Notas iniciais
Espero que gostem!
O garoto que agora tinha cabelos vermelhos me encarou sem saber o que fazer. Dei as costas para ele e tentei dar o fora dali o mais rápido possível, eu não devia estar bem, desde quando uma Black acha um sangue ruim fofo? Cheguei ao vagão reservado aos monitores, abri a porta, entrei e a fechei o mais rápido possível, era bom estar sozinha por um tempo, me sentei no assento ao lado da janela tirei o Fred da gaiola e deixei ele aproveitar um pouquinho a liberdade, ele saiu da gaiola e foi direto para o meu colo, eu fiquei ali observando os poucos jovens que ainda estavam na plataforma se despedindo de suas famílias.
A porta se abriu e alguém se sentou do meu lado, mas eu não me importei, só continuei ali observando o lado de fora do trem que agora começava a passar cada vez mais rápido diante dos meus olhos. De volta a Hogwarts! Eu pensei tentando afastar o garoto metamorfomago da minha mente.
– Eu nunca tinha percebido que você era monitora. – Eu dei um pulo ao ouvir a voz do garoto ao meu lado. Eu o encarei assustada. Ele estava com os cabelos loiros e com um sorriso constrangido nos lábios. – Meu nome é Ted, Ted Tonks. – Ele estendeu a mão e eu o cumprimentei. – Desculpa pelo que aconteceu no corredor, eu pensei que...
– Tudo bem, já estou acostumada com as pessoas nos confundindo. – Eu sorri tentando demonstrar que estava tudo bem. Ele relaxou um pouco mais. Ele parecia muito mais bonito agora que eu prestava atenção.
– É que vocês são bem parecidas. Quantas Blacks existem em Hogwarts? – Ele fez uma careta pensativa e começou a contar nos dedos. – Eu conheço aquele garoto da Grifinória, o Sirius, ele também é um Black, tem você... e tem a garota que me fez parecer uma vovózinha na frente da escola inteira. – Ele riu. – Ela até seria legal se não me chamasse de sangue ruim cada vez que passasse por mim.
– Os Blacks dominam Hogwarts! – Eu falei com um tom superior na voz. Ele pareceu meio assustado, então eu ri para que ele entendesse que era apenas uma brincadeira. – Você se esqueceu do Regulus e da Cissa. Eles também são da minha família.
– Coitada da sua mãe. Deve dar um trabalhão cuidar de tantos filhos assim. – Ele falou impressionado. Eu ri.
– Não somos todos irmãos. Bella, a que fez você parecer uma vovozinha, e a Cissa são minhas irmãs. Sirius e Regulus são meus primos.
– Aah. – Ele ficou quieto por alguns segundos muito concentrando nas próprias mãos. – Você é bem legal pra ser irmã da Bella. – Ele sorriu pra mim e eu senti minhas bochechas corarem. Eu me perguntei por que eu estava me sentindo assim e por que ele estava tentando puxar assunto comigo. Quando fui salva por nada menos do que o meu querido Rasbatan Lestrange, ele entrou no vagão e imediatamente torceu o nariz ao ver Ted sentado ao meu lado. Ele se sentou no banco a frente de nós e ficou assim por um tempo, Ted em silêncio, eu nervosa sem saber o que fazer e Rasbatan olhando feio para Ted. Rasbatan como sempre acabou vencendo, depois de alguns minutos Ted se levantou e saiu do vagão, mas não sem antes exclamar:
– Eu te vejo por ai Drômeda. – Ele acenou e sorriu para mim antes de sair.
Rasbatan era o irmão de Rodolphus o futuro marido de Bella, monitor chefe e meu antigo affair. Ele tinha olhos escuros quase pretos, era alto e tinha um jeito encantador de falar comigo. Eu tenho uma quedinha por ele desde... sempre. Nós namoramos por um tempo no ano passado, não terminamos oficialmente, mas não era como se ainda estivéssemos juntos, eu meio que me afastei dele depois de surtar de tanto ouvir ele falar das ideias de um tal de Lord Voldemort. Eram ideias ridículas como exterminar os trouxas e os sangue ruins. Era ridículo ao ponto de me enlouquecer! Porém mesmo depois de alguns meses eu ainda sentia aquelas borboletas no estomago quando falava com ele. É como dizem, o primeiro amor a gente nunca esquece. Ele me encarava como um pai que virá sua filha fazer algo muito errado.
– Drômeda?! – Ele fez uma careta de desgosto, todos me chamavam de Andy. — Não acredito que você estava falando com aquele sangue ruim. – Ele falou revoltado.
– Tá com ciuminho Rab? – Eu sorri achando fofo a ideia de ele ainda demonstrar sentimentos por mim mesmo depois de eu ter surtado com ele. Realmente foi um surto, eu estava tão irritada que até chutei uma mesa e eu não sou o tipo de pessoa que faz drama, mas eu estava tão nervosa que precisava descontar em algo. Meu pé ficou doendo por uma semana depois disso, o que fez com que eu me arrependesse cada vez mais por aquele surto.
– Só não acho que é bom para alguém como você de puro sangue andar com gente dessa laia. – Eu revirei os olhos. Não via nada de errado em falar com pessoas como o Ted. Ele mudou de assunto percebendo a minha expressão de vai começar de novo? – Que tal fazer a ronda comigo Senhorita Black? – Ele se levantou e estendeu a mão pra mim. Eu segurei sua mão e me levantei. Ele era charmoso, como eu poderia resistir? Foi fácil esquecer Ted diante de Rasbatan.
– Quem sabe a gente não consegue a chance de descontar alguns pontinhos dos grifinórios? – Ele riu junto comigo.
– Agora é a Andy que eu conheço. – Nós saímos para fazer a ronda, fiquei muito feliz porque tudo ocorreu de maneira tranquila, até que um garoto do primeiro ano vomitou na minha camiseta do The wizards, Rasbatan queria torturar o garoto, ele não falou isso mas dava pra ver nos olhos dele, ele tinha um temperamento um tanto explosivo as vezes. Eu disse para o garoto tomar mais cuidado se queria sobreviver ao primeiro ano em Hogwarts e isso foi o suficiente para fazê-lo correr para o mais longe possível de nós dois. Nós voltamos para o vagão dos monitores e nos deparamos com Molly Prewett e Arthur Weasley sentados na cabine onde eu e Rasbatan estávamos sentados antes, eles eram os monitores chefes da Grifinória e suas famílias eram conhecidas como traidores do sangue, e sim, minha família também considerava traidores do sangue como escoria da sociedade.
Molly lançou um olhar ameaçador ao ver Rasbatan, ele devolveu o olhar do mesmo modo. Entrei no vagão sem me importar com os grifinórios, peguei uma roupa limpa e sai a procura do vagão onde Anastácia estava sentada junto com Dora, Fred no meu encalço, acho que não mencionei que ele meio que me segue para todo lugar que vou.
– Eu vou procurar a Ana e a Dora, ok? A gente se vê depois! – Eu sai antes que Rasbatan pudesse dizer mais alguma coisa. Agora eu me lembrava porque eu surtara, Rasbatan encarava todo mundo que não considerava bom o suficiente. Já bastava as pessoas me confundindo com a Bella, não precisava de Rasbatan encarnado todos que me olhavam.
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