Back In Town
4 Waking Up
Notas iniciais
- Família de Jack McCoy? – ouviram o doutor anunciar. Todos se levantaram rapidamente, e a primeira a perguntar foi, claro, Abbie.
- Doutor, como ele está?
- Bem, ele acabou de sair da cirurgia, a qual ocorreu perfeitamente bem. Ainda está sobre o efeito de sedativos, mas já no quarto.
- Quando posso vê-lo? – ainda era a rodada de perguntas da morena.
- Estamos permitindo que uma pessoa passe a noite com ele aqui, mas por enquanto, sem visitas, ainda estamos estabilizando-o. Vão para casa e descansem. Daqui há, mais ou menos, duas horas ele irá acordar e poderá receber visitas até às 21 p.m., quando só poderá permanecer uma pessoa durante a noite. Vocês terão de 19 p.m. até às 21 p.m., então vão para casa, relaxem e depois vocês voltam para vê-lo. – o doutor terminou as instruções, e todos concordaram.
- C’mon Abs, I’ll take you home. – Ed ofereceu, a mulher deu um sorriso cansado em agradecimento e aceitou a carona do detetive.
••
Já em casa, Abbie foi tomar um banho relaxante. Queria tirar logo o sangue de Jack de seu corpo. Era como se estivesse lá só para lembra-la de todo o evento. Preparou um banho relaxante de espuma, provavelmente só isso iria acalma-la naquele momento.
Vestiu-se com algo mais casual e fez um rabo de cavalo alto, provavelmente ela iria passar a noite no hospital, ou assim esperava. Ainda faltava uma hora para que Jack acordasse, e a tentação de voltar ao hospital estava grande. Arranjou qualquer coisa na geladeira para comer e beber, já que não comia desde a noite passada. Encontrou um pequeno bilhete em seu balcão.
“Dear Abbie,
Saí cedo e não quis te acordar, já que você não irá trabalhar hoje. Foi muito bom revê-la, de verdade. Você fez muito falta aqui em NY. Mais tarde venho buscar minha jaqueta, deixei aqui, pois você parecia com frio e não consegui achar nenhum cobertor.
Love, Jack.”
A morena sorriu com a doçura do promotor e pegou sua jaqueta no sofá. Ela podia sentir o cheiro de Malbec impregnado na jaqueta. Olhou no relógio. 18:30 p.m. Hora de ir.
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Chegou no hospital por volta de 18:45 p.m. e, surpreendentemente, não encontrou ninguém conhecido na sala de espera. Se direcionou ao balcão e perguntou à enfermeira:
- Excuse me, is Jack McCoy already taking visitors? – a enfermeira checou em seu computador.
- Yes, he is. Mas eu vou precisar de identidade. – pediu. Carmichael a olhou confusa, mas pegou a carteira e mostrou a identidade e o emblema da promotoria. — Desculpe pelo transtorno, mas a promotoria está garantindo a saúde do sr. McCoy. – a enfermeira justificou. – Ele está no quarto 386. Têm guardas na porta do quarto. – Abbie deu um sorriso para a mulher e se dirigiu ao quarto.
Chegando lá, os guardas pediram por identificação e retiraram as armas que a morena carregava. Permitiram sua entrada rudemente, provavelmente pensando nas horas que teriam que ficar ali. Jack ainda estava apagado, sobre efeito dos sedativos que lhe deram. E ele dormia tão... pacífico.
Abbie aproximou-se da maca e passou a mão levemente pelo cabelo do homem, fazendo um pequeno cafuné, antes de se sentar na poltrona desconfortável, típica de hospital. Pegou o livro que havia trago, o best seller “Heat Wave”, de Richard Castle.
Não percebeu quanto tempo havia se passado, aquele livro realmente prendia o leitor. Só saiu de seu transe quando ouviu a voz dele chamando-a.
- Abbie? – levantou seu olhar para ele rapidamente, antes de fechar o livro.
- Hey, how you’re feeling? You’re okay? Is your arm hurting? Quer mais morfina? Eu posso chamar a enfermeira se...
- Abs, it’s fine. – Jack a interrompeu rindo, sem ter certeza de até quando aquilo poderia continuar. Ela sorriu. – Thanks. – Abbie olhou-o confusa. – Eu sei que se você não tivesse feito pressão no ombro após os tiros, eu poderia não ter sobrevivido. – ela sorriu, sem graça.
- It was nothing. – ela respondeu, e ele deu um meio sorriso, como se dizendo que discordava.
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