O que dizer, sobre mim, sobre minha vida, sobre meus sonhos, sobre tudo? Bem, você pode achar que essa é mais umas daquelas estórias de uma garota mal compreendida, encontra o amor, enfrenta algumas dificuldades, mas depois vive feliz para sempre. Talvez não, e se eu te dissesse que essa não é uma estória, mas sim uma história. Com pessoas de verdade, fatos reais, coisas que realmente aconteceram. Mudaria alguma coisa?

Bem, resumindo tudo o que eu quis dizer: isso é como um diário aberto.

Nunca fui de me abrir, acho que desde criança, graças a muitas brigas e separações entre meus pais, sempre achei que deveria ser forte, sem pedir ajuda por achar que causaria mais problemas.

Mas no meio de todas essa coisa de pais, fico feliz por sempre ter tido minha mãe e meu vô(que foi a minha figura de pai), acho que sem eles, não existiria mais uma eu.

Mas claro, pessoas não são eternas, pessoas ficam doentes, são internadas, morrem... com o meu vô não foi diferente! E lá estava a garota se fazendo de forte, pela mãe... ou por ela mesma, se convencendo de que não é nenhuma garotinha e que precisa ser forte.

E qual seria a reação da sua mãe ao descobrir que você estava interessada em uma garota? Acho que eu realmente fiquei com medo de perde-la.

E no meio de tanta tristeza, conhecer alguém, uma pessoa para se abrir, para confiar, um amigo, um irmão, e não digo isso no sentido amoroso, digo no sentido "friend zone" da vida. E logo depois de conhecer uma pessoa tão importante, perder uma outra no dia do aniversário dela, ficar feliz ou triste? Até hoje não descobri.

E agora, vem o tipico clichê de toda história escrita por uma garota, o cara, AQUELE cara, que parece que vai ter proteger de tudo, das pessoas, dos seus pais, do mundo. Conhecer ele num dia, no outro já se apaixonar, sentir "as borboletas no estomago". Passar horas jogando conversa fora, sentindo aquela coisa boa. Passar a tarde conversando, falando sobre expectativas, sonhos, beijando, amando, pensando "será que eu mereço tudo isso?". Porém, essa não é uma história de mentira, mas sim, sobre a vida, coisas que acontecem de verdade. Ou seja, uma semana depois dessa tarde maravilhosa, lá estava eu, sem chão, com um pequeno "arrombo no peito" novamente sozinha, jogada no mar tendo que a aprender a navegar sozinha. E como se não bastasse ele ter me deixado, duas semanas depois estar com outra e ao ser questionado com um "por que você aceitou ficar comigo?" ele responder com um "por insistência e carência". Cruel, não?

Até cheguei a gostar de outras pessoas, mas nenhuma como ele.

Talvez um dos meus maiores defeitos é ser escrava dos próprios sentimentos, decidir as coisas pelos sentimentos, sem pensar nas consequências, pensar com a razão. Algo que chega a ser meio bobo.

E como uma serva de meus sentimentos, ao ver aquele cara disponível de novo, correr atrás, um cachorrinho procurando um abrigo. Ele era meu abrigo.

E depois de um mês e meio, marcando e desmarcando encontros e esperando pacientemente, no estacionamento do shopping, ele no meio-fio, e eu na calçada, ao me distrair por um momento olhando para trás e quando voltar a olhar para ele ouvir ele falando.

– Mesmo estando aí, eu continuo sendo mais alto que você. — Apenas 25 centimilímetros de diferença entre eu e ele.

E logo depois eu novamente nos braços dele, quase caindo no meio da rua. E vivendo aquele conto de fadas de novo.

Mas novamente devo lembrar: isso não é um conto de fadas, isso é um diário aberto, a vida real.

Notas finais
Esse capitulo foi apenas uma prévia, apenas para falar algumas coisas importantes, essas coisas que eu citei são coisas que realmente aconteceram de 2011 até agosto, agora vou escrever com mais detalhes, dando até datas.Enfim, isso realmente é sobre minha vida, por isso se você achou dramático ou qualquer outra coisa, é o que você está achando da minha vida. c:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.