Notas iniciais
oi

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Abri meus olhos lentamente. Olhei para o alto e vi um garoto me encarando.

Espere... ele estava flutuando?!

Gritei e coloquei minha mão no rosto, fechando meus olhos novamente.

Quando abri de novo ele tinha sumido.

Me levantei confusa da cama. Estava frio no quarto. A janela estava aberta.

Algo não me deixou fechá-la.

-Aquele sonho de novo? — perguntou minha mãe entrando no quarto.

-Não é um sonho — esse era sempre a minha resposta.

-Então o que era?

-Um garoto. — disse.

-Vamos Lilian, volte a dormir... — disse minha mãe que parecia cansada.

-Por favor, me conte uma historia antes. Me conte sobre os meninos perdidos. — eu sabia que meus olhos brilhavam enquanto eu falava sobre eles.

-Novamente? — perguntou minha mãe sorrindo.

-Por favor... — pedi.

- Tudo bem, mas contarei rápido. Amanhã teremos que acordar cedo, os Trevans vem aqui. — minha mãe não parecia confortável com isso.

-O que eles vão fazer aqui amanhã cedo? — perguntei confusa.

-O filho deles John, quer te ver- disse minha mãe ainda desconfortável.

Eu não gostava de John. Ele era da minha idade porém um pouco mais alto, tinha curtos cabelos castanhos e olhos azuis frios que não costumavam demonstrar nenhum sentimento bom.

-Porque ele vem aqui me ver? — perguntei um pouco preocupada.

-Os Trevans vão passar um tempo em casa, porque acham que você e John formariam um belo casal — disse ela.

-O que?! Mãe eu só tenho 12 anos! — argumentei

-Você já vai fazer 14... — ela me lembrou — e estamos pensando no seu futuro.

-Porque usou o plural? Você também quer que eu fique com ele? — perguntei com medo da resposta.

-Eu... eu não sei. Isso seria bom para o futuro do seu pai também, você sabe o Sr. Trevans é chefe dele. — ela disse simplesmente.

Fiquei em silêncio. Não queria pensar no meu futuro. Não queria ser obrigada a ficar com John.

Não queria admitir o fato de já ter 13 anos. De estar crescendo.

Eu queria ser uma menina perdida. A primeira menina perdida.

-Acho melhor você ir durmir agora. — Disse minha mãe se levantando da cama.

-Você não contou a historia... — Eu disse triste.

-Você já sabe de cor. — Ela disse sorrindo.

-Tem uma coisa que eu não sei... — Disse — Se alguém quer ir para a Terra do Nunca. O que deve fazer?

-Deve lembrar que Peter apenas aparece para aqueles que ainda acreditam em fadas. — Ela disse e saiu do quarto.

Fiquei pensando naquilo.

Eu acreditava em fadas.

Porque ele não vinha me buscar? Levar-me para longe de casa, para longe do meu futuro.

Levantei-me da cama devagar tentando não fazer barulho.

Fui até a minha janela ainda aberta e enquanto o vento fazia meu cabelo balançar eu sussurrei:

-Oh Peter, não me deixe crescer.

Virei-me de costas para a janela, porém o vento pareceu aumentar.

Balançou a cortina e meu vestido de leve.

O vento estava muito forte agora, quando me virei para fechar a janela eu vi um garoto em pé na minha frente.

Era incrível como ele me era familiar.

Loiro com lindos olhos azuis, que ao contrario dos de Jonh, pareciam poder demonstrar bons sentimentos. Usava uma roupa engraçada verde.

-Peter. — Deixei escapar pelos meus lábios.

-Você lembra muito a Wendy — Ele disse enquanto me encarava.

-Como assim? Você conhece a minha mãe? — Perguntei confusa.

-Eu a conhecia. — ele disse ficando sério.

-Porque não conhece mais?

-Ela cresceu. — ele disse parecendo triste.

Foi quando eu percebi. O porquê das historias da minha mãe parecerem tão reais. Ela estava lá.

Ela foi pra Terra do Nunca.

Porque ela não me disse a verdade?

-Minha mãe foi uma Menina Perdida? — perguntei

-Não. Ela foi à mãe deles. — ele disse.

-Então, porque ela cresceu?

-Ela não quis ficar lá pra sempre — ele disse triste.

-Porque não? Como alguém que estava lá iria querer voltar?

-Ela estava se esquecendo dos pais, do seu passado. Ela quis crescer. — Peter disse olhando para o outro lado do quarto.

Ele não disse mais nada. Fiquei encarando fixamente uma parte do quarto.

-Esse era o quarto dela — ele disse.

Não respondi. Ele sabia.

Eu sabia que tinha que achar um jeito dele me levar pra longe dali.

Mais não sabia como...

-E se... e se eu quisesse ir pra Terra do Nunca? — perguntei prendendo a respiração com medo da resposta. Ele me olhou confuso.

-Eu diria não. — ele respondeu rápido.

-O que?! Porque? — isso não podia estar acontecendo.

-Porque não! — ele parecia irritado.

-Peter, você não entende. Meus pais querem que eu fique com um menino horrível, que eu cresça e case com ele, ou algo do tipo. Eu preciso ir embora, eu preciso não crescer. — implorei.

Ele ficou me encarando.

-Por favor.

-Eu não sei, talvez. Mais não hoje.

-Tudo bem. — desisti.

Era o melhor que eu conseguiria dele.

-Fique tranqüila. Eu volto amanhã. Apenas.. deixe a janela aberta. — ele piscou pra mim.

Tentei dar um passo na sua direção mais ele já tinha ido embora.

-AnaGuima

Notas finais
Reviews?
Então, a NahCullen já ta fazendo o capitulo dela, mas ela precisa escrever VARIAS coisas, então, ela não sabe quando sai o proximo capitulo, mas ele já ta meio feito
Amamos vocês (L)