Backdraft

4 Capítulo IV: Dilke, um estranho me salvou


Lá estávamos nós, eu e Kaia, na frente daquele senhor de terno, aquele que tentará me matar, ele sorriu, e não exitaria em atacar. Logo, uma aura vermelha, que era selvagem como o fogo, começou a ficar nítida em seu corpo. Antes que percebe-se, Kaia fez o mesmo. Senti que devia fazer o mesmo, mas realmente não sabia como. E em poucos segundos depois, as pessoas assustadoras que estavam naquele local se levantaram, gritaram, nos chamando de cobaias, de monstros vermelhos, de demônios, por que tudo aquilo? Logo mais eles saíram correndo, como se eles fossem eu e meu irmão, quando era meu pai cozinhava. Saíram pelas janelas, se jogaram, se empurraram, se esconderam, saíram pela porta dos fundos, era uma loucura, e após 15 segundos de pavor completo, pronto, estávamos sozinhos junto aquele doido que se esticava, mas se tinha uma coisa que importava, era minha promessa, de destruir o governo, isso era pelo meu irmão, isso era por aquele garoto que foi morto friamente por aquele soldado, isso era para todos que sofriam com o que o governo fazia, aqueles, aqueles porcos da parede azul.

E então começou, começou com um soco em nossa direção, tanto eu como Kaia nos jogamos em direção opostas, no chão, fugindo daquele punho que parecia um tiro, mas não foi o suficiente pois naquela posição, não tínhamos como fugir rapidamente o que trouxe uma grande oportunidade para nosso inimigo, que usou as mão como martelo, e nos acertando simultaneamente, no estômago, e continuou, varias e varias vezes, com aquele braço esticado, era como se fosse um grande chicote, mas então percebi uma coisa, eu não estava sentindo dor, isso só queria dizer que, meus poderes haviam voltado. Na primeira chance agarrei seu braço, surpreso ele me deu tempo de sobra para agir. Com um pouco de concentração, a lâmina saiu de me braço, ataquei, desferi um corte e sua mãe, que pararam de atacar. "Sua vaca, você podia ter amputado minha mão" disse ele. E antes que percebêssemos, Kaia avançou, usando seu braço, que brilhava em vermelho, no rosto do "homem-elástico" que saiu voando até se chocar com o prédio do outro lado da rua. Eu me levantei, e andei atrás de Kaia, para fora do lugar. Ele estava parado, mas pronto para atacar, quando o homem de terno levantou, Kaia começou a falar:

–você realmente acha que pode nos enfrentar de igual pra igual?

–e você realmente acha que eu viria sozinho? Que ingênuo! Retrucou o "homem-borracha", que logo em seguida riu, já estava muito óbvio, alguém veio acompanhado dele, mas onde ele estava? Não demorou a descobrir, pois fomos atingidos. De um segundo para o outro me vi sendo jogada pelos ares. E, no ângulo em que estava, pude velo em cima do teto, ele era assustador, era alto, tinha cabelo branco, usava uma capa preta, uma camisa branca, e uma calça, totalmente vermelha. Ele era assustador, e pelo simples golpe que nos deu, já dava para perceber o quanto ele era forte, e malvado, ele sorria como se ele fosse uma daquelas garotas que encontra o diário de outra garota que não gosta, horrível, assustador...

–vocês estão perdidos pirralhos — disse ele enquanto pulava do telhado para perto de seu aliado — por que acabaram de conhecer o incrível Sanaister!

–Sana o que? Que nome idiota para alguém que se diz ser incrível! Disse Kaia.

–vocês deviam maneirar no que dizem, alheais, você estão diante do homem mais poderoso do mundo, Sanaister — disse o homem de terno — e seu ajudante Liun.

–dane-se o seu nome, para mim vocês não passam de lixo — disse Kaia enquanto atacava Sani... Sen... Santa Claus... o homem malvado, e a centímetros de inflingir o golpe, uma mão elástica aparece por trás de Sanaruster... o acertando — desgraçado, eu vou acabar com você, Sanaister!

–o que? Sou a unica que não consegue falar o nome dele? Disse com a mão na cabeça, e com a mesma cara que agente fica quando erra um pênalti com um goleiro cego no gol, frustrante.

–Assura, fica preparada, não sabemos o que eles tem planejado. Disse Kaia.

–pode deixar Kaia, estou preparada.

Disse aquilo, embora, presumia que não estava tão pronta assim, pelo menos não para tudo. Pelo menos não para aquilo que me atacará, "Sisister", pulou em minha direção, com o seu punho brilhando em uma cor vermelha, me acertando no estômago. Cai muito tonta, que por sinal já estava acostumada, pois levantei como se não tivesse acontecido nada. Pudi ouvir um grito, era o meu nome, era fácil reconhecer a voz, era Kaia, mas logo "Shingita" disse:

–cala boca! O Liun, dá um jeito no Kaia, é até bom, é treino e ainda mais uma vingança, então não me desaponte, amigo.

Então a batalha começou, minhas lâminas estavam prontas, eu achei que seria algo de igual para igual, mas logo notei que isso não ocorreria, pois comecei a sentir algo que nunca havia sentido. Não sabia dizer o que era, mas era como se Sanaiter... Sarat... "SanaEle", estivesse emitindo uma energia, eu estava ficando com pavor total. E antes que pudesse me livrar daquele sentimento ele me atacou, com outro "soco brilhoso" fui para do outro lado da quadra, isso mesmo ele me jogou por cima de todas as casas. Cai. Doeu muito, já estava me sentindo sem forças, parecia que alguém a estivesse drenando a minha energia, pois a cada soco, sentia mais dor. E outra vez estava errada! Achava que ele já teria desistido "desse saco de pancada", mas ele com um "salto do capeta" ele atravessou o quarterão, me agarrou pelo cabelo, com aquele sorriso assustador e me jogou com tudo na parede de uma casa, vi ele se aproximando, enquanto minha visão ficava embaçada. Ele agarrou meu pescoço e me ergueu a sua altura. Nessa hora já estava pronta para desistir, mas então lembrei de tudo que tinha visto, e da minha promessa, o que seria do mundo se eu não fizesse nada? Então me preparei para gritar e atacar com minhas lâminas, mas então seu punho me acertou, sem duvida, aquele punho não brilhava em vermelho, pude ver bem, ele tinha uma aura vermelha em seu torno, o que o tornava muito mais forte, destrutivo, e parecia sugar minhas forças. Mas infelizmente, não foi apenas um, e olha que um soco já fora o suficiente para quebrar a parede que estava atrás de mim, ainda mais o segundo me levou para a parede ao lado, e, em câmera lenta vi os pedaços da parede voando e ele se aproximando de mim, com se ele fosse um cachorro faminto e eu um pedaço de filé, mas agora não era hora para pensar nisso, eu tinha que reagir, mas o terceiro soco veio, e eu atravessei a parede novamente, e isso foi contínuo, durou cerca de 30 segundos em incontáveis porradas. Quando parou, estava no ar, ainda, e já tinha atravessado a quadra novamente, só que ao invez de ser por cima das casas, eu literalmente as atravessei, "SanaAlgumaCoisa" veio e me jogou no chão, onde não pudia me mexer, ele pisou na minha e mandou o outro, se apressar, pude ver ao fundo Kaia e Liun, frente a frente, Kaia estava um pouco mais ferido, o que não era bom, será que nossa equipe ia acabar logo depois de ser formada?

Visto que eu estava acabada, Kaia era minha única esperança nesse momento, se ele me salva-se, teria de comprar dois pães de quijo, como recompensa, pois essa já seria a segunda vez que ele me salva, mas ainda não comi nada, estava com fome...

Então Liun esticou seu braço em um soco que parecia um tiro, e por incrível que pareça, Kaia desviou como mágica, "você não pode desviar para sempre, Kaia, eu treinei muito, estou quase superando a barreira do som com o meu braço, ele é um chicote". E continuou atacando, com um velocidade incrível, era quase impossível de desviar, Kaia desviava, uma sim, outra não. Até que então, ele começou a ficar fraco, começou a levar todos os golpes, ele já estava parecendo um zumbi, havia perdido a consciência, estava perdido. E Liun esticou seu braço, e o usou como um bastão, atirando Kaia em uma casa:

–já era, você perdeu, Kaia! Sua hora chegou — disse ele esticando e erguendo seus braços a uma altura de pelo menos 5 metros — observe o final da sua vida com minha tática suprema, "chuva de punhos"!

Usando seus braços como chicotes, Liun começou a atacar a casa onde Kaia fora jogado, o atacou de forma simultânea, sem dó. Nesse momento queria saber o que fazer, meu amigo, colega, que seja, estava sendo esmagado como se fosse uma barata. De longe só pude me tirar o pé do "Sitiru" de cima da minha cabeça, e me arrastar em direção ao homem de terno, enquanto outro homem, aquele que eu não vou mais tentar pronunciar o nome ria, ria tipo aquelas risadas malignas de filmes. A destruição parou, e Liun recolheu seu braços, se virou e começou a vir e minha direção enquanto a fumaça baixava, eles estavam convencidos de que já tinha acabado, mas eu acreditava que não, no entanto, a fumaça baixou e não havia nada lá, ele foi esmagado? Não poderia ser verdade. Minhas esperanças haviam sidos jogadas no chão e pisoteadas, perdi? Não poderia ser, eu não posso ter perdido, mas pelo menos pude ver como é a vida de verdade, ela te derruba, e é difícil de levantar, e agora? O que vou fazer da minha vida, serei simplesmente executada, eu não podia deixar isso assim, mas devia haver outra forma, mas infelizmente não conseguia pensar em nada...

Então de repente, o chão começou a tremer, e explodiu! E da fumaça, do asfalto que havia sido feito em pedaço, saiu Kaia, com seu braço brilhando tão forte, que quase não era possível ver a manchas de sangue em seu corpo, e como uma faca... ZUMP! Acertou Liun em uma velocidade incrível que destruiu tudo ao redor, o corpo frio de Liun caiu no telhado da casa ao lado:

–mas como você? Isso é impossível — disse Sanaister, do qual finalmente pronunciei corretamente o nome — como você pode derrubá-lo em um só golpe.

–não seja idiota Sanaister, você deve saber que não se subestima o oponente, e não o ensinou, nada bom — disse Kaia, com um sorriso vitoriosos no rosto — ele pode ter treinado muito, mas eu treinei mais, eu já consigo quebrar a barreira do som, com apenas um golpe!

Então, Sanaister olhou para mim com um sorriso e começou a rir, "e do jeito que você está, acha que pode me derrotar?" Isso surpreendeu Kaia, que pôs-se em posição de batalha logo em seguida. Mas, com uma velocidade enorme, o monstro se aproximou e acertou Kaia que saiu rolando que nem um troco de uma árvore. Então sua perna começou a criar uma aura dentro de si, e Sanaister começou pisar em Kaia, que começou a ser afundado cada vez mais na terra, enquanto ele era pisoteado, eu arrumava forças para levantar, preparei minhas lâminas, fiquei finalmente de pé, eu ia atacar quando algo me parou:

–para com isso — disse Kaia segurando a perna de Sanaister — eu não vou perder para você, eu tenho uma pessoa para vingar, ele não era meu pai de sangue, mas cuidou de mim, eu não vou perder, pelo menos não até vingar Bruno Kindle.

–aquele idiota, que perda de tempo e talento, tenho até pena — Respondeu seu oponente, pisando com tanta força que fez com que Kaia atravessasse o chão, caindo no que era possivelmente um esgoto. E nesse momento me lembrei, lembrei de que ele não era um pai mal, Bruno era um ótimo pai, nós assistíamos muitos desenhos quando eu era criança, nós brincávamos muito, até dizer chega, eu não podia perder, eu era a filha de Bruno Kindle, e eu tinha que destruir o governo, para orgulha-lo, onde ele estivesse. E de repente, meus braços começaram a formigar, e minhas lâminas se recolheram, eu tinha gastado todo meu poder? Não podia ser! Então Sanaister se virou para mim e disse que estava tudo acabado, segurou seu punho direito com a mão esquerda, ele começou a brilhar, ele ia me matar ali mesmo, e quando eu me percebi que podia ser meu fim, meus braços viraram aço, e se alongaram, virando um lâmina longa de mais de um metro, ele travou neste momento, eu nunca havia visto essas lâminas, só estava acostumada com a outra, mas não recuei, ataquei, e como magica, eles se moveram muito rápido, ele escorregou para trás desviando, mas só com a força do meu golpe, o vento criou um corte em seu peito, e depois ele foi jogado para longe. Não podia ficar para ali, mesmo que surpresa, avancei, pulei o buraco em que Kaia estava, e ataquei novamente, desta vez um ataque frontal criando um corte em seu ombro, e o prensando contra o chão. Achei que tivesse ganhado mas ainda não havia acabado, não prestei a atenção, mas em sua mão direita havia se formado uma esfera, que foi atirada no meu ponto cego, cai com a esfera em cima de meu peito, ela me apertava contra o asfalto, e foi me arrastando, cortando minhas costas no chão. Ele se levantou e disse:

–bem, você já deve ter percebido meu poder, não é, Assura? — então ele começou a se aproximar — eu posso liberar esferas de energia ou prende-las ao meu corpo, eu posso colocar vários adjetivos nelas, como tenha super-gravidade ou aumente minha força, também posso roubar sua energia, agora admita que você desiste, até porque, acho que sua energia acabou.

E era verdade, meus braços estavam normais, e a dor começará a ser insuportável, e agora? Havia finalmente acabado? Não. Pois de repente, ouvi um grito, Kaia havia se recuperado? Mas então apareceu do anda um menino, ele tinha o cabelo castanho, e era pequeno, pude ver seu rosto também, seus olhos era verdes e reluzentes, ele encostou sua mão no peito de Sanaister, que surpreso não pode reagir, uma onda surgiu, jogando-o para muito, muito longe, talvez até para o outro lado da cidade, para próximo das paredes azuis, a esfera de energia que estava quase me matando sumiu, então o menino se virou para mim e disse com um sorriso "você está bem, Holy?" Quem é Holy? Mas principalmente, quem era aquele menino? Ele também teria poderes como eu e Kaia?