Back To Love
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Ultimo Capitulo
Deveria ser umas três e meia da madrugada, a metade dos meus parentes já tinham ido embora, quando a campainha tocou, como o resto do pessoal estava na sala eu fui atender a porta, me choquei ao ver quem era.
- Ahm, Oi – ele disse.
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O que ele estava fazendo ali parado na porta da minha casa? , por que ele está aqui? Ou melhor, o que Wilmer faz aqui? Essas era umas das pergunta que eu me fazia mentalmente.
- Demi – ele disse chamando minha atenção.
- Ahm, talvez seja melhor eu voltar outra hora – ele disse diante do meu silencio, e fez a menção de sair, só que eu o segurei.
- Não, fica – disse a ele em um fio de voz, ele se virou e me olhou como carinho, e assentiu.
- Oi – ele falou novamente, eu sentia o nervosismo dele.
- Oi — disse a ele, e não sei quanto tempo se passou, mais sei que trocamos muitos olhares — Hum você quer falar com alguém? – ele sorriu, e assentiu.
Aquele sorriso lindo, enorme e que um dia ele quis me dar, só que eu o recusei.
- Demi eu quero falar com você – ele disse.
- Assim, entra que eu vou chamar ela – abri mais a porta para que ele entrasse, ele entrou e eu o levei até a cozinha, lá ele se sentou em uma cadeira.
- Um minutinho que eu vou chamar ela – disse a ele.
- Demi onde você vai? – ele me perguntou com jeito de quem segurava o riso.
- Vou chamar a Demi – disse a ele, foi só ai que reparei a merda que eu fiz – Ata, eu sou a Demi – disse a ele, que dessa vez não aguentou eu começou a rir, uma risada tão gostosa que me fez rir também.
- Não ria Wilmer, você me confundiu – disse a ele rindo também, que em um momento parou e me olhou como se pudesse ver minha alma.
- Eu estava morrendo de saudade dessa risada, ou melhor, eu estava morrendo de saudade de você – ele disse para mim, com aquele jeito sedutor.
- Eu também estava com saudade de você – disse a ele no impulso, e com certeza corei, Merda eu sempre falo demais.
-Você estava com saudade de mim? – perguntou ele sorrindo.
-É...é é – disse, pronto o que eu falo agora.
— Não precisa responder – ele disse pegando a minha mão e fazendo carinho nela.
— Sim – eu disse.
- Sim o que? – ele perguntou olhando para minha mão junto da dele.
- Sim, eu senti saudade de você – só tive tempo de falar isso, depois senti um corpo forte se chocando com o meu em um abraço.
Fiquei ali sentindo aquele cheiro e viajando em pensamento, ate que ouvi alguém pigarrear.
- Demi, sua safada não perde tempo hein – disse Dallas, entrando na cozinha.
Olhei para Wilmer e jurei que ele estava vermelho de vergonha, me afastei dele e ele também.
- Ahm, fica quieta Dallas – disse a ela sem jeito, mais tentando parecer autoritária.
- Hii gente, os dois ficaram vermelhos – disse ela rindo, e eu taquei um guardanapo que estava ali nela – pode começar da onde pararam, já estou saindo mesmo – ela disse saindo da cozinha.
Ficamos um bom tempo em silencio até que ele falou.
- Acho melhor eu ir mesmo – ele disse.
- NÃO – saiu no impulso, e ele riu.
Ele chegou perto de mim e me olhou de cima a baixo.
- Você esta tão linda – ele me disse, já tinha ouvido muito isso, só que toda vez que saia da boca dele tinha outro efeito essas palavras, mais um bom tempo em silencio, até que resolvi falar dessa vez.
- Ahm, como você sabe que eu sai da clinica? – perguntei a ele, que riu como se eu tivesse contado uma piada.
- Uhm, eu não sabia – disse ele, que completou – digamos eu tenho minhas “fontes”.
“Fontes”, quem seria? Poucas pessoas sabiam da minha saída, mais só três ou quatro sabiam do Wilmer, Dallas, não seria ela ficou bem surpresa ao ver ele, Madison nunca faria isso ela respeita minha vontade, Mãe nunca se meteria na minha vida amorosa a esse ponto, então só me sobrava quem? Atah, Miley Cyrus e Selena Gomez.... Ahh eu mato elas!
- Miley e Selena – disse a ele.
- Miley e Selena o que? – ele fez de desentendido.
- Foram elas que te contaram – ele sorriu mais ainda, com aquela boca próximo de mim.
- Não fica brava com elas – ele disse, chegando mais próximo de mim.
- Aham – disse a ele, tudo que eu falaria daqui para frente seria incoerente, também, aquela boca tão próxima da minha, não ia dar certo.
Senti uma mão firme pegando na minha cintura, seu toque me arrepiou completamente, e a outra mão dele foi direto para os meus cabelos, ele virou o rosto e cheirou meu pescoço, e depositou um beijo ali, me fazendo arrepiar muito mais do que a primeira vez, senti a boca dele chegando mais próxima da minha, até que fomos interrompidos outra vez, e adivinha por quem?
- Ahh, peguei os dois com a boca na botija – disse Dallas rindo, minha reação foi ir pra cima dela, so que fui parada por dois braços fortes em volta da minha cintura.
- Eu te mato Dallas Lovato – disse a ela com tanta raiva.
Ela falou mais alguma coisa, só que deixei ela falando sozinha e puxei Wilmer para fora de casa.
Olhei para ele que tentava esconder o riso, e ri também.
- Não ri – disse a ele, e bati em seu braço.
- Desculpa Demi, só que foi engraçado – disse ele pegando a minha mão, como um namorado faz com a namorada, sorri diante desse fato – vamos dar uma caminhada? – ele disse tentando se recuperar do riso.
Eu assenti, começamos a andar, e em momento algum soltou minha mão.
Chegamos perto de um banco, onde sentamos lá, ele colocou minha mão em cima de sua coxa, sobre a mão dele, e começou a fazer carinho.
O silencio predominou até que ele resolveu falar.
- Não sabia que você ficaria brava por terem interrompido nosso quase beijo – disse ele, de cabeça baixa, tenho certeza que fiquei vermelha.
Pronto Demi, se explica agora, sua Louca.
- Me desculpa, não foi minha intenção, te deixar sem graça – ele disse agora passando a mão na minha bochecha.
- Tu-tudo bem – merda gaguejei.
- Ta, eu quero te entregar algo – ele disse levando a mão no bolso do casaco, e tirando de lá um saquinho preto de veludo.
- Wilmer – disse o repreendendo
- Abre Demi, sei que você vai gostar – ele disse me entregando o saquinho preto.
Eu o obedeci, e abri o saquinho, que lá eu tirei uma pulseira de prata com dois pingente, um era o sol e a lua juntos, e outro era um coração.
Ele pegou a pulseira da minha mão e a colocou no meu pulso, mais antes de prede-la, ele passou o dedo em minhas cicatrizes e logo depois depositou um beijo ali, aquilo foi a atitude mais linda que eu já vi, depois ele pegou um pingente na mão e falou.
— Esse daqui significa, o nosso reencontro – disse ele a mim, passando a mão em meu rosto, eu sentia meus olhos enchendo de lagrimas – Eu me encontrando com o meu sol de novo.
Ele me olhou e beijou meu rosto onde a minha primeira lagrima escorria.
- E esse daqui – ele disse, pegando o pingente de coração na mão – significa que eu vou te dar meu coração mais uma vez, que eu vou te amar mais uma vez, e que dessa vez eu não vou deixar você escapar de mim de novo, que eu vou cuidar de você – ele disse me olhando.
- Wilmer – disse a ele.
- Demi, se você me permitir eu quero estar ao seu lado todo dia, te acordar com um lindo café na cama e te amar muito, eu só quero estar com você, cuidar de você.
- Wilmer eu não preciso de dó – disse a ele.
- Dó é o ultimo sentimento que eu sinto por você Demi – disse ele, e eu podia sentir a irritação dele com as minhas palavras.
- Me-me desculpa – disse a ele chorando.
- Para de chorar, a ultima coisa que eu quero é te ver chorando – disse ele enxugando minhas lagrimas.
Peguei me lembrando da primeira vez que ele me fez esse pedido, me lembrei do que eu disse a ele, me lembrei de quanto ele ficou triste, e me lembrei de como eu me arrependi por não ter ficado com ele, não queria cometer o mesmo erro duas vezes, ou melhor não iria cometer esse erro novamente.
Levantei meu rosto e olhei fundo em seu olhos marejados, foi insisto, pulei no colo dele e o beijei, beijei com fervor, saudade e amor, muito amor.
Minhas mãos se enroscaram em seu cabelo, enquanto eu o senti arfar com o meu beijo.
O Beijo foi ganhado vida, até que senti ele pedindo passagem para sua língua e eu deixe, acho que foi o beijo mais demorado de toda minha vida, o mais demorado e o melhor, já estava ficando sem ar quando ele parou o beijo, e colocou o rosto no vão do meu pescoço, eu fiz a menção de sair de seu colo, só que ele me segurou passando os braços em volta da minha cintura.
- Não, fica aqui – ele disse, enquanto beijava meu pescoço, aquilo me arrepio completamente.
- Wil estamos no meio da rua – disse a ele, senti ele rindo.
- O que foi? — perguntei a ele.
- Você me chamou de Wil – ele disse olhando pra mim.
- Wil, Wilsinho, Wilsão, Wil meu – disse em seu ouvindo, e senti ele se arrepiar.
- Demi... – ele disse me repreendendo.
- Ta, ta vamos embora – disse me levantando de cima de seu colo.
- Demi, você vai ficar comigo? – ele perguntou, se levantando com um sorriso tímido do rosto.
-Eu, num sei, o que você acha? – perguntei, entrando em seu jogo, ele juntou seu corpo mais perto do meu e sussurrou em meu ouvindo.
- Você daria a honra de ser minha namorada, Demi Lovato? – ele disse.
- Sim – disse beijando seu pescoço.
- Você me faz o homem mais feliz do mundo nesse momento – ele me disse, e logo depois e me beijou.
Foi um beijo mais carinhoso e calmo, enquanto eu enroscava os dedos em seu cabelo, ele passava a mão na minhas costa, de repente ele parou o beijo do nada.
- Aquilo pode acontecer – ele disse apontando o queixo em direção da rua, eu olhei e vi um paparazzi com um câmera na mão.
- Não, não mesmo – disse a ele – eu preciso sair daqui – disse a ele.
- Vem – ele pegou a minha mão e me passou o seu casaco, eu tampei minha cabeça, e ele passou o braço nas minhas costas, eu só senti os flash atrás de mim.
Corremos ate chegar em um carro preto que eu o reconheci na hora, era o carro do Wil, ele abriu a porta pra mim e depois entrou na outra, rimos muito lá dentro.
- Vai meu Amor, esse é o preço da fama – ele disse, acalmando a respiração acelerada, e completou – não pode nem beijar o namorado, que já é perseguida – ele disse zombando de mim.
- Gostei da palavra namorado – disse a ele, que abriu um enorme sorriso.
- Vou te falar que gosto mais da palavra namorada – ele disse brincado comigo, me abraçou e beijou me cabelo.
Ficamos em silencio, mais não um silencio constrangedor, mais sim um silencio agradável, comecei a pensar em quando eu fosse voltar para a clinica, como eu ia fazer para ver ele, ele não iria me ver, ele não ia querer ficar do lado de uma namorada louca, Ah meu Deus, o desespero me tomou, ele iria me deixar.
- Wil, eu não sai definitivamente? – disse a ele.
- O que? – ele perguntou fazendo carinho em meu rosto.
- Eu não sai da clinica, só vim passar o Natal com a minha família – disse a ele, que me olhou desentendido.
- Ainda não entendi aonde você quer chegar Demi – ele disse, agora olhando nos meus olhos.
- Eu to dizendo que eu ainda não sai da clinica, que eu vou ter que voltar pra lá, que eu ainda não to bem, e que você não vai querer ficar comigo, que você não vai querer namorar uma pessoa internada em uma clinica de reabilitação – disse a ele já chorando.
-De onde você tirou essa merda – ele disse – Demi, amor para de chorar, eu sei que você vai voltar, e eu não me importo com isso, eu sou seu namorado e vou te apoiar em tudo – ele disse.
- Des-desculpa – disse a ele, em meio a soluços.
- Para Demi, por favor, me machuca muito ver você chorando assim – so senti ele beijando meu rosto onde havia lagrimas.
- Me desculpa – disse a ele, fazendo carinho em seu rosto – é que me machucou muito a idéia de que você não ia me querer mais.
- Demi, eu vou te querer para sempre, ou melhor, até você cansar e me mandar embora – ele disse, tentando descontrair o ambiente.
- O meu Wil, isso nunca vai acontecer – disse a ele me acalmando, que logo depois me beijou.
Foi um beijo urgente e bom, logo senti sua língua pedindo passagem, e eu a deixei passar, o beijo de Wilmer nunca era só um beijo, sempre vinha carregado de algo mais, e nesse ele quis me passar sentimento que ele sentia por mim, a segurança e o amor, estava tudo ali reunido em um beijo. Logo depois o beijo se tornou urgente e gostoso, automaticamente passei as pernas em volta da sua cintura me aconchegando melhor em seu colo. Suas mãos ganharam vidas novamente e foram das minhas costas até minhas coxas, senti um certo movimento em baixo de mim, e interrompi o beijo.
-Uh, desculpa amor – ele disse, enquanto eu saia do colo dele.
- Ta – disse a ele constrangida, ficamos em silencio sté que senti a respiração dele se acalmar.
- Eu queria te dar uma coisa – ele disse, enquanto abria um compartimento do carro e tirando de lá uma caixinha preta, eu o matei com os olhos.
- Calma você nem sabe o que é – ele disse sorrindo, ele abriu a caixinha e tirou de lá um anel prata com algumas pedrinhas brilhantes.
- Eu não posso aceitar Wil – disse a ele, que fingiu nem escutar e pegou minha mão.
- Aceita, por favor, está atrasado uns bons meses– ele disse, e não tive como recusar, ele chegou mais perto de mim e falou no meu ouvido — e Feliz Natal meu amor.
- É lindo Wil, obrigado, Feliz Natal – disse a ele, e o beijei.
Ficamos um bom tempo lá, ate disse a ele que precisava entrar, ele disse que mais tarde iria vir me ver, e eu fiquei feliz com isso, me despedi dele e entrei em casa.
- Demi, Demi num corre não, pode me contar tudinho agora – disse Dallas.
- Ah Dallas, vem não, to com sono e jaja a Sel e a Miley chega – disse a ela.
- Demi, volta aqui – ela disse, mais eu fingi que nem escutei ela.
Entrei no meu quarto, tomei um banho rápido de me deitei, durmi lembrando de tudo o que tinha acontecido.
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Acho que não durmi muito tempo, eu acho, por que acordei com um sono, e um sorisso bobo no rosto, abri os olhos e quase morri do coração, com tantos olhos me olhando.
- O que vocês estão fazendo aqui.
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