Backdraft

1 Capítulo I: Assura, a timida, a medrosa, a cética


Você conseguiria imaginar essa cena? Uma garota que comessará o dia como qualquer outra pessoa, provavelmente como você começou, mas terminasse me tal situação, enfrentando sozinha 8 bandidos, prontos para atacar, em uma cidade sem luz e abandonada? Com certeza inimaginavél, mas como isso começa e como acaba, realmente isso será surpriendente.

Tudo começou nessa manhã, era uma quarta-feira daquelas bem preguiçosas, me arrumava para escola morrendo de sono, era todo dia assim, lembro de ver meu pai correndo, passando pela porta do meu quarto, super atrasado para variar. Meu pai, bem, desde que minha mãe morreu eu tenho conhecido eu tenho descoberto como meu pai é carinhoso, pois apesar de vivermos na mesma casa nos ultimos 12 anos, foram apenas nesses ultimos 2 que ele realmente se tornou um pai presente, ele é um advogado, ganha bem, o suficiente para nos manter em Low City, que na verdade não é uma das melhores cidades do mundo, mas eu gosto, é bem limpo e calmo aqui, essa é uma das 50 cidades restantes no mundo, aprendi na escola lá pelo 4º ano que no passado existiam milhões de cidade e pelo mundo, mas pelo que parece houve um grande desastre ambiental e só sobraram essas poucas cidades, toda a população é proibida de sair para fora dos muros azuis, que é o que serpará cada cidade do resto do mundo, para ir para outra cidade temos de viajar em um avião automatico, onde não modemos ver o que há no resto do mundo, já houvi falar até que quem ve o mundo de fora e caçado pelo governo e morre, eu achava que era algum desastre radioativo por isso não pode se deixar as pessoas que vem o mundo lá fora viverem ou sei lá, de qualquer modo, assustador. Me aprontei para a escola, e desci para comer o café da manhã com meu irmão miguel, de dezoito anos:

–oi mana, adivinha o que tem para comer hoje.

–cereal, como em todas as manhãs nos ultimos dois anos — disse um tanto com raiva enquanto me sentava a mesa — isso realmente é deprimente, as vezes entendo porque o papai dorme até mais tarde, para se atrasar e então não precisar comer esses pedaços de papelão molhados.

–que isso Assura, tem muita gente ai nesse mundo que não tem o que comer.

–ai miguel, lá vem você com aquelas teorias idiotas sobre o mundo fora das paredes azuis — disse com mais raiva ainda, pois detestava aquilo, era só alguem comentar algo que tivesse 1% de nexo que ele já começava o discurso.

–tsc, tsc, você não aprende Assura, quando você vai acreditar que no mundo lá fora existem milhares de pessoas sofrendo, sendo manipuladas pelo governo? E pra isso que eu vivo, para acabar com o governo, esse é o meu sonho.

–nunca vou acreditar nesse troço porque ele não existe — falei enfiando uma colher cheia de sereal e leite na minha guela — agola fara de farar disso que mi defime.

–não fala com a boca aberta, papai já não te ensinou isso quando você era pequena?

–Miguel — engoli — papai não me ensinou nada quando eu era pequena, quem fazia isso era a mamãe!

–é mesmo, essa semana vai completar 2 anos não é, irmã?

–sim, miguel, dois anos — comi mais um pouco de cereal — sinto saldades das panquecas que ela fazia, das torradas, de como ela nos divertia antes de chegar super atrasada no trabalho...

–Assura, você esta chorando?

–não, é que e que este cereal é horrível! — realmente na verdade não era o cereal, eu sentia muita falta da minha mãe quando ela não estava por perto, mas sabia que o cereal ia me dar dor de barriga, não era forte como meu irmão, ou como o Bruno, meu pai, então parei de comer, apanhei minhas coisas e sai de casa para a escola, eu ia a pé mesmo, a escola era até que perto, mas como era um tanto preguiçosa andava na velocidade de uma lesma capenga, meio que balangando dum lado para outro, parecia até estar bêbada. Eu também era, sou e sempre serei desligada, na verdade enquanto imaginava uma lesma capenga e bêbada, eu quase passei da escola. Minha escola era grande, tão grande que eu só havia decorado corretamente o caminho até a minha sala, e olha que já estudava lá a seis meses, mas enfim minha sala não era uma das mais memoráveis, lá só havia panelinhas organizadas que achavam que eram "a panelinha", mas um monte de gente apagada, um quarto da sala era estudioso, mas a maioria dava só os setenta por cento necessários para se garantir, claro que sempre tinha um que nem dava vinte. A maioria da sala fazia a bagunça a nivel igualado, na verdade quem realmente se destacava era Kaia, por ser tão quieto e misterioso que já tinha mais influencia do que qualquer "mini-panela" daquela sala. O ensino era mediano, não era nem excelente nem uma porcaria, dava pra levar numa boa o ritimo não era nem mesmo um pouco puxado, pelo menos para mim, o que já era uma coisa boa. Mas ai você se pergunta, "como isso, acabou naquilo do começo?" Então eu digo, a situação começou a mudar as 10:40 a manhã, apartir dali as coisas começaram a ficar horríveis. Foi quando logo no começo da quarta aula do dia, dois homens de preto entraram na sala, eu me sentava no fundo então estava difícil de ver quem eram as figuras, mas foi quando percebi que Kaia, aquele menino sombrio que por conhecidência se sentava no meu lado, começou a ficar nervoso, ele suava muito e suas mãos tremiam, comecei a ficar assustada, logo vi os homens falando com a minha professora, que apontou para a nossa direção, e os dois começaram a se aproximar com algemas, eu olhei para Kaia e ele olhou para mim, palído, morrendo de medo, eu sussurrei para ele, "o que houve", no entanto ele não respondeu os homens chegaram até nós, e perguntaram:

–você é a Assura Kindle?

–sim — e nesse instante eles se olharam com um sorriso malicioso, não sabia o que podia acontecer, eles em algemaram e mandaram eu os seguir, estava meio confusa, vi a sala toda em silencio e aquele menino do meu lado sentir um alivio, mas o que aconteceria comigo, eu estava prestes a descobrir...

Eles me levaram para fora, para fora da escola, me colocaram num furgão, sem nenhum respeito, me jogaram como se eu fosse um saco de batatas apodrecidas, inda mais naquele troço sujo, cheirava a mofo, era horrível. Mas ainda sim só conseguia pensar no que eles queriam comigo, para a escola me deixar ir, assim sem mais nem menos, para o Kaia aquele cara que todo mundo considera assustador ficar morrendo de medo sem saber o que fazer, com toda a certeza, eles eram do governo, mas eu não fiz nada de errado, qual o motivo para tudo aquilo, será que tinha feito algo ruim, ou será que era o contrario? Sim pudia ser tudo uma pegadinha, podia ser uma brincadeira de muito mal gosto, quem sabe. Mas em meio a esses sentimentos de desespero e esperança um deles, o que não estava dirigindo virou e me perguntou, "então você é mesmo filha de Bruno Kindle?" Respondi com a cabeça que sim. "Que pena, é tão jovem" disse o que estava dirigindo. E nesse momento se passaram milhares de possibilidades terríveis, aquilo realmente estava acontecendo? Uma menina qualquer como eu estar sendo levada para uma morte? E eu não poder fazer nada? Não podia ser verdade, mas do mesmo geito não aguentei, e desmaiei, a ultima coisa que me lembro, eram eles nem se importando se eu havia desmaiado ou morrido. Que frios...

Quando acordei já era tarde, abri os olhos com os gritos de miguel, meu irmão, me levantei do chão sujo e me deparei com uma cena que nunca esquecerei, era meu pai, morto, caído no chão e perdendo sangue. Não pude nem gritar, minha realidade havia sido completamente destruída, agora precisava encontrar outra. Não conseguia acreditar, nós três, a família toda algemada, e começara uma eliminação em massa, olhei para frente, no começo a luz me segou, mas logo vi que estávamos numa cadeia, havia um homem de terno, ele estava armado, e o que não podia acreditar, era que eu realmente reconheci aquele rosto, era meu tiu. Simplesmente meu tiu que havia consquistado a posição de 3º general, ele havia matado seu irmão, quando me dei conta ele estava acendendo um cigarro e falando "ai, você devia ter me dado o chip, de vez em quando essas suas ideias revolucionistas me dão nojo, você podia ter tanto poder, mas agora esta morto" e meu irmão horrorizado o enfrentou, que péssimo erro:

–cala essa porra dessa boca seu verme!

–calma ai tigrão, a vida funciona assim.

–a vida era legal antes dessa revolução, que botou porcos como vocês no poder!

–então você sabe sobre a revolução azul, que interessante.

–eu sabia! Seu idiota, por que fez isso?

–você sabe onde está o chip, diego? Indagou o assassino.

–meu pai era uma ótima pessoa, ele era um simbolo da revolução!

–revolução é uma merda — disse meu tiu apontando a arma para o Miguel — onde esta o chip, ou ultimas palavras.

–revolução é o que move o mundo seu idiota, revolucionistas são o que fazem o mundo valer a pena, eles são o simbolo da esperança, e não importa, não importa o quanto você tente nos eliminar, não viemos ao mundo pelas nossa origens, os revolucionistas estão no mundo pelo seu coração forte, e é por isso, que como um revolucionista eu vou sobreviver e vou destruir o governo, seus porco sujo... Não houve continuação, uma bala atravessou seu crânio, meu tiu o matou, sem coração, matou um jovem com um sonho tão bonito, que estava chorando de medo, mas não desistirá até o ultimo momento, continuou lutando. Meu tiu olhou para mim com um olhar de despreso, como se eu não valesse nada, se virou e mandou me jogarem no inferno. Pensei que era meu fim, no entanto para a minha surpresa o inferno que ele se refere, era um lugar onde eu precisava estar viva para entrar, um homem chegou e me deu uma pancada super sinistra, apaguei novamente...

Acordei numa escuridão total, percebi que ainda era uma cidade, mas totalmente apagada, parecia como aquela vez, uma certa vez que faltou luz na minha cidade por causa de uma tempestade, achei que era mais algum sonho, e que ia acordar e iria estar tudo bem, mas estava errada. Quando me dei conta simplismente sentei e chorei, chorei de forma infantil, mas o que podia fazer? Acabei de ver minha familia ser morta diante de meus olhos, acabei de ver minha antiga vida ser jogada no lixo, não sabia o que fazer, o que podia fazer depois de tudo isso que aconteceu. Eu estava chorando muito, mas embora não pudesse nem ao menos me conter no que sentia, houvi um barulho que fez com que meus movimentos congelassem, e do escuro vi homens me cercarem, eram cerca de 8 homens, todos eles com facas e sorrisos maliciosos, podia ter vivido a maioria da minha vida a baixo das asas de minha mãe, mas nos ultimos dois anos pude descobrir coisas inimaginavéis, sim, uma garota viver sozinha com dois homens da nisso, mas enfim, agora vocês sabem como cheguei aqui, mas porque repassar tudo isso? Claro, tinha que ver como tinha chegado a esse ponto, onde comecei a ficar maluca, embora meu corpo, nesse momento tivesse se levantado, correndo para a própria vida, passando entre os braços de um daqueles monstros e correndo, como eu nunca havia corrido em toda minha vida, embora meu corpo tentasse sobreviver, eu comecei a ficar louca, ria por todo o meu interior, ria, por não poder aguentar tudo aquilo com minha cabeça subdesenvolvida de 8 anos, mesmo tendo 12 anos de historia. Pensei até mesmo em me entregar para que fizessem qualquer coisa comigo, para que eu pode-se dar adeus a minha curta existência, até porque meu nivel de loucura chegará a tal ponto que não podia suporta-lá em meu corpo, e enquanto esses e muitos outros pensamentos aleatórios passavam pela minha cabeça pensei em acabar tudo aquilo e entrei no primeiro prédio que achei de facil acesso, parecia uma grande impreza, entrei nela esperando achar alguma coisa para me suicidar, não queria que fosse pelas mãos de mais ninguém, mas ele corriam muito, e aquele lugar era um labirinto, não estava muito lucida, mas sei que desci uma escada entrei em um lugar muito escuro, no entanto havia uma luz vermelhar lá no fundo para me guiar. Me aproximei dela, e ai minha lucides voltou, e minhas forças acabaram, cai em uma mesa, me levantei, tropecei em alguma coisa pesada e deslisei a uma porta da qual vinha a luz vermelha. Houvi ele se aproximando e dizendo coisas do tipo "hoje vai ter princesa para o jantar". "De certa forma horrível, nunca desejei tanto que eles fossem canibais, aquele porcos" pensei. E no meio de tudo aquilo fechei os olhos e vi minha vida passar diante de meus olhos, lembrei de quando eu era criança eu me achava a mais forte, e logo, em fleches veio outra imagem, era meu mais, ejetando em uma siringa algum troço vermelho, realmente aquilo me deu força no coração, só de lembrar, então percebi, o que brilhava era igual ao que meu pai me dava, então apertei o botão ao lado da porta e ela abriu, me acertando com força, e me joguei de forma esperançosa naquilo tudo. Então senti uma energia correr o meu corpo, minha visão ficar mais clara, meus ferimentos pararem de doer, foi a experiencia mais estranha da minha vida. Logo depois disso um deles me agarrou e me jogou no chão, e lentamente eles começaram a se aproximar, naquele momento só queria proteção, então lembrei que quando eu era criança, brincava de superheroina, onde eu tinha poder de criar facas super afiadas. Não sei porque mas acreditei que aquilo era possível, então me levantei, e deixei meu coração me guiar, e de repente, laminas vermelhas saíram de meu corpo brilhando, não era um sonho, elas perfuraram o corpo de pelo menos 4 daqueles homens que caíram mortos, o resto fugiu, fugiu na chuva de sangue, os homens que eu acertei caíram no chão logo após que as laminas se recolheram, dei alguns passos para trás assustada enquanto sentia a energia ir embora, sentei e chorei, pois sabia que iria me sentir melhor, e agora havia tempo para isso, sabia que não podia fazer mais nada, minha mãe sempre dizia que deveríamos chorar, afogar as magoas, depois podemos pensar melhor, mas logo pensei "melhor dormir, depois de tudo que vi não poderia para pra pensar no meu estado". Então deitei e dormi ali mesmo, naquele chão frio e duro.