Baby ! ...Cicatrizes Passadas...

10 Capítulo 10 - A Thousand Faces.


Notas iniciais
Olá povo ! Eu sei, eu sei... demorei pacas,mas é que com o fim de ano tava corrido, passei por uma pressão psicológica dos infernos, e depois acabei travando. Tipo , sabendo o que fazer, mas não conseguindo descrever. Bom não vou ficar enrolando, bora ao capítulo, e nas notas finais farei alguns esclarecimentos, ok?

Creed — A Thousand Faces.

Stanford University...

(...) Peeta Mellark venhamos por meio de esta comunicá-lo que foi aceito para fazer parte de nosso corpo discente (...). Compareça na data referente para matricula, reserva de dormitório, entre outros procedimentos...

Era milésima vez que Peeta observava sua carta de aceitação. Tinha sido aceito para que cursasse através de uma bolsa integral referente a continuar jogando no time da casa. Não se sabe se seria a estrela do time ou conseguisse o posto a qual era no time de sua escola, mas o que era de muita importância está conseguindo realizar seu desejo. Um desejo a qual morreu no momento em que decidiu fazer parte de uma mentira.

Não sabia por que ainda continuava lendo aquela carta, pois o razão dizia para ele queimá-la, jogá-la fora, mas o seu lado masoquista fazia com que a mente-se para se torturar. Não contou a ninguém sobre ter se inscrevido nessa universidade, pois nenhum olheiro de Stanford havia procurado talento em sua escola, somente contou com a sorte de pelo menos ser aceito para fazer um curso qualquer sem ter algo haver com esportes, porem, em suas mãos estava à prova de que alguém o viu e o queria no time de Stanford...

Era o fim. O que acreditava ser para Peeta, pois meses se passaram. Katniss tinha uma barriga de quase cinco meses, e no dia anterior havia sido sua formatura do colegial. Tanto para Peeta, Katniss e seus amigos eram o fim da adolescência, estavam entrando na maturidade e crescimento adulto, mas esse crescimento não faria parte de Peeta já que tinha decidido abdicar de seu sonho para está ao lado de Katniss ate ela ter o bebe e dá-lo para adoção. Depois disso veria alguma faculdade qualquer e faria um curso somente para dizer que cursou uma faculdade.

A frustração era tão grande para Peeta, que esses últimos meses pareciam tortura. Ele fez de tudo para fingir está tudo bem... Por consequência afastou um pouco de seus amigos que só o criticavam, com exceção de Cato, este que parecia distante e quando percebia sua existência, lhe dirigia um olhar indignado, invejoso, amargurado, mas que tentava esconder com desculpas ou semblantes distorcidos, porem aos poucos ficou distante.

Katniss... A relação entre eles parecia ter murchado, não era o mesmo desde a descoberta de sua gravidez. No entanto, ela demonstrava certos sentimentos como culpa, e que parecia ter uma bomba relógio perto de explodir... Bem, infelizmente, não explodiu.

Cansado de se lamentar, Peeta respirou fundo levantando de sua cama e mantendo a coragem de acabar com o objeto de sua tortura, porem assim que alcançou um isqueiro e apontou para a borda do papel, uma voz o fez paralisar.

-O que está fazendo? – ele olha em direção da porta vendo a figura de Katniss o encará-lo com a testa franzida.

-Bem, eu... — Peeta bem que tentou responder, mas antes que sua mente formulasse uma desculpa, viu Katniss em duas longas passadas chegar ate ele, tomando lhe o papel de suas mãos e lê-lo. Peeta não pode evitar erguer uma sobrancelha por ver que ainda estando com uma barriga que parecia mais ter engolido uma melancia media conseguir se mover tão rápido. Não... Obviamente era sua mente que estava lenta tornando os movimentos de qualquer pessoa mais ágeis.

-Você foi aceito em Stanford... Quando iria me contar?- Katniss o encarou sorrindo demonstrando sua alegria e orgulho pelo namorado ter conseguido uma vaga numa das melhores faculdades e que tinha um time impecável de futebol americano.

Peeta não responde de imediato, somente pega de volta a carta das mãos de Katniss, e volta a seguir de volta para onde está sua cama. Ele não conseguia entender porque Katniss parecia tão feliz por ele já que ela sabia que não teria como ir para aquela faculdade nas circunstancia que encontra. Seria tão hipócrita ao ponto de fingir felicidade na intenção de zombar dele? Não...

Para Katniss, em sua mente havia outro tipo de idealização. Apesar do tempo que passou ela não teve a chance de conversar sobre planos ou projetos futuro com Peeta... No intuito de não pirar, se afundou nos estudos para conseguir se formar no colegial, tendo isso como refugio de sua culpa, sentimentos sentidos por Cato, que apesar de manter distante, sempre assombrava seus pensamentos e desejos estranhos por ele. Mas naquele instante, ela realmente estava feliz por Peeta como também não entendia por ele se manter frio com aquela novidade para seu futuro.

-Grande coisa ser aceito se não poderei ir para ela... — Peeta finalmente responde fazendo uma bola com o papel em suas mãos jogando para longe.

Katniss observou seus movimentos e resposta com um olhar incrédulo, mas deixou toda sua confusão mental para tentar entende-lo. Foi ate onde a bola de papel estava e totalmente sem jeito a pegou do chão desamassando.

-Não sei por que tanto desdém. — a palavra certa a se dizer era: amargura, mas Katniss ponderou em dizer outra coisa vendo o que na verdade estava acontecendo com o namorado. — Falta de dinheiro não é razão para não ir já que seus pais sempre tiveram uma poupança a qual depositavam determinada quantia para pagar sua faculdade desde que nasceu. Então, não vejo razão alguma para deixar de ir.

Peeta bufa impaciente a encarando.

-Ir para a faculdade e te deixar aqui? Sabe que se eu for não estarei na hora que tiver o bebe, muito menos vou poder voltar... Talvez só quando formado... Você sabe que meus pais tinham decidido morarem em outra cidade caso eu fosse para uma faculdade, ate mesmo para facilitar para que eu pudesse visitá-los. E é o que vai acontecer seu eu for para Stanford.

Katniss observa cada palavra do namorado, mas não está convencida de deixa-lo desistir de seus sonhos por ela.

-Peeta... — ela caminha ate ele, sentando-se ao seu lado e o encarando. Pega em suas mãos, e volta a dizer olhando em seus olhos. – Eu não quero que fique.

Peeta franzia a testa confuso, pois como assim ela não quer?

-Você está terminando comigo? – ele pergunta aturdido.

Sim, era o que ele sente, pois mesmo que sua relação com Katniss tenha esfriado, ainda a amava, mas não esperava um termino daquele jeito.

Ela sorri, mas não um sorriso que chega de orelha a orelha.

-Não seja radical... Mas...

-Mas... — ele a incentiva continuar.

-Mas ainda que não existisse essa loucura de minha gravidez, eu também estaria indo para uma faculdade diferente da sua... Peeta uma relação a distancia não sobreviveria. E sejamos francos... Estaríamos em outro patamar em nossas vidas que o certo era curtir um pouco, cometer erros, tentar acertar e errar no caminho... É a vida. O que quero dizer é que independente de nós agora quero que vá para faculdade, e pra que ficar se tudo já está resolvido... Vou dar o bebe para adoção e depois disso, vou tentar correr atrás do prejuízo... Quem sabe ano que vem vou para a faculdade, mas nesse ano vou tentar me estabelecer um pouco. Agora você... Não pode ficar aqui.

Peeta não conseguia entender porque Katniss estava sendo tão fria e objetiva, mas outra parte, aquela que dizia: pare de questionar e abraça essa oportunidade seu otário, berrava em sua mente.

-Eu não sei se isso é certo... Se for estarei sendo egoísta.

Ela nega com a cabeça.

-Se ficar o egoísmo será meu. — rebate. — Peeta não quero que fique comigo e seja infeliz... E vamos pensar com otimismo. Hoje não vamos ficar juntos, mas quem sabe bem lá na frente o destino nos junte novamente, e que para que dessa vez as coisas possam ser da maneira certa.

Por mais que tentasse ser firme, Katniss por dentro sentia-se destruída, porem uma parte parecia está libertando ela do que fez a si mesma está presa numa corrente. Quanto ao seu bebe... Bem, por mais que suas palavras se referindo à adoção fossem tão frias e decididas, ela não poderia ser tão indiferente com o pequeno ser inocente que crescia em seu ventre... Emocionava-se quando ouvia o seu coraçãozinho durante as consultas, quando viu no ultrassom, chorou. Infelizmente não pode ver o sexo do bebe, mas dentro de seu coração sentia que seria uma menina... Doía quando pensava que ela não o teria mais depois que desse a luz, mas fazer o que se não tinha estrutura para criar um bebe... Então, escondia seus sentimentos pela criança de Peeta, ele não precisava saber que ela tinha duvidas quanto a adoção, mas ainda sim sua decisão mantinha-se a mesma.

-Não sei se consigo ir te deixando aqui... — ele sussurra desviando seus olhos dos dela.

-Consegue sim. — ela rebate.

-Katz, meus pais não vão permitir que eu vá e não assuma meus erros. — ele a olha aturdido.

Ela nega novamente com a cabeça.

-Assumir o que, quando não terá nada de assumir... Já está tudo decidido Peeta... E você ficar só vai fazer com que perca uma chance de ouro de cursar uma universidade magnifica, para ter que no fim cursar uma publica ou outra que somente fara um curso qualquer por não está mais apto para jogar no time da casa.

Ela realmente tinha razão, e Peeta não poderia negar. Vendo que o convenceu, Katniss prosseguiu a dizer.

-Escute... Vou está com você para contar a seus pais sobre Stanford, e nossa decisão. Além do mais mesmo contra gosto aceitaram com adoção do bebe, e acho que não vão se opuser a esta. É... – ela abaixa a cabeça. – Você estando aqui, acho que corro o risco de voltar atrás com a primeira decisão... E não estando conseguirei manter a mesma...

Isso foi o suficiente para convencer Peeta, pois ele não queria ter de assumir um filho de um monstro que foi capaz de fazer o que fez e não dar sua cara a tapa. Acreditou que com a gravidez de Katniss o infeliz poderia dar algum sinal e se auto acusar, mas não... Ninguém esboçou qualquer reação.

-Certo... — Peeta diz finalmente. – Eu vou, se é assim que quer.

-Sim, eu quero... — ela sussurra, dando um selinho demorado.

Abri um sorriso mesmo com suas vistas ardendo.

-Então... Quando tem de está em Stanford?

Peeta respira fundo pegando o papel amaçado das mãos de Katniss e diz.

-Daqui a dois dias...

Katniss assovia admirada.

-Então... Começamos a arrumar as mala, Mellark.

Notas finais
N/Lu: Espero que tenham gostado. Ate para quem tava com trava, consegui fazer algo bem legal.
Gente, sei que devem está reparando que estou fazendo umas passagens de tempo, a razão disso é que não quero deixar a fanfic em um nível massante, e muito menos ficar enrolando. Então por isso, que estou dando mas enfase nas parte primordiais. Caso tenha algo que esteja faltando, ou qualquer opinião para melhorar o texto ou enredo, me digam, certo? Bjs e ate semana que vem, espero,kkkk.