Baby I'm Sorry
1 Capitulo 1 - Quando tudo começou...
Notas iniciais
Domingo, 22 de fevereiro de 2015.
Meu nome é Chae Jin, e hoje é meu aniversario de 89 anos, já estou velho e perto de morrer, então decidi dedicar esses meus últimos momentos de vida para lhes contar uma história que se trata de mentiras, traições, honra e amizade que termina em morte, na morte de meus quatro amigos, que eu nunca, jamais irei esquecer, eu estive com eles desde o começo até o fim, o doloroso fim, a culpa foi minha! Toda minha...
Sexta-feira, 20 de fevereiro de 1944.
– Ah! Hoje o dia está realmente agradável!
– Em minha opinião, estaria muito melhor se tivesse garotas aqui.
– Qual é In Soo? Deixa de ser estraga prazeres!
– Não, não! In Soo tem razão, praia sem garotas não tem graça. – Disse Se Yong com um sorriso perverso no rosto, nesse exato momento chegaram Gun Woo e Jun Q correndo em nossa direção com uma sacola cheia de cerveja.
– Há! Eu não disse que ia ser moleza?! – Gun Woo fala com um ar convencido entregando uma cerveja na mão de cada.
– Hyung é o melhor! – Disse Jun Q que se divertia pelo fato de seu irmão mais velho ter consigo pegar as cervejas sem que o dono do bar visse.
– Sou mesmo! Sou o melhor do grupo!
– Mas que mentira! Eu sou o melhor! – Se Yong levantou ficando frente a frente com Gun Woo. – Fui eu quem ajudou você a escapar da ultima vez lembra?
– Mas essa vez não conta! Alem do mais... Fui eu que te salvei da morte duas vezes!
– Quando isso?
– Não se faça de desentendido, todos nos sabemos que você não sabe nadar, você já caiu no lago duas vezes, e dessas duas vezes, foi eu quem te tirou de lá!
– Tá legal! Chega! – Levantei me pondo entre os dois. – Ninguém aqui é melhor que ninguém! Todos nos temos nossos defeitos e qualidades.
– Eu posso até não saber nadar... Mas pelo menos não sou eu que morro de medo de aranha né... Mulherzinha!
– AGORA VOCÊ LEVA UMA SURRA! – Gun Woo pulou para cima de Se Yong lhe desferindo um soco no nariz, Se Yong que tinha sido pego de surpresa, caiu pra traz com o nariz sangrando.
– QUAL É O SEU PROBLEMA CARA?! – In Soo gritou para Gun Woo ajudando Se Yong a levantar. – Você está bem?
– Sim...
– QUER SABER EU VOU EMBORA DAQUI! – Gritou Gun Woo andando em direção à rua. – Vocês são patéticos...
– MAS HYUNG! ACABAMOS DE CHEGAR! – Jun Q gritou parra que seu irmão o ouvisse, mas ele o ignorou. – Aishi! Ele está realmente irritado! Hoje ele quebrou meu radio sem motivo nenhum! Simplesmente o tacou na parede e agora... Quase quebra o nariz do Se Yong...
– Algo esta errado... Gun Woo não é dessas coisas. – Digo pensativo.
– Sim... Mais agora vamos mudar de assunto! – In Soo abre um sorriso no rosto. – Seu aniversario é daqui a dois dias Chae Jin! Já pensou no que vai querer?
– Ainda não... Sugerem algo? – Sorrio sugestivamente e Se Yung se levanta ainda com a mão no nariz.
– Poderíamos falar sobre isso quando o meu nariz parar de sangrar?
– Vamos para minha casa então, tenho certeza que a mãe esta fazendo aquele macarrão! – In Soo diz se levantando levando os braços para o alto se espreguiçando.
– Vamos! Ai a Se Ha vai cuidar de mim! – Se Yung sorri malicioso.
– Aishi! Você ainda ta nessa? – Gargalho. – Você esta tentando algo com ela dez que eu me entendo por gente!
– Eu ainda to vendo a hora de ela perder a paciência de vez e lhe dar uma bela surra! – Jun Q rir junto.
– Vocês não sabem de nada! Ela ainda vai cair feito véu na minha lábia! – Se Yung diz e todos nos rimos.
– Se Yung, meu amigo, ela é minha irmã! Nunca vai cair na sua lábia. – In Soo diz pegando no ombro de Se Yung rindo. – Agora vamos?!
– Mas gente e as cervejas? – Jung Q pergunta de forma inocente.
– Ah... Deixa ai! – Respondo e fomos andando para a casa de In Soo, naquele momento eu só conseguia pensar naquele macarrão da Tia In He e de Se Ha dando uns foras em Se Yung, é... O dia seria bem divertido.
[...]
Eu estava indo para minha casa, a rua estava bem movimentada como de costume, Seul é sempre bem movimentada, hoje eu realmente tinha perdido a cabeça muito rápido, depois tenho que lembrar de pedir desculpas para Se Yung e comprar um radio novo para o meu irmão. Eu ainda continuava meu rumo quando um carro me parou.
– Você é o Gun Woo? – Me perguntou o homem bem vestido dentro do carro.
– Ah... Sou eu sim, posso ajudar o senhor em algo?
– Na verdade, foi eu que lhe contratei para o serviço de ontem, o qual você o executou muito bem.
– Oh! É um prazer conhecê-lo Sr. Yamato! – O cumprimentei de forma tradicional. – Apenas fiz meu trabalho.
– Sim, sim! – Ele sorri mais logo ficou serio novamente. – Tenho mais um serviço para você, se você o fizer bem novamente... Considere se de emprego fixo.
– O que eu tenho que fazer? – Me aproximo do carro interessado.
[...]
Tia In He realmente tinha feito o seu delicioso macarrão como In Soo tinha dito, Se Ha foi obrigada pela mãe a cuidar do nariz de Se Yung e jurou que iria amaldiçoar Gun Woo por isso. Depois de almoçarmos Se Ha nos fez lavar a louça e só então fomos para o quarto de In Soo. O quarto era simples e típico da época, chão de madeira, parede branca, nada extravagante. Eu, Jun Q e In Soo se sentamos na cama enquanto Se Yung se deitou no chão como sempre todo largado.
– Eu estou realmente cheio!
– Comi feito porco! – Diz Se Yung, Se Yung era alto e magro, eu sempre me perguntava como ele conseguia ser magro, ele comia como um porco, sua pele era branca, seus cabelos eram pretos e lisos e olhos da mesma cor.
– Você é um porco! – In Soo rir, In Soo também era alto, mas tinha um corpo forte e a pele morena, cabelos lisos e castanhos e olhos da mesma cor. Jun Q como sempre apenas ria, ele era o mais novo, tinha 15, Jun Q também era magro, tinha a pele branca, cabelo loiro, liso e olhos pretos iguais à Gun Woo seu irmão, que infelizmente não estava aqui com a gente no momento.
Os meninos ainda continuavam a conversar, mais eu apenas fingia que estava prestando a tensão, naquele momento eu só pensava onde poderia estar Gun Woo e no que ele estava fazendo.
[...]
Soquei o adversário, um chute pela direita e outro soco pela esquerda, o levando ao chão devido aos golpes. Logo em seguida eu já desferia mais golpes em outros caras, eram 10 homens, eu já estava com o rosto sangrando e completamente cansado e com o corpo dolorido, tinham mais cinco homens comigo que também trabalhavam para o Sr. Yamato, todos japoneses, eu era o único coreano, eu era um traidor na visão de meus adversários, mais quem se importa, eu queria a grana, subi em uma das mesas do bar e dei a famosa “voadora” no ultimo homem que estava a minha frente, o acertei bem na costela, caímos juntos, com aquilo eu também havia me ferrado, agora eu não tinha só quebrado o homem como também havia quebrado a mim mesmo, levantei com muita dificuldade e sentindo muitas dores, o serviçinho tinha acabado.
– Gun Woo! – Um dos homens que trabalhava para o Sr. Yamato me chamou. – É só para lembrar que você não deve comentar sobre esse trabalho com ninguém. Isso iria estragar tudo, fique atento, qualquer deslize... E teremos que te matar.
– Ham? – Rio com a situação arqueando as sobrancelhas. – Vocês, me matarem? Não me faça rir! – Coloco as mãos nos bolsos da minha calça. – Eu acabei com aqueles velhotes praticamente sozinho, vocês não fizeram nada alem de beber e comer rosquinha!
– Olha lá como você fala comigo seu pirralho! – O homem me puxou pela gola da camisa. – Eu te quebro a cara...
– Quebra! – Sorrio provocador. – Vamos ver o que seu chefe vai achar disso! Já que... Foi graças a mim que o plano dele deu certo, velho gordo!
– Filho da... Aishi! – Ele me olha irritado por um tempo e depois me larga com força no chão, aquilo tinha acabado comigo, mas como de costume eu apenas ri. – Trate de aparecer amanhã no mesmo horário e não se atrase! – Com isso, ele e os outros quatro homens foram embora me deixando largado no chão ainda me recuperando da dor e do cansaço.
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