Back to Life - ByaHime
10 Pelo seu bem
Alguns minutos atrás, antes que Orihime e Byakuya se encontrassem. Ventava frio do lado de fora da mansão, a carruagem do duque havia acabado de chegar, mas os cavalos acabaram se agitando com um certo imprevisto.
— O que você acha da senhorita Inoue, Emiliano? — indagou o moreno, não mostrando nenhum tipo de desconforto com o terrível frio que fazia nesse momento.
— Acho uma boa e adorável dama, vossa excelência. — respondeu Emiliano, o mordomo de Byakuya. — Sinceramente, a senhorita Inoue é uma ótima pessoa, trata todos os servos com gentileza e igualdade, chega a emocionar esse pobre mordomo. — O homem de meia idade tirou um lenço de dentro de seu terno, limpando o canto de seus olhos como se estivesse emocionado com o que havia acabado de falar.
— Entendo. — Byakuya baixou o olhar, antes de fazer outra pergunta. — E o que acha da senhorita Inoue como a nova duquesa?
— Oh, minha nossa! — O senhor de cabelos grisalhos olhou surpreso para o homem de pele clara, seus olhos se iluminaram. — Então esse velho poderia morrer em paz! — exclamou, contente.
Eles conversavam normalmente naquele frio, ignorando totalmente a pessoa que estava de joelhos na frente deles.
— Mas para isso acontecer, acho que precisamos nos livrar de alguns insetos, não? — Os olhos de Emiliano ficaram frios de repente, enquanto olhava para o homem que estava à sua frente.
— Certo. — O Kuchiki tirou sua espada da cintura, apontando para o pescoço daquele homem. — Diga-me, quem o mandou vigiar os aposentos de minha convidada de honra?
Sangue escorria pela testa do rapaz, que havia sido pego pelos guardas em flagrante, por espionar a ex-futura imperatriz de Karakura. O espião manteve-se em silêncio, como se preferisse a morte do que denunciar seu senhor, entretanto, assim que se mexeu, um brasão caiu de dentro de sua roupa.
Os olhos de Byakuya se arregalaram por um momento, olhando para aquele brasão e o homem aproveitou o momento para fugir. Se virou de costas, não teria chances em um local aberto, o duque era mais rápido e mais forte, então iria se esconder na mansão para pensar em um plano para fugir, sabia que os empregados estavam dormindo, afinal, era tão tarde da noite. Seu maior erro foi pensar que poderia se safar, não… seu maior erro foi deixar que aquele homem soubesse a que família ele estava obedecendo, pois aquilo havia o tirado do sério.
O duque não teve piedade alguma, assim que o homem abriu a porta, atravessou sua espada em seu coração com uma certa fúria, matando-o na hora, porém ele não poderia imaginar que Orihime estivesse ali. Hoje ele havia atendido a uns assuntos do palácio, mas também dedicou um tempo para encontrar um anel para a futura proposta que faria para a filha mais velha da casa Inoue, sim, ele havia planejado uma boa proposta, entretanto, o que viu o irritou e ele tinha que a agarrar agora.
Agora, enquanto seus lábios faziam contato com as costas da mão dela e seus olhos gélidos a encaravam com certa profundidade, seu plano foi por água abaixo, mas ele não se arrependia nem um pouco. Era muito provável que ela estivesse com medo dele agora, porém ele poderia arrumar isso mais tarde, seu único pensamento era fazê-la sua neste exato momento.
"Aquele maldito príncipe já sabe onde ela estar!"
O brasão da família real de Karakura o deixou atordoado por um momento, contudo, também irritado. Bom, não importava se ele agora sabia onde ela estava, o importante era que nesse momento ela já não pertencia a ele, agora ela era da casa Kuchiki.
"Vamos ver como lidará com isso, Ichigo Kurosaki"
[...]
Assim que o sol nasceu, Orihime se levantou. A mulher sentou-se na cama e suspirou, seu olhar foi diretamente para o anel que estava em seu dedo, não conseguiu dormir nada quando o mordomo apressadamente a levou para seus aposentos ontem, afastando-a do Kuchiki, que ainda estava de joelhos no chão, e encarando.
Ainda estava em choque com aquela proposta, mais em choque ainda com o que presenciou, embora tivesse chegado à conclusão que aquilo era um assunto que ela não deveria se envolver, afinal, Byakuya não era alguém que matava alguém sem razão alguma.
"Não é como se eu o conhecesse, mas creio que ele não faria isso sem razão… O problema agora é outro…"
Ela suspirou, talvez se casar realmente fosse a única opção que lhe restava, contudo, estava preocupada com a reação de seu irmão. Sora era alguém super-protetor, que não tinha medo de ofender o príncipe herdeiro de seu império, ainda mais com o que houve com sua irmã mais nova… era muito provável que ele surtasse com essa notícia.
— Ele parece se dar bem com o duque… então talvez haja a esperança de uma conversa pacífica acontecer. — resmungou ela, enquanto olhava para a janela e via que clareava cada vez mais o lado de fora.
Perdida em alguns pensamentos, voltou a si quando escutou alguém bater na porta e depois a chamar, era Riruka quem havia vindo a acordar.
— Bom dia, minha senhorita. — A mulher deu alguns passos até a sua senhora, que ainda estava sentada na cama. — Espero que tenha tido uma boa noite.
— Haha… Eu tive sim. — Orihime forçou um sorriso, arrancando uma expressão confusa de sua empregada. — Meu irmão já chegou?
— Sim, o senhor Sora já chegou, contudo…
— Uh? O que houve? — A Inoue perguntou com certa preocupação.
— Nesse momento, o senhor Sora está conversando com o duque, em seu escritório.
O corpo da jovem esfriou quando escutou aquelas palavras, poderia ser que Byakuya tenha se adiantado e notificado seu irmão sobre o casamento?! Impossível, mas se sim…
— Eu preciso ir até lá! — A ruiva levantou-se e foi até a porta, mas foi impedida de sair por Riruka.
— A senhorita vai sair? Desse jeito? — perguntou ela, sorrindo.
— Eh… S-Sim, o que tem…
— Desse modo? — O sorriso da jovem aumentou, ao ponto da ruiva sentir calafrios.
Ela estava usando roupas de dormir, embora tivesse trocado por outra no meio da madrugada, para se limpar do sangue daquela homem, achava que sua aparência não estava tão ruim assim. Então, quase choramingando, a mulher foi arrastada pela sua fiel empregada para arrumar-se como uma verdadeira dama e isso lhe custou um certo tempo.
Quando estava finalmente pronta, quase correu para sair do quarto, contudo, seu irmão abriu a porta e adentrou nos aposentos da jovem.
— I-Irmão? — seu corpo inteiro ficou rígido, enquanto olhava para a figura do homem de cabelos negros, entretanto, o rapaz sorriu para ela e a abraçou rapidamente.
— Senti sua falta, Hime! — exclamou ele, quase chorando.
— Oh… — Vendo ele agir como sempre, imaginou que Byakuya não tivesse contado nada.
"É melhor assim, será mais fácil eu contar!"
— Eu também senti sua falta, fiquei preocupada por não tê-lo visto ontem! — A ruiva o abraçou de volta por um tempo, antes de se afastarem.
— Surgiu um assunto importante e o clima não ajudou muito, me desculpe por preocupá-la. — disse ele, colocando sua mão no rosto dela, acariciando como se fosse a coisa mais delicada desse mundo.
— Eu fico feliz que esteja bem! Contanto que você não se machuque, eu ficarei bem. — Logo após dizer aquelas palavras, sentiu algo gotejar em seu pescoço e quando viu o que era, sangue escorria da mão de seu irmão. — S-SORA?!
— Opa. — Ele afastou a mão e riu um pouco sem jeito.
— O que foi isso?! — A Inoue deu alguns passos à frente, pegando na mão de seu irmão, o punho dele estava todo machucado.
Naquele mesmo instante, Riruka fechou a porta na chave e cobriu as janelas com as grossas cortinas, afinal, ela já sabia o que iria acontecer a seguir.
— Foi apenas um acidente na carruagem, eu estou bem, é sério. — Ele riu mais uma vez, sem graça enquanto olhava para a figura de sua irmã com bastante carinho e amor em seus olhos.
Sora Inoue, o primeiro filho da casa Inoue, sendo assim o mais velho e o sucessor da família. Era muito apegado a seus pais, principalmente a sua mãe, Oísis Inoue, antiga e falecida marquesa da casa Inoue. Quando sua mãe veio a falecer, enquanto estava em trabalho de parto de sua filha, o mundo do garoto desabou e a mansão inteira entrou em luto, entretanto, havia uma certa alma naquela casa, que poderia trazer os dias de felicidade de volta.
"Olá… E-Eu… Sou seu irmão mais velho"
A voz trêmula daquela criança de sete anos estava baixa, mas alta o suficiente para aquele bebê escutar. As grossas lágrimas que saíam de seus olhos, caíam sobre a manta que aquele recém nascido estava enrolado.
"Eu prometo que irei… protegê-la até o último dia de minha vida, então… não me deixei, tudo bem?"
Por mais que o vazio que sentia por perder sua mãe fosse imenso naquele momento, ele tratou de sorrir para aquela criança que estava em seus braços; tratou de proferir palavras doces e carinhosas, mesmo sabendo que o ser inocente em seus braços não pudesse entender nada. Era o suficiente, sua presença era o suficiente e fazê-la feliz era o mínimo que poderia fazer, afinal, aquele bebê cresceu e se tornou uma adorável criança, que se tornou uma adorável jovem, que se tornou… uma adorável dama, que preencheu todo o vazio que antes tinha.
— Orihime. — Sua voz era séria, o que assustou a ruiva que estava curando suas feridas com seu poder.
O quarto inteiro brilhava em um tom alaranjado, era a cor que seu poder tinha; a cor do nascimento, do pôr do sol, do sol. A jovem deu um sorriso nervoso, não se atrevendo a olhar para o seu irmão naquele momento.
"Ele sabe…"
Assim que os machucados se curaram, o homem segurou nas suaves mãos de sua irmã, fazendo-a olhar para ele.
— Você sabe que eu posso e irei fazer absolutamente qualquer coisa por você, desde que isso signifique sua segurança e sua felicidade. — disse ele, com uma expressão séria em seu rosto.
Por algum motivo, Orihime sentiu seus olhos arderem naquele momento. Os anos que passou sem ele foram difíceis, não importava se Ichigo estivesse ao seu lado, ele nunca poderia saber mais sobre ela que seu irmão e quando tudo desmoronou ao seu redor, foi justamente nele em quem ela confiou para escapar daquele império que apenas lhe trazia infelicidade.
— Então… Se você não quiser, você apenas precisa me dizer e deixar tudo em minhas mãos, nada acontecerá contra sua vontade. — Ele apertou de leve as mãos de sua irmã, como se quisesse transmitir confiança e verdade através de seus gestos. — Você é a pessoa mais importante e preciosa nesse mundo para mim, é o meu dever deixá-la viver uma vida segura e repleta de felicidade.
Ela sabia que ninguém a amaria mais que seu irmão, sua família, que faria qualquer coisa para protegê-la sem se importa com os danos causados para si mesmo.
— Eu sei. — Seus olhos se encheram de lágrimas. — E eu estou bem… Realmente…! — Ela não conseguiu se conter, as lágrimas rolaram pelo seu rosto. — Obrigada, por tudo que você tem feito por mim!
Não importava quantos anos passassem, Sora sempre teria a imagem daquele adorável bebê em sua mente quando olhasse para a mulher de longos cabelos alaranjados. A única coisa que era mais importante que sua vida.
— Eu entendo… Respeitarei sua decisão. — disse o homem, abraçando-a e depositando um beijo em sua testa.
Não importava quantos anos passassem, aquele laço jamais iria se romper. Ele, que havia feito de tudo por ela, até mesmo viajar para um reino inimigo para tratar de um acordo de paz para não ter que vê-la crescer em meio a uma guerra… ainda a apoiaria em suas decisões, por mais que não gostasse delas.
Enquanto isso, no escritório de Byakuya, Emiliano estava observando seu mestre sentado, enquanto um mago estava ao lado dele.
— O senhor Sora não é alguém fácil de lidar. — comentou o mordomo. — Mas eu fico feliz que tudo tenha terminado bem, certo, vossa excelência? — Ele sorriu.
O Kuchiki ficou em silêncio, sua expressão fria e neutra de sempre, enquanto escutava o mago dizer que o tratamento já havia terminado.
— Ele será a primeira pessoa desse mundo que deu um soco em vossa excelência e ainda saiu com vida! O irmão da senhorita Inoue não é genial? — Emiliano parecia particularmente feliz.
O humor do moreno ainda estava imperturbável, contudo, foi apenas ver um certo corvo aparentemente rindo dele, que então ele abriu a boca um tanto irritado.
— Ordene para que nenhum servo dê mais doces para Zangetsu, especialmente a senhorita Inoue. — ordenou o duque.
— Sim, vossa excelência. — disse Emiliano educamente, curvando-se em forma de mostrar que suas ordens foram muito bem ouvidas e seriam bem seguidas.
O corpo da ave tremeu, ela olhava com uma certa raiva para o moreno, enquanto lágrimas dramáticas estavam em seus olhos negros e dessa vez, foi o homem quem riu dele, uma risada diabólica.
"Me pagará caro!! A humana não deixará isso acontecer!" pensou Zangetsu, parecendo ter total confiança em Orihime, que inclusive, estava se recuperando em seu quarto.
— Deve ser reconfortante para a senhorita ter o senhor Sora ao seu lado. — disse Riruka, enquanto abria as cortinas para clarear o quarto. — Não seria bom contar a verdade para ele…? Sobre a atual marquesa.
A Inoue estava sentada na cama, seu irmão havia ido embora para resolver assuntos pendentes. Ela mostrou-se pensativa com as palavras de sua fiel empregada e amiga.
— Qual reação você acha que ele faria? — indagou ela, suspirando em seguida. — Ele não precisa saber disso.
Declarou ela, enquanto sua mente vagava para seus dias após a morte de seu pai, em como era sua convivência com sua madrasta e suas irmãs mais novas.
"Ele simplesmente as mataria"
[...]
Quase duas semanas haviam se passado desde o dia em que Orihime Inoue ficou noiva do duque Byakuya Kuchiki e a notícia que deveria abalar o reino inteiro… foi mantida em segredo, isto é, até hoje.
"Eu não pude ver o duque direito após aquele dia", pensou a jovem, enquanto tomava um pouco de chá.
Hoje era o dia que ela esperou com tanto nervosismo… o dia em que ela seria acompanhante de Byakuya em um baile.
"Ele apenas esqueceu de mencionar que era o baile que iria receber a família imperial de Karakura!"
— Senhorita, precisa se arrumar imediatamente! — exclamou a rosada.
O dia mal começou e ela já teria que se arrumar para essa comemoração. Olhou para Riruka e viu várias empregadas com ela, todas com os olhos brilhando com empolgação, parecia que elas estavam prestes a usar todas as suas habilidades que adquiriram ao decorrer de sua vida.
"Bom… Seja o que os Deuses quiserem"
A festa seria no palácio imperial, mas organizado por um dos duques mais influentes e importante no reino das almas, pareciam que estavam se esforçando para mostrar a sinceridade naquele tratado de paz. É bem mais que provável que toda a alta sociedade estaria presente, não haveria ninguém que perderia esse baile, afinal, além de ser importante, a notícia que as irmãs fugitivas voltariam e iriam comparecer ao baile já circulava o império e era o assunto do momento.
— Eu acho uma falta de vergonha! Mancharam a honra da família e depois voltam como se nada tivesse acontecido. — disse uma das empregadas, enquanto arrumava as jóias que a ruiva iria usar.
— Sim, não existe nada mais importante para o Duque que a honra, não é atoa que ele cancelou o casamento logo após a fuga dela. — comentou outra serviçal.
Orihime não era o tipo de pessoa que gosta de fofocar, contudo, o assunto que as empregadas estavam falando era de importância para ela. Desde que chegou, sempre teve uma certa curiosidade para saber mais sobre a ex-duquesa, Hisana, e agora uma certa curiosidade sobre o relacionamento dela com Byakuya.
"Eram marido e mulher, tenho certeza que eles se importavam um com o outro… espere, o que estou pensando?!"
Ela queria deixar esse pensamentos de lado, mas era impossível naquele momento, ainda mais com as empregadas falando sobre isso.
— O d-duque e a senhorita Hisana eram muito próximos? — indagou ela, não se contendo e se arrependendo em seguida. — Desculpe, pode igno…
— Eram bastante próximos. — respondeu uma empregada, deixando a ruiva surpresa.
"Conhecendo-o, é meio difícil de imaginar tal coisa…"
— Passavam bastante tempo juntos, o duque sempre arranjava tempo para passar com a senhora Hisana.
"Oh… Parece que realmente eram próximos…"
Por algum motivo, o humor da jovem caiu um pouco. Pelo jeito que Byakuya era, imaginou que não deveria ser difícil conviver com ele, ainda mais quando estivessem casados. Nesse meio tempo que passou, havia se acostumado com a ideia do casamento e também de viver como anfitriã do ducado, contudo, ainda havia uma parte faltando, que era exatamente como seria de verdade a sua relação com o Kuchiki. Imaginar era algo e a realidade era outra.
— E-Então eles eram um bom casal, não? — As palavras saíram inconscientemente de sua boca.
— Sim, mas a senhora Hisana jogou tudo isso fora. — A serviçal suspirou. — Uma pena para o duque, ele parecia gostar dela de verdade.
Aquelas foram as palavras que Orihime precisava, mas no fundo não queria escutar. Então ele a amava? Meio óbvio, afinal, o moreno tinha poder o suficiente para se casar com quem quisesse e escolheu aquela dama, a única digna do seu amor, aparentemente.
"É bom saber disso, assim eu posso organizar mais nossa relação"
— Não se esqueçam que precisamos deixar a senhorita impecável! Se concentrem! — Riruka bateu palmas, acabando com a conversa e fazendo as serviçais voltarem para o serviço imediatamente. A rosada olhou de canto para a sua senhorita e depois suspirou, o que estava se passando na cabeça dela agora?
[...]
Estava anoitecendo, Orihime estava prestes a subir na carruagem com a ajuda de um cavaleiro e se surpreendeu com o que encontrou dentro dela.
— Duque…? — Ela o olhou confusa.
— Esperava seu irmão? — indagou ele, logo fechando os olhos e dando um pequeno suspiro. — Você é a minha acompanhante, então é normal irmos juntos.
— E-Eu sei, mas…
Era realmente surpreendente que Sora pudesse a deixar sozinha na companhia de seu suposto noivo.
— Meu avô o arrastou e o trancou na carruagem com ele. — informou o homem.
A ruiva deu uma pequena risada, Ginrei ainda não sabia no noivado de ambos, mas parecia empenhado em fazê-los passar algum tempo juntos, poderia ser que ele quisesse que algo acontecesse entre eles?
"Vamos nos casar, mas temo que o senhor Ginrei fique decepcionado, afinal, não haverá um casal apaixonado aqui", pensou a jovem.
Logo a carruagem começou a sair do ducado.
— Bom, imaginei que iria apenas o encontrar no palácio. — falou ela.
— Uh? — Ele abriu os olhos, encarando ela e pensando no que deveria dizer. — Andei bastante ocupado esses dias, então era impossível para mim parar na mansão. — explicou-se ele, como se fosse seu dever fazer isso. — Por acaso a senhorita Inoue sentiu a minha falta?
O rosto da dama ficou vermelho e seu corpo travou por um momento, mas logo tratou de tentar manter a compostura. A visão daquilo arrancou um suave sorriso dos lábios do duque.
— P-Parece que o duque também sabe brincar com essas coisas. — respondeu ela,
— Não estou brincando. — O moreno cruzou os braços. — A senhorita sentiu a minha falta? — indagou novamente, com uma voz mais séria.
Orihime não estava esperando por isso, não imaginava que um dia ele pudesse fazer esse tipo de pergunta para ela. Não sabia o que responder para ele, afinal, foi pega desprevenida.
— E-Eu…
— Estou brincando. — disse ele, com sua expressão séria e fria de sempre.
"I-Isso é a cara de alguém que brinca?!"
— Aliás — O Kuchiki olhou para o lado de fora, pela janela da carruagem. — Hoje irei anunciar o nosso noivado.
A noite estava bela, a lua mostrou-se depois de algumas noites; era temporada de inverno no reino das almas, pelo menos na maior parte dele. Certamente eles já haviam passado pelo po
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