Back To The Dream.

21 A aliada da Dama deve morrer.


Notas iniciais
Sei que demorei, me desculpe, mas eu fiquei sem internet durante um bom tempo. Então, se eu sumir é culpa da internet, não vou abandonar minhas fanfics nem as que estou lendo. Então, boa leitura.

POV. Natalia.

— Eles estão estranhos, não é? – perguntei, olhando para Susana que ressonava após passar mal, e Caspian, sentado ao seu lado. Nós cavalgamos a noite toda, mas não conseguimos alcançar e muito menos interceptar quem levou Lucia. Nossa ultima esperança era a casa da Dama, a meio dia daqui. Mas não poderíamos seguir sem antes recuperar a noite cansativa, seria suicídio chegar lá cansados e com sono, só pioraríamos as coisas.

Julia, Jill, Eustáquio e as ninfas estavam dormindo, assim como Susana. O resto estava acordado. Edmundo e eu estávamos sentados, um pouco afastados, Pedro estava com a cabeça deitada nos braços olhando para cima, ele piscava pesadamente e não demoraria a pegar no sono. Caspian estava sentado pensativo, olhando Susana, e Nicolas estava com a cabeça apoiada nos joelhos o que me impedia de ver seu rosto.

— Deve ter acontecido alguma coisa antes de eles chegarem até nós. – respondeu Edmundo. Bocejei. Edmundo sorriu. – Você devia estar descansando.

— Você também. – acusei. Estiquei-me sobre a relva, Edmundo deitou ao meu lado. – Acha que vamos conseguir derrotar a Dama? – perguntei, após alguns minutos de silêncio.

— Claro! Aslam está do nosso lado. – ele sorriu.

— Queria vê-lo.

— Você verá, Nathy, garanto que sim, agora durma, você não aguenta mais os olhos abertos. – falou isso quando dei outro bocejo. Eu ri. Sim, eu estava mesmo cansada. Edmundo me deu um beijo e eu deitei a cabeça em seu peito, ele me abraçou e logo peguei no sono.

POV. Lucia.

Minhas costas, pescoço e ombros doíam. Fazia cansativas horas que eu estava naquela posição. A sala, agora iluminada com a chegada do novo dia estava clara e vazia. Rillian não estava mais ali.

A insegurança da noite anterior voltou, eu me senti tão sozinha...

Você nunca estará sozinha, Lucia.

Ouvi a voz de Aslam, E não, não foi em minha mente. Junto com alguns raios dourados, Aslam entrou em meu campo de visão. Eu sorri.

— Aslam... Se eu pudesse correria até você.

— Eu sei que sim. – ele riu.

— Precisamos tanto de você, Aslam, por onde andou?

— Não se preocupe, Rainha, seus irmãos e amigos já estão a caminho. – disse ele.

— Não pode me soltar? – perguntei.

— Posso, mas você precisa ficar aí. – explicou. Uni as sobrancelhas. – Você vai libertar Rillian, hoje à noite.

— Como?

Aslam olhou para as algemas.

— Na hora você saberá. Lembre-se, a aliada da Dama precisa ser morta... – sua voz foi se perdendo a medida que sua imagem foi se dissipando, logo eu estava sozinha novamente.

Aliada...? Mas eu sequer sei quem ela é...!

[...]

As horas passaram e o pôr-do-sol já estava quase no fim. Durante todo esse tempo ninguém pareceu ali e eu não conseguia ignorar a dor no estomago e a garganta seca.

A porta da sala foi aberta. Rillian, ou melhor, o cavaleiro negro, adentrou o lugar sequer prestando atenção em mim, seguido de uma criaturinha estranha. Ele sentou na Cadeira de Prata. A criaturinha se aproximou e prendeu os pulsos e tornozelos de Rillian à cadeira agora com cordas grossas e pesadas. A criaturinha saiu fechando a porta. Voltei minha atenção para Rillian.

Assim que os raios prateados da lua tocaram a cadeira, o cavaleiro abaixou a cabeça, escondendo o rosto o rosto na escuridão e permaneceu assim por alguns segundos.

— Rillian? – chamei. Ele ergueu a cabeça.

— Olá, Lucia... Quanto tempo... O que você conta de novidade...? – falou em tom de tédio. Eu sorri.

— A novidade é que eu falei com Aslam.

Rillian me encarou com os olhos surpresos.

— Aslam?!

— Sim.

— Espera aí! – ele fez uma pausa dando um suspense. — Estamos falando do mesmo Aslam?

Eu ri.

— Só se você estiver falando de um grande leão com juba dourada... – entrei na brincadeira.

— ASLAM ESTEVE AQUI?!

— Shhhhhh! – pedi. A sorte que ninguém nos ouviu.

— Desculpe... Mas me fala... O que ele disse? – curioso.

— Disse que eu vou libertar você, hoje.

— Fala sério, Lucia.

— Estou falando sério. – garanti.

— Tá, então como você vai fazer isso? – desafiou.

— Como você consegue ter tanta pouca fé?! – questionei.

— Acho que depois de tanto tempo sob os feitiços da Baranga-Loira eu perdi boa parte dessa fé... Sem contar que não tem logica. Você está acorrentada, eu estou acorrentado, nenhum dos capachos lá fora vai fazer isso... Então é praticamente impossível.

Assim que ele falou ouviu-se um rugido e um vento forte bateu dentro da sala, bagunçando meus cabelos. Os elos das correntes que me prendiam brilharam e, um a um, foram desfazendo-se em pó. Meus braços caíram ao lado do corpo e eu senti um alivio muito grande. Levantei devagar, apoiando-me na parede enquanto a dormência nas pernas passava. Olhei para Rillian com um sorriso largo de “quem tem razão agora?”.

— O que é mesmo impossível? – perguntei.

— Shhh, me solta logo...

Eu ri e fui até ele. Peguei a adaga que ele tinha presa à bainha e comecei a cortar as cordas.

— Escute, Aslam também disse que a aliada da Dama precisa ser morta. – e cortei a ultima corda. Rillian levantou-se, sorrindo de orelha a orelha.

— Obrigado, Lucia.

— Não agradeça a mim, agradeça a Aslam. – falei. Rillian virou o rosto em direção ao céu escuro que a janela revelava.

— Valeu, Aslam! – ele guardou a adaga de volta à bainha. – Vamos prisioneira, a rainha do Submundo deve saber de sua fuga. – falou sério, segurando-me pelo braço.

— Como? – olhei-o sem entender.

— Desculpa, foi força do hábito. Vamos sair, mas antes vamos passar na cozinha, você precisa comer alguma coisa.

Eu ri.

— Vamos. – concordei e ele levou-me para fora.

Notas finais
Então, o que estão achando do Rillian? Ele está divertido, chato, infantil demais...? Espero vocês nos reviews, talvez eu poste mais capítulos daqui há pouco, para compensar a demora, mas não tenho certeza!
Beijokas!!