Notas iniciais
Ok, esse capitulo ta muito engraçado. Eu ri escrevendo e adorei. Na boa, vocês vão curtir. Enfim, eu não vou falar muito ele já esta enorme, então se eu exagerar nas notas... UASAHUSAHUS a barra de rolagem do site será infinita. Ok, então boa leitura. Espero que gostem. Ps. Qualquer erro de português ou coisa do tipo, me avisem que eu arrumarei. =D

Eu estava com as malas prontas, esperando o Do Contra, junto com todos os meus amigos juntos ali na sala. Estávamos conversando e tomando café que Mary tinha feito, só pra distrair enquanto conversamos ou assistíamos o que estava passando na TV.

– Onde você vai Maga? – Perguntei pra minha amiga que estava se levantando. Ela se dirigiu até a bandeja que ficava na mesa central.

– Vou levar essa bandeja, pra pegar mais bolachas e trazer pra cá! – Ela disse passando a língua nos lábios.

– Qual a necessidade de levar o café junto? – Denise perguntou

– Eu vou colocar mais café aqui, dãã! – Ela falou e pegou a bandeja se virando. Mas infelizmente ela estava de costas, e digamos assim que ela não viu que tinha alguém atrás dela. O alguém era o Nimbus e o pouco do café que ainda tinha no bule, ainda estava quente e caiu tudo e fez a maior sujeira no sujeito e na sala.

– AHHH QUENTE! QUENTE! — Ele foi um pouco pra trás, gritando com a camiseta toda manchada

– NIMBUS DO CÉU! – Magali gritou levando as mãos a boca.

– MAGALI! – Ele a repreendeu.

– TOMA ÁGUA! – Ela pegou um copo de água que tinha em cima da mesinha, mas não soube se expressar. E sem saber muito o que fazer, ela jogou na camiseta. Acho que ela pensou “Para esfriar”. Ele olhou para ela como o meme “AreYouKiddingMe”.

– É serio? Serio mesmo? – Ele falou. E ela fez uma cara negativa.

– Desculpa, desculpa mesmo! – Ela falou – Eu joguei água, pra refrescar! – Ela cabisbaixa. É, acho que ela estava falando serio. Ela não fez por maldade. E não fui só eu que percebi isso. Nimbus percebeu também, porque a atitude dele foi um tanto quanto surpreendente.

– Quer saber Maga, tudo bem! – Ele levantou seu queixo delicadamente até, que seus olhos se encontrassem. Todos na sala assistiam aquilo. Tava legal, tava melhor que o filme que estava passando na TV. – Ta desculpada. Só faz um favor pra mim? – Ele disse ainda olhando pra ela. Ela estava totalmente vermelha.

– O que? — Ela falou meio envergonhada. Ele sorriu.

– Vai atrás de uma toalha pra mim? – Ele falou soltando seu queixo – Mary, será que o Robert ou o Alex, tem uma camiseta pra me emprestar? — Ele perguntou.

– Acho que sim, querido. – Ela falou. – Vocês tem rapazes? – Ela perguntou

– Claro, eu vou lá pegar. Fica aqui, já volto! – Alex disse e foi subir as escadas correndo.

Eu não sei, se aquilo foi algum tipo de provocação, ou se ele fez por fazer. Enfim, não sei. Só sei que Nimbus, tirou a sua camiseta. Ali, na sala mesmo, na frente de todo mundo, na frente da Magali, que estava super encabulada com a situação do café. Eu posso ser amiga dele, mas eu estaria mentindo se dissesse que ele não tem um corpo maravilhoso, ele não é do tipo “magrela” e nem “bombado”, ele tinha um tanquinho bem desenhado, e bom... Ele era bem gostoso, essa é a real.

– Aii, minha nossa! Que que isso? – Ela soltou meio alto, olhando pro corpo escultural parado na sua frente. Nimbus olhou pra ela com vontade de rir – Eu... Eu vou atrás da toalha. — Ela coçou a cabeça e saiu dali, com a cabeça baixa, para não ter que encarar ele.

– Vem cá Maga, vou pegar uma toalha pra você! – Mary disse se levantando do sofá e deixando a xícara de café em cima da mesinha.

A essa altura, todos nós na sala estávamos “PokerFace” mas, por dentro, estávamos mais “Se é que me entende”. Só que logicamente, todo mundo tem mais o que fazer do que ficar olhando pra aquela cena com cara de tacho, então eles voltaram a conversar. Só eu, fiquei prestando atenção em tudo que se passava ali.

– Hey! – Alex chegou perto dele e lhe entregou a camiseta – Toma!

– Obrigado, Alex! – Ele disse. Ele não tinha vestido, estava esperando a toalha.

Uns segundos depois as duas voltaram, Mary se sentou no sofá se envolvendo nas conversas da Denise, Alex, Robert, e a Maga tinha uma toalha branca nas mãos.

– Toma, se seca e coloca logo essa camiseta, porque aqui é uma casa de família, você não pode ficar andando pelado! – Ela falou sem olhar pra ele, rapidamente Nimbus se secou e colocou a camiseta, mas com um sorriso no rosto, igualzinho ao do irmão quando esta se divertindo com alguma situação.

Ele saiu de perto da Magali foi até o sofá. Ela ia indo atrás, mas antes que pudesse se aconchegar no sofá, Robert perguntou.

– E quem vai limpar a sujeira do chão? – Olhou pra ela fazendo uma careta.

– Eu limpo! – Magali disse virando os olhos.

– Não Maga, deixa ai, que eu limpo depois! – Mary disse, olhou pra Robert em reprovação. – Acidentes acontecem Maga, Senta ai e vamos conversar.

Ela fez o que Mary pediu, e assim ficamos todos nós lá, na sala, conversando, e o tempo foi passando e passando, até que depois de muito papo ouvimos a campainha tocar.

– Vou lá! – Mary disse se levantando. – Oi!

– Oi Mary! – Eu reconhecia a voz de longe – Cadê meus dois bebês? – Ele falou sarcástico. Bebe dele é o caralho.

– Vou chamar! SAMANTA E NIMBUS! – Ela gritou da porta.

– Vamos lá Sam! – Nim disse dando dois tapinhas no meu ombro. Eu me levantei e fui até Robert e Alex.

– Anw Sammy-Sammy! – Robert disse – Vamos sentir falta de você! – Ele falou me abraçando bem apertado.

– Também vou sentir muita falta de vocês! – Disse me soltando do abraço de Robert e indo abraçar Alex.

– Se cuida viu? – Ele falou – Vê se toma cuidado com o “Mr. Problema”! – Ele falou rindo.

– Pode deixar! – Ri e completei – Eu ainda vou ver muito vocês, se preocupa não, vocês não se livraram de mim! – Falei me soltando do abraço. Fui até as minhas amigas.

– Tchau meninas! – Eu falei abraçando as duas ao mesmo tempo. – Vou sentir falta de morar na mesma rua que vocês! – Ri

– Menina, vamos nós ver com a mesma freqüência, todos os dias! – Magali riu

– Vê se cuida do meu bofe.

– Todo seu, vou cuidar! – Falei rindo.

– Sam... Precisamos rir! – Nimbus tentava segurar o riso de toda a cerimônia.

– Ok, vamos lá!

– Tchau Meninas! – Ele disse se despedindo de cada uma. – Tchau, pra vocês dois! – Ele acenou pros rapazes, que fizeram o mesmo. Fomos até a porta, onde Mary esperava, me olhava com um sorriso. Aquele sorriso de mãe, sabe?

– Sam! – Ela abriu os braços e eu fui até ela – Vê se você se comporta viu. – Ela riu

– Claro Mary!

– Anw, vamos sentir muita falta de você aqui, mocinha! – Ela falou rindo

– E eu também vou sentir falta de vocês! – Me soltei do abraço e olhei para os dois.

– Já acabou com a parte que me toca? – DC, como sempre, delicado.

– Do Contra! – Nimbus virou os olhos. – Vem, vamos pegar as coisas a Sam, e colocar o carro. – Ele disse puxando o irmão pelo pulso. As minhas coisas estavam perto da porta.

– Eu vou pegar as minhas coisas também. – Me afastei um pouco e me abaixei pra pegar a mala, o Nimbus pegou a mochila e a bolsa, Do Contra pegou uma mala de rodinhas, por algum motivo os três olharam pra mim com os olhos curiosos.

– Essa mala não ta meio pesada não? – Mary perguntou.

– Nãã... – Falei balançando a cabeça – Até que esta leve.

– Fortinha! – DC disse impressionado.

– Esquece isso! – Falei – Vamos colocar isso no carro. — Dei um tchau rápido pro pessoa da sala e pra Mary e sai. Colocamos tudo no porta-malas.

– Bom, acho que é isso! – Olhei para a casa e Mary ainda estava ali. Eu acenei e ela fez o mesmo, entramos no carro e assim vi Mary fechando a porta.

– Agora, rumo casa. E depois dormir! – Nimbus disse. E eu me senti triste, quer dizer... Era a minha casa agora também, e era estranho.

***

– Chegamos Sam! – Meu amigo disse abrindo a porta. – Bem-vinda.

Eu levei um susto quando ele abriu a porta. Além de ter que subir varias escadas daquele maldito prédio, porque a droga do elevador não estava funcionando, o apartamento era pequeno e parecia que tinha passado um bando de búfalos por ali, e deixaram tudo revirado. Tinha camisetas no chão da sala, tinha migalhas de qualquer tipo de comida pelo chão, a cozinha era um estoque de qualquer coisa velha. Tinha pizza na mesa, pizza na pia, provavelmente deveria ter pizza na geladeira.

Não que eu já não tivesse dormido em lugares pior do que este, mas morar é outros quinhentos.

– Ok, aqui não é o lugar mais agradável do mundo. Por isso eu vivo no meu quarto! – Nimbus falou olhando pra bagunça também.

– É, por isso a casa ta mais pra minha do que pra nossa. – DC falou se jogando no sofá, colocando os pés em cima da mesa.

– Ta explicado! – Olhei pro Nim e ele riu, concordando com a cabeça. Ele saiu e foi até o quarto dele, eu acho.

– Ok, eu to cansada. Foi um dia e tanto e eu quero dormir! – Falei

– Tá! – DC disse dando de ombros assistindo a TV

– “Tá?”... Eu acho que você não entendeu, quero dormir. Mas onde eu vou dormir?

– No sofá...? – Ele falou e eu fui até o sofá. O sofá era mais sujo e fedido do que qualquer coisa, super suja e fedida.

– Deve ter ratos morando ai de baixo! – Eu falei – Não vou dormir aqui!

– Então só tem um lugar! – Ele levantou e eu o segui. Do Contra abriu a porta daquilo que parecia ser seu quarto. Era assim, realmente surpreendente. O resto daquela casa era um lixo total, tinha roupa e comida espalhada para todo canto, mas o quarto dele era totalmente diferente. Era organizado e chegava a ser até cheiroso, tinha cheiro de perfume masculino. Havia uma bateria encostada em um canto, um armário, uma cômoda, um espelho, uma televisão. Não tinha posters de mulheres peladas ou carros super fodas. Eu cheguei a ficar impressionada, mas ai caiu à ficha. Ele estava me convidando pra dormir no quarto dele.

– Não vou dormir com você, não vou dormir na sua cama, nem adianta! – Falei. Ele riu como se eu fosse idiota.

– Não mesmo, você não vai dormir na minha cama! – Ele puxou uma bicama – Minha cama é uma bicama. Você dorme nisso ai!

Eu fui até a bicama, eu observei. Ela estava meio empoeirada, o que significava que quase ninguém usava aquilo. O que era bom, eu preferia uma cama suja de poeira, do que um sofá suje de qualquer outra coisa.

– Érr.. Dá pro gasto! Tudo bem, eu durmo aqui! Mas eu preciso de um lugar, pelo menos um gaveta pra colocar minhas coisas. Ele virou os olhos.

– É serio?

– Seriíssimo! Você não acha que eu vou ficar um mês e meio aqui, só com a mala né? – Falei parada com as mãos na cintura. Ele me olhou feio, foi até a cômoda, pegou uma gaveta e virou ela todinha em cima da cama dele, voltou lá e colocou a gaveta no lugar e depois pegou mais uma fazendo a mesma coisa.

– Esta bom? Duas gavetas, totalmente suas!

– Esta ótimo, mas amanha eu guardo as minhas coisas. Agora eu só quero dormir. – Falei. – Mas antes eu vou desinfetar o colchão dessa bicama.

***

Depois de passar um pano com álcool naquele colchão, e colocar um lençol meu. Depois de colocar meu pijama e me arrumar pra dormir, peguei meu travesseiro, que eu tinha trago de casa e meu edredom. Eu me deitei e assim fiquei fitando o quarto em que eu estava, pensando como eu era uma pessoa doida. Porque pessoas doidas vivem assim e eu só poderia ser doida. Quer dizer, fugir do Brasil, vim pra cá e pra morar na casa de uns “desconhecidos”, que depois se tornaram grandes amigos, mentir meu nome, esconder meu passado, me casar com alguém que é totalmente fora de questão só pra viver aqui, quer dizer, tudo estava acontecendo tão tão depressa. Eu estava com medo, porque eu mentia e mentia cada vez mais, eu estava me afogando em mentiras. Onde será que eu iria parar? Será que essas doideiras dariam certo? A ficha só caia pra mim, quando eu me vi naquela situação. E eu chegava a pensar “O que eu estou fazendo meu Deus? Eu só posso estar perdendo o pouco do meu bom-senso”. Eu dormi daquele jeito, pensando em tudo que estava acontecendo comigo, em tão pouco tempo. Eu só me lembro de ver tudo apagando e eu caindo em um sono bem profundo.

14/04/2014 — Segunda. 06:20 AM


– CORRE. VAI LOGO, O MAIS RÁPIDO QUE PUDER. — Eu lhe disse. O garoto aterrorizado disse que sim com a cabeça. Só deu o tempo de ouvir o gatilho e as balas atingindo as costas do pequeno. Ele caiu. Estava morto. Olhei pra trás, e aquele canalha estava com uma arma nas mãos, e um sorriso vitorioso.

– Mônica, você sabe que era sua ultima chance… Você sabe o que acontece com você agora. — Ele disse levantando devagar, se escorando na mesa.

– Você não pode lutar contra mim. — Eu falei e começamos a andar em círculos.

– É, com certeza não posso. Mas a questão aqui, não é a força. Mas sim agilidade, inteligencia. Coisas que você não tem…

– Tem certeza? — No momento em que andava em círculos, o encarando, eu peguei a arma que continua um “veneno” que faria ele adormecer. Atirei nele. E ele arregalou os olhos e caiu duro no chão. Era minha chance… Eu tinha que fugir.

With the lights out its less dangerous
Here we are now entertain us
I feel stupid, and contagious
Here we are now entertain us

Fui acordada por um som muito alto. Eu até ficaria na cama pensando no sonho que voltou a me atormentar, mas o barulho tava mais alto. Eu olhei pro lado e o DC ouvia radio, enquanto cantava e tocava bateria ao mesmo tempo.

– QUE PORRA É ESSA? – Eu gritei

– É NIRVANA!! – Ele gritou de volta.

– EU SEI QUE É NIRVANA SEU CUZÃO! – Me levantei e fui até o radio e desliguei. Fazendo ele parar de tocar e de cantar, e me olhar.

– Se você sabe, por que perguntou? – Ele falou me olhando feio. – Agora você pode ligar a musica de novo?

– Não!! – Eu falei – Eu acordei por causa desse barulho!

– Primeiro: Não é barulho, é musica. Segundo: E daí, você não tem que trabalhar? – Ele perguntou

– Eu só tenho que estar lá as 08:00, agora são 6:34.

– Tomar banho? Se arrumar? Fazer aquelas coisas doidas que mulher faz?

– Não, eu não levo muito tempo pra me arrumar.

– Então, sai do meu quarto e me deixa tocar a minha bateria em paz?

– Aff, você é escroto! Quer saber, eu vou ver se o Nimbus já acordou, a presença dele é bem melhor que a sua.

– Ótimo, vai lá! – Ele falou apontando pra porta, peguei minha escova de dentes e meu creme dental e assim eu fiz. Sai e bati a porta, demorou menos de 2 segundas e ouvi a musica alta de novo. Fui até o banheiro, escovei os dentes e lavei o rosto. Deixei a escova ali mesmo, em algum canto, já que eu usaria ela todas as manhas, todas as noites e enfim.

A musica ainda tocava alto, então eu fui até o quarto do Nimbus que ficava de frente pro quarto do DC. Eu bati e ouvi um “Pode entrar” do lado de dentro. Abri a porta e ele estava levantado, arrumando algumas coisas no seu quarto. O quarto dele era bem parecido com o do DC, era arrumado e cheirava bem, a diferença era alguns livros espalhados, os materiais da faculdade e algumas coisas de mágico.

– Bom dia! – Ele falou olhando pra mim – Meu irmão te acordou? – Ele riu – Ele também é meu despertador. – Ri da forma que ele disse.

– Bom dia, e ai?

– Eu to bem Sam, to arrumando um pouco a bagunça do meu quarto.

– Que bagunça?

– Esses livros, meu guarda roupa que esconde grande parte da bagunça. – Ele riu

– Eu sei como é isso. – Falei

– Eu só vou terminar isso aqui, e vamos preparar algo pra comer.

– Tudo bem.

– Enquanto isso, pode me fazer companhia! – Ele sorriu. Ficamos conversando ali, sobre varias coisas. Falamos sobre a faculdade do Nimbus, se eu tinha algum sonho ou se faria faculdade, falamos de musicas, livros, e ai entramos em um assunto um pouco delicado.

– Eu acho que o livro “50 tons de cinza” é a pior coisa que já escreveram nesse século.

– Eu também, e eu odeio o personagem lá, o tal do Grey, um personagem ridículo.

– Não tanto quanto a Anastasia... São personagens assim.. Tristes de tão chatos. – Ele falou

– É, mas ele me irrita. Um cara que gosta de tratar as mulheres como objeto sexual, ter sexo selvagem e essas coisas. Não tem coisa mais ridícula que isso.

– É mas a autora com certeza gosta, deve ser uma daquelas decadentes, solteironas que mora por ai. – Ele riu

– Na verdade dizem que ela é casada e tem dois filhos. – Eu ri

– Você sabe demais pra alguém que não gosta do livro. – Ele riu e eu lhe dei um tapa – To brincando... Mas fala ai, muitas garotas acham Christian Grey super atraente, por que você não?

– Ele é um idiota... Apenas. – Falei – É como, se fosse quase uma versão do seu irmão, descrito em um Best Seller. – Nimbus riu da minha comparação. To mentindo?

– O meu irmão não é um sadomasoquista... Eu espero. E ele também não é um trabalhador super rico. Isso com certeza não!

– Eu sei... Mas ele é do tipo idiota, que gosta de fazer sexo com as meninas, e todas as garotas acham super atraente. E eu simplesmente acho que caras que seguem essa linha, são completos idiotas.

– Hmm, de fato! Mas ele nem é tão galinha assim, quer dizer... Ele é! Mas ele tem uma forma diferente de ser galinha, ele não pega só a garota por ela ser gostosa, ele diz que procura sempre outra coisa em uma menina, e só aquela que ele acha isso, ele... Bom, você sabe. – Ele riu – Mas sabe, que nem sempre ele foi assim? – Ele falou e aquilo me deixou curiosa.

– Como assim?

– Melhor a gente mudar de assunto! – Ele falou tentando fugir de algo. Ok, então não vou insistir em segredos da vida do irmão dele. Alias, parando para pensar esses irmãos tem muitos segredos.

– Mas e você hein? – Perguntei curiosa.

– Eu o que?

– Que tipo de garota você curte... Esta gostando de alguma menina, algo do tipo?

– Por que a curiosidade? – Ele falou arqueando a sobrancelha. Levantei os ombros

– Sei La, você nunca fala nada de você pra sua amiga aqui! Tem algum segredo, algo que eu... Não saiba sobre você, sei lá?

– Olha eu terminei de arrumar as minhas coisas, vamos comprar algo pra comer que já são 7:00. – Ele falou. Mas que desgraçado, ele sempre foge do assunto.

– Ok Ok! Vamos tomar café.

***

14/04/2014 — Segunda. 18:40 PM

Naquele dia, o tempo havia passado depressa, eu e Nimbus fomos juntos pro trabalho, chegando lá, vi as meninas e a gente ficou conversando e tudo mais, lógico que trabalhamos muito e cansamos. Mas ainda sim, consegui fazer uma visita lá na minha antiga casa, vi Mary, Robert e Alex e foi muito legal, ao mesmo tempo triste, já estava com saudade dali. Eu voltei pra lanchonete na hora do almoço, ganhei gorjeta, levei pratos e limpei mesas e enfim deu à hora de ir embora, se bem que entre ir pra casa pra ficar olhando pra cara do Do Contra e trabalhar, eu acho que preferia continuar trabalhando.

Não era sempre que o DC ia buscar o irmão na lanchonete, e hoje foi um desses dias. Eu e ele voltamos a pé, foi uma viagem cansativa, mas pelo eu ri bastante no caminho.

Quando chegamos, Nimbus correu pra se arrumar e ir pra faculdade. Eu fiquei lá, no quarto do DC/Meu quarto, ouvindo musica nos fones. Acho que o DC não estava em casa, porque eu não vi ninguém aqui quando cheguei, o que era bom, porque eu ficaria sozinha, quando ele fosse pra faculdade.

Então, aqui estou eu, deitada na minha cama ouvindo musica e super desanimada. Quando começou a tocar “S&M” da Rihanna. Eu particularmente adorava a musica, não pela letra, mas pelo ritmo que era totalmente contagiante.

Levantei e comecei a dançar a musica, não que eu fosse uma dançarina profissional, mas eu já havia feito cursos de dança, mas ainda sim eu era uma negação. Eu fazia os passos exageradamente, me sentindo a própria Rihanna no show, e até me arriscava cantar e imaginava um microfone e a platéia gritando meu nome.

Sex in the air, I don't care, I love the smell of it – Eu cantarolava e remexia os quadris. — Sticks and stones may break my bones – Meu microfone invisivel estava comigo em mãos. — But chainn and whips excite me, na na na na come on, come on, na na na na, come on, come o.. – Eu andando pra trás quando senti meu corpo se chocar com o de alguém. Puta que pariu. Não bastasse alguém ter me visto dançando, quando eu me virei eu dei de cara com o Do Contra que tinha um sorriso malicioso nos lábios.

– Poxa, não sabia desse seu lado malvado! – Ele riu. Eu corei na hora. E eu não tenho certeza se era por:

A) Ele ter me visto dançar

B) Por ter me visto dançar uma musica que falava de sexo.

C) Ou se era o fato de que ele estava apenas com uma toalha amarrada no quadril. E o resto do seu corpo estava todo a mostra, seus cabelos molhados e alguns pingos escorrendo pelo seu corpo, e merda, como aquilo era sexy.

– O QUE VOCÊ ESTA FAZENDO? CADÊ SUA ROUPA? A QUANTO TEMPO VOCÊ ESTA AQUI? – Eu disparei com varias perguntas, cobrindo os olhos e ele riu;

– O que você acha que eu estou fazendo aqui? É meu quarto, eu quero me trocar. Foi exatamente por isso que eu vim pro meu quarto, e eu estou aqui a tempo suficiente, o suficiente pra ver você tentando seduzir o vento com o dedinho na boca. Mas se serve de consolo, você conseguiu me seduzir viu, tava ficando legal, tava sexy. – Ele riu. Que vergonha, não sei se soco ele ou se eu choro.

– E onde você estava?

– Tomando banho...?

– Ok, então... Eu vou... Sair! E você... E você... Se troca... – Eu falei com os olhos fechados e comecei a apalpar o vento pra ver onde eu estava indo. Não foi uma boa ideia, eu senti algo... Hmm, como explicar. Eu acho que eu apalpei o seu abdômen, sem querer.

– Você tem certeza que ta querendo sair daqui? – Ele era irônico. – Desse jeito, eu vou acabar é te prendendo aqui! – Ele riu e eu corei.

– SAI DA MINHA FRENTE!! – Eu gritei e ele riu me dando espaço. Continuei apalpando o vento, até sentir a porta, procurei a maçaneta e sai.

Ok, isso foi uma das coisas mais vergonhas que eu já passei.

***

– Ok, eu vou indo agora! – Nimbus disse. Eu estava na cozinha sentada na mesa e o DC estava na sala assistindo TV – Pelo amor de Deus, não façam besteira, não façam bagunça, não se matem, não se provoquem, não briguem, não façam nada, Se for possível, nem respirem o mesmo ar. Ok?

– Relaxa mano, vai logo pra sua faculdade! – Do Contra disse trocando de canal. Nimbus olhou pra mim.

– Eu vou ficar bem, vou sobreviver! – Eu sorri e ele riu.

– Tudo bem, até mais tarde! – Ele saiu e fechou a porta.

Logo que o ele saiu, o silencio brotou na sala. Eu fiquei sentada lá, na cozinha ouvindo o barulho da TV, eu não sabia ao certo o que o DC estava assistindo, mas eu pude ouvir algo como “Se o cara da pizza gosta dela, porque está tando tapas nela?”, será que ele tava vendo pornografia?. Eu resolvi ir até a sala, para ver se ele deixava eu assistir alguma coisa. Quando eu cheguei, eu vi que na verdade ele estava assistindo uma serie de TV, aquela lá, daqueles irmãos que caçam coisas sobrenaturais. Enfim... Eu não gostava daquela serie.

– Aff, coloca alguma coisa melhor! – Eu falei – Quero assistir TV também.

– Não, essa serie é irada! – DC falou sem tirar os olhos da televisão.

– Não, essa serie é ridícula! – Falei e ele me olhou em reprovação.

– Como você não gosta de supernatural?

– Dãã... Porque é sem noção? Quem é que caça demônios e monstros, essas coisas não existem. Odeio coisas assim, essa ficção toda me irrita.

– Melhor que filme de super-herói. Essa serie pelo menos, é imprevisível. E eu adoro.

– Super-herói é bem melhor, principalmente “Armadura Dourada” – Eu falei – Aquele ator lá, é tão... – Suspirei

– Aquele filme é um pé-no-saco. Aquilo sim é sem noção!

– Não é nada!

– É sim!

– Aff, que saber... Me da esse controle aqui! – Tentei pegar o controle da mão dele e ele desviou. – Me da o controle Do Contra.

– Não! Eu to assistindo!

– Mas agora é minha vez!

– Não! – Ele falou de novo indignado

– Olha, eu não vou ficar aqui com você assistindo essa serie.

– Não fique.

– Mas eu quero assistir TV.

– Mas não vai! Aqui é a minha casa, minha sala, meu sofá, minha TV. Eu assisto.

– Mas você quem me chamou pra morar aqui contigo, me dê ao menos o privilégios de assistir a TV.

– Não é porque você esta aqui, que vai mandar nas coisas, e tornar esse apê a sua casa.

– Você quer que eu mofe então?

– Pode ser.

– DO CONTRA!!! Você é um idiota...

– Antes idiota do que baixinha invocada.

– O que você disse? – Eu o encarei irritada. Ele olhou pra mim e levantou me fuzilando com o olhar

– Eu disse “Baixinha invocada”.

– Retira isso, seu...

– Seu o que?

– Orelha de elefante.

– Esse é seu melhor xingamento? Para falar a verdade eu concordo, minhas orelhas são enormes mesmo, mas não tão grande quanto seus dentes.

– Você falou o que??

– Caralho mano, você é surda? – Ele falou

– Eu vou... Te matar! – Falei e ele sorriu.

– Legal, aqui tava um tédio mesmo! – Eu pulei em cima dele, para tentar lhe dar um tapa, mas ele segurou meu pulso. – Ow, calma ai, É só uma metáfora.

– Eu não tava falando de forma metafórica.

– Vai me matar então?

– Vou!

– Louca!

– Imbecil!

– Você!

– Eu não... Otário!

– Pelo menos não deixo calcinha pendurada lá no registro do chuveiro.

– Eu não fiz isso!

– Fez sim a prova do crime tá lá! Você mal chegou aqui e já esta querendo mandar em tudo, e ainda deixa calcinhas penduradas no chuveiro, isso nunca aconteceu aqui antes, não ai mudar agora.

– Ok, mas não sou eu que entra de toalha no quarto dos outros, sem bater.

– O quarto é meu. E eu bati, mas você não respondeu, como eu ia saber, que você estava fazendo um show ali?

– Sei lá, pelo menos chamasse a minha atenção ao inves de ficar me olhando, e tem mais, você ficar andando de toalha pela casa... Onde já se viu?

– Sempre fiz isso? Problema?

– Sim, é claro! Tem uma mulher agora na casa!

– E isso te incomoda?

– Me incomoda sim.

– Não me pareceu quando você alisou minha barriga hoje lá no quarto!

– Foi um acidente idiota.

– Baixinha!

– Big orelhas!

– Dentuça!

– Calopsita!

– Gostosa! Me beija!

– Que?? – Falei indignada

– Desculpa eu achei que ia acontecer igual nos filmes pornôs.

– Você é problemático? – Eu olhei pra ele espantada, quando ouvimos a campainha tocar.

– Quem é? – Do Contra gritou

– É o Cássio! – Olhamos um pro outro e acho que o nosso pensamento foi o mesmo. “Fudeu”

Notas finais
Ok... podem dizer o que acharam desse capitulo Eu como eu disse, adorei escrever... Mas isso é só o começo de muita coisa que vem por ai... Vocês vão adorar. Deixem seus reviews *---* Até o proximo caps!