolvemos isso depois que acabar isso. Por enquanto vai trabalhar, e sorria bastante pra ganhar mais gorjeta. — Ela falou esboçando um sorriso super forçado no rosto, e eu ri, porque o sorriso parecia mais uma careta.

– Ok, eu vou fazer isso. Mas você, toma cuidado que com esse sorriso ai, você vai assustar os clientes! — Eu falei e em seguida levei um tapa na nuca

– 3 X-burguer, saindo pra mesa 2. E uma porção de fritas pra mesa 12 — Nimbus disse. Assim eu e Magali voltamos ao trabalho.

Notas finais
Ok Ok, esse capitulo foi besta. MAS como o natal ta chegando e eu vou ficar uns 2 dias se net, eu tenho uma surpresa. Ok, acho que vocês já imaginam. E vai por mim, os próximos capítulos vão ser BEM mais legais. Ps. Se encontrarem algum erro na fic, podem me avisar que eu irei arrumar, assim como sempre. Enfim, se gostaram ou não, me avisem, deixem reviews e etc. =D