Notas iniciais
Hello, meu povo! Então, eu e a Anna tivemos essa ideia há algum tempo e então decidimos começar a por em prática e foi isso que saiu. Espero que vocês gostem porque nós estamos bem empolgadas para escrever. E é isso. Aproveitem. ♥

Eu não tinha muito o que fazer durante o dia. Era mais só assinar papéis, ler alguns contratos, jogar Paciência ou qualquer outro jogo de cartas no computador e, às vezes, quando estava realmente entediado, via alguns currículos na pilha que sempre chegava por dia em meu escritório, mas que eu pedia para Alicia, minha secretária, avaliar os melhores e depois entregá-los a mim para facilitar meu trabalho. Para muita gente ser chefe de uma empresa é bem trabalhoso e cansativo, mas para mim, era um saco. Toda a minha vida eu vivi para isso, para que quando tivesse idade suficiente, herdar o cargo de presidente da Art & Soul do meu pai e então me casar com uma mulher também muito bem sucedida, ter filhos perfeitos que seriam observados pela mídia e exemplo de vida para os filhos de pessoas mais humildes e então quando ele tivesse idade suficiente, passaria o cargo da empresa para ele. Realmente uma vida bem chata de tão estupidamente perfeita. Na faculdade eu achava isso muito legal, era famoso, todos queriam me agradar e serem meus amigos, todas as garotas me queria e eu nem precisava me formar para ter um futuro brilhante. O que mais um garoto de vinte e três anos vai querer da vida? A faculdade seria uma lembrança bem idiota se ela não tivesse aparecido na minha vida. Ela eu quis dizer Julia, Julia Blake, a garota desenhista. Ela era tão diferente do restante daquelas pessoas. Tinha o cabelo amarrado em dois coques no topo da cabeça com duas mexas vermelhas soltas caídas em seu rosto. Ela nem se quer olhava para mim e eu sempre achei isso muito estranho, pois sempre fui o centro das atenções daquela faculdade. Todos dali a adoravam por ser muito talentosa quando o assunto se tratava de desenhos. Podia ser de qualquer tipo, criação de roupas, mangás, caricaturas, qualquer coisa mesmo, ela sabia criar e era bem original em tudo que fazia. E por todos conversarem com ela, eu não entendia o porquê que ela não gostava de mim. Logo eu, o cara mais popular daquele lugar. Mas nosso encontro era inevitável. Lembro até o dia, se não me engano foi dia 17 de agosto, uma semana depois da volta das férias de verão.

2004

Eu e William andávamos pelo corredor daquela imensa faculdade. Ele fazia medicina e eu estava na área empresarial, mas estávamos no prédio errado de propósito. Eu estava realmente interessado na tal Julia Blake que estudava na área de artes e resolvi vir com Will para esse prédio, que vinha visitar a namorada Eloisa, dizendo que queria conhecer o restante da faculdade. Mas Will era meu melhor amigo desde os seis anos de idade e sabia muito bem que eu estava mentindo, mas preferiu não comentar nada sobre o assunto. Nós andávamos conversando sobre as férias que fomos passar no Hawaii. Eu contava sobre uma garota que tinha conhecido lá realmente histérica que dizia que me amava a cada cinco segundos e também acabava qualquer frase referida a mim com a palavra “bebezinho” e ele ria sem parar. E nisso eu realmente me empolguei com a história e nem vi por onde estava andando e quando menos esperava, trombei com tudo com alguém.

– Hey! Você não olha por onde anda não, garoto? – a menina de cabelos castanhos com mexas vermelha a minha frente se abaixava para pegar suas coisas que eu havia derrubado.

– To vazando. Fui. – disse Will enquanto saía em direção à sala da namorada.

– Me desculpe. – abaixo para ajudá-la. – Meu nome é...

– Eu sei quem você é. – ela me interrompe antes que possa terminar minha frase. – Aliás, quem é que não sabe? – ela acaba de pegar suas coisas e se levanta. A acompanho.

– Ah... Pois é. – ponho minhas mãos no bolso da blusa de frio que usava. – Então... A gente se vê por aí.

– Espero que não tenha esse desprazer, mas obrigada pela oferta. – ela da um sorriso sínico e volta a caminhar. Vou atrás dela.

– Qual é! O que é que eu te fiz para você ser a única pessoa que não fala comigo nessa faculdade inteira?

Ela para subitamente com uma cara carrancuda que eu nunca vi alguém ter na vida e quase me faz trombar com ela de novo.

– Por quê? Eu sou obrigada a falar com você? Sou obrigada a ser mais uma garota idiota que corre atrás de você? Pelo amor de Deus né querido, vê se acorda pra vida! – ela rola os olhos e volta a andar.

A partir daquele momento, eu me vi completamente apaixonado por ela.

Mas isso foi há tanto tempo que parece até que foi numa vida passada. Numa vida que eu literalmente vivi, e não apenas fui o dono de uma empresa famosa, casado com uma modelo e sendo o sucessor de Charles Lambert. Numa vida que fui verdadeiramente feliz.

Mas como eu disse, isso foi há muito tempo.

Notas finais
O que achou do capítulo? Deixe seu comentário! Críticas e sugestões são sempre bem-vindas. (:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.