Backdraft
7 Capítulo VII: GGCE, ao controle do mundo
"Ela estava toda ensanguentada em seus braços, com um olhar gélido, ele a segurava com as duas mãos, de forma que ela ficava quase sentada, ela logo abriu a boca e falou coisas, coisas que nunca vou esquecer. Apesar de estar cansada, ferida e para variar um pouco tonta, eu conseguia desenhar em minha mente, de forma perfeita e ilusória o que ela falava. Logo me senti surpresa, apesar de não estar muito envolvida nesse assunto foi algo que trouxe um pouco de alivio, mesmo assim também trouxe um pouco de espanto e medo, como podia me sentir tão envolvida em uma história como essa?"
Nós estávamos no portão da cidade, e apesar de quase nenhum dos habitantes da cidade oficial saber de sua existência, pelo que Kaia havia me contado, era por lá que a GGCE tinha acesso ao resto da cidade, e também, se conseguíssemos entrar por lá, acabaríamos dentro da sede do governo. Escondidos atrás de uma pedra, nós podíamos ver claramente que não havia nenhum soldado guardando a porta de entrada, e, se me esticasse um pouco, poderia ver bem em um canto um pouco de sangue, nos aproxímamos. Estávamos a frente da porta, ela era gigante, de aço, tinha pelo menos uns 8 mentros, ela não era tão grande perto dos muros azuis a sua volta que devia ter pelo menos 100 metros de altura, o portão parecia ser um daqueles que sobem e descem, entrando para dentro da parede, nesse caso ela estava aparentemente quebrada, pois estava só pela metade, e tinha muita fumaça também, e realmente havia sangue, muito sangue escorrendo, pelo que podia ver do pouco que a porta estava aberta. Enquanto eu apenas olhava tentado arrumar coragem para dizer algo ou entrar naquele lugar, Mitsuke e Dilke começaram a dar os primeiros passos, mesmo que de forma lenta, foram avançando. Pensei em ir atrás, dei o primeiro passo, foi ai que Kaia segurou minha mão. Senti meu coração acelerar de repente por algum motivo, ele disse alguma coisa, o começo não consegui ouvir direito, mas logo ele repitiu, e senti que fora com as mesmas palavras: "pode ser armação, nós não podemos adentrar um lugar como esse", poderia ser idiota pensar isso naquela hora, mas, porque ele queria me proteger ali?–o que — perguntou Mie, com um rosto preocupado — vocês precisam me ajudar, por favor!–não, nós realmente não precísamos, nós não te devemos nada, acho que é muito pelo contr...–cala a boca Kaia!–Assura?–talvez você não saiba como que é, mas a verdade é que eu já tive um irmão que morreu, eu já senti essa dor, agora me diga, como... — não queria que ninguém percebesse, mas as lembranças do meu irmão me afetavam mais do que eu queria que afetassem — como eu posso viver sabendo que eu podia ajudar alguém que pode acabar passando o mesmo que eu passei, eu irei ajudar. "No que adianta se preocupar com quem já morreu, o importante agora é pensar nos vivos" disse ele, no qual foi respondido com um tapa meu, nunca havia batido em ninguém antes, apesar de que devo ter matado aquele guarda que matou aquele menino, logo depois que eu vim para a cidade não-oficial, mas juro que o tapa foi sem querer, mesmo que forte foi como se minha mão se mexesse sozinha, tipo mal de parkinson Lv 100, entende... E não foi só isso ainda respondi verbalmente também "já mandeu calar essa boca, não importa se ele morreu ou não, pois mesmo que seja uma das únicas coisa, meu pai me ensinou que a tanto a honra quanto o orgulho permanecem vivos até o dia em que a pessoa for esquecido, e temos que lutar pela honra dessas pessoas todos os dias, seu... seu... seu covarde!" Então continuei andando, bem rápido, passe pela Mitsuke, e em seguida pelo Dilke, e continuei, na verdade fui a primeira a entrar, e já lá dentro olhei para fora, apenas com a cabeça, o que fazia impossível de alguém de fora perceber que eu estava olhando para trás, vi a sombra dos três, logo duas começaram a se aproximar, e uma ficou parada, provavelmente Kaia, logo Dilke e Mie entraram e nós seguimos... Era realmente horrível, eram muitos mortos, o sangue pintava o chão de todo aquele lugar de vermelho, só percebia que o chão era de aço quando eu pisava naquele sangue. O cenário estava destruído, em pedaços, haviam vários carros expelindo fumaça constantemente. O lugar fedia a carniça, devido aos corpos de pessoas mortas ali, todas elas pareciam só ter metade do corpo, como se a parte de cima de um fulano e a a parte de baixo do outro simplesmente sumisse. E enquanto andávamos podemos ouvir uma confusão se formando, sons de destruição ao fundo, e enquanto mais altos eles ficavam mais começávamos a correr, quase escorregando naquele sangue que parecia fluir como um rio, a medida que avançávamos e certas velocidades. Logo chegávamos a uma porta, grande como a da entrada, mas essa era dupla, que abria para os lados, ao invés de cima e baixo. Ela também estava semi-aberta. Passamos. Então quando vimos estávamos em um corredor que levava para dois lados, o da esquerda, no qual o som parecia vir mais forte, e o da direita, por onde parecia ter passado a destruição, naquele momento eu e Dilke nos olhamos e respondemos com a cabeça, "sim". Nos dividimos, eu fui pela direita e ele pela esquerda. Olhei para trás por um instante, Mitsuke pareceu perdida em um primeiro momento, mas logo seguiu Dilke. O grande detalhe de tudo aquilo é que eu nem sabia quem estava para enfrentar seguindo por aquele caminho...[...] Eu estava chegando lá, sozinha, era escuro, quase todas as lâmpadas haviam sido destruídas por alguém, mas estava vendo uma luz no fim do túnel, o problema é não saber se ela era boa ou ruim, não sabia o que esperar, não sabia para o que me preparar. Já sentia aquele cheiro, o cheiro de sangue misturados com corpos apodrecendo, seria o cheiro da morte? Começava a ouvir vozes ao me aproximar mais. Era um homem e uma mulher conversando, uma das vozes já era conhecida, não sabia quem era, mas já tinha a ouvido antes... E apesar de pegar a conversa pela metade pude entender a situação, eles discutiam do passado:–bem, parece que ele está aqui, Kim, o que eu vou fazer...–cara, acho que você devia ir velo, vocês foram grandes amigos por um bom tempo, e na verdade não sei um bom porque de não ir lá, ele vai morrer se continuar assim.–mas o que ele fez, é imperdoável, eu sei que nós somos farinha do mesmo saco, sei que somos as duas metades da mesma laranja mas...–isso está parecendo muito homosexual vindo e você...
–acho que você tem razão, Kim, as coisas podemo se arrumar, eu só preciso de iniciativa, eu vou ver Jak agora mesmo... Então, ele saiu correndo da sala, era Sinatu... Aquele homem mau, na verdade quando eu percebi que ele vinha a mim que estava ao lado da porta, ele iria me matar, mas não, ele passou saltitando e sorridente, simplesmente me ignorando. Logo que ele saiu, a mulher que continuará naquela sala disse, "pode aparecer eu sei que você está ai!" Pronto, isso foi quase o suficiente para um infarto, não podia correr, pois se aquele homem não tivesse me percebido ali, seria fatal correr na direção dele, não haviam grandes opções. Então apareci, seu cabelo era bem parecido com o meu, apesar de um pouco mais claro e ondulado, ela estava sentada em uma cadeira de escritório com uma taça de vinho na mão, seu uniforme era esquisito, era uma calça e uma camisa normal, com uma jaqueta e um chapéu militar. Além de luvas que pareciam as que meu pai tentava usar para lavar a louça, o resultado era sempre comprar pratos novos. Ela estava olhando por uma janela, a luz que vinha dessa janela era forte demais para mim que ficará andando os últimos 15 minutos em uma região escura, mas tudo bem, pois ela se levantou e fechou a persiana, então pude ver, o local era como se fosse um quartel polical, também destruído, cheio de sangue em todo lugar e pessoas caídas, em sua maioria morta apesar de que eu podia ouvir alguns múrmuros pela sala. Mas então veio algo que me deixou impossibilitada de não correr e ficar ali, aquela mulher estendeu a mão, e pude ver ela controlando Matéria X, tinha certeza de que aquele não era seu poder, talvez fosse apensa um aviso, decidi correr, mas não houve chance, de um segundo para outro ela desapareceu e apareceu em minha frente, como se fosse super velocidade, me agarrou e me jogou para dentro da sala, devia ter ouvido Kaia, onde eu tinha me metido? Cai em cima de uma mesa, minhas costas doiam, sabia que tinha uma contidade considerável mas talvez não o suficinte de Matéria X em meu corpo, de todo modo era um risco. Então ela fez de novo, desapareceu, reapareceu, e me jogou, desta vez no chão, perto da porta, tentei me levantar, no entanto o meu desespero era tanto que escorregava em todo aquele sangue, enfim não sai do lugar, e mesmo sendo apenas uma ela me cercou com seu tamanho, e me encarou, me chamou de intrusa e perguntou se eu sabia o que ele faziam com intrusos naquele local. Não respondi. Apenas pensei rápido, peguei um punhado de sangue do chão e atirei na cara dela, que só pode se afastar naquela hora, com o rosto coberto de vermelho, me levantei enquanto era chamada de "vadiazinha" e realmente naquela hora pensei que jogar sangue na cara de alguém não me fazia uma vadia, nem mesmo uma vadiazinha, pensamentos inúteis naquela hora. Não esperei mais, saquei as minhas lâminas e apesar de ainda ser assustador, já não ligava mais. Percebi que ela não se impressionou, na verdade ela já esperava, acredito que por ela ter visto a minha reação quando ela mostrou seus poderes ela já tinha suposto que eu podia fazer coisas do tipo. E ali, naquela sala cheio de arquivos, sangue e gente morrendo começamos a brigar, fiquei surda por alguns segundos, ouvia apenas o meu coração, numa proporção que me fazia sentir medo de ficar surda com aquelas batidas, alheias, não tinha tido grandes experiencias com brigas na minha vida, até agora eu só havia perdido, não queria perder, mas também não queria sentir aquelas dores novamente. Não eram decisões que uma menina toma em minha idade, talvez até em idade nenhuma. Eu queria ter a iniciativa e começar atacando, mas sempre que fiz, me dei mal. Pois bem ela começou, apareceu de repente na minha frente, a poucos centímetros, me assustei, escorreguei um pouco para trás, tentei acerta-lá, mas ela desviava com facilidade, e me acertava, não sabia o que fazer, estava meio que perdida, então de repente ela parou de ziguezaguear, eu pude ver um corte bem leve na sua rouba, o que era estranho, aquele corte não estava ali antes, e eu tinha certeza de que não havia o feito, mas naquela hora, achei melhor ignorar e me concentrar, ataquei, com vários golpes seguidos, mas ela voava de um ponto a outro, não sabia, nessa hora se era super velocidade, ou algum tipo de poder que faz você se teletransportar, mas então comecei a sentir uma dor, no meu estômago, ele sangrava, havia um corte um tanto grande, quando olhei de novo para ela, ela segurava uma faca, eu já sabia, seu poder era velocidade, ela não podia me acertar sem que eu soubesse com teletransporte. Mas então, quando eu menos esperava, bum, apareci a uns 15 metros dela, do outro lado da sala, perto da porta, ela me deixou confusa, como ela poderia ter me levado até lá, sem que eu percebesse, ela podia me teletransportar também, não era velocidade, qual era seu poder afinal de contas? E enquanto eu me perguntava, ela sumiu, só senti um murro em minhas constelas, se eu não tivesse algo como resistência extra meus ossos estariam as migalhas. Cai no chão, juntou a alguns corpos, achou que estavam todos mortos mesmo, podia ver um braço, meio peludo, com certeza era um homem, então eu vi o relógio, um dos ponteiros estava caído, o das horas, e o dos minutos parecia não se mexer, mas por algum motivo os segundos rodavam perfeitamente, no fundo podia ver ela, aquela mulher. E é nessa hora que eu sentia a esperança soltando a minha mão, mas eu a agarrei. Pois, dos dez segundos, quando ela se teletransportou para perto de mim, de uma hora para outra, eram 25 segundos. Entendi na hora, ela não era rápida, eu era devagar demais... Então tentei um ataque surpresa, dali do chão mesmo, um corte, só para afasta-lá para poder me levantar direito, mas então aconteceu, pela primeira vez ela se cortou, no ombro, o que a afastou de mim. Levantei-me. Já estava cansada, como se já estive lutando a uma meia hora, foi quando, em um deslize de olhar olhei para fora, não via mais o sol, estava de dia, mas notei que a claridade da sala mudou naquele único minuto que estávamos lá, de fato já estávamos lutando a meia-hora, e eu não havia percebido, mas como? Arrisquei, novamente, então fiz uma coisa que já fiz muito, menti, isso na escola era normal, sempre arriscando um soco na cara de uma ou outra "vadiazinha de verdade". Ela se assustou, apenas pulei para frente dela, na verdade, mas ela desviou para o lado, não teletransportando, apenas em uma velocidade normal, surpreendida ela tentou algo foi tentando meter a mão inteira na minha testa, foi rápido, mesmo assim eu só não desviei como também ataquei aquele braço gordo, resultado? Um corte imenso em seu braço que vertia sangue, então estava claro para mim:–você, manipula o tempo!–acho que você está enganada, acredito que é impossível manipular o tempo, se fosse possível talvez as pessoas deste mundo fossem felizes, mas a verdade é que não tem haver comigo, e sim com você...–você manipula... as memórias? — deixei escapar, logo tampei a boca e falei abafando a minha voz — não é mesmo?–que engraçado, uma menina inteligente, mas acredite, já é a oitava vez que você faz essa afirmação. Realmente inacreditável, eu havia percebido varias vezes, e ela apenas apagou da minha mente, deveria impedir que isso continuasse, eu estava no meu final, no final das minhas forças, mas pulei no meio dos papéis, eu tinha um plano, ela foi atrás de mim, como seguiria essa batalha?[...] Naquele mesmo momento, Dilke e Mitsuke apenas olhavam atrás da instante de livros, na entrada principal da prefeitura, eles não podiam fazer nada naquele ponto, Jak e mais um homem se enfrentavam, Jak levava a pior, Mituske não se aguentava de ver seu irmão naquela situação, então decidiu agir, ele, sem ter poderes, sendo assim uma humana e podendo morrer facilmente pulou no meio da batalha, e nesse mesmo momento uma pessoa assistia de um canto remoto, e nesse mesmo momento, uma peça que mudaria o jogo completamente, despertava...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
Fale com o autor