Bad Angels

2 How It All Began


Notas iniciais
1º cap de verdade ~aplaude~ eu acabei agora, velho, é uma da manhã aqui ^^ me empolguei com a nova história, espero que você tambémmmm

– Pattie... — Olhei-o nos olhos.

– Sério, não chama assim — Meu amigo cruzou os braços.

– Então faz esse favorzinho para mim – Implorei, ainda sustentando a expressão de "cachorrinho".

Ele retribuiu o olhar, mas estava ficando irritado.

– Por favor, Pattie.

– Patrick — Ele corrigiu.

– É muito longo, e eu mereço te chamar de algum jeito que não seja pelo nome, te conheço mais que ninguém.

Ele hesitou um pouco, tentando pensar em alguém que o conhece melhor. Então balançou a cabeça rindo, lógico que não existia. Eu o conhecia melhor que ele mesmo.

– Meh, e daí? Pattie é apelido de menina, Susan.

– Tá, Patrick. Agora vai lá falar com ela — Ordenei, novamente.

Ele suspirou

– O que você ganha com isso? Sério, eu não gosto dela.

– Uma amiga me pediu isso. E você pode acabar gostando, quem sabe?

– A Mel?

Hesitei.

– Não.

– É sim — Ele riu.

– Não é.

– É sim.

– Para com isso, Pat.

– Pat é melhor.

– Vai lá ou eu escondo o controle do seu Xbox de novo.

Ele revirou os olhos.

– Só se você for lá falar com o David – Patrick levantou as sobrancelhas.

– Quê? Não.

– Qual o problema, Susi? Pelo menos você gosta dele.

– Você fala com a Cam? Prometa.

– Claro. Feito? – Ele estendeu uma mão — Tem que conversar mesmo, hein?

– Feito – Apertei, depois de hesitar bastante.



****

– Hã... Oi, David — Disse, me aproximando.

– E aí, Susan? – É, ele sabia meu nome, grande começo.

– Eh... Você vem para a aula de reposição hoje de tarde?

– É, amanhã tem prova de matemática. Quem faltar hoje, não precisa de ponto.

– Você precisa?

Ele suspirou, droga, a conversa estava chata. Eu, por exemplo, estava quase dormindo.

– Não muito, só preciso tirar seis na média, e você?

– Também, mas, hã... Você podia guardar meu lugar? É... Que eu vou chegar atrasada, um pouco — Menti descaradamente, eu só precisava de um assunto.

– Patrick e Mel não vão?

Quase engasguei.

– É. Quer dizer, eles não sabem se podem ir, então...

– Eu guardo, pode deixar.

– Hum, tá bom. Então... Até mais tarde?

– Até, Susan.

Não sabia se acenava, ou se dava tchau, então só virei e andei até o portão. Eu tinha que está em casa o mais rápido possível. Minha mãe não gosta muito quando me atraso, fora que eu estava constrangida demais para continuar pelo colégio.



****

– Bem, eu tentei, velho — Expliquei para a Mel.

– TENTOU OU CONSEGUIU? – Ela gritou do outro lado da linha.

– Ele foi falar com ela. O quê ele disse, eu não sei.

– Ele é um idiota mesmo. Porque a Cam tinha que gostar logo dele?

– É a vida – Disse distraída, enquanto fazia meu dever de história.

– Aff, Su, então você que continue com isso. Eu desisto.

Larguei o lápis.

– Por que eu?

– Dã, você é a melhor amiga dele.

– Mas ele não gosta dela, o que eu posso fazer mais?

– Sei lá. Força o cupido a flechar ele, não sei, bonita.

– Isso não ajuda, Mel — Troquei o celular de ouvido.

– Bah, eles nunca vão ficar juntos mesmo. Mas não fala isso para a Cam, por favor.

– Calma, também não é assim. Ele pode acabar gostando dela, não sei.

– Nem adianta tentar mais, por favor, né?

– Pare com isso.

– Isso o quê?

– O negócio do pessimismo.

– Isso é mentira, eu só sou realista.

– Tá, supondo que é realismo, tenta acreditar mais na Cam. Ela é bonita, e é SUA amiga, não minha.

– Ok, tudo bem, eu tento. Você está falando com a mais nova casamenteira da cidade – Ela disse sem ânimo.

Meu celular vibrou. Tirei-o da orelha e olhei a tela. O Patrick estava ligando.

– Mel, eu já vou, o Patrick tá ligando.

– Já que você está sendo uma fofa me trocando por aquele idiota, manda um recado meu para ele.

– Fala.

– Diga um “vá tomar na bunda” por mim.

– Beijo, Mel — Falei rindo.

– Beijo.

Atendi meu amigo.

– Pat?

– Então, Susan, você vai para a aula, não?

– Vou, por quê?

– Por que você me pediu para te dar carona e eu estou aqui fora há cinco minutos. Fora que estamos mais dez atrasados.

– Ah, já vou.

Desliguei e corri até a porta.


****

Eu não enxergava, mas de um jeito bom. A luz que me cegava era dourada, mas ainda assim eu podia ver alguma coisa macia, branca e linda. Parecia... Uma asa. Não de pássaro ou algum animal, era de um anjo.

Apertei os olhos para ver melhor, mas quando os abri novamente, havia sumido. A luz também. E um azul cintilante enchera minha visão, era como céu, mas estava ficando distante.

Cada vez mais.

E mais.

Eu estava caindo do céu.

Eu fechei os olhos lacrimejantes e um barulho muito alto soou.

Eu abri os olhos e... Droga. Acabara a aula de matemática e eu não ouvi uma palavra, fora que eu tinha dormido na cadeira ao lado de David. Simplesmente ótimo.

– Até mais classe — A professora falou, apagando o quadro.

Levantei e corri até Patrick.

– Como foi seu sono? — Ele me perguntou.

Encarei-o séria. Ele riu.

– Relaxa, eu anotei tudo, te empresto o caderno depois.

– Perfeito. Vai me levar para casa?

– Hmm, não vai dar. Vou ficar aqui para fazer a segunda chamada.

– Droga, Pat, já vai escurecer.

– Mas sua casa é quase do lado.

– Eu posso ser sequestrada ali na esquina, não faz diferença nenhuma.

– Tá, eu te ligo daqui a dez minutos... — Ele revirou os olhos.

– Se eu não atender você chama a polícia.

Patrick assentiu.

– Até amanhã, pequena – Ele beijou minha testa.

– Até – Corri até o portão, e de lá, eu acenei para ele.


****


A rua estava fria e quase deserta. Eu podia ouvir o som do vento.

Aquilo era até assustador se não tivesse umas cinco pessoas do outro lado da rua. Isso me reconfortava um pouco.

Eu tinha quase certeza de que minha mãe iria fazer frango assado. Eu mesma botei em cima da pia da cozinha para ela não esquecer. Eu amava tanto frango que até dava para sentir o cheiro. E aquela seria uma ótima sensação se eu não tivesse a impressão de alguém estar me observando.

Droga.

Olhei ao redor, tentando ver alguém. Mas agora parecia estar totalmente deserto, as pessoas do outro lado da rua haviam sumido e o barulho do vento tinha ficado mais forte.

Então eu quase tive um déjà vu, do meu sonho, da luz dourada, da asa, do céu, das nuvens e da liberdade.

Mas alguma coisinha bem pequena atrapalhou meus pensamentos entrando direto na minha garganta. Eu tinha que me lembrar mais das coisas sábias que minha avó dizia, como "Fecha a boca senão entra mosca".

Tive que parar de andar para tossir, eu engasguei com aquilo. Eu tossi tanto que quase vomitei, eu acho que estava enjoada, eu sentia alguma coisa estranha na minha barriga.

Continuei tossindo, mas a coisa não saiu. Tive que me contentar que eu havia engolindo.

Será que foi uma mini bolinha de papel? Um bicho? Eu não queria pensar na possibilidade, então respirei fundo e continuei andando até a esquina da minha casa, onde eu quase vi uma sombra no chão, mas brilhava. Apavorei-me.

Eu corri até em casa e lá eu me tranquei.

Eu quase morri e a culpa era do Pat e da segunda chamada idiota dele.

– Susan? O jantar tá pronto. E é frango – Minha mãe gritou da cozinha.

E eu quase me senti muito melhor.


Notas finais
>< gostaraaaam? então deixem reviews! se não gostaram, também! bjssss