Back My Memory

1 First and Last


Notas iniciais
É uma one shot. De drama. Ou seja, é triste. Espero que gostem :D

Dar a xícara a Belle não fora uma boa ideia, Gold precisava pensar em algo desesperadamente rápido, que curasse logo sua dor. Precisava dela naquele momento. Estava indo procurar seu filho e não podia deixá-la sem memória. Sem família. Sem segurança. Ele estava novamente em Fairytail Land, Regina acabara de entrar e dizer que Belle havia morrido. Para Gold, perdê-la duas vezes era o pior que podia acontecer. Precisava tê-la de volta. De volta em seus braços.

“Pense Gold. Pense” O homem constantemente brigava consigo mesmo tentando achar um jeito de fazê-la se lembrar. Por que ele havia deixado a garota no meio do seu fogo cruzado com Hook? Ele se odiava por isso. A culpa era toda do capitão? Não. Não era. Se Gold fosse menos vingativo.

Era isso! Essa era resposta! Gold só precisava fazê-la se lembrar deles. Rapidamente vestiu o casaco e pegou sua bengala. Estava indo ao hospital visitar Belle (“quem é Belle?” Ela se perguntaria.).

- Vim visitar Belle. – O homem entrou apressado e apoiou-se esbaforido no balcão. – Preciso vê-la. Preciso (...) levá-la. – A mulher da recepção não havia entendido o pedido de Gold, portanto, limitou-se a apenas olhar para ele. Seu olhar transmitia um ar de insegurança e talvez um pouco de medo. – Agora! – Ele afirmou rudemente.

- M-mas, senhor... Ela não pode sair. Ainda está em tratamento. – A recepcionista não sabia muito bem o que dizer.

- Não me lembro de ter perguntando se ela pode sair ou não. Preciso levá-la agora! – Sem esperar qualquer resposta, Gold percorreu o caminho que conhecia bem. Andou devagar para não chamar muita atenção e entrou no quarto de sua amada. – Belle. – Ele sussurrou mesmo sabendo que ela não se lembraria.

- Quem é Belle? – Ela perguntou. Ambos estavam cansados dessa pergunta.

- Qual o seu nome? – Gold se sentou sem ser convidado. A garota não estava surpresa. Ele sempre fazia isso. Todos os médicos diziam que ele ia lá e ficava sentado durante horas, normalmente, quando ela estava dormindo.

- Eu... Hã... Me chame de Lacey. – Ela parecia decidida e, de fato estava.

- Bem (...) Lacey. – Chamar o amor da sua vida com algo que não era o seu nome, não era uma tarefa muito fácil. Principalmente se você era um homem, na casa dos cinquenta (ou seria dos quinhentos?), cabeça-dura, que, vê defeitos em tudo. – Hoje eu não vim para te deixar presa nessa cama. Hoje nós, eu e você, vamos dar um passeio. Eu sei que você não se lembra de quem você é, portanto, pensei em passarmos onde você trabalhava. Você adorava lá. Quando não estava comigo ou em casa, estava no seu trabalho.

- Com... Com o que eu trabalho? – Ela parecia mais confusa do que nunca.

- Você trabalha numa biblioteca. Trabalha com livros. Sempre os adorou. Amava levá-los para casa e passar noites lendo, até terminá-los.

- E-eu lia sobre o que? – Ela estava começando a ficar interessada.

- Lia sobre tudo! Não discriminava nenhum livro. Todos eram seus preferidos. E, quando acabava de lê-los, você gostava de contar as histórias para mim. Toda noite havia uma história nova.

- Você gostava quando eu fazia isso? – Bel(...) Lacey se sentou na cama hospitalar e sorriu amavelmente.

- É uma das coisas que mais gosto em você. O jeito como é doce e quer dividir algo que você ama com alguém que você ama... É simplesmente perfeito.

Nem Lacey, nem Gold sabiam o que dizer. Um silêncio constrangedor invadiu o quarto e a garota suspirou. Ela não tinha certeza se gostaria de ir nessa tal biblioteca. Ainda mais com o homem que a beijou enquanto dormia. Por mais que o olhar de Gold mostrasse total vontade de ela ir, Lacey estava em dúvida. Na verdade... Que mal faria ela ir com ele? Era só uma biblioteca! Apenas livros.

- Tudo bem. Eu vou. – O rosto do homem se iluminou e ele sorriu amável. – M-mas, eu não tenho nenhuma roupa para vestir. – Ela disse segurando a barra da camisola amarela do hospital.

- Você não precisa se preocupar com suas roupas. Está perfeita assim, sempre estará perfeita. Não importa o que você veste ou até mesmo o jeito que seu cabelo está arrumado. Mas, se você realmente quiser uma roupa, podemos passar onde eu moro, lá tem todas as suas roupas. Você pode escolher a que quiser.

Ok. Isso era perigoso demais.

- É... Acho que vou assim mesmo. – A garota sorriu com vergonha. – A- A gente vai agora?

Gold assentiu com a cabeça. Tentou não mostrar muita empolgação, porém, a mesma estava estampada em seu rosto.

- Sim, nós vamos. Hã... Vou assinar os documentos da sua saída. As roupas que você veio para o hospital estão ali. Você pode vesti-las se não quiser ir de camisola. – Ele sorriu e se levantou. – Estou te esperando na recepção em dez minutos.

Gold saiu do quarto enquanto Lacey se trocava.

- Como disse mais cedo, vou levar Belle. A trago de noite. Onde estão os papéis que eu preciso assinar? – A mesma mulher que o antedera alguns minutos antes, a contra gosto, empurrou-lhe uma prancheta com os devidos papéis que ele deveria assinar.

Após os dez minutos, Lacey estava parada atrás de Gold, apenas esperando para que ambos pudessem ir a tal biblioteca.

- Não importa o que aconteça, você vai me trazer para o hospital de noite? – Ela perguntou. Ele não sabia se era por preocupação, vontade ou falta de vontade.

- Sim. Eu vou. Quero dizer, foi o que combinei com os médicos, porém, amanhã posso voltar para pegá-la novamente. – Ele sorriu. Ela fez o mesmo. – Vamos? – Gold esticou o braço para que Lacey o segurasse, afinal, ela não sabia o caminho...

***

- Então... é aqui que eu trabalho? – Ela parecia admirada com a quantidade de livros.

- Sim. É aqui. – Ele sorriu, feliz por ela ter gostado.

- Go... Gold. – Sua voz saíra estridente, como que um sussurro. Quase como um grito. – Gold! – Lacey correu até o homem e o abraçou fortemente.

- O que houve Lacey? – Ele estava preocupado.

- Qu-quem é Lacey? Gold! Eu me lembro! – Ela sorriu feliz e lágrimas escorreram de seus olhos.

- Vo-você se lembra? – Ela assentiu com a cabeça.

Era mentira. Ela não havia se lembrado. Nunca se lembraria. Nunca se lembrou. Ele nunca descobriu a verdade. . Foi para o túmulo achando que Lacey finalmente era Belle de novo. Ela não era. Nunca seria sua amada Belle.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Sim, é triste demais D:
Não esqueçam de mandar reviews!
Beijinhos com gosto de maçã ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!