Baby, it's cold outside
1 Capítulo único.
Notas iniciais
Lumos
Boa leitura.
James havia dado uma festa de natal em sua casa, era o natal do seu sexto ano, e ele havia chamado seus amigos e amigas. Acreditem ou não, Lilian havia vindo também. Mais para acompanhar suas amigas, que por realmente querer ficar em uma festa de James Potter.
Havia sido uma pequena festa, apenas Peter, Sirius e Remus, e as meninas, Doe, Lene e Lily. Em algum momento da noite, Marlene havia cedido e ficado com Sirius, o que James considerava um presente de natal para o amigo peludo. Sirius então havia levado Lene para casa, Remus como o cavalheiro que era acompanhou Dorcas, e Peter? Ah esse ninguém sabia quando saiu, ele apenas desapareceu.
James se virou, acabara de levar Remus e Dorcas até a porta, achou estar sozinho em casa, mas ao virar o olhar para a lareira da casa, viu uma ruiva, cabelos reluzindo como o fogo que crepitava, o vestido vermelho lhe caíra muito bem, e o moreno lembrava de ter dito isso à garota. Ele coçou a garganta, e ela pareceu se assustar.
_ Desculpa, Potter. – Lily se virou assustada, e encarou o garoto que estava encostado na parede ao lado da porta, com um sorriso doce em seus lábios.
_ Me chame de James, Lírio. Estamos sozinhos, não precisa manter a pose.
Lilian corou, e ele não entendeu o porque daquilo, mas sorriu. James se aproximou dela, e encarou o que ela antes olhava perto da lareira, algumas fotos da família dele. Potter sorriu mais largamente.
_ Todos já foram? – Lily perguntou surpresa.
_ Acredito eu que sim. Não me lembro de ter visto Peter sair, mas se ele estiver aqui, está escondido em algum canto, sorrateiramente dormindo. – O garoto respondeu-lhe.
A garota olhou para seu sapato preto, e para a meia calça que parecia-lhe tão interessante. Ela com um corar, piscou demoradamente, e se levantou. – Acredito que já seja hora de eu partir.
_ Ainda está cedo. – James disse desencorajando-a.
Lily olhou para seu relógio. Uma e meia da manhã. – Está tarde, James.
_ É apenas uma questão de perspectiva. – o jovem piscou sedutor.
_ Eu realmente devo ir. – Ela sorriu pegando o goro com o qual viera e seu cachecol.
_ Espere mais um pouco, está tão frio lá fora. – Lily sorriu perante a persistência do garoto.
_ Essa noite foi realmente ótima, mas eu preciso ir. – Ela tentou novamente.
_ Nem pense em sair por essa porta, eu vou me sentir mal se fosse sair com esse frio. – ele encorajou-a a ficar, e então partiu em direção a ela. Pegou suas mãos geladas, as luvas haviam ficado no bolso do casaco. – Vamos, sente-se, não sinta vergonha.
A ruiva se sentou próxima à lareira, e mesmo estranhando a proximidade dos dois não se incomodou em manda-lo sentar longe. Ela encarava a lenha a dar leves estouros na lareira, o fogo estava a convidando para ficar ali o resto da noite.
_ Minha mãe deve estar preocupada. – Lily comentou como se voltando a realidade.
_ Não se preocupe, ela provavelmente deve estar tomando um drinque quente e aproveitando a linda noite. – James a acalantou.
_ Meu pai deve estar feito louco, já imagino ele fazendo um buraco no chão. – ela comentou, os olhos verdes esmeralda a encarar o fogo, a pele sentindo a pele de James em contato com a sua.
_ Eu me responsabilizarei se isso acontecer. – James sorriu docemente. – Vamos, tome mais um pouco de cerveja amanteigada comigo, e então lhe deixarei ir.
_ Tudo bem, talvez meio copo de Whisky de fogo. – ela lhe piscou o olho, e sorriu.
_ Por que não escolhe algum disco para tocar enquanto eu preparo? – ele sugeriu, se levantando e ela assentiu.
A musica boa soava enquanto ela tomava aquele meio copo de Whisky de fogo. E também enquanto ela tomava mais um copo completo. Seu corpo já se mexia com James sorrindo enquanto ela tomava um pouco de cerveja amanteigada.
Os dois conversavam animadamente. Lily contava ao garoto sobre como odiava ver a irmã com aquela morsa que ela tinha de namorado. James comentou como aconteceu de Sirius vir morar com ele, e como realmente parecia agora que ele tinha um irmão, e de como ele gostou disso.
O disco acabou, e com o silencio veio a realidade. Lily se assustou ao ver alguns vizinhos de James encarando a janela e os dois. – Merlin, preciso ir embora, o que seus vizinhos vão pensar.
_ Eu pouco me importo. – acalmou o garoto – E está tão frio lá fora.
_ Quantos drinques eu tomei? – a garota estava corada, e James se perguntava se era por conta da bebida que fez efeito, ou por notar que havia tomado mais do que devia.
_ Alguns. – ele sorriu.
_ Eu preciso ir. – ela se levantou rapidamente, mas James como um esperto apanhador, foi mais rápido e parou diante dela, a puxando novamente para o sofá.
_ Você não vai conseguir um taxi agora. – alertou o garoto.
Lily não queria realmente ir. Sabia que precisava sair dali, mas não queria. Alguma coisa calorosa no ar – fora a lareira – lhe encantava em passar a noite assim. James estava sendo tão cavalheiro, e encantador.
O moreno não podia negar que estava adorando tê-la ali. E quando os seus olhares se encontraram por mais de alguns minutos, envoltos no silencio e calor da lareira, ele jurou ter visto aqueles olhos verdes brilharem como esmeraldas.
_ Posso tirar seu chapéu? – ele pediu e sem esperar resposta tirou o chapéu e o cachecol. – Seu cabelo está muito bonito hoje.
_ Obrigada! – ela sorriu e desviou o olhar, sabendo que suas bochechas estavam mais vermelhas do que esperava. Culpou a bebida que havia tomado.
_ Quer beber mais alguma coisa? – ele perguntou cortês.
_ Eu acredito que deveria dizer não, senhor. Mas eu adoraria. – ela sorriu.
_ Se importa se eu sentar mais perto de você? – ele disse ao voltar com dois copos de cerveja amanteigada.
_ James, eu acredito que é melhor você continuar mantendo a distancia. Ambos sabemos que tenta me seduzir há anos, e eu nunca correspondi aos seus sentimentos. – a garota disse se levantando drasticamente. – Não quero que confunda qualquer coisa que venha a acontecer hoje.
O garoto desviou o olhar, e encarou o chão, ela sabia que sempre o feria, talvez esse fosse um poder especial dela. – Eu acredito que realmente deveria ir agora.
_ Não, por favor, fique mais um pouco. Juro que não forçarei nada. – ele sorriu, mas a magoa estava ali, ela sabia. – Eu vou leva-la até sua casa, é perigoso sair à noite, é só esperar Almofadinhas voltar.
_ Não, James, eu realmente devo ir.
_ Está muito frio, espere um pouco mais. – Ele implorou, se levantando e ficando em frente a ela.
_ Não, não e não, James. A resposta é não.
_ Mas está muito frio lá fora. – ele tentou novamente.
Lily foi caminhando, pegou seu cachecol e seu goro, foi até a porta e parou. James se aproximou dela, ficando cara a cara com ela. – Você tem sido...
_ Sortudo? – James sorriu doce – Quando mais terei a sorte de ter você assim comigo?
_ Legal. – ela voltou ao ponto que parou – Você tem sido muito legal, e acolhedor. – a ruiva abriu a porta, e foi possuída por uma rajada de vento gelado.
_ Veja só, não está fácil lá fora. – o moreno disse fechando a porta com o pé.
_ James, minha irmã vai ficar enchendo a cabeça da minha mãe com baboseiras.
O garoto sabia que não devia, mas ficou encarando aqueles lábios e percebendo que eles eram mais bonitos e deliciosos do que sempre acreditou que fossem. Ele nem ao menos ouviu o que ela disse, e se envergonhou disso.
Sirius voltou, o sorriso estampado no rosto canalha, ela havia lhe dado um beijo, e ele havia gostado. E como não gostar?
_ Eu tenho que ir embora. – Lily tentou novamente.
_ Eu te levarei para ter certeza que não congelará. – James sorriu.
_ Me passe meu casaco, por favor. – ela pediu e ele o pegou no armário. Ajudou-a a colocar, e então sorriu. Colocou logo dois casacos em si mesmo, e fechou a porta.
Eles estavam na metade da rua do garoto quando ele notou que a garota tremia nas pernas. – Quem manda andar com essas lindas pernas à mostra? – Suas pernas estão tremendo, minha querida.
_ É, eu devia ter usado uma calça. – ela comentou.
_ Toma. – o garoto tirou um dos seus casacos, um longo sobretudo preto, e colocou sobre os ombros da menina que era tão pequena, que o casaco cobriu até metade da panturrilha dela.
Eles andaram lado a lado até a casa da garota, que ele notou, não era tão longe da dele, apenas dois bairros de distancia. Assim que chegaram a casa dela, ela o olhou docemente.
_ Você foi incrivelmente ótimo esta noite. – Lily sorriu, e seus olhos encontram os dele, ela pegou docemente na mão dele, sentiu ele tremer. – Está com frio?
_ Não, você sabe que não. – James respondeu e corou, pela primeira vez em anos ela o viu corar.
_ Isso tudo vai dar o que falar pela manhã, mas não me importo. – a garota disse, e olhou para os lados. Ninguém na rua – notificou a si mesma. Sua casa propriamente escura, provavelmente os pais já tinham dormido, e Túnia não tinha chegado.
E para a surpresa de James, ela se ergueu na ponta dos pés e beijou sua bochecha. Beijou a outra bochecha, e com um olhar de duvida beijou os lábios dele. Um beijo calmo, com gosto de desejo e agradecimento. James após alguns segundos finalmente notou o que acontecia, pegou a cintura fina dela, e puxando-a pra perto aprofundou o beijo.
Ela acabou com o beijo algum tempo depois, ainda na ponta dos pés e com os braços fortes dele em sua cintura, ela aproximou sua boca da orelha dele e sussurrou – Obrigada pela ótima noite, James.
O garoto nada disse, apenas sorriu, e soltou lentamente a cintura dela, ela lhe entregou o casaco, e foi andando até sua própria casa. Ele permaneceu lá até que viu que a luz de um dos quartos se acendia. Então com a cabeça ainda confusa com o acontecido voltou para casa.
No momento em que entrou em sua própria casa, sabia que estava com o mesmo sorriso idiota que Sirius tinha quando entrou mais cedo. E enquanto arrumava a casa, juntava os copos espalhados e apagava a lareira, ele notava que em cada canto ainda tinha um pouco dela. O cheiro dela.
Ele sempre iria confirmar que aquele foi realmente o melhor presente que já ganhou na vida. A companhia dela, e ainda, mais do que isso, um beijo dela.
Notas finais
Beijos repletos de cerveja amanteigada para vocês, meus amores.
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