Back to Summer Paradise - Será retirada
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Enfim nesse vai ter... se eu nn esquecer LOL
tenho que agradecer a linda Hazel Grace pela review mais perfeita que eu já recebi! muito obrigada mesmo, é por esse tipo de review que não desisto de escrever a história.
E VOCÊS LEITORES QUE N COMENTAM PFVR DEIXEM SEUS COMENTÁRIOS! eu não vou bater em vocês não guys kk
Espero que gostem do capítulo!
Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.
Mahatma Gandhi
Me levantei, peguei o vestido que Susana tinha deixado na cabeceira da cama, coloquei-o, escovei o cabelo e fui me encontrar com Pedro.
Estava andando lentamente tentando lembrar de onde eu o deveria encontrá-lo, Ed tinha me explicado, mas como sou uma pessoa super esquecida eu não faço a mínima ideia de onde eu deveria ir, até que eu esbarrei em um centauro.
E caro leitor(a), se você nunca teve a infelicidade, ou felicidade que seja, de encontrar um deles vou te contar como eles são em poucas palavras: grandes, metade homem e metade cavalo, e fedidos. Oh sim muito fedidos.
Todos os autores esquecem de mencionar que eles tem esse cheirinho perturbador, eles são lindos? Claro que são, mas tem um péssimo odor.
_Desculpa er... Não foi minha intenção.
_Tudo bem filha de Eva.
_Bem, pode me chamar de Liz mesmo senhor...
_Orieus, senhorita.
_Ah sim, bem foi um prazer te conhecer, porém tenho que encontrar o Rei Pedro. E, por acaso, assim... Bem, você saberia saber onde ele está?
Ele riu, sim, ele riu de mim, e da minha falação. Okay isso é muito legal, você conhecer pela primeira vez um centauro e ELE RI DA SUA CARA. Como eu o olhei com uma expressão confusa ele parou de gargalhar e finalmente apontou para a entrada do acampamento onde estavam os Reis Edmundo e Pedro e o grande Leão.
Agradeci rindo e fui ao encontro deles, que a propósito, não pareciam estar muito felizes. Pelo contrário o mais velho gritava com o menor, e Aslan apenas olhava a discussão com uma expressão super cansada daquilo. Então pelo jeito brigas deveriam ser constantes entre os dois.
_Devo pegar luvas de boxe e montar o ringue pra vocês?
_Engraçadinha_disse Edmundo, rolando os olhos; parei ao lado de Aslan.
_O que acha Aslan de nós pegarmos uns baldes de pipoca? Isso vai ficar muito interessante._Sorri para o animal ao meu lado que riu também, o que me fez ser arrastada por um rei loiro totalmente furioso.
Se você quer saber o quão furioso posso definir a cena assim: se isso fosse um desenho animado ele estaria com fumaça saindo das orelhas...
Hm... enfim, fui arrastada, como já mencionei, até uma barraca uns duzentos metros à frente de onde estávamos.
_Educação manda lembranças..._disse e Pedro sentou-se na cadeira que tinha em volta de uma enorme mesa de madeira escura retangular, em cima da mesma havia um mapa que cobria a mesa inteirinha. Deduzi que é o mapa de toda a extensão do território desse mundo.
_Tudo bem, vamos começar logo com isso.
Foi a minha vez de revirar os olhos, sentei-me do lado dele e logo ele me explicou sobre quais territórios eram ocupados pela Feiticeira marcando-os com pininhos delicados totalmente brancos, e marcou o nosso território com pininhos avermelhados.
Continuou me explicando várias coisas, e como ele achava que seria o plano de Jadis. Deixou-me a tarefa de pensar até amanhã em como a derrotaríamos, Pedro saiu da cabana, então comecei a bolar estratégias e mais estratégias.
Em quase vinte e cinco minutos eu conseguira anotar quase dez ou onze formas de acabar com o exército da Feiticeira.
Saí correndo da cabana, e agora eu não trombei com ninguém. Pelo contrário eu tropecei em alguém, pois é eu, a garota novata, tropecei em alguém.
Ótimo, devo ter matado o pobre ratinho.
_Ai meu Deus! Me desculpa por favor, não era minha intenção. Eu te machuquei? Ah me responde por favor!_começaram a formar lágrimas em meus olhos.
_Calma, princesa, eu estou bem.
_Ah que bom que... Pera, o que? Princesa?
_Ahn... nada não_ e o ratinho saiu correndo, então percebi que todos que tinham visto a cena me olhavam com expressões culpadas, nesse momento sabia que tinha que procurar Aslan.
Saí correndo em direção à cabana onde os quatro reis e o Leão estavam, e o rato também estava ali relatando o que tinha acontecido. Todos olhavam-me surpresos.
_Aslan, preciso que me conte a verdade agora!
_Você não está pron...
_EU NÃO LIGO! EU QUERO SABER A VERDADE AGORA!_eu estava furiosa, ser enganada e aceitar era meio que minha vida até ali. Eu estou cansada de mentiras, omissões; porque raios é tão difícil me contarem a verdade?
Posso dizer, que mais do que expressões surpresas eu via expressões totalmente confusas, ninguém nunca falava assim com o Leão. Cara ele é o que chamaríamos de criador de tudo eu, tecnicamente, não deveria falar assim com ele. Entretanto a raiva falava mais alto.
Relutante, ele bufou, encarou-me e disse:
_Você Elizabeth Carter é a filha dos primeiros reis de Nárnia, Helena e Franco.
Tive de piscar várias vezes para tentar me situar, primeiro eu cheguei nesse país dos sonhos porque eu estava chorando pelo meu ex-namorado idiota, segundo: encontro um leão que fala e ainda por cima é idolatrado pelas pessoas que aqui vivem. Terceiro, sou apresentada a quatro reis narnianos que voltam quando o seu povo precisa de ajuda, quarto, eu tenho um papel extremamente importante numa guerra na qual eu nem deveria participar, pois simplesmente eu não sou daqui.
Quero dizer, aparentemente eu não era daqui.
_C-como assim? Claro que não! Isso é ridículo...E-eu nem sou daqui.
_Querida eu iria te contar...
_Como pode mentir para mim Aslan? Você sabe de TUDO o que eu passei, de todas as mentiras que me foram ditas, do medo que eu tenho de tudo isso ser uma grande farsa!
_Liz eu sinto muito...
Saí da cabana e literalmente tive que abrir espaço entre todos os narnianos para poder sair dali, não sabia onde eu estava indo. Deixei minhas pernas falarem por si só.
Dizem que quando nós estamos desesperados as pernas sabem onde nos levar. E foram exatamente para o lugar onde eu precisava ir.
Uma praia, calma, e mais importante. Minhas pernas me levaram para o mar.
Sentei-me na areia e pus à observar o pôr-do-sol, era tarde porque fiquei muito tempo protelando para sair à procura de Pedro — eu saí da minha tenda mais ou menos umas seis horas da tarde.
Olhar o aquele fenômeno me trouxe lembranças boas, eu costumava ver o pôr-do-sol com meu melhor amigo quando tinha apenas uns dez ou nove anos.
O nome dele era Tiago, ah sim ele era especial. Nunca mais vi o pôr-do-sol depois que parti da cidade onde morava por conta do divórcio de meus pais, o divórcio deles tirou-me várias das melhores coisas que já tive na vida, Tiago era uma delas; eu ainda mantinha contato com ele, porém nunca mais admirávamos essa cena. Pensando nisso as lágrimas tomaram conta de minha face. E logo os soluços também.
Depois de algum tempo, não sei quanto exatamente, senti que alguém sentou ao meu lado. Era Pedro.
O que ele estaria fazendo ali?
Notas finais
O que acharam dela ser filha dos primeiros reis de Nárnia? muito ruim? idiota? me digam please!
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