Back to life

1 Loved Me Back to Life


Notas iniciais
Olá pessoal. Mais uma fic minha e dessa vez é One Shot. Estava sem sono, ouvi a musica e tive a inspiração pra escrever. Espero que gostem. Escrevi de coração ♥

Passava das 03:00 da manhã e ela ainda não tinha aparecido. Geralmente voltava tarde do serviço, mas nunca madrugada a dentro. O peito se apertava mais a cada segundo e a ansiedade era latente. O celular continuava mudo. A noite era fria demais, um pouco mais que o normal. O tic tac do relógio parecia ser o único som audível em toda a casa. Onde ela estaria?

O coração disparou e os pensamentos foram cortados ao ouvir as leves e firmes batidas na porta. O relógio marcava 03:25 da manhã. O medo se acumulava e a necessidade de respostas também.

Ao abrir a porta, não era quem esperava. Dois guardas estavam ali a sua frente, com um pacote nas mãos e o que parecia ser uma prancheta com alguns papeis.

— Regina Mills? – perguntava um dos guardas a mulher parada a sua frente, seu semblante era assustado

— Sou eu – respondeu com receio

— O que a senhora é de Emma Swan? – olhando para a senhora depois de ler os papeis

— Sou esposa dela – ficando nervosa – Onde a minha mulher esta?

— Sinto muito senhora, sua esposa sofreu um grave acidente na rodovia – falava de modo calmo e tentando passar a segurança de sua tão dura profissão

— O que? – colocando a mão no peito e sentindo as pernas amolecerem – Ela esta viva não esta?

— Sim, esta viva, mas seu estado é grave. Gostaria de nos acompanhar até o hospital?

— Claro — As lagrimas já rolavam pela face – Só espere pegar minha bolsa

Ela não podia acreditar no que acabara de ouvir. Sua esposa estava gravemente ferida em um hospital. Sentia seu coração sangrar. Ao entrar no quarto se deparou com uma grande foto que ficava na parede, uma das fotos feitas durante o noivado. Tinha sido colocada ali a poucos dias por Emma.

Alias faziam apenas 2 meses que tinham se casado. Após longos 5 anos entre namoro e noivado, tinham se casado a pouco tempo e agora a vida lhes pregava essa peça. Sua querida esposa estava a beira da morte em algum hospital.

Ela rapidamente voltou a sala onde os policiais a aguardavam. Seguiu com os homens se sentindo perdida. Não aguentaria perder o amor da sua vida, não agora, apenas 2 meses depois de seu belo casamento. Tinham tantos planos juntas, tantas coisas pra construir e conquistar. E os filhos que sonhavam ter? Regina via seu conto de fadas se desmoronar em sua mente enquanto o carro seguia rapidamente entre as ruas escuras e frias da cidade.

Os corredores do hospital pareciam não ter fim, a cada passo sentia seu coração acompanhar o barulho de seu salto no chão frio. Ao avistar o médico sentiu suas mãos gelarem, o homem se aproximou e com frieza lhe contou o ocorrido.

Emma teria perdido a direção do carro por alguma falha técnica do automóvel, seu carro rodou algumas vezes na pista até se chocar com uma arvore na beira da estrada. O que sofreu afetou seriamente seu cérebro e havia perdido muito sangue. A cada palavra, Regina sentia seu coração se quebrando aos poucos. O médico já tinha feito tudo que estava ao seu alcance, o acidente ocorreu por volta das 22 horas, demoraram localizar a morena que chorava copiosamente sentada em um dos bancos por ali.

O medico disse que a cirurgia que foi feita as pressas era necessária e que Emma ainda tinha chances de viver, mas que se Regina tinha esperanças, ela teria que ter muito mais agora. E a única coisa que poderia fazer era rezar.

Quando o Doutor autorizou que ela a visse, lhe advertiu que poderia se assustar com seu estado, teria que ser forte.

Ao entrar no quarto, Regina se deparou com Emma na cama ligada a vários aparelhos. Sua respiração era artificial e seus batimentos cardíacos pareciam fracos. Seu rosto estava todo cortado e cheio de hematomas. Seus cabelos pareciam estar raspados e sua cabeça estava enfaixada. Muitos curativos pelos braços denunciavam que deveria estar toda machucada.

Regina se sentia inútil ali, sentia que toda sua razão de viver estava precisando dela, mas que nada poderia fazer. Somente rezar e esperar. Ficou ali do lado daquela cama orando e chorando segurando a mão de sua amada.

A família de Emma ao saber do acidente no dia seguinte seguiu ate o hospital onde encontraram uma Regina desolada. O brilho em seus lindos olhos havia se apagado. Estava pálida e tinha grandes olheiras. Ao ver a sogra se deixou chorar mais uma vez abraçada a mulher que lhe tratava como mãe a anos. A dor era enorme e as duas não sabiam o que fazer. Precisavam ser fortes. Precisavam ter esperanças. Precisavam estar ali quando sua menina acordasse.

Logo o médico interrompeu o abraço dando uma triste noticia. Emma estava em coma, e nada poderia ser feito, a não ser esperar. Regina caiu chorando no chão, sentia que um buraco havia se aberto sob seus pés. Não via mais motivos de sorrir, sua amada estava em coma e sabe-se la por quanto tempo ficaria assim.

Ninguém ousava atrapalhar ou interromper aquele choro. Era algo necessário e muito difícil. Precisava por pra fora toda dor que sentia, tudo que estava engasgado desde a noite anterior.

Depois de muito chorar, Regina não tinha mais lagrimas e muito menos forças. Se levantou do chão frio e foi andando sem rumo até a capela do hospital. Ali se sentou e ficou olhando pro chão. Sem forças começou a orar silenciosamente.

Em sua prece pedia perdão por ser tão fraca diante de tão grande dor. Sabia que precisava ser forte, precisava ter esperanças e fé, mas sabia que não podia fazer nada. Suas lagrimas já tinham secado deixando marcas em seu rosto. Ficou ali por minutos, talvez horas rezando.

Quando sentiu que alguém se aproximava levantou a cabeça e fitou a sogra que estava do seu lado. Por quanto tempo ela deveria estar ali? Pelas janelas via que já estava a noite. Não tinha tomado banho, muito menos comido nada desde a noticia do acidente. Se sentia fraca e suja. Precisava se recompor, tinha que estar bem pra receber sua mulher quando essa acordasse.

Depois de um longo banho, Regina se deixou afundar em sua cama, ali ainda sentia o perfume de Emma sobre o travesseiro da amada, abraçou o objeto com força, tentando sorver todo aquele perfume e quem sabe acordar daquele pesadelo. Ao abrir os olhos o dia já estava claro. Por quanto tempo dormia abraçada ao travesseiro da esposa?

Tomou mais um banho, dessa vez mais rápido e depois seguiu até a cozinha onde fez um café forte e comeu uma fruta. Não sentia fome alguma, mas sabia que precisava se cuidar. Queria estar bem pra receber Emma, e cuidar dela caso fosse necessário.

Correu até o hospital e ao entrar no quarto viu a esposa ali, ainda daquele jeito, sem nenhuma reação ou sinal de que acordaria. Se sentia vazia. Se sentou ao seu lado e ali ficou acariciando sua mão cheia de machucados.

Os dias começaram a passar, na verdade os dias se arrastavam lentamente. E Regina teve que voltar a sua rotina, era advogada e precisava trabalhar. Mas todos os dias ia até o hospital e ficava durante horas com sua amada. Por muitas vezes passava noites inteiras a olhando dormir.

Por quanto tempo ficaria assim? Se perguntava todos os dias.

As vezes quando dormia, sonhava com Emma acordando e lhe dando aquele lindo sorriso que tanto amava. Como ela queria realizar aquele sonho o mais breve possível.

Em algumas das noites que passava com Emma, Regina se lembrava de momentos do namoro e noivado, e ficava rindo contando a Emma na esperança dela acordar e rir com ela. Contava sobre a festa de casamento que tinha sido a tão pouco tempo. Mas nada da loira acordar. Muito menos dar um sinal de vida.

Era muito doloroso pra ela, ver sua jovem e linda esposa naquela situação. Emma era diretora de recursos humanos em uma grande empresa e amava sua profissão. Apesar de ser nova, era muito competente e aquele emprego tinha sido um grande presente após sua formatura na universidade. Regina estava ao seu lado em todos os grandes momentos desde que se conheceram e se apaixonaram perdidamente na faculdade.

Emma cursava administração de empresas e Regina direito. Os prédios eram próximos e elas se viram pela primeira vez saindo da biblioteca. Emma carregava vários livros e havia deixado um cair, quando a morena lhe ajudou. Depois daquele dia a vida de ambas tinha se conectado e nunca mais se separaram.

Regina se lembrava do pedido de namoro feito na cantina da faculdade. Onde todos presentes ali batiam palmas e gritavam ao ver Emma ajoelhada no chão pedindo pra morena ser sua namorada. Regina suspirava ao lembrar daquele dia.

Depois o pedido de noivado feito em uma linda praia durante as férias. Não esperava por aquilo, mas era tudo que mais queria.

A vida delas era tão perfeita. Porque tinha que estar tudo de cabeça pra baixo justo agora? Justo 2 meses depois do tão sonhado casamento?

Regina não aguentava ver Emma naquele estado, mas seguia firme todos os dias ao seu lado.

Os dias foram se passando lentamente.

Os meses também.

E por fim anos...

Regina ficou ali ao lado de sua amada, indo religiosamente ao seu encontro por longos 10 anos. Sua fé era forte, sabia que a esposa acordaria algum dia. Tinha que estar ao seu lado quando isso acontecesse.

Chegou no hospital por volta das 19 horas como de costume, não era mais aquela jovem senhora que chegou um dia ali aos prantos, havia se tornado uma bela mulher, usava terninhos de belo corte e tinha os cabelos curtos na altura dos ombros. Usava um batom vermelho vivo, os saltos eram altos e finos. Seu andar era elegante e ritmado. Todos ali no hospital a conheciam e sabiam de sua fé e amor por Emma.

A idade também chegou pra loira, mesmo estando em coma e sem se dar conta do tempo, ela ainda tinha a beleza juvenil.

Regina era um ano mais velha, com seus 36 anos de idade era uma advogada de sucesso e grande prestigio, construiu um grande patrimônio a base de muita dedicação.

Regina ao entrar na ala onde ficava o quarto de Emma sentiu algo estranho. Sentiu como se seu peito se inflamasse, como se fogo vivo estivesse ardendo em seu peito. Achou a sensação boa e ao mesmo tempo estranha. Entrou no quarto e a esposa estava ali do mesmo jeito que estava pelos últimos 10 anos.

Deitada, com aparelhos ligados a ela. Já não respirava mais artificialmente, mas seus batimentos cardíacos eram ainda monitorados.

Os cabelos tinham crescido novamente, ainda mais lindos que antes.

Regina ficou a olhando por alguns minutos até que sentiu seu coração disparar. Emma tinha apertado de leve sua mão. Algo que em 10 anos nunca tinha acontecido.

Sem alarde, mas com pressa, Regina saiu do quarto a procura do médico. Quando voltaram o médico checou os sinais vitais e uma bela surpresa. Emma estava acordando.

Regina sentia a emoção crescendo dentro dela e sentia as lagrimas rolando pela sua face. O doutor disse que não poderia forçar nada, apenas esperar.

E ali Regina continuou esperando, segurando a mão de sua amada esposa.

Mais uma vez sentiu sua mão ser apertada. Sorria olhando o rosto da esposa, que parecia querer acordar.

— Vamos meu amor, acorde, estou aqui. – Regina falava tentando incentivar Emma

Os olhos pareciam querer se abrir, mas ao invés disso foi sua boca que se mexeu.

— Regina? – Emma chamou com a voz fraca

— Sim meu amor, sou eu, Regina – a emoção tomava conta dela, não acreditava que finalmente seu amor estava voltando

— Tenho sede – falou fracamente ainda de olhos fechados

— Vou pegar agua pra você, espere – Regina foi até a pequena geladeira e pegou um copo com água. Ao retornar pro lado da cama Emma tinha os olhos abertos e olhava tudo com curiosidade

— Regina? – a olhando – Você esta tão diferente

— Oh meu amor – chegando perto da cama – como é bom ver seus olhos de novo – começando a chorar

— Eu não entendo, não chore...

— Eu esperei tanto por isso

— Regina, eu ouvia vozes em minha cabeça... Mas eu – levando a mão a cabeça- Eu não conseguia falar nada, muitas vezes as vozes ficavam altas demais, e eu tentava falar mas ninguém me ouvia. O que aconteceu?

Regina explicou tudo a amada que chorou junto a ela, saber do coma e que havia ficado ali por 10 anos lhe deixou um pouco chocada, mas feliz por ver que seu grande amor tinha lhe esperado por todos esses anos.

— Regina foi você...

— Eu o que meu amor? – lhe fazendo carinho na face

— Você me trouxe de volta a vida, foi você... – pegando sua mão – noite após noite você veio aqui cuidar de mim, eu ouvia sua voz, eu ouvia você falando comigo, tentava responder mas não conseguia. Estava muda, presa dentro de mim...Você me salvou, você me trouxe de volta a vida...Você me trouxe do coma.

Regina não aguentava tamanha emoção e sentia o peito arder. Seu coração pulsava novamente e sua vida voltaria ao normal, voltaria a ser feliz ao lado do seu grande e eterno amor.

— Nada nesse mundo irá me separar de você Emma – falava emocionada – o meu amor me motivou a fazer tudo que fiz, e se eu trouxe você de volta a vida, você trouxe de volta a minha razão de viver ...

“...But you stood by my side

Night after night, night after night

You loved me back to life, life

From the coma, the wait is over

You loved me back to life, life

From the coma, we're lovers again tonight

Back to life, back to life, back to life, back to life, yeah...”

Notas finais
Gostaram?Quem se interessou e quiser ouvir a musica é esta : https://www.youtube.com/watch?v=4f5KuRXtjeEBjos ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!