Baby Girl

2 Esbarrões


Notas iniciais
Oiê gente, esse capítulo demorou pacas, porque além da falta de criatividade, deu um bug na minha conta e eu não pude postar :( Mas enfim, espero que gostem :3

—Ahhh, ele é tão lindo, não é? -Ouvi a voz insistente da Cher, que descobri mais tarde ser a menina de cabelos azuis que me direcionou para o meu mais novo e cavalesco professor de literatura. -Oiêêê, Nina, tô falando com você.

— This hit that ice cold Michelle Pfeiffer that white gold- cantei, com a minha linda voz de sereia.

— Ahh, claro, não responde, porque tá sem coragem de admitir que achou nosso professor gostosão, né gata -disse ela, tentando de irritar, o que funcionou um pouco.

— Primeiro de tudo -Eu disse retirando os fones -não te dei intimidade pra me chamar de apelidinhos escrotos que você usava com seus antigos amigos, se é que se pode chamar aquilo de amigos, pelo amor né -Desabafei.

— Ui, a gatinha tá mostrando as garras. Vai linda, fala mais coisas, que eu tô preparada -Cher disse rindo, essa menina leva tudo na brincadeira.

— Segundo, eu não achei ele um "gostosão". Pra mim, ele não passa de um daqueles professores estúpidos que vem pra escola só pra dar uma aula totalmente chata, sem nenhuma paixão pela profissão, pegar uns dinheiros e ir pra casa, ou, mais provável, gastar tudo em farra e bebida- Disse de uma vez, faltando um pouco o ar provocando um sorrisinho de canto na cabeleira azul.

— Menina, você é demais! Eu te batizo como minha mais nova melhor amiga, se sinta privilegiada.

—Engraçado, não me lembro disso ser um privilégio -Cher começou a gargalhar que nem uma criança quando consegue convencer a mãe a comprar o novo brinquedo que todas as outras crianças querem.

—Ah, para com isso, por mais que você seja bruta quanto todo mundo fala, deve detestar ser uma pessoa sozinha, vai, todo mundo precisa de uma companhia.

Quando ela falou isso, meu chão desabou. Sozinha era a palavra que me definia ultimamente, nunca mais fui a mesma depois daquele dia. A chuva que caia não parecia ser nada perante a mim e a minha boneca de pano, a minha preferida, nossas brincadeiras infantis e nossas aventuras inacreditáveis. Mas aquela chuva, especialmente aquela, parecia que tinha sido feita para me avisar o que estava por vir, parecia me alertar sobre o meu futuro, meu desastroso futuro. Minha medíocre vida, que nunca mais seria a mesma depois daquele dia. Sei que não era culpa da Cher ou da minha família, se é que eu ainda a podia chama-la assim, ou de ninguém. Mas culpava a todos, principalmente a mim mesma. Nunca conseguiria um amigo naquele colégio de mauricinhos porque nenhum deles nunca me entenderia, nem a dor que eu havia sentido e continuo sentindo até hoje.

—Hey, o que foi, Nina? Você ficou com uma cara de uma hora para outra, e me deixou falando sozinha, como sempre né, mas no que tá pensando?

—Não é da sua conta cabeleira, agora que já tá no toque vou voltar pra sala, pode ser que certas pessoas me deixem em paz -senti uma raiva passageira da Cher, geralmente é que eu sinto por todo mundo, raiva, raiva e raiva. Nossa que "bad", o melhor a fazer é ir pra sala mesmo, daqui a pouco nem eu mesma me suporto.

Depois de mais uma sessão torturante de álgebra 2 e geometria, eu finalmente pude sair daquele inferno de escola pra entrar no meu inferno 2.0. Na mesma hora que eu estava passando na catraca, um ser com ruivo com 2 metros de altura me atropelou, me fazendo derrubar as porcarias dos livros, que eram muitos. Meu dia tá agitado hoje, viu.

—Desculpa mesmo, é que eu tô com pressa, você tá bem? -ele perguntou, educado demais, até.

—Sim, tá beleza -ele me ajudou a juntar os livros e depois disso ficou um clima meio estranho entre a gente.

—Ahn, meu nome é Erick, você é a Nina certo? -ele me conhece?

—Pensei que ninguém me conhecia -eu disse com a cara de sempre.

Ele abriu um sorriso de orelha a orelha, que, diga-se de passagem, era lindo, e olhou pra mim com uma cara divertida.

—O que foi? O que você tá olhando -perguntei um pouco ríspida.

—Nada, só a garota mais interessante que eu já conheci na vida -ele disse se aproximando, mas eu barrei antes que fizesse alguma coisa.

—Você não tava com pressa, ô ruivinho? -disse, fazendo-o arregalar um pouco os olhos.

—Você presta muito atenção nos detalhes, mas é verdade, eu tô sim, depois a gente se fala Nina.

Com depois você quer dizer nunca, certo? Falei pra mim mesma enquanto assentia com a cabeça e via ele indo embora. Ele era mesmo muito lindo. Mas o que diabos eu ainda tô fazendo parada na porta do colégio, tenho que ir pra casa agora, ou se não o jantar vai ser picadinho de Nina com mostarda.

Enquanto eu andava louca, feita uma barata tonta, procurando minha chave dentro da minha bolsa no estacionamento ainda na escola (N/A: essa menina não chega em casa nunca), outro gigante esbarrou em mim, fazendo-me derrubar todos os livros da escola de novo. DE NOVO.

—OLHA AQUI MEU FILHO, VOCÊ NÃO OLHA POR ONDE ANDA, NÃO -falei, já soltando o berreiro.

Me arrependi assim que vi o rosto da criatura. Senhoras e senhores, o Senhor Cavalo, além de ter o dom de humilhar garotinhas inocentes em frente de toda a sala, também tinha o dom de esbarrar nelas enquanto elas procuram as chaves de casa.

—Por onde eu ando? Não sou eu que estou com a cara dentro de uma bolsa procurando alguma coisa, provavelmente inútil, e vendo absolutamente nada.

Chato.

—Olha só, o que eu tô procurando é isso -disse, levantando as chaves pra ele, com uma cara de vitória -E elas são bem úteis sim, falou?

Diferente do outro cara, ele não sorriu, ele simplesmente riu. Riu com muito desdém.

—Não se preocupe, estou vendo o quão importante é a chave para a garotinha abrir sua casa de bonecas e brincar com suas barbies, certo? -ele riu mais. Mas que filho da mãe -Apenas vá pra casa, isso não é hora de crianças estarem na rua.

—Idiota. Como se fosse muito adulto, discutindo com uma garotinha que brinca de barbies -disse, com uma cara mais desdenhosa que a dele.

—Bem, digamos que nesse momento eu irei dirigir meu carro e irei para várias e várias boates, vou beber muito whisky, pegar muitas mulheres e levar uma ou duas pra um motel qualquer, aí você já sabe o que acontece. Enquanto você vai brincar de boneca e fazer umas lições de casa. É, acho que sou bem mais adulto, baby.

Eu tava de boca aberta. E totalmente vermelha, como aquele filho da mãe falou tudo isso sem nenhum medo? E eu achando que ele era um cara culto. Agora que eu sinto mais raiva dele. Minhas suposições estavam certas, e olha que isso raramente acontece.

—Sabia que eu podia ter gravado isso? E poderia entregar pro diretor pra ele te demitir agorinha?

—É claro que eu sabia, mas você não gravou, e mesmo se tivesse, não entregaria por diretor. -Ele disse como se aquilo fosse uma certeza absoluta da física, o que eu particularmente não entendo.

—O quê? E por quê não?

—Porque Nina -ele falou calmamente -eu sei o seu segredo.

Notas finais
Nina: http://i300.photobucket.com/albums/nn20/rosemurielblack/week-in-review-lily-collins-gifs-2_zpsg5ndit7h.gif Isaac: http://media2.giphy.com/media/1xHeWqpsUtjm8/giphy.gif Cher: http://33.media.tumblr.com/eb4482167974ad8a72a09ced5b539922/tumblr_nkcp2wtTbr1rqyzcno4_250.gif Desculpem algum erro Reviews? Xoxo
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.